Cidades

Balanço

Uma semana após temporal, 30% das árvores que caíram não foram recolhidas

Segundo a prefeitura, foram contabilizadas 667 ocorrências relacionadas às chuvas; metade era de árvores caídas

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Cerca de 27% das árvores que caíram com os ventos de quase 90 km/h que atingiram Campo Grande no dia 10 deste mês continuam caídas no mesmo local, algumas delas atrapalhando o trânsito. Os dados são da prefeitura, que afirma que ao todo foram registradas 355 ocorrências relacionadas à queda de árvores ou galhos na cidade.

No dia 10, rajadas de ventos de 87 km/h, que vieram acompanhados de muita chuva, deixaram vários pontos de destruição na cidade. Conforme a Prefeitura de Campo Grande, foram contabilizadas 667 ocorrências relacionadas aos impactos das fortes chuvas e dos ventos na Capital.

“Desse total, 355 ocorrências estão relacionadas à queda de árvores ou galhos. Até o momento, 73% desses casos já foram atendidos com a retirada das árvores e dos galhos”, informou o Município, em nota ao Correio do Estado.

Os dados são um pouco diferentes dos que haviam sido divulgados na segunda-feira, quando a prefeitura anunciou que, desde o início das chuvas, o Município havia registrado 450 ocorrências, 423 envolvendo quedas de árvores ou de galhos.

A Administração afirmou ontem que cerca de 20 equipes seguiam mobilizadas “atuando nas áreas afetadas, com serviços de poda, remoção de árvores e galhos e demais intervenções necessárias para a recuperação dos locais atingidos”.

A gestão lembrou ainda que a região central foi a área que concentrou o maior volume de estragos decorrentes do temporal.

“Desde o registro das ocorrências, a Prefeitura tem atuado de forma integrada, com diferentes frentes de trabalho para atender à população e contribuir para a normalização da cidade. Entre as ações estão os serviços de poda e retirada de árvores, o trabalho da Defesa Civil nas ruas e o atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade, por meio da Emha e da Secretaria de Assistência Social (SAS), além de outras ações realizadas pelos órgãos municipais conforme a necessidade identificada em cada região”, completou a nota.

EMERGÊNCIA

Por conta do número de ocorrências registradas após o temporal, a Prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência por 180 dias, o que pode facilitar a recuperação dos estragos, já que nestes termos não é necessária a realização de licitações para que os serviços sejam feitos.

A emergência foi reconhecida pelo governo federal e pelo governo do Estado, que prometeu ajudar na reconstrução dos pontos afetados.

Entre os maiores estragos estão a Esplanada Ferroviária, que teve seu telhado praticamente todo arrancado com a força dos ventos, e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Universitário, onde parte do teto de vidro quebrou e desabou.

TEMPORAL

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Campo Grande chegou a um acumulado de 118,4 milímetros até o fim da tarde de ontem, valor que representa 53% acima do esperado para o mês, o que faz deste um dos setembros mais chuvosos dos últimos 18 anos na Capital, como mostrou reportagem do Correio do Estado publicada ontem.

Os dados são alarmantes, já que o Inmet mantém alerta de temporal para a Capital até amanhã, com possibilidade de chuva e ventos fortes.

Educação

Estudantes de MS transformam impostos e dinheiro público em peças de teatro

Dez espetáculos de escolas estaduais chegam à final de festival nesta quinta-feira, em Campo Grande, após seleção entre 37 trabalhos inscritos

02/11/2026 17h32

Reprodução/GovMS

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De onde vem o dinheiro que mantém escolas, hospitais e outros serviços públicos? A pergunta será levada ao palco por estudantes da rede estadual de Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (5), em Campo Grande. Dez peças selecionadas entre 37 trabalhos inscritos disputam a final do primeiro Festival de Teatro das Escolas Estaduais MS In Cena, que aborda educação fiscal, cidadania e responsabilidade com os recursos públicos.

As apresentações começam às 17h, no Teatro Aracy Balabanian, no Centro Cultural José Octávio Guizzo. A entrada é gratuita.

O festival é uma iniciativa do Núcleo de Arte e Cultura da Secretaria de Estado de Educação (SED), em parceria com a Receita Federal em Campo Grande. Os próprios estudantes participaram da criação dos textos, da interpretação e dos ensaios, com orientação dos professores.

A seleção reúne produções de cinco municípios. Dourados concentra quatro dos dez espetáculos finalistas, seguido por Campo Grande, com três peças. Nova Andradina, Anastácio e Rio Verde de Mato Grosso também têm representantes.

