Cidades

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Vereadora é impedida de assumir cargo por ser bonita

Vereadora é impedida de assumir cargo por ser bonita

Portal A tarde

15/08/2013 - 12h15
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Nina Siahkali Moradi, 27, foi impedida de assumir o cargo de vereadora em Qazvin, no Irã. Detalhe: o impedimento ocorre por questão estética. Segundo a imprensa iraniana, Nina foi considerada bonita demais para ocupar o cargo, apesar de ter recebido 10 mil votos na eleição ocorrida em junho. No mesmo período, Hasan Rowhani foi eleito presidente.

Por conta dos votos, a candidata ficou na 14ª posição em um ranking que qualificava os 13 primeiros entre os 163 que disputaram as vagas. Com a desistência do primeiro colocado na eleição, Nina entrou na lista dos que assumiriam o cargo na câmara. Mas conservadores, de acordo com a imprensa local, barraram a posse da vereadora.

Reza Hossaini, do comitê local de monitoramento de eleições, declarou, para que Nina não assumisse, que os votos dela "foram anulados por (causa de) suas credenciais (a beleza da candidata) ".

A posição do comitê cria uma polêmica na cidade, principalmente entre as iranianas, uma vez que Nina se destacou por defender os direitos femininos durante sua campanha.

Além disso, o impedimento contraria esforços do novo presidente iraniano de abrir mais espaço para as mulheres no governo. Prova disso é que ele nomeou Elham Aminzadeh, que é professora universitária, como vice-presidente do país.

BRAÇO DO MASTER

BC fecha banco que controla empréstimos consignados do Credcesta

Milhares de servidores municipais de Campo Grande e do Governo do Estado contraíram empréstimos e pagam juros de até 4,5% ao mês

18/02/2026 11h00

Escritório do Credcesta funciona na região central de Campo Grande e, por conta do Carnaval, está fechado nesta quarta-feira (18)

Escritório do Credcesta funciona na região central de Campo Grande e, por conta do Carnaval, está fechado nesta quarta-feira (18)

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O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno (ex-Voiter), que já pertenceu ao conglomerado do Master, investigado por supostas fraudes financeiras.  O Pleno é, por sua vez, é proprietário da empresa Credcesta, que concedeu cartões de crédito  consignados a milhares de servidores da prefeitura de Campo Grande e do Governo do Estado e foi alvo de uma série de denúncias publicadas pelo Correio do Estado em meados de 2024  por conta da alta taxa de juros, da ordem de 4,5% ao mês. 

O Credcesta começou a oferecer crédito a servidores da prefeitura de Campo Grande em julho de 2024. Menos de dois meses depois, doze sindicatos e associações que representam servidores protocolaram pedido de revisão do decreto emitido em 19 abril.

Eles denunciavam que o decreto restringiu o acesso aos empréstimos consignados tradicionais e abriu as portas para o chamado cartão consignado de benefícios. 

Conforme um ofício entregue à prefeitura pelo Fórum dos Representantes dos Servidores, Sindicatos, Associações e Entidades de Campo Grande (FORSSA), o decreto tem “inexorável predileção para que seja mantida a margem do cartão consignado de benefício (que pode operar com cobrança de juros de até 4,5%) em detrimento da margem para operações de empréstimo que tem juros de mercado com percentual médio de mercado na casa de 1,7%”. 

Além disso, servidores denunciavam que os funcionários do Credcesta, que receberam da prefeitura o telefone de praticamente todos os funcionário, não explicavam é que os juros eram bem maiores que os dos consignados tradicionais e que os descontos em folha seriam somente relativos ao valor mínimo da fatura, o que levava os tomadores do empréstimo a entrarem numa espécie de bola de neve de juros de 54% ao ano. 

Os cartões começaram a ser oferecidos aos servidores depois que o IMPCG decidiu aplicar R$ 3,7 milhões no Master. Mas, por conta da reação de servidores e denúncias no Correio do Estado, somente R$ 1,2 milhão acabou sendo aplicado. Por conta da liquidação do Master, o dinheiro está retido.O decreto que privilegiava o Credcesta acabou sendo revogado.

E este dinheiro, que é dos servidores e que rendia juros de 0,87% ao mês ao IMPCG, passou a ser oferecido aos próprios servidores com taxa de jutos de 4,5% ao mês. 

Por conta dos altos juros, dezenas de servidores recorreram à Justiça para tentar se livrar dos empréstimos, mas a empresa continua funcionando normalmente. Em Campo Grande, o Credcesta tem um escritório de atendimento ao público na Rua 14 de Julho, entre as ruas 26 de Agosto e 7 de Setembro. 

Na manhã desta quarta-feira, a loja estava fechada e um comunicado informava que, por conta do feriadão de Carnaval, o atendimento seria retomado somente na quinta-feira, dia 19. 

O PROPRIETÁRIO

O atual dono do Pleno (Credcesta)  Augusto Lima, deixou a sociedade com Daniel Vorcaro em julho de 2025 e ficou com o banco. Ambos foram presos no âmbito da Operação Compliance Zero, sendo posteriormente liberados sob uso de tornozeleira eletrônica.

