Cidades

Cidades

Vídeo Índio Brasil (VIB) começa no sábado em Campo Grande e mais 111 cidades brasileiras

Vídeo Índio Brasil (VIB) começa no sábado em Campo Grande e mais 111 cidades brasileiras

Redação

28/07/2010 - 19h00
Continue lendo...

     

A 3ª Edição do Vídeo Índio Brasil (VIB) vai contemplar em 2010 mais de 100 cidades distribuídas nos 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal e terá Campo Grande (MS) como sede do projeto mais uma vez. Cidades do interior de MS também estão no circuito do projeto, são elas: Dourados, Bonito, Caarapó, Corumbá, Fátima do Sul, Jaraguari, Miranda, Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante. O festival começa no sábado (31 de julho) e segue até o dia 07 de agosto, dias em que serão exibidos 15 filmes e vídeos com temática indígena. Na programação da Capital de Mato Grosso do Sul ainda estão o seminário "A Imagem dos Povos Indígenas no Século 21" com debates diários; oficina audiovisual direcionada aos indígenas, lançamento de livros, exposição de fotos Ava Marandu e também de artesanato ? tudo com entrada franca. Desde 2008 o VIB é realizado em Mato Grosso do Sul, Estado com a segunda maior população indígena do país.

"Estamos colocando o audiovisual a serviço da promoção das culturas indígenas - culturas que são patrimônios que todos devemos cuidar", resumiu Nilson Rodrigues, diretor geral do Vídeo Índio Brasil.

Em Campo Grande o projeto será realizado em 4 locais. No CineCultura (Pátio Avenida: Avenida Afonso Pena, 5.420, Bairro Chácara Cachoeira) com a exibição dos filmes e vídeos diariamente às 19h30min e reapresentação no dia seguinte às 17h30min; Aldeia Marçal de Souza (Rua Terena, 105, Bairro Tiradentes) com sessões às 19h; Instituto Delta de Educação (Rua Irã, 102, Jardim das Acácias) às 9h30min e 15h30min e OnG Saúde, Educação e Cidadania ? Vitória Régia (Avenida Afonso Pena, 2.081, Centro) às 9h, 15h e 19h. São temas das produções audiovisuais o cotidiano nas comunidades, as histórias que explicam a origem das coisas sob a ótica das diferentes culturas indígenas, o conflito de terras, interferência da cultura do não índio, as festas e rituais realizados ou que se perderam no passado. Curtas, médias e longas-metragens formatados em documentários, ficção e animação estão no programa de exibição deste ano selecionado pela curadoria que recebeu mais de 80 produções de todo o país.

 

Seminário

O seminário "A Imagem dos Povos Indígenas no Século 21" também acontece no CineCultura de domingo (dia 1/07) a sábado (dia 7/08) sempre às 14h30min, com a participação de cineastas indígenas, pesquisadores, jornalistas, indígenas representantes de iniciativas como o Índios On-Line (BA), a TV Intertribal (DF), Vídeo nas Aldeias, com o coordenador do projeto Vicent Carelli (PE), e do secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, Américo Córdula. Entre os temas abordados estão "A imagem do índio no Brasil, das caravelas ao século 21"; "A televisão brasileira e o espaço para a difusão de conteúdos audiovisuais indígenas"; "O papel da mídia impressa e o espaço reservado às questões indígenas" e "A internet e o audiovisual: ferramentas de fortalecimento, registro e difusão das culturas indígenas".

 

Oca

Uma Oca Multiétnica que imita uma habitação indígena coberta com o trabalho dos Terena e com pinturas produzidas por índios Kadiwéu foi montada em frente ao CineCultura e vai funcionar como uma extensão da sala de cinema onde serão exibidos vídeos. Vai abrigar ainda exposições e espaço para a imprensa.

Oficina

A oficina de produção audiovisual será realizada na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) das 8h às 12h e das 13h30min às 17h30min. A carga horária é de 64 horas distribuídas em 8 dias de curso. São dois módulos com os conteúdos: produção, edição, montagem, fotografia, som, roteiro, captação de recursos e elaboração de projetos audiovisuais. Participam 25 indígenas de aldeias de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso. Ao longo da oficina serão produzidos 4 curtas-metragens que serão exibidos na Oca Multiétnica no último dia do Vídeo Índio Brasil 2010.

 

Programação em outras cidades

 

Interior de MS

Nas cidades do interior de Mato Grosso do Sul a programação acontece em Dourados no anfiteatro da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e em Casas de Rezas das Escolas das Aldeias Indígenas Jaguapiru e Bororó. Em Bonito, acontece na Associação Amigos do Brazil Bonito; em Caarapó na Aldeia Te?yikue e em Corumbá no Moinho Cultural Sul-Americano. Ainda participam do VIB, as sul-mato-grossenses Fátima do Sul, Jaraguari, Miranda, Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante. Debates sobre a questão indígena também serão realizados.

