Cidades

PÉSSIMO EXEMPLO

Uma caminhonete do governo e duas infrações: na contramão em vaga de cadeirante

Superintendência do Ibama afirmou que irá punir funcionário responsável

GABRIEL MAYMONE

04/08/2015 - 15h09
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Uma caminhonete do Ibama ( Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) foi flagrada estacionada na contramão na vaga para cadeirante. A cena aconteceu na manhã desta terça-feira (04), em frente ao Banco do Brasil, em Aquidauana (MS) – distante 143 km da Capital.

Segundo informações do jornal O Pantaneiro, um morador se revoltou com a cena e postou a foto no Facebook. Indignado, publicou a seguinte mensagem: “Aquidauana parece terra sem lei. Duas infrações graves: estacionado na contramão e na vaga de cadeirante”.

Muitos começaram a compartilhar a imagem com indignação, já que se trata de carro oficial de um Órgão Federal vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

Na foto é possível perceber um carro de passeio estacionado na faixa amarela, no local indicado para viatura da polícia.

O Superintendente do IBAMA em Mato Grosso do Sul, Márcio Yule, disse estar indignado com a situação e disse que o órgão tem como identificar o servidor e que providências serão tomadas. “Nós temos controle das viaturas, todas são monitoradas e trabalhamos com normas. Os responsáveis por conduzir esses carros sabem que temos procedimento de apuração da condução desses veículos para evitar justamente o mau uso”, disse.

Márcio reforçou que esse procedimento será aberto imediatamente para punir o servidor do Instituto que cometeu o ato desrespeitoso no município.

Planta Exótica

Prefeitura inicia erradicação da murta em área urbana em MS

A remoção ocorre porque a planta exótica é hospedeira da bactéria que afeta a citricultura

31/01/2026 12h22

Divulgação: Prefeitura Municipal de Sidrolândia

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Com a lei que determina a erradicação da murta (Murraya paniculata), a Prefeitura Municipal de Sidrolândia iniciou a retirada, em área urbana, da planta considerada um risco para a citricultura.

Sancionada pelo governador Eduardo Riedel a Lei nº 6.293, de 22 de agosto de 2024, que proíbe o plantio, o comércio e o transporte da murta em Mato Grosso do Sul.

A murta (Murraya paniculata) é uma espécie de planta exótica, conhecida popularmente como dama-da-noite, que possui folhas verdes e flores brancas ou rosa-claro.

A planta é conhecida por exalar uma fragrância fresca e aromática. Apesar de parecer inofensiva, é hospedeira da bactéria causadora da doença dos citros denominada huanglongbing (HLB), considerada uma das doenças mais graves e destrutivas da citricultura mundial, uma vez que ataca todos os tipos de citros e, até o momento, não possui tratamento curativo para as plantas doentes.

Divulgação: Prefeitura Municipal de Sidrolândia

Retirada

No município, localizado a 70 quilômetros de Campo Grande, a retirada está sendo executada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Sedema), pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Semaa) e pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), em parceria com a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). As equipes iniciaram os trabalhos de remoção da murta (Murraya paniculata) em áreas públicas.

Por meio das redes sociais, a Prefeitura de Sidrolândia tem orientado a população sobre os riscos que a planta exótica representa para a citricultura.

Com o enrijecimento da legislação, gigantes do setor encontraram em Mato Grosso do Sul segurança para instalar fábricas e realizar o plantio, transformando o Estado no chamado “vale dos citros”.

A medida atende à Lei Municipal nº 2.309, de 2025, que, em consonância com a legislação estadual, trata da proibição da planta.

Divulgação: Prefeitura Municipal de Sidrolândia

Entenda

A legislação foi instituída como medida de defesa fitossanitária da citricultura, considerando que a murta é planta hospedeira de pragas que afetam diretamente a produção de citros, especialmente o HLB (greening), uma das doenças mais severas da citricultura.

A atuação do município ocorre de forma integrada e complementar às ações do Governo do Estado, seguindo as orientações técnicas da Iagro, conforme previsto na legislação vigente.

