Cidades

CENSO 2022

Veja quantos habitantes os 79 municípios de MS ganharam e a população total de cada um

Dados do Censo apontam que 22 cidades perderam moradores

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (28), os primeiros resultados de população e domicílios referentes ao Censo Demográfico 2022.

Em Mato Grosso do Sul, foram recenseados 1.208.975 domicílios.

Com relação à população, o Estado alcançou a marca de 2.756.700 habitantes, um aumento de 307.676 pessoas em relação ao censo de 2010, variação percentual de 12,6%.

Entre os municípios, Campo Grande lidera o número de população residente total, com 876.938 pessoas. 

Houve mudanças tanto no topo do ranking dos 20 municípios mais populosos, como nos menos, no Estado.

O IBGE destaca a queda de Corumbá, que saiu do terceiro maior município em 2010 para a quarta posição em 2022, sendo superado por Três Lagoas.

Outro destaque é a queda populacional de Aquidauana, que em 2010 ocupava a sétima posição e foi ultrapassada por Nova Andradina e Sidrolândia, caindo para a nona posição.

Em 2022, entraram no ranking de 20 maiores municípios as cidades de Chapadão do Sul, São Gabriel do Oeste, Aparecida do Taboado e Costa Rica. Saíram deste ranking as cidades de Miranda, Anastácio, Jardim e Bela Vista.

Dos 79 municípios do Estado, 22 registraram queda de habitantes, sendo Alcinópolis (-32), Anaurilândia (-840), Batayporã (-224), Bela Vista (-1.568), Brasilândia (-247), Camapuã (-42), Caracol (-362), Corguinho (-79), Corumbá (-7.435), Coxi, Eldorado (-308), Guia Lopes da Laguna (-427), Iguatemi (1.079), Jardim (-365), Jateí (-425), Miranda (-56), Nioaque (-1.171), Novo Horizonte do Sul (-219), Pedro Gomes (-1.026), Porto Murtinho (-2.814), Santa Rita do Pardo (-232) e Sonora (-317).

Confira a população dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e o comparativo entre os censos de 2010 e 2022:

Município

População residente segundo o censo 2010 População residente segundo o Censo 2022 Diferença populacional em 12 anos
Água Clara 14.424 16.741 + 2.317
Alcinópolis 4.559 4.537 - 32
Amambai 34.730 39.325 + 4.595
Anastácio 23.835 24.107 + 272
Anaurilândia 8.493 7.653 - 840
Angélica 9.185 10.729 + 1.544
Antônio João 8.208 9.303 + 1.095
Aparecida do Taboado 22.320 27.674 + 5.354
Aquidauana 45.614 46.803 - 1.189
Aral Moreira 10.251 10.748 + 497
Bandeirantes 6.609 7.940 + 1.331
Bataguassu 19.839 23.031 + 3.192
Batayporã 10.936 10.712 - 224
Bela Vista 23.181 21.613 - 1.568
Bodoquena 7.985 8.567 + 582
Bonito 19.587 23.659 + 4.072
Brasilândia 11.826 11.579 - 247
Caarapó 25.767 30.612 + 4.845
Camapuã 13.625 13.583 - 42
Campo Grande 787.797 897.938 + 111.141
Caracol 5.398 5.036 - 362
Cassilândia 20.966 20.988 + 22
Chapadão do Sul 19.648 30.993 + 11.345
Corguinho 4.862 4.783 - 79
Coronel Sapucaia 14.064 14.161 + 94
Corumbá 103.703 96.268 - 7.435
Costa Rica 19.695 26.037 + 6.342
Coxim  32.159 32.151 - 8
Deodápolis 12.139 13.663 + 1.524
Dois Irmãos do Buriti 10.363 11.100 + 737
Douradina 5.364 5.578 + 214
Dourados 196.035 243.368 + 47.873
Eldorado 11.694 11.386 - 308
Fátima do Sul 19.035 20.609 + 1.574
Figueirão 2.928 3.539 + 611
Glória de Dourados 9.927 10.444 + 517
Guia Lopes da Laguna 10.366 9.939 - 427
Iguatemi 14.875 13.796 -1.079
Inocência 7.669 8.404 + 735
Itaporã 20.865 24.137 + 3.272
Itaquiraí 18.614 19.433 + 819
Ivinhema 22.341 27.821 + 5.480
Japorã 7.731 8.148 + 417
Jaraguari 6.341 7.139 + 798
Jardim 24.346 23.981 - 365
Jateí 4.011 3.586 - 425
Juti 5.900 6.729 + 829
Ladário 19.617 21.522 + 1.905
Laguna Carapã 6.491 6.799 + 308
Maracaju 37.405 45.047 + 7.453
Miranda 25.595 25.536 - 56
Mundo Novo