 

Brasil

No país, as cidades que vão exibir a programação do Vídeo Índio Brasil 2010 estão distribuídas entre as capitais dos Estados, como Cuiabá (MT), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Fortaleza (CE), Natal (RN), João Pessoa (PB), Rio Branco (AC), São Luís (MA), Macapá (AP), Porto Alegre (RS) mais cidades interioranas. Há ainda municípios com expressiva população indígena: além de Dourados, constam cidades como São Gabriel da Cachoeira, na Amazônia. Os municípios espalhados pelo Brasil também farão debates.

 

Histórico e patrocínio

O Vídeo Índio Brasil 2010 é patrocinado pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio das Secretarias do Audiovisual e da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, Fundo Nacional de Cultura e Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável. Conta também com o apoio cultural do CineCultura, Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas (Neppi), Museu das Culturas Dom Bosco, Pontão de Cultura Guaicuru, Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande (MS) e Território do Vinho.

O projeto nasceu de uma mostra cinematográfica do 4º Festival de Cinema de Campo Grande ? FestCine Pantanal, em 2007, em uma realização do CineCultura. No ano seguinte, o projeto tomou forma e as duas edições realizadas (2008 e 2009) contaram com o apoio do Ministério da Cultura, da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e do Fundo Nacional de Cultura. O festival teve ainda apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério do Turismo. Em 2008, três cidades participaram do Vídeo Índio Brasil: Campo Grande, Dourados e Corumbá. No ano de 2009, o projeto ampliou seu circuito de exibição para sete cidades de MS.

 

Serviço:

Todas as atividades do Vídeo Índio Brasil terão entrada franca. Para saber mais sobre o projeto, assistir vídeo de apresentação, obter fotos e ver a lista completa de cidades participantes, visite o site: www.videoindiobrasil.org.br.

Saúde

Sarampo: entenda sintomas, riscos e quando se vacinar

Manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas são os principais sintomas

11/08/2026 22h00

OMS

Continue Lendo...

Em junho deste ano, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de reintrodução e de disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026.

A nota técnica citava um cenário de alta transmissibilidade da doença nas Américas.

“Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados.”

No mesmo mês, a pasta recomendou a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses. O objetivo era reforçar a proteção contra o sarampo na faixa etária considerada mais suscetível à infecção e a formas graves.

À época, a zona norte de São Paulo registrava três casos da doença em crianças menores de 2 anos. Atualmente, a Secretaria de Saúde de São Paulo já confirma pelo menos 23 casos em 2026.

A doença

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já figurou como uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo.

Apesar dos avanços significativos no controle e na prevenção por meio da vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, sobretudo em regiões com baixas taxas de imunização.

Transmissão e prevenção

Caracterizado por sintomas que podem ser confundidos com os de outras doenças virais, o sarampo exige atenção e conhecimento para ser identificado e tratado adequadamente.

A transmissão do vírus acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Uma única pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

A transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento das conhecidas manchas vermelhas pelo corpo.

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas do sarampo são manchas vermelhas (exantema) e febre alta (acima de 38,5 graus), acompanhados de um ou mais dos seguintes sintomas:

  • tosse seca;
  • irritação nos olhos (conjuntivite);
  • mal-estar intenso.

Entre três a cinco dias, é comum aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo restante do corpo.

A febre persistente é considerada sinal de alerta e pode indicar gravidade, sobretudo em crianças menores de 5 anos.

Complicações

O sarampo é considerado uma doença grave, que pode deixar sequelas por toda a vida ou, até mesmo, causar a morte.

Algumas complicações associadas ao sarampo incluem:

  • pneumonia (infecção no pulmão): cerca de 1 em cada 20 crianças com sarampo pode desenvolver pneumonia, causa mais comum de morte por sarampo em crianças pequenas;
  • otite média aguda (infecção no ouvido): ocorre em cerca de 1 em cada 10 crianças com sarampo e pode resultar em perda auditiva permanente;
  • encefalite aguda (inflamação no cérebro): entre 1 e 4 de cada mil crianças podem desenvolver essa complicação e 10% podem morrer em decorrência do quadro;
  • morte: entre 1 e 3 de cada mil crianças infectadas pelo sarampo podem morrer em decorrência de complicações da doença.

Diagnóstico

O diagnóstico do sarampo pode ser feito de forma clínica, com base em sinais e sintomas apresentados pelo paciente, mas o diagnóstico considerado ideal é o laboratorial, por meio de amostra de sangue e também por meio de amostras de secreção de orofaringe, nasofaringe e urina.

