Cidades

TSUNAMI NO PACÍFICO

Usina nuclear trabalha para impedir vazamento

Usina nuclear trabalha para impedir vazamento

g1

12/03/2011 - 00h23
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O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, admitiu o risco de vazamento nuclear, segundo a agência Jiji Press. Mas, ainda que algum vazamento de radiação seja esperado, Naoto Sekimura, professor da Universidade de Tóquio, afirma que um desastre radioativo de grandes proporções é pouco provável.

"Nenhum Chernobyl [maior desastre atômico da história, ocorrido na União Soviética em 1986] é possível com um reator de água leve. A perda do material refrigerador leva a um aumento da temperatura, mas também faz parar as reações [nucleares]", diz. "Mesmo no pior dos cenários, isso corresponderia a algum vazamento de radioatividade e danos ao equipamento, mas não haveria uma explosão. Se a retirada de vapor for feita com cuidado, haverá pouco vazamento. Certamente nada além de um raio de 3 km."

O chefe de gabinete Yukio Edano também afirmou que a quantidade do vazamento tende a ser pequena. "É possível que material radioativo do reator vaze para fora, mas a quantidade esperada é pequena, e é preciso considerar o vento soprando em direção ao mar", disse Edano em entrevista coletiva na manhã de sábado no Japão.

Riscos de blecaute em usina nuclear
De acordo com cientistas de uma organização sem fins lucrativos com sede nos Estados Unidos, o corte de energia é um dos problemas mais graves que podem afetar uma usina nuclear. Instalações desse tipo geralmente precisam de eletricidade para operar os motores, válvulas e instrumentos que controlam os sistemas que levam água refrigerada aos reatores.

“Se o resfriamento para de funcionar, o risco de um derretimento é real”, alerta Aquilino Senra, professor do programa de engenharia nuclear da pós-graduação da UFRJ, em entrevista ao G1.

Os reatores afetados pelo terremoto respondem por 18% da capacidade de geração de energia nuclear do Japão. Um total de 30% da eletricidade do país é gerada por usinas nucleares.

Na sexta-feira, o Japão informou à Agência Internacional de Energia Atômica que o terremoto e o tsunami cortaram o fornecimento de energia externa para a usina e que usaria geradores a diesel para alimentar a eletricidade necessária para o sistema de refrigeração dos reatores continuar funcionando, mas disse que nenhum vazamento radioativo havia sido detectado nas centrais nucleares da região afetada pelo terremoto.

O ministro do Comércio, Banri Kaieda, também chegou a admitir a possibilidade de que material radioativo se espalhasse pelo ar durante as tentativas de reduzir a pressão dentro do reator, "mas em uma quantidade mínima".

Dia seguinte
O amanhecer no país -ainda noite de sexta-feira no Brasil- revelou toda a extensão dos danos causados pelo tremor e pelo tsunami de dez metros de altura que varreu vilarejos e cidades.

Em uma das áreas residenciais mais atingidas, era possível escutar pessoas soterradas sob os escombros, pedindo socorro e perguntando quando seriam resgatadas, segundo relato da agência de notícias Kyodo.

O primeiro-ministro Naoto Kan deve visitar as plantas das usinas nucleares e também sobrevoar as áreas atingidas pelo terremoto na manhã deste sábado no Japão.

Pelo menos 45 países --inclusive China e EUA-- já ofereceram ajuda ao Japão nas tarefas de busca e resgate de vítimas.

"Trata-se provavelmente de uma operação humanitária de proporções épicas", escreveu em um comentário Sheila Smith, especialista em Japão da entidade norte-americana Conselho de Relações Exteriores.

Tsunami
O forte terremoto de magnitude 8,9 que atingiu nesta sexta-feira (11) a costa nordeste do Japão, segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS), gerando um tsunami (onda gigante com potencial destrutivo) de até dez metros de altura que varreu a costa do país, deixou mais de 300 mortos e quase 600 desaparecidos, além de ter destruído regiões inteiras.

O tremor foi o 7º pior na história, segundo a agência americana, e também o pior já registrado no Japão.

A Polícia Nacional informou que 178 pessoas morreram, 584 estão desaparecidas e ao menos 947 estão feridas. A polícia da província de Miyagi disse que outros 300 corpos de vítimas do tsunami foram encontrados na região costeira da cidade de Sendai. As autoridades acreditam que são corpos de residentes que morreram afogados pela onda de dez metros de altura que atingiu o litoral.

A agência Kyodo e outros veículos estimaram que o número de mortos pode passar de mil. A maioria deles teria morrido afogada.

