Cidades

CHIQUINHO TELLES:

'Vereadores não podem acobertar
a roubalheira'

'Vereadores não podem acobertar
a roubalheira'

DA REDAÇÃO

04/06/2014 - 00h00
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A Câmara Municipal de Campo Grande rejeitou a abertura da CPI da Folia, que apuraria indícios de superfaturamento na Fundac (Fundação de Cultura), durante a gestão do ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP). O presidente da Comissão de Cultura do Legislativo, vereador Chiquinho Telles (PSD), foi surpreendido com a retirada de assinatura de dois colegas. A reportagem está na edição de hoje (04) do jornal Correio do Estado.

“Não esperava por isto”, comentou. “Os vereadores não podem acobertar a roubalheira na prefeitura. As provas apresentadas na audiência pública pela presidente da Fundação de Cultura, Juliana Zorzo, são contundentes”, afirmou Chiquinho.

O pedido de instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito contava com número suficiente para a instauração, mas os vereadores Carlão (PSB) e Delei Pinheiro (PSD) recuaram da decisão de apoiar a investigação. Para criar a CPI, eram necessárias dez assinaturas e havia onze. Com a retirada de duas, faltou um voto para efetivar a instauração da comissão parlamentar.

Para justificar, eles afirmaram que não é necessário aplicar o maior remédio do Legislativo, já que as irregularidades apuradas pela diretora-presidente da Fundac, Juliana Zorzo, podem ser averiguadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE). A reportagem é da Tavane Ferraresi.

VIOLÊNCIA NO INTERIOR

Ataque a tiros em bar deixa homem morto na cidade de Caarapó

Criminosos chegaram de motocicleta e dispararam contra a vítima, que comprava cerveja em um estabelecimento

11/10/2026 09h30

Homem foi morto com mais de cinco tiros em estabelecimento comercial de Caarapó, na noite de sábado (10)

Homem foi morto com mais de cinco tiros em estabelecimento comercial de Caarapó, na noite de sábado (10) Reprodução

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A noite de sábado (10) terminou com um homem assassinado a tiros em Caarapó, no sul de Mato Grosso do Sul. A vítima, identificada inicialmente apenas pelo apelido de Carlinhos, foi surpreendida por dois homens armados enquanto comprava cerveja em um bar na região do bairro Santo Antônio.

O crime ocorreu na Rua Projetada 6. Segundo o site Caarapó News, os suspeitos se aproximaram do estabelecimento em uma motocicleta e efetuaram uma sequência de disparos contra o homem, que foi atingido mais de cinco vezes.

A vítima caiu perto de um Chevrolet Prisma branco, estacionado nas proximidades. Uma lata de cerveja estava em suas mãos quando foi baleada. Ainda não se sabe se o automóvel era de sua propriedade ou se tinha alguma ligação com o ocorrido.

Após os disparos, os dois envolvidos deixaram o local na motocicleta. Até a última atualização das informações, nenhum suspeito havia sido localizado.

A Polícia Militar esteve no endereço e preservou a área da ocorrência. Informações preliminares apontam que Carlinhos não residia em Caarapó e estaria na cidade apenas temporariamente, mas sua identidade e procedência ainda não foram esclarecidas.

A Polícia Civil deverá apurar o que motivou o ataque e trabalhar na identificação dos autores. Não há, por enquanto, informações sobre possíveis desavenças envolvendo a vítima.

OPERAÇÃO PROTETOR

Dois suspeitos morrem em confronto com o Choque em Rio Brilhante

Ações ocorreram após denúncia de possível planejamento de crimes na cidade; um dos mortos seria comparsa de Jonas, morto em operação policial em Sidrolândia na sexta-feira (9)

11/10/2026 08h25

As ações ocorreram durante a Operação Protetor, após a Polícia Militar receber informações de que suspeitos armados estariam se preparando para cometer crimes na região

As ações ocorreram durante a Operação Protetor, após a Polícia Militar receber informações de que suspeitos armados estariam se preparando para cometer crimes na região Foto: Rio Verde News

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Dois homens morreram após confrontos com policiais militares do Batalhão de Choque em Rio Brilhante, município localizado a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. As ações ocorreram durante a Operação Protetor, após a Polícia Militar receber informações de que suspeitos armados estariam se preparando para cometer crimes na região.