17.043

19.193 + 2.150
Naviraí 46.424 50.457 + 4.033
Nioaque 14.391 13.220 - 1.171
Nova Alvorada do Sul 16.432 21.822 + 5.390
Nova Andradina 45.585 48.563 + 2.985
Novo Horizonte do Sul 4.940 4.721 - 219
Paraíso das Águas  - 5.510 5.510
Paranaíba 40.192 40.957 + 765
Paranhos 12.350 12.921 + 571
Pedro Gomes 7.967 6.941 - 1.026
Ponta Porã  77.872 92.017 + 14.140
Porto Murtinho 15.372 12.859 - 2.814
Ribas do Rio Pardo 20.946 23.150 + 2.204
Rio Brilhante 30.663 37.601 + 6.938
Rio Negro 5.036 4.841 - 195
Rio Verde de Mato Grosso 18.890 19.818 + 928
Rochedo 4.928 5.199 + 271
Santa Rita do Pardo 7.259 7.027 - 232
São Gabriel do Oeste 22.203 29.579 + 7.414
Sete Quedas 10.780 10.994 + 214
Selvíria 6.287 8.142 + 1.855
Sidrolândia 42.132 47.118 + 5.004
Sonora  14.833 14.516 - 317
Tacuru 10.215 10.808 + 593
Taquarussu  3.518 3.625 + 107
Terenos 17.146 17.638 + 492
Três Lagoas 101.791 132.152 + 30.366
Vicentina 5.901 6.336 + 435
 

Nos dados utilizados pelo IBGE para contabilizar o crescimento da população, é levado em conta também as populações residentes em 2010 reconstituídas e compatibilizadas, segundo a base territorial de 2022. Desta firma, apesar do município de Coxim ter registrado oito habitantes a menos, nos dados do IBGE, a cidade aparece como uma das que cresceram.

O IBGE esclarece que a compatibilização é necessária pois alguns municípios tiveram alterações nos limites territoriais entre 2010 e 2022, aumentando, consequentemente, as respectivas populações.

INTERIOR

Defesa aguarda testes da 'maior apreensão' de cocaína da história achada em madeira

Substância líquida encontrada na região de Corumbá e inicialmente apontada como sendo, supostamente, cocaína, ainda aguarda resultado final de laudo pericial feito em Brasília

10/07/2026 13h31

apreensão em questão foi feita durante a Operação Timber Shield

apreensão em questão foi feita durante a Operação Timber Shield

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Passado pouco mais de um mês desde a suposta "maior apreensão de cocaína" feita na história da fronteira do Mato Grosso do Sul, ainda aguarda um resultado final do laudo pericial que determinará se as substâncias encontradas tratam-se, de fato, de itens ilícitos encontrados sendo traficados entre cargas de madeira. 

Essa apreensão em questão foi feita durante a Operação Timber Shield, que mobilizou as mais diversas forças de segurança, como, por exemplo: 

  • Receita Federal (RF)
  • Polícia Federal (PF)
  • Polícias Científicas (MS e MT)
  • Grupo Especial de Fronteira do Mato Grosso (Gefron-MT)
  • Fuerza Especial de Lucha contra el Narcotráfico (Felcn)
  • Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP)

Pelo menos oito caminhões que transportavam 260 toneladas de madeira foram relacionados na operação que foi desencadeada pelos Estados Unidos, Bolívia e Brasil, sendo quatro deles identificados em Corumbá e a outra metade no município mato-grossense de Cáceres. 

Cabe lembrar que ambas essas cidades brasileiras fazem fronteira com a Bolívia. Conforme repassado pela Receita Federal à época, cerca de 10% a 20% do peso dessa carga dos caminhões seria de cocaína. 

Entretanto, a defesa alega que ainda é necessário aguardar a conclusão do laudo pericial, uma vez que testes químicos preliminares teriam dado resultado "negativo" para substâncias entorpecentes em todas as amostras analisadas. 

Relembre

Como bem consta na nota divulgada pela Receita Federal, a substância entorpecente na forma líquida estaria "camuflada" e "misturada na madeira". 

“No início do mês, 6/6, a Aduana do Chile fez apreensão de 100 toneladas de cocaína vindas da Bolívia no mesmo esquema detectado pela aduana brasileira nesta operação [domingo], ou seja, cocaína líquida misturada na madeira. A Operação Timber Shield evidencia o alto grau de sofisticação das organizações criminosas e reforça a importância da cooperação internacional, especialmente da integração entre Brasil, Estados Unidos e Bolívia, no enfrentamento ao tráfico internacional de drogas em larga escala”, defendeu a RF, em nota.

Na averiguação da carga em Corumbá e Cáceres, a Receita Federal usou cães farejadores. Do lado boliviano, a Fuerza Especial de Lucha contra el Narcotráfico (Felcn) conduziu a investigação e a Aduana Boliviana também acompanhou a ação. 

Já os EUA estão atuando diretamente com o governo boliviano desde maio, incluindo a presença de agentes daquele país na região de La Paz, e teriam contato em Santa Cruz de la Sierra. 

Conforme a defesa, a apreensão causa reflexos no País vizinho já que a Bolívia não estaria mais exportando por conta desse ocorrido, nação essa que teria na extração de madeira uma de suas principais fontes de renda. 

