Cidades

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Vereadores vêem baixo crescimento do município

Vereadores vêem baixo crescimento do município

DA REDAÇÃO

22/02/2014 - 00h00
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O secretário Municipal de Planejamento e Finanças, Wanderley Ben Hur (foto abaixo) apresentou ontem (21) a prestação de contas referente ao exercício financeiro do terceiro quadrimestre de 2013, durante Audiência Pública na Câmara Municipal de Campo Grande. 
 
O relatório financeiro foi entregue aos integrantes da Comissão Permanente de Finanças e Orçamento, presidida pelo vereador Flávio César.

No início da Audiência, Flávio César disse que os vereadores estão tendo dificuldade no acompanhamento da prestação de contas, porque o relatório é entregue apenas na audiência. “Queríamos ter acesso a essa prestação de contas antecipadamente, para que pudéssemos entender melhor e fazer os questionamentos devidos. Que hoje pudéssemos estabelecer o compromisso de ter acesso em até 5 dias antes da audiência para poder analisar com calma o relatório”, afirmou. A proposta foi aceita pelo secretário, que se comprometeu a entregar o demonstrativo de prestação de contas antecipadamente para análise da Comissão.

Segundo dados contidos no relatório, de janeiro a dezembro de 2013 o município teve uma despesa bruta com pessoal no valor de R$ 1.129.493.800,53, que representa 45,69% do Orçamento Municipal, índice abaixo do máximo constitucional de 54% para gasto com folha de pagamento de servidores.

O vereador Flávio César questionou o secretário de finanças sobre o alto índice de gasto com pessoal, em comparação com o ano anterior. “O gasto com pessoal teve um aumento de 18,95%, sendo que em 2012 foram pagas 14 folhas de pagamento e em 2013 apenas 13 folhas, então porque esse aumento? Se tivéssemos uma folha a mais já atingiríamos o teto máximo de 54%”, argüiu.

O secretário explicou que o aumento se deve aos reajustes concedidos pelo Poder Executivo e a correção de distorções salariais. “Isso ocorre por conta dos reajustes que foram dados, os herdados e os cumpridos. Também foram corrigidos os salários de diversas categorias, com distorções corrigidas em 1° de maio, conforme o compromisso de governo do atual administração, por isso esse aumento no gasto com pessoal”, argumentou.

O relatório trata ainda da receita corrente líquida, que atingiu o valor de R$ 2.510.046.953,04, representando um percentual de 0,65%, sendo que o limite geral definido por Resolução do Senado Federal para operações de crédito internas e externas é de 16%.

Sobre a questão, o presidente da Comissão de Finanças, vereador Flávio César lembrou que em anos anteriores o município apresentou um crescimento da receita líquida de 13 a 15% , sendo que em 2013 esse crescimento chegou a apenas 3,16%.

Wanderley Ben Hur afirmou que o baixo crescimento de receita “é conseqüência de vários fatores, mas o mais determinante é a diminuição nas transferências do ICMS. Campo Grande teve uma perda significativa. Esse não é o único motivo, mas é o principal. Essa redução do repasse do ICMS impacta na administração, mas já estamos tomando providências para resgatar esse crescimento. Outrora sempre havia crescimento, mas em 2013 houve um decréscimo. Nossa maior fonte de receita são essas transferências de ICMS. Essa redução se deve também pela criação de mais um município, o que divide ainda mais o recurso do ICMS que é único, para dividir com todos os 79 municípios do Estado. Os percentuais de repasse do ICMS são proporcionais ao crescimento registrado pelo município, por isso temos que acompanhar o crescimento dos outros municípios senão vamos perder mais ainda desse ‘bolo’. É preciso que se cuide de toda economia, senão sofreremos muito com isso”, disse o secretário de Finanças.

Diante da explanação feita pelo secretário, a vereadora Carla Stephanini, que compõe a Comissão de Finanças e Orçamento, lembrou que a responsável por impulsionar a economia do município é a Sedesc, secretaria que ficou sem titular durante muito tempo. “Quem deve fazer esse fomento às atividades econômicas é a Sedesc, que tem que atrair mais investimentos para o município, por isso a importância dessa secretaria”, afirmou.

Quanto à execução orçamentária, o presidente Flávio César apresentou um comparativo dos últimos anos. “Em 2009 o orçamento de R$ 1,5 bilhão foi 91% executado. Em 2010, de R$ 1,7 bilhão 95% foi executado. Em 2011 dos R$ 2,4 bilhões do Orçamento, 94% foi executado pelo Executivo e em 2012 97% do Orçamento de R$ 2,2 bilhões foi devidamente executado. Já em 2013 o Orçamento de R$ 2,7 bilhões teve apenas 83% de execução. Os anos anteriores registram uma média de 95% de execução. Nos preocupa bastante esse índice baixíssimo de investimento”.

De acordo com Ben Hur, “os números descritos procedem. Tudo que estava previsto foi realizado, de acordo com a Lei Orçamentária e a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias)”, disse.

