Cidades

ENTREVISTA

‘Uso de Libras pela psicologia fará diferença na vida da pessoa surda’, diz profissional

‘Uso de Libras pela psicologia fará diferença na vida da pessoa surda’, diz profissional

CRISTINA MEDEIROS

09/02/2014 - 18h00
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Um projeto pioneiro em Mato Grosso do Sul será colocado em prática neste ano, fruto da parceria entre o Conselho Regional de Psicologia e a Secretaria de Estado de Educação. Trata-se da capacitação de psicólogos na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), visando atendimento dos surdos. Nesta entrevista, a recém-empossada presidente do CRP, Norma Celiane Cosmo, explica como isso se torna uma importante conquista para quem não ouve e precisava ser acompanhado de um intérprete no consultório. Ela fala, ainda, sobre o papel do profissional psicólogo na inclusão social e das demandas atuais do CPP no Estado, entre elas, a interiorização das ações.

CORREIO PERGUNTA - Um projeto pioneiro em MS, envolvendo o Conselho Regional de Psicologia e a Secretaria de Estado da Educação propõe o estudo da Libras (língua brasileira de sinais) como capacitação para psicólogos. Em que isso vai colaborar na vida das pessoas surdas nas diferentes faixas etárias?
Isso fará toda a diferença na vida da pessoa surda usuária da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), considerando tratar-se de pessoas que possuem uma diferença linguística e, por isso, para se comunicarem necessitam que o outro conheça a sua língua materna. Isto significa que ela poderá, quando necessitar de atendimento e ou orientações psicológicas, buscar um profissional que seja capaz de comunicar-se com ela sem a necessidade do profissional intérprete.

Qual o significado, para a psicologia de Mato Grosso do Sul, da aprendizagem da Libras pelos psicólogos para a comunicação no atendimento a essas pessoas?
Isto significa muito para a pessoa surda e, mais ainda, para os psicólogos do Estado; isto muito nos honra, pois estaremos contribuindo para o acesso da pessoa surda aos serviços da psicologia. Possibilitará à pessoa surda o sentido de cidadania pela simples possibilidade de garantia do seu direito em poder buscar os serviços junto a um profissional que se comunica em sua língua.

Há outros projetos semelhantes a este em conselhos regionais de outros Estados do Brasil?
Esta ação é inédita no âmbito do Sistema Conselhos de Psicologia. Alguns conselhos têm externado intenção em realizar esta parceria com os conselhos de assistência social de seus estados, mas apenas o CRP14/MS conseguiu efetivamente viabilizar. Estamos concretizando esta parceria a partir deste ano.

Como surgiu esta parceria entre o CRP14/MS e a SED/CAS e como ela se processará?
Esta parceria teve sua origem nas recorrentes solicitações dos profissionais por orientações à comissão de orientação e fiscalização (COF) em como realizar o atendimento às pessoas surdas em contextos de práticas psicoterápicas, em consultórios ou acolhimento nos serviços de psicologia no âmbito das políticas públicas. Psicólogos que atuam nas empresas e comércio também buscavam frequentes orientações e isto nos fez refletir sobre a necessidade de se buscar esta parceria.

Este é um claro trabalho de inclusão social. Quais outros trabalhos os psicólogos desenvolvem quando se trata de grupos como disléxicos, Down, TDAH, autistas, e outros tipos de necessidades específicas?
Os psicólogos, hoje, realizam todo o trabalho de acompanhamento das pessoas com deficiências e outras necessidades específicas por meio dos serviços oferecidos nas instituições escolares especializadas e na rede pública oficial de ensino, tanto da rede municipal como da estadual. Contudo, o número deste profissional nessas instituições ainda é insuficiente para um trabalho de alcance mais abrangente para essa população.

MS é uma referência quando se trata de educação inclusiva. O psicólogo está preparado para auxiliar a criança com necessidades especiais nas suas especificidades e para o convívio social ? Como?
O psicólogo deve acompanhar o movimento de transformação demandado pela sociedade. A ideia de inclusão implica o profissional a repensar sua atividade e efetivar mudanças que não sejam somente teóricas, mas, sobretudo, práticas e ideológicas. Dentre os princípios fundamentais que constam no código de ética profissional do psicólogo, ele deve trabalhar de modo a promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuir para a eliminação de quaisquer formas de violação de seus direitos. O processo de preparação profissional se dá no chão do trabalho e no dia a dia .

