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AJUDA MAS É POUCO

Upgrade grátis na CNH tem 7,3 mil interessados em 660 iniciais vagas do programa

Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas de MS diz que déficit no setor já supera marca de três mil funcionários necessários no Estado

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Com 660 vagas oferecidas inicialmente, o programa "Voucher Transportador", que oferece um "bônus" gratuito na Carteira Nacional de Habilitação, teve 7.339 interessados na capacitação como motoristas de carga e ônibus, ou em subir para as categorias "D" ou "E" na CNH. 

Sendo que na próxima segunda-feira (28) saem os escolhidos nesta seleção, o Governo do Estado detalhou que, as inscrições pelos municípios somaram: 

  • 4.821 em Campo Grande
  • 1.089 em Três Lagoas, 
  • 641 em Dourados, 
  • 313 em Ribas do Rio Pardo, 
  • 230 em Corumbá, 
  • 174 em Chapadão do Sul e 
  • 71 em São Gabriel do Oeste.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargos de MS (Sindicargas), Gilmar Ribeiro, apesar de o programa ser um alívio para o déficit do setor, o problema é muito maior. 

Vale ressaltar que essas 660 vagas iniciais são distribuídas, sendo:  410 para Campo Grande; 100 para Três Lagoas; 50 para Ribas do Rio Pardo; 40 para Dourados, além dos municípios de Corumbá, Chapadão e São Gabriel do Oeste, com 20 oportunidades cada. 

"Vai ajudar? Vai! Mas é muito pequeno se comparado o que, de fato, o Estado necessita de mão de obra. São 660 e ainda dividindo em algumas cidades. A gente acredita que é pouco perto da demanda que temos de vagas, de ofertas de trabalho para o motorista de carreta", diz. 

Em entrevista ao Correio do Estado, o presidente afirma que o déficit, estimado - ainda em março deste ano - em cerca de 3 mil profissionais necessários, se mantém até então, com grandes chances, inclusive, de ter aumentado. 

"A profissão motorista, antigamente, era passada de pai para filho. Hoje não, os filhos desses profissionais já são médicos; advogados. Ainda bem que está tendo esse incentivo para voltar", comenta ele. 

Desenvolvido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o programa batizado de "Voucher transportador" conta com participação do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul e apoio do Sest Senat, que trará a capacitação.  

Conforme divulgado pelo Governo, a expectativa é que esse aperfeiçoamento na CNH comece já no próximo mês, esperando que até o fim de 2023 o Estado já disponha desses motoristas qualificados e aptos para assumirem as vagas. 

Incrementando a CNH

Atualmente, um motorista em sua primeira habilitação como condutor categoria B, leva cerca de três anos até chegar na E, chegando à possibilidade de dirigir as carretas e caminhões com reboques que fazem esse tipo de transporte de carga. 

Essa progressão, entretanto, pode se dar de duas formas distintas, sendo uma delas a opção de subir uma categoria a cada ano, já que é necessário o intervalo de 12 meses para progredir em ordem alfabética. 

Já o motorista que visa a última das categorias, pode esperar por dois anos na carteira "B" e pular direto para a "D", sem passar pela classe intermediária "C" (que permite dirigir caminhões não articulados, tratores e máquinas agrícolas). 

Uma vez na D, basta esperar mais 12 meses até chegar na última categoria, sendo necessários: 

  • Ter 21 anos completos
  • Curso prático de 20 horas/aula
  • Teste de direção veicular
  • Estar aprovado nos exames de aptidão física e mental
  • Além de não ter cometido infração gravíssima nos últimos 12 meses

Também, Gilmar comenta que justamente os valores para progredir nas categorias da CNH é que tornam essa evolução ainda mais difícil para os assalariados, que precisariam antes participar do curso de 30 dias e desembolsar até R$ 4,2 mil nesse processo.  

"Quem tem categoria 'B', para ir para 'D' custa muito, e é o mesmo quem migra de 'D' para 'E'. E vai ficando esse déficit de mão de obra. O Governo nesse primeiro momento prometeu mil vagas, podendo chegar a cinco mil [numa próxima edição]", complementa. 

 

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Astronomia

Eclipse vai encobrir 96% da Lua nesta quinta e poderá ser visto em MS

Fenômeno começa às 21h24 no Estado e chega ao ponto máximo à 0h13 de sexta-feira; observação poderá ser feita a olho nu e não exige equipamentos especiais

25/08/2026 20h08

Eclipse lunar parcial encobrirá 96% do disco da Lua e poderá ser observado em Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (27).

Eclipse lunar parcial encobrirá 96% do disco da Lua e poderá ser observado em Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (27). Foto: Reprodução.

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Quem olhar para o céu de Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (27) poderá acompanhar um dos fenômenos astronômicos mais marcantes do ano. Um eclipse lunar parcial vai encobrir 96,2% do disco da Lua, deixando apenas uma pequena faixa do satélite fora da região mais escura da sombra projetada pela Terra.

Apesar de tecnicamente classificado como parcial, o eclipse será tão profundo que terá aparência próxima à de um fenômeno total.

O espetáculo atravessará a madrugada de sexta-feira (28) e poderá ser acompanhado de qualquer ponto de Mato Grosso do Sul, desde que as condições do tempo permitam a visualização do céu. 

Para os sul-mato-grossenses, é preciso atenção aos horários divulgados nacionalmente, já que o Estado está uma hora atrás do horário de Brasília.

