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GOVERNO FEDERAL

Veja 28 modelos de carros que podem ficar mais baratos com pacote do governo

O objetivo é diminuir os preços iniciais de modelos compactos com motor 1.0 para uma faixa entre R$ 50 mil e R$ 60 mil; desconto será maior para carros mais baratos

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Fiat, Hyundai e Chevrolet estão entre as montadoras que podem oferecer carros mais baratos depois de o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciar, nesta quinta (25), que o governo vai reduzir o IPI e o PIS/Cofins para veículos de até R$ 120 mil.

A reportagem mostra 28 modelos e 79 versões de carros de dez montadoras que devem ter redução com o novo pacote do governo. Os valores atuais de cada um deles foram fornecidos pelas empresas. Apenas no caso da Chevrolet os preços foram obtidos em seu site oficial.

O objetivo é diminuir os preços iniciais de modelos compactos com motor 1.0 para uma faixa entre R$ 50 mil e R$ 60 mil. O desconto será maior para carros mais baratos. Hoje, os automóveis mais em conta vendidos no Brasil são o Renault Kwid, na versão Zen, e o Fiat Mobi, que custam quase R$ 69 mil.

Os altos preços dos carros populares tornaram-se tema frequente de reclamação do presidente Lula. "A fábrica de automóveis não está vendendo bem, mas qual pobre pode comprar um carro popular de R$ 90 mil?", questionou o mandatário durante sessão inaugural do Conselho de Desenvolvimento, Econômico e Social, no início do mês.

De acordo com o novo plano, a queda nos preços finais dos veículos vai variar de 1,5% a 10,96%. As alíquotas para cada faixa de redução ainda serão anunciadas pelo governo.

VEJA QUAIS MODELOS DE CARROS PODEM FICAR MAIS BARATOS COM MEDIDA DO GOVERNO
 

Fiat
Mobi Like 1.0 Flex 4P 2023: R$ 68.990
Mobi Trekking 1.0 Flex 4P 2023: R$ 72.290
Argo 1.0 Flex 4P 2023: R$ 79.790
Argo Drive 1.0 Flex 4P 2023: R$ 83.190
Argo Trekking 1.3 Flex 4P 2023: R$ 91.990
Argo Drive 1.3 Automático Flex 4P 2023: R$ 92.990
Argo Trekking 1.3 Automático Flex 4P 2023: R$ 97.990
Cronos 1.0 Flex 4P 2023: R$ 84.790
Cronos Drive 1.0 Flex 4P 2023: R$ 88.890
Cronos Drive 1.3 Flex 4P 2023: R$ 95.990
Cronos Drive 1.3 AT Flex 4P 2023: R$ 97.990
Cronos Precision 1.3 AT Flex 4P 2023: R$ 109.890
Pulse Drive 1.3 MT Flex 4P 2023: R$ 100.990
Pulse Drive 1.3 AT Flex 4P 2023: R$ 107.990
Pulse Audace Turbo 200 Flex AT 4P 2023: R$ 119.990
Strada Endurance Cabine Plus 1.4 EVO Flex 2023: R$ 99.990
Strada Freedom Cabine Plus 1.3 8V Flex 2023: R$ 105.990
Strada Freedom Cabine Dupla 1.3 8V Flex 2023: R$ 111.990
Strada Volcano Cabine Dupla 1.3 8V Flex 2023: R$ 112.990
Strada Volcano Cabine Dupla 1.3 8V AT Flex 2023: R$ 118.990
Fiorino Endurance 1.4 Flex MY'24: R$ 111.990

Peugeot
New 208 Like 1.0 MT 2023: R$ 90.190
New 208 Style 1.0 MT 2023: R$ 99.990
New 208 Active 1.6 AT 2023: R$ 108.990
New 208 Allure 1.6 AT 2023: R$ 112.990
New 208 Roadtrip 1.6 AT 2023: R$ 114.990
2008 Allure 1.6 AT 2023: R$ 107.990
2008 Style 1.6 AT 2023: R$ 113.990
2008 Roadtrip 1.6 AT 2023: R$ 114.490
Partner Rapid 2023: R$110.990

Citroen
C3 Live 1.0 MT: R$ 72.990
C3 Live Pack 1.0 MT: R$ 80.990
C3 Feel 1.0 MT: R$ 83.990
C3 Feel 1.6 MT: R$ 91.990
C3 Feel Pack 1.6 AT: R$ 97.790
C3 First Edition Edition 1.0 MT: R$ 88.990
C3 First Edition Edition 1.6 AT: R$ 102.490
C4 Cactus 1.6 Live AT: R$ 108.990