O abalo provocou um tsunami que alcançou áreas da cidade japonesa de Sendai, na ilha de Honshu, a principal do arquipélago japonês.

Carros, barcos foram arrastados, casas e outras infraestruturas foram destruídas, e as imagens da destruição, feitas de helicópteros, são impressionantes.

Um vídeo da TV local mostrou a onda gigante arrastando carros em sua chegada à costa.

Em muitos lugares, o mar ultrapassou os diques de proteção e avançou vários quilômetros por terra, recordando cenas do tsunami que ocorreu no Oceano Índico, em 2004.

ENERGIA ELÉTRICA

Apagão após temporal em Campo Grande coloca Energisa na mira da Defensoria

Procedimento investiga demora no restabelecimento da energia após tempestade de setembro e avalia possíveis indenizações aos consumidores prejudicados.

09/10/2026 18h01

Equipes da Energisa trabalham na recuperação da rede elétrica após temporal que atingiu Campo Grande no dia 10 de setembro.

Equipes da Energisa trabalham na recuperação da rede elétrica após temporal que atingiu Campo Grande no dia 10 de setembro. Foto: Alicia Miyashiro/Correio do Estado.

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A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul abriu um procedimento para investigar a atuação da Energisa após o apagão provocado pelo temporal de 10 de setembro, em Campo Grande. A medida busca esclarecer as circunstâncias da interrupção prolongada no fornecimento de energia elétrica e avaliar possíveis medidas para reparar os prejuízos sofridos pelos consumidores, que, em alguns casos, ficaram até quatro dias sem luz.

A investigação foi oficializada por meio da Portaria nº 014/2026, publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (9).

O procedimento foi instaurado pelo Núcleo Institucional de Promoção e Defesa do Consumidor e demais Matérias Cíveis Residuais (Nuccon), responsável por acompanhar questões relacionadas aos direitos dos usuários de serviços essenciais.

Conforme o documento, a apuração pretende identificar eventuais falhas na prestação do serviço e verificar a necessidade de adoção de medidas para a reparação individual e coletiva dos danos causados à população. O prazo inicial para conclusão dos trabalhos é de 45 dias, podendo ser prorrogado.

A iniciativa ocorre quase um mês depois da tempestade que atingiu Campo Grande, derrubou árvores, danificou estruturas da rede elétrica e deixou moradores de diferentes regiões da cidade sem energia por períodos prolongados.

Reportagens publicadas pelo Correio do Estado mostraram que, mesmo dois dias após o vendaval, ainda havia consumidores enfrentando dificuldades para recuperar o fornecimento.

Em algumas localidades, a falta de energia se estendeu até a segunda-feira (14), quatro dias depois da tempestade.

Temporal afetou cerca de 300 mil pessoas

O vendaval que atingiu Campo Grande no fim da tarde de 10 de setembro provocou uma das maiores operações de recuperação da rede elétrica registradas na Capital.

Com rajadas de vento próximas de 84 km/h e milhares de descargas elétricas, a tempestade derrubou árvores, postes e estruturas, interrompendo o fornecimento em diferentes bairros.

Segundo levantamento divulgado pela Defesa Civil à época, aproximadamente 300 mil pessoas foram afetadas pela falta de energia. O impacto também atingiu o trânsito, com 76 semáforos apagados por falta de eletricidade e outros 18 equipamentos danificados.

No sábado (12), dois dias depois do temporal, a Energisa informou que havia restabelecido o fornecimento para 95,9% dos clientes atingidos.

Entretanto, moradores de pelo menos 13 bairros ainda enfrentavam interrupções, entre eles Jardim Noroeste, Centro, Monte Castelo, Tiradentes, Vila Nasser, Vila Margarida, Vila Merli, Parque do Lageado, Universitário, Chácara das Mansões, Jardim Itamaracá, Vila Santa Luzia e Santo Antônio.

A falta de energia também trouxe prejuízos à rotina das famílias e ao comércio. Conforme mostrou o Correio do Estado, moradores precisaram improvisar formas de conservar alimentos, enquanto estabelecimentos utilizaram caixas térmicas para manter produtos refrigerados.

Na Vila Olinda, por exemplo, comerciantes relataram dificuldades para preservar carnes, sorvetes e bebidas.

A interrupção também prejudicou o funcionamento de equipamentos e, em determinados pontos da cidade, afetou o abastecimento de água, ampliando os transtornos provocados pela tempestade.