DENÚNCIA

MP investiga suposta farra das diárias na Câmara de Dourados

Vereadores participam de uma única sessão semanal e custam R$ 29,1 mil por mês aos cofres públicos municipais somente com salários e indenizações

24/10/2026 12h40

Desde agosto de 2023 a Câmara de Dourados funciona em uma sala alugada no Shopping Avenida Center

Desde agosto de 2023 a Câmara de Dourados funciona em uma sala alugada no Shopping Avenida Center

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Após receber denúncias do farmacêutico bioquímico Racib Panage Harb, que já foi candidato a vereador três vezes e candidato a prefeito de Dourados nas duas últimas eleições, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou procedimento administrativo para apurar possíveis fraudes no pagamento de diárias e indenizações pagas a parte dos 21 vereadores do município, o segundo mais populoso de Mato Grosso do Sul.

Conforme publicação do diário oficial de segunda-feira (26), o promotor Luiz Eduardo Pinheiro quer "apurar a legalidade, a transparência, a rastreabilidade e a regularidade material dos gastos públicos havidos com a cota para o exercício da atividade parlamentar (CEAP), diárias de viagem e suprimentos de fundos referentes ao exercício de 2025, eventual ocorrência de dano ao erário, decorrente de fatos relacionados, e medidas de compliance interno”. As denúncias foram apresentadas por Racib ao MPMS no dia 2 de março. 

Dados já anexados à investigação revelam que o vereador Sérgio Nogueira, por exemplo, recebeu R$ 58.991,00 no ano passado somente em diárias. Em viagens dentro do Estado, o valor definido pela Câmara é de R$ 950,00. Se a viagem for para outro estado, sobe para R$ 1,3 mil. Então supondo que o valor tenha sido repassado para viagens internas, ele ficou 62 dias fora de Dourados no ano passado.

Enquanto isso, o vereador Janio Colman Miguel recebeu apenas R$ 337,00.  Por outro lado, ele aparece em quarto lugar entre aqueles que mais receberam verbas indenizatórias, que também estão na mira da investigação da promotoria. A Câmara pagou R$ 104.908,33 para Janio Miguel em um ano.

O primeiro colocado neste quesito foi o vereador  Rubens Gomes Prates, que faturou R$ 115.330,75 ao longo de 2025. Em último lugar ficou o vereador petista Elias Ishy de Mattos, R$ 47.722,80.

Eleita deputada federal no dia 4 de outubro com a promessa de “acabar com essa zona na política”, a vereadora Isa Marcondes recebeu R$ 88.631,91 em verbas indenizatórias e R$ 46.849,00 a título de diárias, ficando entre os dez que mais custaram aos cofres públicos no ano passado. 

Além das diárias e das verbas indenizatórias, os vereadores ainda recebem o salário fixo de R$ 17.837,32, o que garante renda bruta superior a R$ 226 mil por ano.

Somando salários, diárias, verbas indenizatórias e de suprimentos, os 21 vereadores consumiram quase R$ 7,33 milhões no ano passado, o que equivale a uma média de R$ 350 mil por parlamentar, o equivalenta a quase 18 salários mínimos por mês, ou R$ 29,1 mil. 

Embora seja um valor invejável para a grande maioria dos trabalhadores, os vereadores não chegam a ser marajás. Porém, se for levado em consideração que participam de uma única sessão semanal, já podem ser classificados como tal. 

MAIS PRAZO

A promotoria solicitou que a presidência da câmara repassasse, além dos valores, “comprovantes individualizados de despesas que originaram os pedidos de ressarcimento, incluindo notas fiscais, recibos, extratos bancários e demais documentos que demonstrem a efetiva realização dos gastos”. Mas, a Casa pediu mais prazo sob a alegação de que estes documentos estavam sendo digitalizados ainda.


Um dos principais alvos das denúncias de Racib, que na eleição passada recebeu 2.455 votos na disputa pela prefeitura, é presidente da Câmara, Liandra Ana Brambilla. Conforme os documentos anexados à investigação do MP, no ano passado ela recebeu quase R$ 112 mil em diárias e reembolsos.

No mês passado, Racib apresentou denúncias pedindo seu afastamento do cargo sob o argumento de que sua prestação de contas relativa a abril de 2025 ela emitiu nota, às 13h26 do dia 3 de abril, em uma churrascaria de Dourados, no valor de R$ 60,13. A despesa, segundo Racib, seria normal, se ela não tivesse solicitado, no mesmo período, diária de R$ 674, em Campo Grande, para o período de 2 a 3 de abril, com finalidade de agenda no gabinete do deputado Neno Razuk.

“Fica evidente a utilização das diárias e da verba de indenização no mesmo período, o que caracteriza irregularidades”, alertou.

]Depois, citou ainda a prestação de contas emitida no dia 5 de junho, às 13:27h, de outro estabelecimento de Dourados, no valor de R$ 109,76, para almoço. Mas, no mesmo período teria recebeu da Câmara o valor de R$ 1.011,00 para agenda na Assomassul, em Campo Grande, nos dias 5 e 6 de junho. 