A atuação do psicólogo em políticas de inclusão social das pessoas com deficiências passa pelo enfrentamento em lidar com a exclusão, tentando introduzir principalmente a dimensão humana da afetividade nos processos vividos no cotidiano dessas pessoas. A senhora concorda com isso? Por quê?
Sim, não é possível propor e fazer inclusão sem refletir acerca dos processos psicossociais da exclusão em curso em nossa sociedade marcadamente excludente. Assim esta parceria, além de resguardar o cumprimento do artigo 9º do Código de Ética Profissional que trata do sigilo no atendimento psicoterápico, possibilitará ao profissional da psicologia atuar de forma responsável, humanizada e adequada para esta comunidade .

Quais avanços de aprendizagem os psicólogos percebem que pessoas com necessidades especiais conquistam quando interagem com um ambiente dito normal?
As pessoas com deficiências são cidadãos como as pessoas que não apresentam necessidades específicas e portanto são pessoas com direitos e isso por si só já deve ser visto como ponto focal. O que elas precisam para avançar em seus propósitos é que suas necessidades sejam respeitadas e adequadamente atendidas.

A nova gestão do Conselho Regional de Psicologia CRP14ª/MS assumiu em setembro passado para o triênio 2013-2016. Qual a avaliação que a senhora faz dos 51 anos da profissão regulamentada no País? Quais os principais avanços da profissão e seus principais desafios?
À época da criação legal da própria profissão (em 27de agosto de 1962) e da Autarquia Federal (em 1971), o País vivia especificidades históricas no que se refere a sua vida política, social, econômica e cultural e isso refletiu-se nas primeiras práticas psicológicas realizadas no Brasil. Nestas cinco décadas, a profissão passou a olhar para as marcas sociais e, em razão disso, criou formas de atuação diversas, fazendo-se reconhecer em outros espaços de trabalho. No decurso dos seus 52 anos (a serem completados este ano), vivenciamos o avançar de uma profissão que se espraiou e produziu práticas que possibilitaram seu alcance a extratos da população até então desprovidos de acesso aos serviços de psicologia.

Para a nova gestão do CRP14ª/MS que recentemente assumiu a autarquia, existe algo diferente que pretenda implantar, mudar ou resgatar?
Sim, a gestão que se iniciou em setembro/2013 tem em seu plano de trabalho algumas propostas que, em seu elenco, podemos citar: o aprimoramento da comunicação; a criação de novas comissões e grupos de trabalho (GTs), como, por exemplo, o GT da Juventude, vinculado à Comissão de Direitos Humanos; a Comissão de Psicologia Social e Comunitária e, o que consideramos também de grande importância e que é um anseio da categoria, o projeto de interiorização das ações, para o qual foi criado o GT de Interiorização.

Quais outros aspectos a gestão atual destaca como relevantes para a psicologia de Mato Grosso do Sul e para a sociedade?
Na verdade, é preciso aprofundar-se nas discussões, nas deliberações e nas realizações da pauta em curso no Sistema Conselhos de Psicologia, considerando, claro, que todas as demandas hoje pautadas pelo Sistema foram deliberadas coletivamente no Congresso Nacional da Psicologia, o VIII CNP, que é o principal fórum de decisões das/os psicólogas/os registradas/os nos conselhos regionais.

Quais as demandas da gestão atual do CRP14/MS para a psicologia de Mato Grosso do Sul e para a sociedade?
Temos uma pauta que pretendemos priorizar e, dentre os pontos, destacamos a necessidade de descentralizar a realização dos eventos técnico-científicos. Nosso Estado é de enorme extensão geográfica e isto dificulta bastante a participação dos colegas que estão distantes de Campo Grande. Assim, pretendemos organizar mais atividades no interior do Estado.
Outro destaque é o desejo de caminhar juntos com outras entidades profissionais de MS. Este caminhar ajuda na organização estrutural da psicologia, fortalecendo ainda mais a nossa profissão.
 

saúde

Mais Médicos Especialistas oferece 132 vagas para MS em nova chamada

São 4 vagas imeditas e 128 para cadastro reserva; Inscrições estão abertas até dia 29 de outubro e profissionais especializados irão atuar no SUS

24/10/2026 11h23

Profissionais do Mais Médicos Especialistas ampliam acesso à atenção especializada no SUS

Profissionais do Mais Médicos Especialistas ampliam acesso à atenção especializada no SUS Foto: Divulgação / Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde abriu inscrições para a segunda chamada do 3º ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E). Em Mato Grosso do Sul, são 132 vagas, sendo quatro imediatas e 128 para cadastro reserva.

