Cidades

CAMPO GRANDE

Vereadora aciona PF para investigar aplicação de recursos no Master

Em abril de 2024, foram aplicados R$ 1,2 milhão do patrimônio do IMPCG em títulos do Banco Master.

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A vereadora Luiza Ribeiro (PT) acionou a Polícia Federal em Campo para protocolar uma denúncia-crime, solicitando a abertura de investigação sobre supostas irregularidades envolvendo recursos do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG), a atuação do Banco Master e agentes públicos municipais.

Na denúncia, Luiza Ribeiro aponta indícios de possíveis crimes relacionados à aplicação de recursos do fundo previdenciário dos servidores municipais em Letras Financeiras do Banco Master, além de questionamentos sobre o credenciamento da instituição para operar empréstimos e cartões consignados com descontos em folha de pagamento de servidores ativos, aposentados e pensionistas do município.

Em abril de 2024, foram aplicados R$ 1,2 milhão do patrimônio do IMPCG em títulos do Banco Master. O documento sustenta que a operação teria ocorrido sem a devida observância dos princípios de segurança previstos na Política Anual de Investimentos do instituto e sem a aprovação do Conselho Deliberativo.

Pontos abordados no documento

A denúncia destaca ainda que a aplicação dos recursos ocorreu apesar dos alertas feitos por membros do Conselho Deliberativo do IMPCG durante as discussões sobre o investimento. Conforme registrado em ata da reunião, conselheiros manifestaram preocupação com a segurança da operação e defenderam que os recursos fossem direcionados para instituições financeiras consideradas mais sólidas.

De acordo com a representação, a conselheira Ângela, representante do Poder Executivo, questionou a procedência do Banco Master, ocasião em que foi informado que se tratava de um banco relativamente novo.

Já o conselheiro David, representante do Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (SIOMS), alertou para a maior segurança dos investimentos em bancos públicos diante de eventuais crises financeiras.

Outro ponto levantado pela vereadora refere-se à atuação do Banco Master no mercado de crédito consignado junto aos servidores municipais. A representação questiona o cumprimento dos requisitos exigidos pela legislação municipal para o credenciamento de instituições financeiras que realizam descontos diretamente na folha de pagamento dos servidores.

Além disso, a denúncia relata reclamações de servidores ativos, aposentados e pensionistas sobre descontos consignados em favor do Banco Master. Segundo a representação, há relatos de cobranças que permaneceriam sendo realizadas por longos períodos e de descontos relacionados a cartões consignados, mesmo sem a utilização dos serviços pelos beneficiários.

Para Luiza Ribeiro, os fatos apresentados exigem uma investigação rigorosa por parte das autoridades federais, especialmente por envolverem recursos que pertencem aos servidores públicos municipais.

“Estamos falando do patrimônio construído pelos trabalhadores ao longo de toda uma vida de serviço público. Os indícios apresentados são graves e precisam ser apurados com profundidade. Não podemos permitir que recursos destinados a garantir aposentadorias e pensões sejam colocados em risco. É dever das instituições investigar e esclarecer todos os fatos”, afirmou a vereadora.

A representação cita o presidente e controlador do Banco Master, Daniel Bueno Vorcaro, a prefeita Adriane Lopes, o atual diretor-presidente do IMPCG, Marcos César Malaquias Tabosa, e a ex-diretora-presidente do instituto, Camila Nascimento de Oliveira, requerendo que os fatos sejam investigados pela Polícia Federal.

Ao protocolar a denúncia, Luiza Ribeiro destacou que a iniciativa busca garantir transparência, proteger os direitos dos servidores municipais e assegurar que eventuais responsabilidades sejam devidamente apuradas pelos órgãos competentes.

Crime

Homem é condenado a mais de 4 anos por matar cinco filhotes em Campo Grande

Animais foram jogados em uma fossa no Aero Rancho após desentendimento familiar

30/08/2026 17h30

REPRODUÇÃO/TJMS

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Um homem foi condenado a 4 anos, 3 meses e 10 dias de prisão pela morte de cinco filhotes de cachorro em Campo Grande. Os animais foram jogados em uma fossa no fundo de uma residência no bairro Aero Rancho, em fevereiro de 2024, e não puderam ser resgatados.

A sentença foi proferida pela 8ª Vara Criminal de Campo Grande após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Além da pena de prisão, o réu deverá pagar 150 dias-multa e ficará proibido de manter a guarda de animais domésticos pelo mesmo período da pena.

Conforme a denúncia, o caso aconteceu depois de um desentendimento familiar. O homem teria lançado os cinco filhotes na fossa localizada nos fundos da casa da própria mãe.

Os animais ficaram presos no local e morreram sem possibilidade de receber socorro. Durante o processo, foram apresentados depoimentos de testemunhas, laudo pericial e outros elementos reunidos durante a investigação.

Na sentença, o juiz considerou comprovadas a autoria e a materialidade do crime e rejeitou os argumentos apresentados pela defesa. A decisão também reconheceu o agravamento da pena previsto na legislação ambiental quando os maus-tratos resultam na morte dos animais.

O magistrado destacou a crueldade da conduta, considerando que, depois de serem colocados na fossa, os filhotes ficaram impossibilitados de receber qualquer tipo de atendimento.

 

CAMPO GRANDE

Motorista passa mal no volante, invade loja de cosméticos e é socorrida

Loja estava aberta no momento do acidente e estilhaços de vidro atingiram funcionária

30/08/2026 16h30

Após o acidente, a loja ficou destruída e bagunçada, com itens no chão e estilhaços de vidro espalhados para todo lado

Após o acidente, a loja ficou destruída e bagunçada, com itens no chão e estilhaços de vidro espalhados para todo lado Foto: Paulo Ribas

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Mulher, de 55 anos, passou mal enquanto dirigia um Chevrolet Onix e invadiu uma loja de cosméticos, na tarde deste domingo (30), na esquina das ruas Palmácia e Anaca, bairro Moreninhas II, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, a mulher sofreu um mal súbito, desmaiou no volante, perdeu a direção do carro e atingiu a loja.

A porta de vidro ‘explodiu’ e os estilhaços atingiram alguns funcionários. A loja estava aberta no momento do acidente. O neto, de 6 anos, estava no carro com a motorista, mas ele não se feriu.

A motorista e uma funcionária da loja precisaram de atendimento médico e foram encaminhadas a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Moreninha.

Vários produtos foram danificados, como cremes, perfumes e maquiagem. Após o acidente, a loja ficou destruída e bagunçada, com itens no chão e estilhaços de vidro espalhados para todo lado.

Uma base de ferro, pertencente a porta, foi danificada e caiu na calçada. Ainda não se sabe o valor do prejuízo. A loja tem seguro.

 

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