“Aqui ficou claro que houve o mesmo fato gerador (Irregular). Ou seja, o agente público viajou a trabalho e recebeu diárias do órgão público para cobrir seus gastos com pousada e alimentação, ela não poderia utilizar a verba indenizatória para ressarcir as mesmíssimas notas fiscais do restaurante que se refere a alimentação, ficando claro que foi indenizada duas vezes pelo mesmo gasto, gerando dano ao erário. Aqui não podemos ser levianos de dizer que existe um enriquecimento ilícito mas no mínimo um dano ao erário. Se é de um real, 100 ou mil ou milhões, o dano existe. Fica evidente a prática irregular que a verba indenizatória permite em casos como esses”, denunciou.

Na época, Liandra da Saúde, como é conhecida, afirmou que as denúncias tinham viés político, já que foram feitas às vésperas da eleição da mesa diretora da Casa, que ocorreu no dia 2 de outubro e a reconduziu para o biênio 2027-2028. 

Ao apresentar suas denúncias ao MP, o farmacêutico se baseou em uma decisão liminar proferida no dia 5 de fevereiro pelo ministro Flávio Dino, do STF, que determinou, entre outras providências, “a reavaliação das verbas indenizatórias pagas a agentes públicos, a edição e publicação de ato motivado com discriminação rubrica a rubrica e respectivo fundamento legal, bem como a suspensão de verbas não expressamente previstas em lei”.

A presidente da Câmara, porém, garantiu ao MP que todos os pagamentos feitos a vereadores de Dourados obedecem as normas legais e por isso os pagamentos seguem sendo feitos no mesmo ritmo adotado no ano passado. 

saúde

Mais Médicos Especialistas oferece 132 vagas para MS em nova chamada

São 4 vagas imeditas e 128 para cadastro reserva; Inscrições estão abertas até dia 29 de outubro e profissionais especializados irão atuar no SUS

24/10/2026 11h23

Profissionais do Mais Médicos Especialistas ampliam acesso à atenção especializada no SUS

Profissionais do Mais Médicos Especialistas ampliam acesso à atenção especializada no SUS Foto: Divulgação / Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde abriu inscrições para a segunda chamada do 3º ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E). Em Mato Grosso do Sul, são 132 vagas, sendo quatro imediatas e 128 para cadastro reserva.

Conforme o edital, as quatro vagas imeditas são para Três Lagoas, sendo três para aprimoramento em Oncologia Clínica, com foco nos cânceres prevalentes no Sistema Único de Saúde (SUS), e uma para aprimoramento em Rotinas Assistenciais em Medicina Intensiva no SUS.

Já as vagas para formação de cadastro estão distribuídas em 22 munícipios, sendo:

  • Dourados - 43
  • Três Lagoas - 34
  • Costa Rica - 6
  • Coxim - 6
  • Fátima do Sul - 6
  • Ponta Porã - 6
  • Brasilândia - 3
  • Caarapó - 3
  • Rio Brilhante - 3
  • Amambai - 2
  • Cassilândia - 2
  • Naviraí - 2
  • Nova Andradina - 2
  • Sidrolândia - 2
  • Aparecida do Taboado - 1
  • Aquidauana - 1
  • Bonito - 1
  • Corumbá - 1
  • Itaporã - 1
  • Itaquiraí - 1
  • Nova Alvorada do Sul - 1
  • Ribas do Rio Pardo - 1

   

As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de outubro, pelo Portal UNA-SUS.

A estratégia busca incentivar a presença de especialistas em regiões historicamente desassistidas, com o objetivo de ampliar o acesso à atenção especializada no SUS e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.

De acordo com o Edital nº 25/2026, em todo o Brasil serão 224 vagas de preenchimento imediato e 4.350 para cadastro reserva, distribuídas em 24 cursos de aperfeiçoamento, em áreas como anestesiologia, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, urologia, psiquiatria, entre outras especialidades.

Benefícios

Os médicos participantes recebem uma bolsa mensal, e o valor varia de acordo com a vulnerabilidade social do município de atuação, calculado pelo Índice de Vulnerabilidade Social (IVS):

  • R$ 20 mil para municípios de alta ou muito alta vulnerabilidade;
  • R$ 15 mil para os de média vulnerabilidade;
  • R$ 10 mil para os de baixa ou muito baixa vulnerabilidade.

Quem pode participar

Podem participar médicos e médicas, com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) ativo.

O RQE deve ter sido obtido por meio de residência médica reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou de título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Mais Médicos Especialistas

O Projeto Mais Médicos Especialistas foi instituído pela Portaria GM/MS nº 7.177, de 10 de junho de 2025, com objetivo de ampliar o acesso à atenção especializada no SUS, reduzir desigualdades regionais na distribuição de médicos e diminuir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.

O programa qualifica a formação dos profissionais por meio da prática na rede pública.

Desde a implementação, 2.279 médicos especialistas já ingressaram no PMM-E, e 1.898 continuam ativos, o equivalente a 83,3% do total de profissionais até outubro de 2026.

 

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