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Hidratação

Umidade do ar atinge alerta e Ministério dá dicas

Umidade do ar atinge alerta e Ministério dá dicas

dourados news

03/09/2011 - 13h22
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A coordenadora técnica e meteorologista do Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS), Cátia Cristina Braga Rodrigues, informa que, de acordo com os modelos meteorológicos, não há previsão de chuva para Mato Grosso do Sul, até o dia 8 de setembro. Segundo ela, a umidade do ar tende a continuar bastante baixa em todas as regiões com média de 30% hoje (1º) - considerado estado de atenção. “Setembro é um mês muito seco e há possibilidade de frentes frias para o Estado durante o mês”, avisa Cátia Braga.

Segundo ela, durante os próximos dias, a umidade relativa do vai baixar muito. “De acordo com a climatologia, no município de Água Clara, por exemplo, a umidade do ar mínima ficará em 10%. Na capital, Campo Grande, a umidade deve baixar para 15% (considerado estado de emergência)”, informa Cátia Braga.

Dicas para enfrentar a seca

Diante da baixa umidade relativa do ar registrada em diversos Estados – sobretudo, na Região Centro-Oeste – o Ministério da Saúde recomenda uma série de medidas para amenizar os efeitos do tempo seco à saúde. Além do ressecamento da pele, lábios rachados, olhos irritados e sangramento nasal, problemas mais sérios podem ocorrer em períodos como esse, como a desidratação e o agravamento de enfermidades que acometem principalmente os idosos.

“Dependendo de quanto a umidade reduzir, não é recomendável fazer atividades físicas por causa da própria limitação de oxigênio disponível”, orienta o diretor nacional de Vigilância Ambiental em Saúde, Guilherme Franco, ao explicar que o tempo seco dificulta a absorção de oxigênio pelo organismo. “Quanto menor a umidade, maior é a chance de consequências à saúde, como falta de ar e tontura, comumente relacionados à má distribuição de oxigênio”, afirma.

Hidratação

Com a umidade do ar em queda, a necessidade de consumo de líquidos aumenta e a recomendação é que sejam consumidos até quatro litros diários. Como refrigerantes e sucos industrializados contêm níveis elevados de açúcares, o ideal é tomar bastante água. Outras medidas simples podem ser adotadas em casa, como o uso de vaporizadores, umidificadores, toalhas molhadas e baldes com água são indicados para se elevar a umidade nos ambientes. “Tudo o que pode elevar a umidificação é favorável”, completa Guilherme Franco.

Durante o período mais quente do dia – das 10 às 15 horas - deve-se evitar a prática de exercícios físicos, principalmente os aeróbicos, que demandam um maior consumo de oxigênio, elevam a temperatura do organismo e aceleram a perda de líquidos.

Crianças

Nesse período de seca, o diretor nacional de Vigilância Ambiental em Saúde explica que a atenção em relação às crianças deve ser redobrada. “Em linhas gerais, a criança não sabe se cuidar, então, a família e a escola têm um papel muito importante no sentido de assegurar que essa criança esteja sempre bem hidratada”, afirma.

De acordo com ele, apesar de ser um episodio normal nessa época do ano, o sangramento nasal é um sinal de que a criança precisa ingerir uma quantidade maior de líquido. “O sangramento pode ser facilmente interrompido deitando a criança de barriga para cima e colocando um lenço ou um pedaço de papel higiênico sobre o nariz. Depois de interromper o sangramento, é muito importante reforçar a hidratação, a ingestão de água com aquela criança”, recomenda.

Segundo Guilherme Franco, além do sangramento nasal, é preciso checar se a criança está urinando normalmente e se a cor da urina não está muito escura (amarelo escuro). “Além disso, vale observar sempre o estado geral da criança. Geralmente, quando elas estão desidratadas, ficam mais moles, sem querer brincar. Nesses casos, o ideal é procurar a unidade de saúde mais próxima para saber se ela precisa de cuidados de urgência e emergência”, afirma. A recomendação é de que a criança beba pelo menos dois litros de água por dia.

Com informações da Agência Saúde – Ascom

SAÚDE

Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

Médico atuou na criação de políticas de prevenção e tratamento

19/09/2026 23h00

Paulo Roberto Teixeira

Paulo Roberto Teixeira EMI SHIMMA/DIVULGAÇÃO

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Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.Paulo Roberto TeixeiraPaulo Roberto Teixeira

Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".

COMBUSTÍVEL

Petrobras recebe parcela de R$ 448 milhões, referente à subvenção à gasolina

Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela empresa no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões

19/09/2026 21h00

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito Gerson Oliveira

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A Petrobras informou hoje que recebeu parcela do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram repassados à estatal R$ 448 milhões, referentes à comercialização de gasolina no período de 16 e 31 de julho.

"Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela Petrobras no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões", diz a empresa.

Além disso, a estatal informou que seu Conselho de Administração, em reunião realizada a sexta-feira, aprovou a adesão à subvenção econômica de produtores e importadores de óleo diesel e suas correntes, instituída pela Medida Provisória nº 1.391, de 11 de setembro de 2026. Segundo a empresa, a adesão ocorre nos termos da regulamentação aplicável estabelecendo o valor unitário da subvenção em R$ 1,00 por litro de óleo diesel "A", de uso rodoviário, pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período.

"A adesão à subvenção econômica de que trata a MP nº 1.391/2026 não afasta o direito ao recebimento das subvenções econômicas já devidas ao produtor ou ao importador, tampouco revoga a adesão da companhia à subvenção autorizada pela MP nº 1.363/2026, no valor de R$ 1,12 por litro de óleo diesel "A"", disse a Petrobras. "Dessa forma, os benefícios previstos em ambos os programas são cumulativos."

De acordo com a estatal, diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia. "A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e à análise do regulamento previsto na MP nº 1.391/2026, necessário à operacionalização da subvenção econômica", informou.

Cabe destacar que a Petrobras mantém sua estratégia comercial, orientada pela participação de mercado, pela otimização de seus ativos de refino e pela busca de rentabilidade de forma sustentável, evitando o repasse imediato aos preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio, informou a estatal.

"A companhia segue comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, preservando a flexibilidade necessária para a execução de sua estratégia comercial e para a geração de valor de longo prazo", afirmou a Petrobras.

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