Conforme o edital, as quatro vagas imeditas são para Três Lagoas, sendo três para aprimoramento em Oncologia Clínica, com foco nos cânceres prevalentes no Sistema Único de Saúde (SUS), e uma para aprimoramento em Rotinas Assistenciais em Medicina Intensiva no SUS.

Já as vagas para formação de cadastro estão distribuídas em 22 munícipios, sendo:

  • Dourados - 43
  • Três Lagoas - 34
  • Costa Rica - 6
  • Coxim - 6
  • Fátima do Sul - 6
  • Ponta Porã - 6
  • Brasilândia - 3
  • Caarapó - 3
  • Rio Brilhante - 3
  • Amambai - 2
  • Cassilândia - 2
  • Naviraí - 2
  • Nova Andradina - 2
  • Sidrolândia - 2
  • Aparecida do Taboado - 1
  • Aquidauana - 1
  • Bonito - 1
  • Corumbá - 1
  • Itaporã - 1
  • Itaquiraí - 1
  • Nova Alvorada do Sul - 1
  • Ribas do Rio Pardo - 1

   

As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de outubro, pelo Portal UNA-SUS.

A estratégia busca incentivar a presença de especialistas em regiões historicamente desassistidas, com o objetivo de ampliar o acesso à atenção especializada no SUS e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.

De acordo com o Edital nº 25/2026, em todo o Brasil serão 224 vagas de preenchimento imediato e 4.350 para cadastro reserva, distribuídas em 24 cursos de aperfeiçoamento, em áreas como anestesiologia, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, urologia, psiquiatria, entre outras especialidades.

Benefícios

Os médicos participantes recebem uma bolsa mensal, e o valor varia de acordo com a vulnerabilidade social do município de atuação, calculado pelo Índice de Vulnerabilidade Social (IVS):

  • R$ 20 mil para municípios de alta ou muito alta vulnerabilidade;
  • R$ 15 mil para os de média vulnerabilidade;
  • R$ 10 mil para os de baixa ou muito baixa vulnerabilidade.

Quem pode participar

Podem participar médicos e médicas, com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) ativo.

O RQE deve ter sido obtido por meio de residência médica reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou de título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Mais Médicos Especialistas

O Projeto Mais Médicos Especialistas foi instituído pela Portaria GM/MS nº 7.177, de 10 de junho de 2025, com objetivo de ampliar o acesso à atenção especializada no SUS, reduzir desigualdades regionais na distribuição de médicos e diminuir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.

O programa qualifica a formação dos profissionais por meio da prática na rede pública.

Desde a implementação, 2.279 médicos especialistas já ingressaram no PMM-E, e 1.898 continuam ativos, o equivalente a 83,3% do total de profissionais até outubro de 2026.

 

transporte coletivo

Justiça exige conta bancária exclusiva para intervenção no Consórcio Guaicurus

Decisão liminar considera que lei municipal que determina a criação de uma conta própria não está sendo cumprida e cobra mais transparência da comissão interventora

24/10/2026 10h54

Interventores deverão criar conta própria, separada da conta do Consórcio Guaicurus

Interventores deverão criar conta própria, separada da conta do Consórcio Guaicurus Foto: Arquivo / Correio do Estado

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O juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, Eduardo Lacerda Trevisan, concedeu liminar que determina que obriga que a comissão interventora abra uma conta bancária exclusiva, separada das contas do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da Capital.

Conforme a decisão, os interventores devem apresentar um plano para abertura de conta específica da intervenção em 10 dias, com prazo para implantação em 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

O consórcio está sob intervenção municipal desde o dia 16 de junho deste ano, quando a prefeitura anunciou a decisão de tomar conta do transporte coletivo da Capital por um período de 180 dias. O advogado Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira foi nomeado interventor.

Na ocasião, foi concedido a comissão interventora vários "poderes", dentre eles, a movimentação das contas da empresa pelos interventores.

O mandado de segurança foi impetrado pelo Consórcio Guaicurus, que pediu para que a comissão criasse uma conta exclusiva para uso dos interventores, separada da conta das empresas que fazem parte do consórcio, conforme determina o artigo 53, inciso I, da Lei Municipal nº 4.584/2007.

