Cidades

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Vágner Mancini muda o Santos para voltar a vencer

Vágner Mancini muda o Santos para voltar a vencer

Redação

04/07/2009 - 11h45
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        Da redação

        Domingos é o novo companheiro de Fabão na zaga e Robson tomou o lugar do garoto Neymar. Essas são as mudanças de Vágner Mancini no Santos para o jogo contra o Sport, de Emerson Leão, neste sábado, às 18h30, na Vila Belmiro. É mais uma tentativa do técnico para recuperar o bom futebol do time, que está sem ganhar desde o dia 31 de maio, quando derrotou os reservas do Corinthians.
        Ele nega que o zagueiro e o atacante estejam sendo castigados pelo bate-boca que travaram pela imprensa durante a semana. O defensor pediu maior participação dos meninos na marcação e Neymar ficou irritado, dizendo que estão procurando culpados pelos maus resultados e que ele jamais acusou os jogadores da defesa pelos gols que a equipe vem sofrendo.
        "Não vi nada demais no que Fabiano Eller e Neymar falaram", minimizou Mancini, nesta sexta-feira. "Robson ganhou a posição porque no clássico o time melhorou com a sua entrada. Quanto ao Domingos não posso ignorar que ele já havia jogado bem contra o Fluminense e que teve bom desempenho diante do Palmeiras. E quando está se levando muitos gols, alguma coisa tem que ser feita no setor defensivo", justificou. Outra novidade será o retorno de Léo à lateral esquerda.
        Embora jogadores e funcionários do departamento de futebol confirmem que o clima interno está ruim, com um suspeitando do outro, Mancini negou qualquer tipo de problema. "A gente se dá bem e o ambiente é bom", assegurou.
        Porém, ele não nega que a caça ao espião continua e que há muita desconfiança dentro do grupo. "Procuro utilizar o fato de maneira positiva. Agora, todos tomam mais cuidado com o que falam e ficam mais vigilantes. A qualquer momento o laranja podre ou dedo-duro será descoberto", acrescentou. O problema surgiu com o vazamento para a imprensa de duas brigas e ameaças de agressão nos vestiários, sempre com envolvimento de Fábio Costa, em poucos mais de um mês.
        Mancini procura desassociar os atos de indisciplina de Fábio Costa da queda de produção do time e da fraca campanha no Campeonato Brasileiro. "Eu acredito no Santos. Vamos voltar a vencer e ter a harmonia do Campeonato Paulista", garantiu o comandante santista. "A campanha poderia ser melhor, mas o time andou bobeando em algumas oportunidades. Deixamos de ganhar um ponto contra o Atlético Mineiro devido ao erro do juiz ao anular o gol legítimo e tivemos um bom empate com o Palmeiras, no Palestra Itália, mas, de certa forma, há equilíbrio", argumentou.
        Para Mancini, o Santos ainda procura a melhor maneira de jogar o Campeonato Brasileiro. "Essa é uma competição diferente do Campeonato Paulista. Enfrentamos 19 adversários de qualidade e vamos retomar o caminho certo, tenho certeza. E que para que isso aconteça é fundamental vencer o Sport. Nossa intenção é voltar logo para o G-4 (grupo dos clubes que se classificam para a Libertadores da América) e não sair mais de lá", concluiu o treinador santista. (informações do Estadão)

Mobilidade

Transporte público terá operação especial no aniversário de Campo Grande

Medida busca adequar a oferta de ônibus à movimentação do feriado

25/08/2026 18h15

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) preparou um plano operacional especial para o transporte público nesta quarta-feira (26), feriado em comemoração aos 127 anos de Campo Grande.

De acordo com o planejamento, as linhas do transporte coletivo irão operar conforme o Plano Funcional de Domingos e Feriados, medida que busca adequar a oferta de ônibus à movimentação esperada na Capital durante a programação especial. 

As linhas 080, 081, 515 e 522, no entanto, funcionarão com o Plano Operacional de Sábado. Já a linha 234 seguirá a programação rotineira. 

A prefeitura disponibilizará dois veículos na reserva com tripulação nos terminais Guaicurus, Morenão, Bandeirantes, Aero Rancho, Júlio de Castilho, General Osório, Nova Bahia e Hércules Maymone. A estrutura estará disponível das 5h às 19h para atender eventuais necessidades durante a operação.

Serão mantidos cinco veículos reserva, com tripulação, na Praça do Rádio Clube, das 11h às 13h, período de maior movimentação previsto no local.