Moradores ficaram até quatro dias sem energia

Diante da dimensão dos danos, a Energisa mobilizou equipes de outras cidades de Mato Grosso do Sul e de oito estados brasileiros para acelerar os reparos. No sábado (12), cerca de 800 profissionais estavam envolvidos na recuperação das estruturas e no restabelecimento do serviço.

Apesar do reforço, a normalização ocorreu de maneira gradual. Na manhã de segunda-feira (14), quatro dias após o temporal, a concessionária informou que 99,9% dos clientes afetados já haviam recuperado o fornecimento, enquanto os demais ainda aguardavam atendimento.

Na ocasião, a empresa atribuiu a demora nos casos restantes à complexidade dos danos na rede e às novas chuvas, que dificultaram os trabalhos de recuperação. A expectativa anunciada era concluir o restabelecimento ainda naquele dia.

Defensoria avalia reparação dos danos

A abertura do procedimento pela Defensoria Pública acrescenta uma nova etapa aos desdobramentos do apagão.

Além de examinar as circunstâncias da interrupção, o órgão pretende verificar a possibilidade de adoção de medidas para reparar danos eventualmente sofridos pelos consumidores.

A apuração tem como fundamentos dispositivos da Constituição Federal, do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e da Lei Federal nº 8.987/1995, que estabelece regras para a prestação de serviços públicos concedidos.

O artigo 22 do CDC determina que os órgãos públicos e suas concessionárias forneçam serviços adequados, eficientes e seguros e, quando essenciais, contínuos. O dispositivo também prevê a reparação de danos em situações de descumprimento das obrigações legais.

No entanto, a abertura da investigação não representa uma condenação da Energisa nem assegura indenização automática aos consumidores. A eventual responsabilização dependerá da análise das circunstâncias, dos deveres da concessionária e dos prejuízos identificados.

Entre as questões que poderão ser examinadas estão o tempo necessário para restabelecer o fornecimento, as condições de atendimento aos consumidores e a existência de danos materiais decorrentes das interrupções.

O procedimento foi instaurado em 6 de outubro, sob responsabilidade da defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, com prazo de 45 dias para conclusão, admitida prorrogação.

O que diz a Energisa

Durante os trabalhos de recuperação da rede elétrica, a Energisa informou que ampliou as equipes operacionais e mobilizou profissionais de outros estados para atender às ocorrências registradas em Campo Grande.

Em manifestações divulgadas durante os dias seguintes ao temporal, a concessionária explicou que a queda de árvores e os danos em postes, cabos e equipamentos tornaram alguns atendimentos mais complexos, exigindo substituições de estruturas e reparos na rede.

A empresa também informou que serviços essenciais, como hospitais, foram priorizados durante os trabalhos de restabelecimento.

O Correio do Estado procurou a Energisa para solicitar esclarecimentos sobre a abertura do procedimento pela Defensoria Pública, a demora no restabelecimento da energia elétrica e os possíveis prejuízos aos consumidores.

Até o fechamento desta reportagem, a concessionária não havia respondido aos questionamentos. O espaço permanece aberto para manifestação.

 

No sábado

Bioparque terá sereia e atividades gratuitas para o Dia das Crianças

Programação em Campo Grande inclui oficina de dobradura e brincadeiras educativas para o público infantil

09/10/2026 17h15

Atividade será no sábado

Atividade será no sábado Reprodução/Bioparque Pantanal

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Uma sereia vai nadar entre os peixes do Bioparque Pantanal neste sábado (10), em Campo Grande, em uma programação especial para celebrar o Dia das Crianças. A apresentação será no tanque Neotrópico, às 10h. A entrada é gratuita, e os visitantes também poderão participar de atividades educativas durante a visita.

Além do mergulho da personagem, a programação inclui oficina de dobradura e brincadeiras organizadas pelo Núcleo de Educação Ambiental (NEA) do complexo. As atividades buscam aproximar o público infantil da biodiversidade aquática de forma lúdica.

A atração ocorre dois dias antes do Dia das Crianças, comemorado na segunda-feira (12), feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida. A proposta é reunir lazer e aprendizado em um dos principais pontos turísticos de Campo Grande.

Como visitar

O Bioparque Pantanal fica na Avenida Afonso Pena, 6.001, no bairro Chácara Cachoeira. A entrada é gratuita.

A visitação aos sábados ocorre das 8h30 às 12h, com check-in até as 11h, e das 13h30 às 17h30, com check-in até as 16h30, conforme as informações disponíveis no site oficial.

O complexo orienta os visitantes a consultar o portal do Bioparque para verificar as condições de agendamento e acesso.

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