Entre os trabalhos selecionados estão Divino Arquivo, Entre Ruínas e Desertos, Cidade dos Mortos e Retalhos, de escolas de Dourados; O Auto de Leonel, A Incrível Volta por Cima de Sarrapenha Tucandrada e Três Voos, Um Destino, de Campo Grande; além de O Menino que Virou Estrela, de Nova Andradina; O Tesouro do Sítio, de Anastácio; e O Casamento de Catarina, de Rio Verde de Mato Grosso.

Os roteiros e vídeos das produções foram avaliados por uma comissão no dia 9 de outubro. A competição prevê premiação para melhor espetáculo, com primeiro, segundo e terceiro lugares, além de melhor texto e melhor direção. Todos os grupos finalistas receberão troféus de participação.

Serviço

O Festival MS In Cena será realizado nesta quinta-feira (5), às 17h, no Teatro Aracy Balabanian, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, localizado na Rua 26 de Agosto, 453, região central de Campo Grande. A entrada é gratuita.

Transmissão Interrompida

Tentativa de furto de cabos deixa rádio de MS fora do ar

Desde sábado, emissora de Três Lagoas está com as transmissões interrompidas após uma tentativa de furto danificar a fiação elétrica; serviço ainda não foi restabelecido.

02/11/2026 17h22

Fachada da Rádio Caçula, em Três Lagoas, que está fora do ar desde sábado (31) após tentativa de furto de cabos elétricos.

Fachada da Rádio Caçula, em Três Lagoas, que está fora do ar desde sábado (31) após tentativa de furto de cabos elétricos. Foto: Foto: Google Street View

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Uma tentativa de furto de cabos elétricos interrompeu as transmissões da Rádio Caçula, em Três Lagoas, município localizado na região leste de Mato Grosso do Sul. A emissora saiu do ar no sábado (31), após a ação criminosa comprometer o sistema responsável pela transmissão do sinal. Até o momento, o serviço não foi restabelecido.

Segundo informações divulgadas pela própria rádio no domingo (1º), os danos atingiram as ligações elétricas que garantem o funcionamento dos equipamentos. Com isso, a programação precisou ser interrompida, deixando os ouvintes sem acesso à transmissão habitual.

Considerada uma das emissoras mais tradicionais e populares de Três Lagoas, a Rádio Caçula se destaca pela cobertura jornalística, especialmente de ocorrências policiais.

Entre suas atrações mais conhecidas está o programa Ronda Policial, que acompanha crimes, acidentes e operações policiais na cidade e na região.

A emissora informou que aguarda o restabelecimento do fornecimento de energia pela concessionária responsável para retomar as atividades. Até a divulgação do comunicado, não havia previsão para a normalização do serviço.

O episódio ocorre em meio a uma sequência de furtos de fiação elétrica registrados em Três Lagoas, onde criminosos têm provocado prejuízos a equipamentos públicos, redes de iluminação e estruturas utilizadas na prestação de serviços essenciais.

Emissora cobra providências das autoridades

A direção da Rádio Caçula manifestou indignação com a tentativa de furto e alertou para os prejuízos provocados por esse tipo de crime, que ultrapassam os danos materiais e podem comprometer serviços utilizados diariamente pela população.

Além de cobrar medidas das autoridades de segurança pública, a emissora defendeu o reforço da fiscalização sobre estabelecimentos que comercializam materiais de origem suspeita.

"Se furtam, é porque tem quem compra", destacou a rádio, ao chamar a atenção para a necessidade de combater a receptação de cabos e outros materiais furtados.

A preocupação está relacionada à possibilidade de que a comercialização irregular desses produtos estimule novas ocorrências, mantendo um ciclo de furtos e prejuízos para empresas, órgãos públicos e moradores.

A emissora agradeceu a compreensão dos ouvintes e informou que a programação será retomada assim que as ligações elétricas do sistema transmissor forem restabelecidas.

Três Lagoas registrou 61 furtos em estruturas de esgoto

O caso da Rádio Caçula não é isolado. Três Lagoas enfrenta uma sequência de furtos de cabos elétricos que prejudicam serviços públicos e provocam prejuízos à população.

Segundo a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), 61 furtos de fiação elétrica foram registrados em nove estações elevatórias de esgoto do município em apenas 60 dias. As ocorrências comprometem o bombeamento de resíduos e podem causar extravasamento de esgoto e problemas ambientais.

Os furtos também atingiram espaços públicos, como a Avenida Rosário Congro, o Parque Linear, a Lagoa Maior e o Balneário Municipal. Em alguns casos, a fiação subterrânea foi retirada após danos ao asfalto.

Além dos prejuízos financeiros, essas ações comprometem serviços essenciais. No caso da Rádio Caçula, as transmissões permanecem interrompidas enquanto a emissora aguarda a recuperação das ligações elétricas danificadas.

 

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