O Consórcio Guaicurus deverá acompanhar a operação das linhas e, quando necessário ou mediante determinação da fiscalização da Agetran, realizar ajustes após os horários de pico. Os períodos considerados são das 5h30 às 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30. As adequações ficarão limitadas ao aumento da oferta de veículos para atender à demanda.

A Agetran também fará o acompanhamento da operação em tempo real, com possibilidade de ajustes ao longo do dia. A medida tem como objetivo garantir maior agilidade e eficiência no transporte coletivo durante o feriado e os eventos que integram a programação dos 127 anos de Campo Grande.

Erro Médico

Mulher trata HIV por oito anos sem ter o vírus em Campo Grande

TJMS manteve condenação da Prefeitura de Campo Grande ao pagamento de R$ 50 mil; documentos médicos indicaram que a paciente nunca foi portadora do vírus

25/08/2026 18h01

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV.

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV. Foto: Divulgação TJMS.

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Uma mulher submetida durante aproximadamente oito anos a tratamento contínuo contra o HIV descobriu que jamais esteve infectada pelo vírus. O caso, iniciado com um diagnóstico positivo realizado em 2016 na rede pública de saúde de Campo Grande, terminou com a manutenção de uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.

A decisão foi proferida pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pelo município. O colegiado confirmou a sentença da 2ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Capital.

De acordo com o processo, a paciente recebeu o diagnóstico de HIV em 2016 e, desde então, passou a seguir o tratamento indicado pelos profissionais da rede municipal.

Durante os anos seguintes, fez uso contínuo de medicamentos antirretrovirais, acreditando ser portadora de uma infecção crônica e ainda cercada por forte estigma social.

A situação começou a ser esclarecida somente em 2024, quando um novo exame apresentou resultado não reagente.

A própria equipe de saúde passou a registrar a possibilidade de falso positivo no diagnóstico inicial. Posteriormente, um documento médico atestou que a mulher nunca havia sido infectada pelo HIV.

Oito anos convivendo com um diagnóstico equivocado

Ao analisar o caso, o Tribunal considerou que o dano não se limitou à informação incorreta recebida em 2016. Para os desembargadores, a falha também esteve na manutenção do diagnóstico e do tratamento durante cerca de oito anos, sem que a condição da paciente fosse devidamente confirmada.

Nesse período, a mulher permaneceu exposta a medicamentos considerados potencialmente tóxicos e às consequências emocionais de acreditar que possuía uma doença incurável.

O acórdão destacou ainda o impacto psicológico e social associado ao HIV, condição que, apesar dos avanços da medicina, continua sendo alvo de preconceito e desinformação.

No recurso, a Prefeitura de Campo Grande sustentou que não houve falha na prestação do serviço público.

O município argumentou que os exames poderiam apresentar limitações científicas e que a responsabilização dependeria da comprovação de culpa dos profissionais envolvidos. Também pediu, alternativamente, a redução do valor da indenização.

As alegações não foram acolhidas. Segundo o relator, desembargador Alexandre Raslan, o município não apresentou prova técnica capaz de demonstrar que o resultado não reagente, ou seja, negativo para a presença do HIV, obtido em 2024 seria compatível com uma infecção verdadeira diagnosticada oito anos antes.

Também não comprovou que o erro teria decorrido de uma limitação científica inevitável.

Ainda que o primeiro resultado positivo pudesse ser atribuído a uma eventual falha do método de testagem, o Tribunal entendeu que essa possibilidade não explicaria a continuidade do diagnóstico equivocado e da medicação por um período tão prolongado.

Responsabilidade do poder público

O julgamento reconheceu a responsabilidade objetiva do município porque o diagnóstico, a prescrição e o fornecimento dos medicamentos decorreram de ações praticadas por agentes públicos.

Nesses casos, conforme prevê a Constituição Federal, não é necessário demonstrar individualmente a culpa de cada profissional, desde que estejam comprovados o dano e a relação entre a atuação estatal e o prejuízo sofrido.

Para os magistrados, não houve culpa da paciente nem qualquer acontecimento externo capaz de afastar a responsabilidade da administração municipal. A mulher apenas seguiu as orientações médicas que recebeu e cumpriu durante anos o tratamento estabelecido pela própria rede pública.

O valor de R$ 50 mil foi mantido por ser considerado proporcional à gravidade do dano, ao sofrimento provocado e aos cerca de oito anos de tratamento desnecessário, além de cumprir a função pedagógica de evitar falhas semelhantes na rede pública de saúde.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul desta terça-feira (25). Embora a condenação tenha sido mantida pelo TJMS, ainda podem ser apresentados recursos às instâncias superiores, dentro dos prazos previstos em lei.

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