Vale da citricultura

Os produtores iniciaram a transferência da produção para Mato Grosso do Sul após terem tido as plantações afetadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Para se ter ideia, o greening afetou quase 80% da produção na região conhecida como Cinturão Citrícola, em São Paulo, no ano de 2024.

O Triângulo Mineiro, que também faz parte do cinturão, embora tenha registrado uma incidência de casos menor que a de São Paulo, precisou ser monitorado, conforme levantamento da Fundecitrus.

Com isso, a Cutrale, que possui sede em Araraquara (SP), transferiu parte de sua produção para terras sul-mato-grossenses, com um investimento de R$ 500 milhões no plantio de 5 mil hectares em uma fazenda Aracoara, localizada entre Sidrolândia e Campo Grande.

Cabe ressaltar que a empresa já possuía pomares na região e, a depender da proporção da produção, uma indústria de processamento de suco de laranja no Estado pode ser viabilizada.

A expectativa, segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), é que, até abril de 2026, a fazenda da Cutrale tenha 4,8 mil hectares plantados, com estimativa de produção, em oito anos, de 8 milhões de caixas de laranja por ano.

A quarta a anunciar a vinda foi a Citrosuco, que possui sede em Matão (SP), com investimentos anunciados de R$ 2,1 bilhões.

Outros grupos, como o Junqueira Rodas, sediado em Monte Azul (SP), também estão investindo na plantação de laranja, enxergando o potencial de Mato Grosso do Sul, especialmente pela legislação firme no combate ao causador da doença huanglongbing (HBL), conhecida como greening dos citros.

O Grupo Junqueira Rodas, que, em abril de 2024, apresentou um projeto de plantio de 1,5 mil hectares nos municípios de Paranaíba e mais 2,5 mil Naviraí, ou seja, um total de R$ 400 milhões. 

E o mais recente anúncio foi da empresa Cambuhy Agropecuária (Grupo Moreira Salles), que confirmou o investimento de R$ 1,2 bilhão no Estado, que é considerado o “novo cinturão citrícola” do Brasil.

 

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Cidades

Tamanduá-bandeira é encontrado dentro de agência do Itaú em Campo Grande

O animal adulto foi flagrado, na noite desta sexta-feira (30), dentro da agência localizada na Avenida Mato Grosso; veja o vídeo

31/01/2026 12h00

Imagem Divulgação

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Uma cena inusitada chamou a atenção de clientes que precisaram usar os serviços da agência bancária do Itaú, na noite de sexta-feira (30), e acabaram se deparando com um tamanduá-bandeira adulto (Myrmecophaga tridactyla), em Campo Grande.

O animal silvestre estava dentro da agência localizada na Avenida Mato Grosso. O fato não deixa de ser curioso, embora, na Capital sul-mato-grossense, a presença de animais silvestres seja constante em algumas regiões.

A equipe da Polícia Militar Ambiental (PMA), que atendeu à ocorrência, verificou que o tamanduá não apresentava ferimentos. Ele foi capturado com todos os cuidados necessários e reintroduzido na natureza.

Em estudo inédito divulgado pelo Correio do Estado, o tamanduá-bandeira, - importante aliado do equilíbrio ambiental, atuando no controle de insetos como formigas e cupins -, usa a cauda, por exemplo, para aliviar altas temperaturas no Cerrado e na região Pantaneira.

 

 

 

Funções da cauda

Após mais de 266 horas de observações em campo, o Instituto de Conservação de Animais Silvestres (Icas) apresentou, em uma pesquisa inédita, 11 comportamentos do tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) relacionados ao uso da cauda.

O estudo completo foi publicado na revista científica Journal of Ethology e traz análises comportamentais dos animais registradas entre agosto de 2021 e novembro de 2023, no Cerrado de Mato Grosso do Sul, em regiões impactadas por atividades humanas.