Segundo o advogado Leandro Lobo, o próprio Inquérito Policial nº 2026.0070875- DPF/CRA/MS indicam que, no estágio inicial das investigações, "os testes químicos preliminares realizados pela Polícia Federal apresentaram resultado negativo para todas as amostras analisadas". 

"Sendo consignado expressamente pela autoridade policial que a materialidade delitiva ainda dependia de confirmação técnico-científica, não sendo possível afirmar, com segurança, a presença de cocaína ou de qualquer outra substância ilícita apenas com base nos elementos então disponíveis", complementa ele em nota. 

Leandro Lobo cita que as diligências policiais tiveram por objetivo justamente "aprofundar as investigações e submeter o material apreendido a exames periciais
mais específicos", pois naquele momento não haveria conclusão definitiva quanto a existência de entorpecente.

Em outras palavras, a defesa reforça a necessidade da conclusão dos testes secundários sobre a comprovação, através de laudo pericial, para que os fatos possam ser esclarecidos. 

"Tampouco qualquer comprovação da participação de eventuais envolvidos em atividade criminosa, conforme trecho retirado nos autos da investigação preliminar realizada pela Delegacia de Polícia Federal de Corumbá - MS... a existência de uma investigação policial ou de suspeitas iniciais não constitui prova de prática criminosa, sendo imprescindível aguardar a conclusão das apurações e a produção de provas técnicas conclusivas.

 Reitera-se, por fim, o respeito ao trabalho das autoridades responsáveis pela investigação, bem como o compromisso com a divulgação de informações precisas, equilibradas e em conformidade com os princípios constitucionais da presunção de inocência, do devido processo legal e da dignidade da pessoa humana", conclui em nota. 

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mudança no tempo

Frente fria traz tempestades e derruba temperaturas a 9°C no fim de semana

Sábado ainda começa com calor e tempo seco, mas tempo muda entre a tarde e noite, quando estão previstas chuvas intensas

10/07/2026 13h00

Fim de semana será de chuvas e queda nas temperaturas

Fim de semana será de chuvas e queda nas temperaturas Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O tempo quente e seco deve dar lugar a chuvas e frio no fim de semana em Mato Grosso do Sul. O avanço de uma frente fria traz mudanças no tempo entre a tarde e noite de sábado (11) e o domingo (12).

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), o sábado ainda começa com predomínio de sol e tempo seco, com alerta para baixa umidade relativa do ar.

Ao longo do dia, haverá aumento gradual da nebulosidade, com previsão de chuvas e tempestades, que devem se intensificar no domingo. As instabilidades podem ser acompanhadas de raios, rajadas de vento e, de forma pontual, queda de granizo.

Há previsão de acumulados de chuva superiores a 30 mm em 24 horas, especialmente nas regiões centro-sul, sudoeste e sudeste do Estado.

Segundo o Cemtec, essa condição meteorológica é provocada pela aproximação e pelo avanço da frente
fria, associados ao intenso transporte de calor e umidade sobre Mato Grosso do Sul.

Além disso, a atuação de uma área de baixa pressão atmosférica, em conjunto com o deslocamento de
cavados, favorece a formação e intensificação das instabilidades, aumentando a probabilidade de chuvas localmente intensas.

As temperaturas devem sofrer ligeira queda no fim de semana, com redução mais significativa na segunda-feira (13), após a passagem da frente fria. A mínima prevista é de 9°C, não se descartando que, pontualmente, sejam registradas temperaturas inferiores, especialmente no sul do Estado.

Em Campo Grande, a mínima prevista é de 15C, com máxima de 30°C. 

Apesar do frio, o tempo volta a ficar mais estável no início da semana, mas ainda há chances de pancadas de chuvas isoladas e tempestades em algumas regiões, devido à permanência de umidade e à atuação de áreas de instabilidades.

Inverno

O inverno começou no dia 22 de junho e deve ser marcados por ondas de calor, influenciadas pelo super-El Niño, e chuvas um pouco acima da média, mas ainda com longos períodos de seca.

A estação segue até dia 22 de setembro e, de acordo com dados do Cemtec, apresenta os menores índices pluviométricos do ano no Estado, ou seja, é o período conhecido como estiagem. Ainda por causa disso, também se observam baixos índices de umidade relativa do ar.

Conforme reportagem do Correio do Estado, mesmo que a estação seja conhecida por período mais frios, em Mato Grosso do Sul a situação é diferente, já que a tendência climática indica temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que geralmente varia de 24°C a 26°C em grande parte do Estado.

Ainda de acordo com o Cemtec-MS, “esse cenário pode gerar impactos sobre os setores agropecuário, hídrico, energético e de saúde pública, reforçando a necessidade de monitoramento meteorológico contínuo”.

O centro meteorológico reforçou que o El Niño deve se intensificar no segundo semestre deste ano em Mato Grosso do Sul, contribuindo para a ocorrência de ondas de calor mais frequentes e intensas e para períodos prolongados de temperaturas acima da média.

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