Tratamento

Não existe tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos utilizados têm como objetivo reduzir o desconforto causado pelos sintomas.

A orientação é não fazer uso de nenhum medicamento sem antes passar pelo médico e procurar o serviço de saúde mais próximo caso apresente sintomas.

O uso de antibióticos é contraindicado, exceto se houver indicação médica pela ocorrência de infecções secundárias. Para os casos sem complicação, devem-se manter a hidratação e o suporte nutricional e diminuir a hipertermia (elevação da temperatura corporal).

Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional.

Vacinação

O sarampo é uma doença prevenível por meio da vacinação. Os critérios para indicação da dose levam em conta características clínicas, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida e a ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos.

A vacinação contra o sarampo está disponível em apresentações diferentes, sendo que todas previnem a doença.

Cabe ao profissional de saúde aplicar a dose adequada para cada pessoa, de acordo com a idade ou situação epidemiológica.

Tipos de vacinas

  • dupla viral: protege do vírus do sarampo e da rubéola. Pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto.
  • tríplice viral: protege do vírus do sarampo, da caxumba e da rubéola.
  • tetra viral: protege do vírus do sarampo, da caxumba, da rubéola e da varicela (catapora).

Na rotina dos serviços de saúde, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo.

Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Nos postos de saúde, há duas vacinas disponíveis para proteção contra o sarampo: a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

A depender da situação epidemiológica de cada localidade, há necessidade de estabelecer outras estratégias – além das doses de rotina, a vacina contra o sarampo pode ser indicada para crianças de 6 meses a menores de 1 ano, em localidades com o surto da doença, por exemplo.

Esquema vacinal

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) considera protegido todo indivíduo que tomou duas doses contra o sarampo na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade.

Em situação de risco para o sarampo — surtos ou exposição domiciliar, por exemplo – a primeira dose pode ser aplicada a partir dos 6 meses.

A dose não deve ser considerada como dose válida para o cumprimento do esquema de rotina: continuam sendo necessárias duas doses a partir dos 12 meses, com intervalo mínimo de 1 mês.

12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)

15 meses: segunda dose, por meio da vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

5 anos a 29 anos: duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas, caso não tenham sido vacinados no período recomendado.

30 anos a 59 anos: se não tiver comprovação de vacinação prévia deve receber uma dose da vacina.

A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. Gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto devem receber a vacina durante o puerpério.

Em casos de surto de sarampo, pode ser considerada a aplicação de uma terceira dose em pessoas com esquema completo.

Indivíduos com história pregressa de sarampo são considerados imunizados contra a doença, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, a recomendação é a vacinação.

Plataforma

Discord entrega à AGU proposta para reforçar segurança de crianças

Medida vem após caso de live que induziu menina a tirar a vida

11/08/2026 21h00

Juca Varela/Agência Brasi

Continue Lendo...

A empresa Discord, dona do aplicativo de comunicação de mesmo nome, entregou à Advocacia-Geral da União (AGU) uma proposta prevendo a adoção de medidas destinadas a reforçar a segurança de seus usuários no ambiente digital, especialmente crianças e adolescentes.

Segundo a AGU informou em nota na tarde desta terça-feira (11), representantes da companhia apresentaram a proposta nesta segunda-feira (10) – quatro dias após terem se reunido com servidores da AGU, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), para tratar de falhas na verificação da idade dos usuários do aplicativo e na proteção de menores de 18 anos de idade.

A AGU não detalhou os termos da proposta, mas destacou que vai analisá-la em parceria com os demais órgãos federais.

“A partir da avaliação das medidas, procedimentos e mecanismos apresentados pela empresa, a AGU examinará a possibilidade de avançar na construção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com compromissos, obrigações, mecanismos de acompanhamento e prazos destinados à adequação da plataforma às exigências [legais] brasileiras”, diz nota.

Ainda segundo o órgão, a busca por uma solução consensual não afasta a possibilidade da União adotar as medidas administrativas e judiciais cabíveis para garantir o cumprimento da legislação e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

A reunião da última sexta-feira foi agendada após a repercussão do caso de uma adolescente de 13 anos que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida em tempo real por canais do Discord, em 22 de julho. A situação foi investigada na Operação Lívia.

Durante a reunião da semana passada, os representantes da empresa manifestaram disposição para cumprir as exigências legais e corrigir quaisquer falhas identificadas.

De acordo com a AGU, “a identificação de falhas nos mecanismos de verificação de idade e de proteção”, previstos na Lei 15.211/2025, o chamado ECA Digital, “suscitaram preocupações quanto à efetividade das medidas adotadas pela Discord para prevenir o acesso e a exposição de crianças e adolescentes a situações de risco no ambiente digital”.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).