Conforme reportagem da Folha de S. Paulo, o Pleno enfrentava dificuldades de liquidez e buscava um investidor para continuar operando. Por determinação do BC, o banco estava proibido de emitir novos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) para se financiar. 

Segundo as últimas informações disponibilizadas na base do BC, referentes a junho de 2025, o ex-Voiter tinha um patrimônio líquido de R$ 672,6 milhões e um lucro líquido de R$ 169,3 milhões. Na outra ponta, porém, o passivo era de R$ 6,68 bilhões. Dessa dívida, a maior parte é de CDBs , que correspondiam a R$ 5,4 bilhões.

A dívida com CDBs pressiona ainda mais o FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Desse total de R$ 5,4 bilhões, apenas investidores que se enquadrem no limite do fundo , R$ 250 mil, têm direito à devolução dos valores, sem a correção monetária entre a data da liquidação e o pagamento.

Em 18 de novembro, foi anunciada a liquidação do Master, do Master de Investimento, da Master Corretora e do Letsbank. Nos dias 15 e 21 de janeiro, foram liquidados a administradora de fundos Reag e o Will Bank, respectivamente.

O Pleno enfrenta problemas há anos, desde a época em que o nome era Indusval e tinha outros controladores. Voltado ao financiamento de empresas e do agronegócio, o banco passou por várias reestruturações em meio a prejuízos. Em 2019, passou a se chamar Voiter, num plano de transformação digital.

O Master incorporou o Voiter em fevereiro de 2024.E, em julho de 2025, o BC aprovou a transferência do Voiter para Lima, que mudou o nome da instituição para Pleno, no momento em que analisava a venda do Master para o BRB (Banco Regional de Brasília), o banco estatal de Brasília. Quatro meses depois, o banqueiro foi preso.

A trajetória de Augusto Lima é marcada por uma rápida ascensão. Em menos de uma década, a partir da criação do Credcesta, em 2018, saiu da Bahia, ganhou espaço na Faria Lima, expandiu o negócio do consignado por 24 estados e 176 municípios.

TEIAS OPACAS

Segundo reconstituição da Folha, com base em documentos e relato de pessoas próximas ao empresário, a trilha que colocou Lima no centro do maior escândalo financeiro em décadas inclui estruturas empresariais opacas, teias societárias complexas e costuras políticas.

Nesse caminho, Lima utilizou muitos fundos em seus negócios e criou fortes laços com a Reag, instituição de fundos de investimento que foi alvo em agosto de 2025 da Operação Carbono Oculto, por suspeita de operar para o PCC, e foi liquidada pelo Banco Central.

A PKL One, empresa dona do Credcesta, recebeu aumento de capital de um fundo chamado Reag 34, depois rebatizado de Diamond. Esse fundo detém o controle da empresa e está sob a gestão da WNT, que foi citada na segunda fase da operação Compliance Zero.

Nascido em uma família de classe média de Salvador, Guga, como é chamado entre amigos, cursou economia em uma universidade particular. Trabalhou com venda de abadás até entrar no setor financeiro com a Terra Firme da Bahia, fundada em 2001 para atuar como correspondente de instituições financeiras.

Nos anos seguintes, fundou outras empresas neste segmento e ajudou a criar as associações de servidores Asteba e Asseba, que prestavam serviços, inclusive financeiros, aos funcionários públicos.

Sem abadá na prisão

Traficante de MS é preso na folia no carnaval de Salvador

Investigado por tráfico internacional de drogas é preso em cima de trio elétrico no penúltimo dia da maior festa popular do país, no circuito Barra-Ondina

18/02/2026 10h14

Crédito: PCBA

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Com mandado de prisão expedido pela Justiça de Ponta Porã, um homem que não teve o nome divulgado, suspeito de tráfico internacional e interestadual de drogas, foi preso no bairro das Margaridas, em Salvador (BA).

O suspeito foi localizado por meio de investigações realizadas pela Polícia Federal de Mato Grosso do Sul (PF), que acionou equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) de Salvador.

O Deic monitorou o suspeito durante o carnaval até localizá-lo em cima de um trio elétrico (que não teve o nome divulgado), no circuito Barra-Ondina, popularmente conhecido como Dodô, um dos principais percursos da folia em Salvador, com cerca de 4,5 km de extensão.

Nesse trecho, onde, conforme a Prefeitura de Salvador, os trios geralmente se apresentam à tarde, desfilam atrações como Ivete Sangalo, à frente do Bloco Coruja; Bell Marques (Bloco Camaleão); Daniela Mercury (Pipoca da Rainha); e Xanddy Harmonia, com o Bloco da Segunda, entre os mais conhecidos.

O trio em que o suspeito foi preso não foi divulgado pela Polícia Civil da Bahia. Ele foi levado à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), em cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pelo Poder Judiciário de Ponta Porã.

O suspeito segue à disposição da Justiça.

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