Nissan
Novo Versa Sense CVT: R$ 101.190
Novo Versa Advance CVT: R$ 110.490
Kicks 1.6 Active CVT: R$ 112.990
Kicks 1.6 Active CVT com multimídia: R$ 114.990

Hyundai
HB20 2023/2024 1.0 12V Flex Sense MT5 blueAudio: R$ 82.290
HB20 2023/2024 1.0 12V Flex Comfort MT5 blueMedia: R$ 85.590
HB20 2023/2024 1.0 12V Flex Limited MT5 blueMedia: R$ 90.690
HB20 2023/2024 1.0 TGDI 12V Flex Comfort MT6 blueMedia: R$ 98.990
HB20 2023/2024 1.0 TGDI 12V Flex Comfort AT6 blueMedia: R$ 104.590
HB20 2023/2024 1.0 TGDI 12V Flex Platinum AT6 blueMedia: R$ 110.590
HB20 2023/2024 1.0 TGDI 12V Flex Platinum Plus AT6 blueMedia: R$ 119.590
HB20S 2023/2024 1.0 12V Flex Comfort MT5 blueMedia: R$ 91.890
HB20S 2023/2024 1.0 12V Flex Limited MT5 blueMedia: R$ 97.090
HB20S 2023/2024 1.0 TGDI 12V Flex Comfort AT6 blueMedia: R$ 110.890
HB20S 2023/2024 1.0 TGDI 12V Flex Platinum AT6 blueMedia: R$ 117.390
Creta 2023/2024 1.6 16V Flex Action AT6 blueAudio: R$ 116.590

Honda
New City Sedan EX CVT pintura sólida: R$ 118.700

Toyota
Yaris XL Hatch: R$ 97.990
Yaris XL Sedã: R$ 97.990

Renault
Kwid 2023/2024 Zen 1.0: R$ 68.990
Kwid 2023/2024 Intense 1.0: R$ 71.590
Kwid 2023/2024 Outsider 1.0: R$ 74.990
Stepway 2023/2024 Zen 1.0: R$ 79.990
Stepway 2023/2024 Zen 1.6: R$ 101.890
Stepway 2023/2024 Iconic CVT 1.6: R$ 113.340
Duster 2023/2024 Intense 1.6 MT: R$ 112.590

Volkswagen
Novo Polo Track 1.0 MPI: R$ 82.290
Novo Polo 1.0 MPI: R$ 86.390
Novo Polo TSI: R$ 95.990
Novo Polo Confortline TSI: R$ 106.290
Novo Polo Highline TSI: R$ 113.290
Virtus TSI: R$ 104.390 Virtus
TSI AT: R$ 115.390
Saveiro Cabine Simples Robust: R$ 94.490
Saveiro Cabine Simples Trendline: R$ 99.380
Saveiro Cabine Dupla Robust: R$ 108.780
T-Cross Sense: R$ 116.550

Chevrolet (preços a partir de)
Onix 2023: R$ 84.390
Onix Plus 2023: R$ 96.390
Spin: R$ 103.990 Montana: R$ 118.690

Mobilidade

Transporte público terá operação especial no aniversário de Campo Grande

Medida busca adequar a oferta de ônibus à movimentação do feriado

25/08/2026 18h15

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) preparou um plano operacional especial para o transporte público nesta quarta-feira (26), feriado em comemoração aos 127 anos de Campo Grande.

De acordo com o planejamento, as linhas do transporte coletivo irão operar conforme o Plano Funcional de Domingos e Feriados, medida que busca adequar a oferta de ônibus à movimentação esperada na Capital durante a programação especial. 

As linhas 080, 081, 515 e 522, no entanto, funcionarão com o Plano Operacional de Sábado. Já a linha 234 seguirá a programação rotineira. 

A prefeitura disponibilizará dois veículos na reserva com tripulação nos terminais Guaicurus, Morenão, Bandeirantes, Aero Rancho, Júlio de Castilho, General Osório, Nova Bahia e Hércules Maymone. A estrutura estará disponível das 5h às 19h para atender eventuais necessidades durante a operação.

Serão mantidos cinco veículos reserva, com tripulação, na Praça do Rádio Clube, das 11h às 13h, período de maior movimentação previsto no local.

O Consórcio Guaicurus deverá acompanhar a operação das linhas e, quando necessário ou mediante determinação da fiscalização da Agetran, realizar ajustes após os horários de pico. Os períodos considerados são das 5h30 às 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30. As adequações ficarão limitadas ao aumento da oferta de veículos para atender à demanda.