O artigo em questão dispõe que a equipe de intervenção deve "providenciar a abertura de conta-corrente própria em banco estabelecido na cidade de Campo Grande- MS, em nome da Prefeitura Municipal, vinculada, exclusivamente, à movimentação financeira decorrente da intervenção, a qual será administrada e conjunto com o interventor administrativo-financeiro".

A Procuradoria do Município chegou a argumentar que a lei que faz a exigência de conta específica em caso de intervenção era inconstitucional, mas a tese não foi acatada pelo juiz na decisão liminar, que deferiu o pedido do Consórcio.

Desta forma, os interventores devem apresentar, em 10 dias, um plano com a definição do cronograma para a criação da conta-corrente oficial da intervenção, que ainda não foi aberta mesmo sendo prevista em lei, separada daquelas sob a titularidade do operador do sistema.

A conta precisa ser aberta em banco público, como a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil. O plano deverá conter ainda o detalhamento de como a transição de contas será feita para que não haja comprometimento dos pagamentos essenciais à continuidade do serviço de transporte de Campo Grande.

Após a apresentação do plano, a Comissão terá 30 dias para implantar a mudança a partir da intimação.

A Comissão também terá de entregar ao juiz a cópia integral do ato colegiado que aprovou as normas de governança e controle do processo de intervenção.

Segundo o magistrado, caso esse sistema de governança dos atos administrativos dos interventores não exista, a Comissão deverá declarar perante a Justiça a ausência de tais documentos e não poderá criar validações que sejam retroativas.

Na decisão liminar, a Justiça também exigiu que a comissão interventora exiba as autorizações e justificativas motivadas para todos os pagamentos de dívidas vencidas e que tenham caráter excepcional, realizados durante o período de intervenção.

Intervenção

Decretada pela prefeitura no dia 16 de junho deste ano, a intervenção no Consórcio Guaicurus divulgou no mês passado um relatório dos primeiros 90 dias à frente da empresa. Segundo o documento, neste período, os interventores descobriram R$ 48,5 milhões em débitos e obrigações acumuladas que comprometem a estabilidade das operações na capital sul-mato-grossense.

Conforme matéria do Correio do Estado da época, no centro desse passivo financeiro estão os parcelamentos fiscais consolidados com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que somam R$ 31,29 milhões. Esse montante exige um desembolso mensal de R$ 721.486,16 para amortização, gerando um comprometimento anual de cerca de R$ 8,66 milhões no fluxo de caixa operacional.

A lista de dívidas tributárias e regulatórias inclui débitos com outros órgãos federais e municipais. O consórcio registra um saldo devedor de R$ 183,7 mil em parcelamentos de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de R$ 4,86 milhões referentes a impostos e contribuições sobre a folha de pagamento, como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Imposto de Renda.

Venda do Consórcio

O Consórcio Guaicurus anunciou, no dia 21 de julho, que havia chegado a um acordo de compra e venda com a concessionária goianiense HP Mobilidade, responsável pelo transporte coletivo de Goiânia (GO).

O acordo feito entre as empresas foi aprovado pelo Cade, órgão responsável por orientar, fiscalizar, prevenir e reprimir abusos do poder econômico no Brasil, que analisa fusões, aquisições entre empresas para evitar monopólios. Após esta aprovação, a nova empresa deverá apresentar planos de melhorias para receber o aval da prefeitura.

Apesar de os valores ainda serem mantidos em segredo, fontes próximas ao negócio, que pediram sigilo ao Correio do Estado, indicam que a negociação da concessão e dos bens do Consórcio Guaicurus gira em torno de R$ 200 milhões.

Além dos veículos e dos imóveis, a venda também engloba os seis anos de contrato para administrar o transporte público de Campo Grande, tempo que pode ser estendido por mais 10 anos, conforme o acordo firmado em outubro de 2012 e que, no domingo, 25/10/2026, completará 14 anos.

Desde 2012, o Consórcio Guaicurus é responsável pelo transporte coletivo e urbano de Campo Grande e desde 2019, pelo menos, reclama de prejuízos no serviço. Em crise, tanto interna como com a administração municipal, o serviço passa por uma intervenção desde junho deste ano.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda no dia 8 de outubro de 2026. 

A Prefeitura da Capital, por sua vez, aguarda a apresentação de um plano de melhorias para o transporte coletivo antes de dar o aval para a nova empresa operar o serviço.

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