Em MS, o fenômeno começa às 21h24 de quinta-feira, quando a Lua entra na penumbra, região mais clara da sombra da Terra. Nessa primeira etapa, a alteração no brilho ainda será discreta.

A transformação ficará muito mais evidente a partir das 22h34, quando começa a fase parcial propriamente dita. A Lua passará progressivamente pela umbra, a parte mais escura da sombra terrestre, dando a impressão de que uma grande "mordida" avança sobre o disco lunar. 

O ponto alto está previsto para 0h13 de sexta-feira, no horário de Mato Grosso do Sul. Nesse momento, 96,2% da Lua estará encoberta pela sombra da Terra, restando apenas uma estreita porção diretamente iluminada pelo Sol.

Depois do auge, o processo será invertido e o satélite começará gradualmente a deixar a sombra terrestre. 

Por que a Lua muda de aparência?

O eclipse lunar acontece quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados, com o planeta posicionado entre o Sol e o satélite natural. A Terra bloqueia parte da luz solar que normalmente ilumina a Lua e projeta sua própria sombra sobre ela.

Essa sombra é dividida em duas regiões. A penumbra é a parte mais clara, responsável por uma redução mais sutil do brilho. Já a umbra é a região mais escura e provoca o encobrimento facilmente perceptível durante a fase parcial.

Durante os momentos de maior cobertura, grande parte da Lua também poderá adquirir tonalidades avermelhadas ou alaranjadas. Isso acontece porque uma pequena parcela da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar à superfície lunar.

Nesse percurso, os comprimentos de onda azulados são mais dispersados, enquanto tons avermelhados conseguem atravessar a atmosfera e alcançar a Lua. 

É um efeito semelhante ao responsável pelos tons avermelhados observados no céu durante o nascer e o pôr do sol.

Como quase toda a Lua estará dentro da umbra nesta quinta-feira, a mudança de coloração poderá ficar especialmente evidente próximo ao momento máximo do eclipse.

Não é preciso proteção para os olhos

Ao contrário de um eclipse solar, o fenômeno desta quinta-feira pode ser observado diretamente e não representa risco à visão. Não será necessário utilizar óculos especiais, filtros ou qualquer outro equipamento de proteção.

Também não é preciso ter telescópio ou binóculo. O eclipse poderá ser acompanhado a olho nu, embora instrumentos de aproximação permitam observar com mais detalhes as mudanças de luminosidade e coloração na superfície lunar. 

Para melhorar a experiência, a recomendação é procurar um ponto com boa visão do céu e, de preferência, afastado de iluminação artificial intensa. O principal fator que poderá atrapalhar a observação será a presença de nuvens.

Quem não conseguir acompanhar diretamente ainda terá outra alternativa. O Observatório Nacional fará uma transmissão ao vivo do eclipse pela internet, permitindo acompanhar o fenômeno mesmo em regiões onde o tempo não colaborar. 

Quase total

O que torna o eclipse desta semana especialmente chamativo é justamente a dimensão da cobertura. Com 96,2% do disco lunar obscurecido, apenas uma pequena parte ficará fora da umbra terrestre no auge do evento.

É essa pequena diferença que impede que o fenômeno seja oficialmente classificado como eclipse lunar total. Visualmente, porém, a proximidade com os 100% fará com que a Lua apresente uma aparência muito semelhante à observada em uma totalidade.

O fenômeno também marca uma mudança de cenário para os observadores brasileiros neste mês. Em 12 de agosto ocorreu um eclipse solar total, mas ele não pôde ser observado do Brasil.

Desta vez, a situação será diferente: o eclipse lunar poderá ser acompanhado diretamente no País e todas as suas fases serão visíveis no território brasileiro, segundo o Observatório Nacional.

Em Mato Grosso do Sul, portanto, o espetáculo começa ainda na noite de quinta-feira, ganha força pouco antes das 23h e reserva seu principal momento para quem estiver disposto a atravessar a meia-noite olhando para o céu.

Pagamentos

Renegociação de dívidas do Fies pode ser feita até 16 de setembro

Adesão deve ser feita junto ao banco responsável pelo contrato

25/08/2026 19h00

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com descontos e condições facilitadas pelo programa Desenrola Fies 2026 pode ser feita até o dia 16 de setembro.  

A adesão à renegociação de dívidas da graduação deve ser firmada diretamente com a instituição financeira responsável pelo contrato do Fies: o Banco do Brasil ou a Caixa, por meio de seus canais digitais.

As condições de renegociação de dívidas variam de acordo com a situação de cada contrato. 

O Fies oferece financiamento para quem deseja estudar em uma instituição privada de ensino superior. Após a formatura, o estudante precisa devolver o montante financiado pelo governo com juros baixos e condições facilitadas de pagamento, respeitando o limite da renda do ex-estudante.

Quem pode renegociar?

A iniciativa é voltada para estudantes com contratos do Fies firmados até 2017 que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026, período em que o estudante começa a pagar o valor principal do financiamento estudantil e os juros acumulados para quitar a dívida após terminar a faculdade. A renegociação contempla contratos adimplentes e inadimplentes.

Também podem participar do Desenrola Fies 2026 os estudantes com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes por atraso neste financiamento estudantil. Após a formalização da renegociação e o pagamento da parcela de entrada, ocorre a retirada do nome do estudante e dos fiadores desses cadastros, quando aplicável.

Não estão aptos à renegociação os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018, assim como aqueles com contratos nas fases de uso do financiamento ou de carência.

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