A Agetran também fará o acompanhamento da operação em tempo real, com possibilidade de ajustes ao longo do dia. A medida tem como objetivo garantir maior agilidade e eficiência no transporte coletivo durante o feriado e os eventos que integram a programação dos 127 anos de Campo Grande.

Erro Médico

Mulher trata HIV por oito anos sem ter o vírus em Campo Grande

TJMS manteve condenação da Prefeitura de Campo Grande ao pagamento de R$ 50 mil; documentos médicos indicaram que a paciente nunca foi portadora do vírus

25/08/2026 18h01

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV.

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV. Foto: Divulgação TJMS.

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Uma mulher submetida durante aproximadamente oito anos a tratamento contínuo contra o HIV descobriu que jamais esteve infectada pelo vírus. O caso, iniciado com um diagnóstico positivo realizado em 2016 na rede pública de saúde de Campo Grande, terminou com a manutenção de uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.

A decisão foi proferida pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pelo município. O colegiado confirmou a sentença da 2ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Capital.

De acordo com o processo, a paciente recebeu o diagnóstico de HIV em 2016 e, desde então, passou a seguir o tratamento indicado pelos profissionais da rede municipal.

Durante os anos seguintes, fez uso contínuo de medicamentos antirretrovirais, acreditando ser portadora de uma infecção crônica e ainda cercada por forte estigma social.

A situação começou a ser esclarecida somente em 2024, quando um novo exame apresentou resultado não reagente.

A própria equipe de saúde passou a registrar a possibilidade de falso positivo no diagnóstico inicial. Posteriormente, um documento médico atestou que a mulher nunca havia sido infectada pelo HIV.

Oito anos convivendo com um diagnóstico equivocado

Ao analisar o caso, o Tribunal considerou que o dano não se limitou à informação incorreta recebida em 2016. Para os desembargadores, a falha também esteve na manutenção do diagnóstico e do tratamento durante cerca de oito anos, sem que a condição da paciente fosse devidamente confirmada.

Nesse período, a mulher permaneceu exposta a medicamentos considerados potencialmente tóxicos e às consequências emocionais de acreditar que possuía uma doença incurável.

O acórdão destacou ainda o impacto psicológico e social associado ao HIV, condição que, apesar dos avanços da medicina, continua sendo alvo de preconceito e desinformação.

No recurso, a Prefeitura de Campo Grande sustentou que não houve falha na prestação do serviço público.

O município argumentou que os exames poderiam apresentar limitações científicas e que a responsabilização dependeria da comprovação de culpa dos profissionais envolvidos. Também pediu, alternativamente, a redução do valor da indenização.

As alegações não foram acolhidas. Segundo o relator, desembargador Alexandre Raslan, o município não apresentou prova técnica capaz de demonstrar que o resultado não reagente, ou seja, negativo para a presença do HIV, obtido em 2024 seria compatível com uma infecção verdadeira diagnosticada oito anos antes.

Também não comprovou que o erro teria decorrido de uma limitação científica inevitável.

Ainda que o primeiro resultado positivo pudesse ser atribuído a uma eventual falha do método de testagem, o Tribunal entendeu que essa possibilidade não explicaria a continuidade do diagnóstico equivocado e da medicação por um período tão prolongado.

Responsabilidade do poder público

O julgamento reconheceu a responsabilidade objetiva do município porque o diagnóstico, a prescrição e o fornecimento dos medicamentos decorreram de ações praticadas por agentes públicos.

Nesses casos, conforme prevê a Constituição Federal, não é necessário demonstrar individualmente a culpa de cada profissional, desde que estejam comprovados o dano e a relação entre a atuação estatal e o prejuízo sofrido.

Para os magistrados, não houve culpa da paciente nem qualquer acontecimento externo capaz de afastar a responsabilidade da administração municipal. A mulher apenas seguiu as orientações médicas que recebeu e cumpriu durante anos o tratamento estabelecido pela própria rede pública.

O valor de R$ 50 mil foi mantido por ser considerado proporcional à gravidade do dano, ao sofrimento provocado e aos cerca de oito anos de tratamento desnecessário, além de cumprir a função pedagógica de evitar falhas semelhantes na rede pública de saúde.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul desta terça-feira (25). Embora a condenação tenha sido mantida pelo TJMS, ainda podem ser apresentados recursos às instâncias superiores, dentro dos prazos previstos em lei.

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