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Campo Grande

Vereadores iniciam debate sobre o Corredor Gastronômico na 14 de julho

Durante a audiência na manhã de hoje, houve discussão entre sociedade, empresários e associações para analisar os desafios que o projeto pode trazer aos moradores da região

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Os vereadores que integram a Comissão Permanente de Cultura da Câmara Municipal de Campo Grande se reuniram na manhã de hoje (1º) em uma audiência pública para discutir o projeto do Corredor Gastronômico da Rua 14 de Julho. Encabeçado pelo vereador Ronilço Guerreiro, o debate reuniu empresários e representantes do poder público com o objetivo de analisar os desafios que o projeto pode trazer aos moradores da região.

Nos últimos meses, a via ganhou mais vida com a presença dos jovens na vida noturna, que passaram a frequentar a Rua 14 de Julho, animando os comerciantes da região. No entanto, o local, após algumas semanas, tornou-se alvo de polêmicas devido à superlotação, aos vendedores ambulantes e ao acúmulo de lixo na via pública. Isso levou os setores de segurança de Campo Grande a reavaliarem o fechamento da rua.

Durante a discussão sobre a criação do Corredor Gastronômico, a vice-presidente da Associação de Empresários e Comerciantes da Região Central, Rosane Nely de Lima, afirmou que os empresários são totalmente a favor do projeto, mas que há pontos que precisam ser organizados, como as atividades dos vendedores ambulantes.

"Os comerciantes da região central apoiam fortemente o Corredor, mas temos questões que precisamos organizar, como, por exemplo, a presença dos ambulantes. Somos totalmente contra a atuação dos ambulantes na região central. O empresário e o comerciante pagam todos os seus impostos, o que está incluído no preço das mercadorias. Enquanto isso, o ambulante fica na porta deles vendendo a metade do preço”, reclamou Rosane Nely de Lima, vice-presidente da Associação de Empresários e Comerciantes da Região Central.

Em setembro, a associação divulgou uma nota expressando insatisfação com a presença frequente de ambulantes na região. Segundo eles, a redução do consumo nos bares tem dificultado o pagamento das atrações musicais, que são um grande atrativo e trazidos ainda mais públicos.

Em contraste com a associação, o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Adelaido Vila, afirmou que é preciso oferecer condições aos ambulantes para que, no futuro, possam ter o próprio negócio.

“Quando falamos que somos contra o ambulante, isso me preocupa. Somos contra a ilegalidade. Precisamos regularizar todos que desejam comercializar algo. Oferecer condições para que, no futuro, possam se tornar donos de um estabelecimento. Não podemos excluir essas pessoas, mas precisamos dar dignidade. Que esse pequeno ambulante possa regularizar sua situação e obter um CNPJ”, defendeu.

Durante sua fala, o vereador Ronilson Guerreiro afirmou que o debate é válido e que a prefeitura precisa garantir uma estrutura adequada para que a população frequente a região, que possa se tornar uma referência cultural em Campo Grande.

“A criação do Corredor Cultural e Gastronômico é um passo fundamental para transformar a Rua 14 de Julho em um local de referência cultural e de lazer, e os resultados já estão começando a aparecer. É um desafio, mas discutir precisamos das melhores maneiras de fomentar a região e encontrar soluções para problemas existentes, como banheiros, organização do trânsito, apoio ao comércio e melhorias que beneficiem tanto os comerciantes quanto a população”, afirmou.

Ambulantes também mostram sua insatisfação 

Durante a audiência pública, os vereadores também deram espaço aos ambulantes para que expressassem suas opiniões sobre a criação do Corredor Gastronômico da Rua 14 de Julho.

Foi o caso do ambulante Matheus Lima, que relatou aos vereadores ter procurado a prefeitura diversas vezes, mas não obteve solução para realizar o cadastro.

"Ninguém consegue me regularizar. Fui informado de que, em Campo Grande, não há nenhuma norma que regulamente a atuação dos ambulantes. Sou MEI, contribuo com o governo e, com esse imposto recolhido, por que não posso exercer minha função? Meu espetinho fica em frente ao meu apartamento. Na verdade, a situação foi confirmada do controle; há muitos ambulantes, e entendo que isso impacta financeiramente meus colegas”, ponderou.

O fechamento da Rua 14 de Julho também foi pautado durante a audiência. Segundo a secretária municipal de Cultura e Turismo, Mara Gurgel, essa solicitação partiu dos próprios comerciantes. No entanto, a prefeitura viu que, dessa forma, seria necessário oferecer mais estrutura para garantir a segurança dos frequentadores do local.

“A própria população pediu que o fechamento da Rua 14 de Julho continuasse, mas precisamos ser responsáveis. Percebemos que o fechamento triplicou o número de frequentadores, ou até mais, um público que não conseguiríamos atender. Em resposta a isso, os comerciantes locais solicitaram a reabertura da Rua 14 de Julho, e nós atendemos a esse pedido. O fechamento não foi planejado inicialmente no projeto; ele foi implementado em resposta à demanda dos comerciantes locais. Essa demanda, que era muito grande, acabou atrapalhando tanto os comerciantes quanto a própria prefeitura, pois impactou fortemente a situação, exigindo uma estrutura muito maior de nossa parte”, apontou. 