O animal, cujo nome em tupi antigo, “tamanduá", significa “caçador de formigas” (tama = formiga; nduá = caçador), é chamado de "bandeira" em referência à sua cauda longa, densa e peluda, que, erguida, lembra uma bandeira esvoaçante.

Apesar de chamar atenção, até então pouco se havia registrado sobre as funcionalidades da cauda do tamanduá-bandeira.

“Identificamos funções mecânicas, fisiológicas, comportamentais e sociais associadas à cauda, que vão desde o equilíbrio e a termorregulação até o cuidado materno e a comunicação entre mãe e filhote”, explica a bióloga Alessandra Bertassoni, autora principal do estudo.

Uso da cauda


A pesquisa demonstrou que o animal silvestre utiliza a cauda em diversas situações, como:

  • cobertor térmico durante o sono;
  • abanador nos dias quentes;
  • sombra para os filhotes;
  • ferramenta de equilíbrio em posição bípede;
  • sinalizador de alerta;
  • meio de transporte e proteção dos filhotes.

 

Apesar de algumas dessas funções já serem conhecidas de maneira isolada, a maioria nunca havia sido documentada e descrita como neste estudo apresentado pelo Icas.

A parte mais curiosa envolve as fêmeas e os filhotes de tamanduá-bandeira, monitorados pelo Programa de Conservação do Tamanduá-Bandeira, em um cenário fragmentado por pastagens e rodovias.

Os registros revelaram que a cauda passa por um processo de transformação ao longo do crescimento do animal, desde os primeiros dias de vida até a fase adulta, um dado que até então não havia sido devidamente documentado.

O comportamento observado nas gravações aponta para a dependência intensa do filhote em relação à mãe, já que ele não possui condições de realizar diversas atividades sozinho.

Categorias de comportamento


Os comportamentos foram divididos em três categorias para compreender as múltiplas utilidades da cauda:

  • Mecânicos
  • Comportamentais
  • Fisiológicos

Mecânicos

  • Equilíbrio ao caminhar: A cauda permanece horizontal passivamente, ajudando a manter o equilíbrio durante a locomoção.
  • Equilíbrio na posição bípede: Quando o tamanduá assume postura ereta, a cauda segue a curvatura da coluna e permanece apoiando o corpo.
  • Transporte do filhote: A cauda se mantém horizontal e serve de apoio ao corpo do filhote, atuando também como reforço no vínculo entre mãe e cria.

Comportamentais

  • Proteção e camuflagem: A cauda é dobrada sobre o corpo e permanece imóvel, servindo de disfarce contra predadores.
  • Aconchego e afiliação: A cauda cobre o corpo durante momentos de contato entre mãe e filhote, oferecendo conforto e calor.
  • Abertura da cauda: A mãe abre a cauda para permitir a entrada do filhote quando ele a toca.
  • Rejeição do filhote: A cauda se mantém horizontal e ergue-se rapidamente quando a aproximação do filhote não é desejada.
  • Sinal de alerta: A cauda é erguida e eriçada, funcionando como sinal visual de atenção ou vigilância.

Fisiológicos

  • Sono com função termorreguladora: Durante o repouso, a cauda cobre o corpo e ajuda a conservar o calor.
  • Movimento de abano: A cauda é balançada para arejar o corpo, ajudando na regulação térmica.
  • Sombra contra o sol: A cauda é posicionada de modo a proteger o corpo do filhote da exposição solar.

Ameaças à espécie


A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) classificou o tamanduá-bandeira como “vulnerável”, devido a ameaças como atropelamentos, perda de habitat e mudanças climáticas.

Os novos dados são considerados essenciais para que pesquisadores possam traçar estratégias de conservação e manejo da espécie.

“Lesões na cauda podem comprometer seriamente a sobrevivência de um indivíduo, especialmente no caso das fêmeas com filhotes. Por isso, compreender a função desse apêndice é crucial para decidir, por exemplo, se um animal pode ou não ser reintroduzido na natureza”, destaca o coautor do estudo, Arnaud Desbiez.

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