Cidades

ADOÇÃO

Vara da Infância lança Projeto Dar a Luz

Vara da Infância lança Projeto Dar a Luz

TJ MS

05/09/2011 - 14h30
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A Vara da Juventude, da Infância e do Idoso de Campo Grande lançou hoje (5), o Projeto Dar a Luz - uma oportunidade de prestar apoio à gestante que tenciona colocar seu filho para adoção.

Pela proposta, a gestante terá um espaço na vara, em que será ouvida por uma psicóloga e uma assistente social, receberá orientação sobre como conduzir com responsabilidade a gestação, as implicações de sua decisão, além de orientações sobre como agir diante de eventuais assédios para entregar de forma ilegal a criança.

O projeto Dar a Luz, idealizado pela juíza Katy Braun do Prado e elaborado pela psicóloga Sandra Regina Monteiro Salles e pela assistente social Vanessa Vieira, visa oferecer um serviço de acolhimento, apoio e orientação às mulheres/mães que desejam entregar seus filhos em adoção, favorecendo a reflexão sobre o processo de decisão e sobre a importância da entrega responsável.

“A ideia surgiu quando observamos a grande quantidade de mulheres que abandonam seus filhos ou procuram desconhecidos para assumirem sua criação, por não saberem que entregar um filho à adoção não é crime”, explicou a juíza, lembrando casos em que recém-nascidos são abandonados nos hospitais ou entregues a pessoas estranhas sem a menor certeza de que são idôneas para se responsabilizarem pela criança. Também é uma alternativa para as mulheres que engravidaram sem desejar e cogitam abortar, pois o aborto, nessa hipótese, não é permitido do Brasil.

Com o projeto, reafirma Katy Braun, as mães poderão ter a segurança de que seus filhos serão bem tratados e acompanhados pela justiça durante o estágio de convivência, ao serem entregues à adoção para famílias previamente avaliadas nos cursos de preparação à adoção.

“Nós já acompanhamos muitas gestantes que, ao obterem alta hospitalar, entregam seus bebês no Fórum, de forma legal. É importante que todos saibam que não é crime dar o filho para adoção. Crime de abandono de incapaz é deixá-los na rodoviária, em portas de residências alheias, em terrenos baldios e abortar”, completa a juíza.

Trabalho

A equipe de profissionais da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso já montou sua estratégia de trabalho: propiciar espaço de escuta e reflexão às mães que pretendem entregar o filho em adoção, favorecendo uma entrega consciente; tornar acessíveis os serviços da justiça da Infância e da Juventude, os de saúde e de assistência social para as mulheres que desejam entregar o recém-nascido em adoção, além de orientar as mães e a comunidade sobre os procedimentos legais a serem seguidos na adoção e os riscos decorrentes das entregas irregulares de crianças.

“Mulheres que pretendem entregar o filho em adoção devem procurar uma psicóloga ou uma assistente social no Fórum para fazer a entrega de forma legal e com segurança. Esta pessoa pode ter certeza que será tratada com respeito e sigilo. Essas mulheres poderão compartilhar seus sentimentos, dúvidas e temores, com nossa equipe para que esta as auxiliem a tomar a decisão mais responsável e consciente para si mesmas e para seus bebês”, concluiu a juíza.

Responsabilidade

Importante ressaltar que adoção é uma forma legal de tornar filho uma criança nascida de outra pessoa. Adoção é um direito da criança, uma oportunidade de ela ter uma família quando não pode ficar com os pais que a geraram ou com familiares.

A adoção não é "pegar para criar", ajudar ou fazer caridade. O filho por adoção é um filho verdadeiro, por isso a adoção deve ser legal para garantir que tenha os mesmos direitos e deveres de um filho biológico.

Adotar é incluir um filho família na família de modo completo, garantindo seus direitos no presente e no futuro. Quando uma mãe decide dar o filho em adoção, ela deve fazê-lo de forma correta, com os devidos trâmites legais. Existem diferentes tipos de adoção:

- póstuma: quando um dos pretendentes falece, porém deve ter manifestado sua vontade de adoção em vida;
- tardia: quando as crianças a serem adotadas têm mais de dois anos;
- unilateral: quando um dos cônjuges adota o filho do outro (geralmente o homem adota o filho da esposa);
- internacional: quando a criança brasileira é adotada por casais de outros países;
- pronta: quando a mãe entrega o filho para os adotantes e estes buscam a justiça para regularizar a situação;
- à brasileira: quando o casal registra a criança como sendo filho natural. Tal atitude pode ser caracterizada como falsidade ideológica.

Quem deseja adotar deve estar habilitado na Vara da Infância e Juventude. Após participar do Curso de Preparação à Adoção, os pretendentes serão orientados, avaliados e preparados pela equipe de profissionais da Vara da Infância.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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