 

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previsão

Após frente fria, semana terá temperaturas amenas em Mato Grosso do Sul

Madrugadas e noites ainda devem ser mais frias, mas a temperatura aumenta ao longo do dia, passando dos 30°C em algumas regiões

28/06/2026 16h30

Semana deve ter calor a tarde e temperaturas mais baixas a noite

Semana deve ter calor a tarde e temperaturas mais baixas a noite Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Após dias de frio em Mato Grosso do Sul, a semana terá temperaturas mais amenas em boa parte do Estado. Os dias devem ter predomínio de sol, mas não se descartam pancadas de chuvas em algumas regiões, influenciadas pela aproximação de uma frente fria, que aumenta a instabilidade

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), já a partir desta segunda-feira (29), a previsão indica tempo firme, com sol e variação de nebulosidade, devido à atuação de um sistema de alta pressão atmosférica que favorece condições mais estáveis.

No entanto, nas regiões sul e sudoeste do Estado,  há probabilidade de chuvas e tempestades em decorrência da influência da frente fria. O impacto dessa frente fria será maior no aumento da instabilidade, sem nova queda brusca nas temperaturas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem alerta vigente de perigo potencial para ocorrência de temporais em municípios destas regiões. Conforme o aviso, podem ocorrer alagamentos e quedas de árvores.

Ainda segundo o Cemtec, para a semana, destaca-se o contraste térmico entre as diferentes regiões do Estado.

Nas regiões sul e sudoeste, as temperaturas máximas devem variar entre 20°C e 22°C, enquanto nas regiões norte e pantaneira os valores podem atingir entre 28°C e 31°C.

Em Campo Grande, as madrugadas e noites devem ser um pouco mais frias, com mínima de 18°C, mas as temperaturas aumentam ao longo do dia, com máxima prevista de 31°C. A Capital deve ter sol entre nuvens, sem previsão de chuva ao longo da semana.

Os ventos atuam com velocidades que variam entre 30 a 50 km/h, com possibilidade de rajadas pontuais superiores a 50 km/h.

Inverno

O inverno começou no dia 22 de junho e deve ser marcados por ondas de calor, influenciadas pelo super-El Niño, e chuvas um pouco acima da média, mas ainda com longos períodos de seca.

A estação segue até dia 22 de setembro e, de acordo com dados do Cemtec, apresenta os menores índices pluviométricos do ano no Estado, ou seja, é o período conhecido como estiagem. Ainda por causa disso, também se observam baixos índices de umidade relativa do ar.

Conforme reportagem do Correio do Estado, mesmo que a estação seja conhecida por período mais frios, em Mato Grosso do Sul a situação é diferente, já que a tendência climática indica temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que geralmente varia de 24°C a 26°C em grande parte do Estado.

Ainda de acordo com o Cemtec-MS, “esse cenário pode gerar impactos sobre os setores agropecuário, hídrico, energético e de saúde pública, reforçando a necessidade de monitoramento meteorológico contínuo”.

O centro meteorológico reforçou que o El Niño deve se intensificar no segundo semestre deste ano em Mato Grosso do Sul, contribuindo para a ocorrência de ondas de calor mais frequentes e intensas e para períodos prolongados de temperaturas acima da média.

água clara

Homem morre após ser agredido com taco de sinuca e garrafa quebrada em MS

Crime aconteceu depois de desentendimento na madrugada deste domingo; três suspeitos foram presos

28/06/2026 16h00

Caso é investigado pela Polícia Civil de Água Clara

Caso é investigado pela Polícia Civil de Água Clara Foto: Divulgação / Polícia Civil

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Um rapaz de 21 anos, identificado pelas iniciais J. S. de O., morreu após ser agredido com um taco de sinuca e uma garrada quebrada, na madrugada deste domingo (28), em Água Clara.

De acordo com informações da Polícia Civil, o crime ocorreu após desentendimento iniciado nas imediações de um estabelecimento comercial, não sendo informado o que motivou a discussão.

A vítima chegou a ser socorrida após as agressões, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois.

As polícias Civil e Militar foram acionadas e, com a realização de levantamentos no local, coleta de informações, entrevistas e análise de imagens de câmeras de segurança, constataram que três pessoas participaram ativamente das agressões.

Os suspeitos foram identificados, localizados e presos em flagrante. O taco de sinuca e a garrafa utilizados no crime foram apreendidos.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

Briga em bar

Outro assassinato ocorreu na noite desse sábado (27), em um bar localizado em Coxim. Jonatas Douglas da Silva Oliveira, de 22 anos, estava no local, com uma criança no colo, quando foi surpreendido por um homem armado, que entrou no estabelecimento fingindo ser um cliente e efetuou diversos disparos contra a vítima.

Após a execução, o atirador fugiu na garupa de uma motocicleta conduzida por um comparsa que o aguardava do lado de fora.

Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação.

Pouco depois do crime, investigações apontaram que os suspeitos abandonaram a motocicleta utilizada na fuga e seguiram viagem em um Fiat Uno em direção ao município de Rio Verde de Mato Grosso.

Equipes do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope)montaram um bloqueio na rodovia para interceptar os suspeitos.

Segundo a ocorrência policial, o motorista desobedeceu à ordem de parada, os ocupantes desembarcaram do automóvel e passaram a atirar contra os policiais militares, que reagiram e baleatam os dois suspeitos. 

Eles chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal de Rio Verde, mas não resistiram aos ferimentos. Eles estavam sem documentos e não foram identificados até a publicação desta reportagem.

Um terceiro suspeito que teria teria participado da execução ainda permanece foragido.

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