Um dos mortos foi identificado como Anderson Gabriel Barreto de Morais, de 24 anos, conhecido pelo apelido de “Mandrake”. Segundo as informações levantadas, ele estava foragido da Justiça e possuía mandado de prisão por roubo. Anderson também é apontado como comparsa de Jonas Gabriel de Souza Sales, de 19 anos, morto na sexta-feira (9), durante uma operação policial em Sidrolândia.

A ligação entre os dois é reforçada por uma fotografia em que aparecem juntos, com um revólver sobre o braço de um sofá. Conforme informações preliminares, ambos teriam participado de crimes na região. A eventual relação entre as ocorrências ainda deverá ser esclarecida pelas autoridades.

De acordo com o Batalhão de Choque, a ocorrência em Rio Brilhante teve início após uma denúncia anônima recebida pelo telefone 190. O relato indicava que um homem vindo de Sidrolândia estaria armado em um imóvel da cidade, aguardando a chegada de outro suspeito para a prática de crimes.

Durante as diligências, os militares localizaram o primeiro homem na residência indicada. Segundo a versão policial, ele estava armado e, ao perceber a aproximação da equipe, correu para o interior do imóvel e efetuou um disparo contra os agentes.

Os policiais reagiram e atingiram o suspeito. Após ser desarmado, ele recebeu atendimento e foi encaminhado ao Hospital Beneficente de Rio Brilhante, mas não resistiu aos ferimentos.

Ainda durante a operação, outro homem, que havia fugido pelos fundos da residência, foi localizado por equipes da Rondas Ostensivas Táticas e Ações de Choque (Rotac) em um segundo endereço do município.

Conforme a Polícia Militar, o suspeito também teria atirado contra os policiais durante a tentativa de abordagem. Houve reação da equipe e o homem acabou baleado. Ele foi socorrido, mas também morreu. O homem foi identificado como Gesiel Erion de Oliveira Brás, de 25 anos.

As armas encontradas nos locais dos confrontos foram apreendidas, assim como os armamentos utilizados pelos policiais envolvidos, para os procedimentos legais e administrativos.

Os militares também recolheram documentos relacionados à locação de um dos imóveis e registros de movimentações financeiras que serão analisados pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Ligação com grupo criminoso

As mortes de Anderson e Gesiel ocorrem em meio a uma sequência de operações policiais contra suspeitos de integrar grupos criminosos com atuação em municípios do interior de Mato Grosso do Sul.

Na sexta-feira (9), quatro pessoas apontadas como integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) morreram durante uma ação conjunta do Batalhão de Choque e do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), em Sidrolândia.

Entre os mortos estava Jonas Gabriel de Souza Sales, de 19 anos, apontado como comparsa de Anderson. Também morreram Miguel Felipe Santana, de 17 anos, Vanessa Thiel de Almeida, de 19, e Thalyson Miguel Acosta de Oliveira, de 21 anos.

Conforme divulgado pelo Correio do Estado, os policiais foram até uma residência na Rua Dolício Pereira da Silva, no Bairro Alto da Figueira, para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do grupo.

Segundo o major Cleyton, do Batalhão de Choque, os quatro suspeitos estavam armados e teriam reagido à abordagem policial em diferentes pontos do imóvel. Todos foram atingidos, socorridos e encaminhados ao Hospital Elmíria Silvério Barbosa, mas não resistiram.

Durante a operação, foram apreendidas quatro armas de fogo, sendo dois revólveres calibre .38, um revólver calibre .32 e uma pistola calibre 7,65 mm. Uma motocicleta Honda Fan 125, suspeita de ter sido utilizada em atentados criminosos, também foi recolhida.

Mortes em intervenções policiais

As ocorrências acontecem em um ano marcado pelo aumento das mortes decorrentes de intervenções policiais em Mato Grosso do Sul.

Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) divulgados anteriormente pelo Correio do Estado, o Estado registrou 150 mortes por intervenção legal de agentes de segurança em 2026, número que já superava o registrado em 2023, quando houve 131 mortes.

Somente neste ano, segundo balanço apresentado pelo Batalhão de Choque, a unidade contabilizou 348 prisões em flagrante, 165 capturas de foragidos da Justiça, 93 veículos recuperados e 172 armas de fogo apreendidas.

Ainda conforme a corporação, aproximadamente 14 toneladas de drogas foram apreendidas, representando prejuízo estimado em R$ 14 milhões ao crime organizado.

As circunstâncias dos dois confrontos em Rio Brilhante, assim como a possível participação de outros envolvidos e eventuais conexões com o grupo morto em Sidrolândia, seguem sob apuração das autoridades competentes.

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