Cidades

FRUSTRAÇÃO

Vítima de acidente, estudante de 17 anos perde o Enem por falta de transcritor

Adolescente solicitou e pagou pelo auxílio com antecedência, mas foi informada horas antes que não poderia realizar o exame

Continue lendo...

Após se preparar durante todo o ano, a estudante Selena Raquel Alonso, 17 anos, foi impedida de fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste domingo, em Campo Grande, por falta de um auxiliar de transcrição, que é um atendimento especial para candidatos com dificuldades para preencher o cartão resposta ou escrever a redação.

A adolescente sofreu um grave acidente no dia 26 de agosto, onde fraturou as duas pernas e o braço direito, ficou quase um mês internada em São Paulo e, ainda em recuperação, utiliza uma tipoia no braço direito, que a impede de mexer o membro e, por ser destra, precisa do profissional auxiliar.

No acidente, que ocorreu na BR-267, em Paranaíba, os dois avós da adolescente morreram.

De acordo com a mãe da jovem, Jaline Selena Alonso, desde a época do acidente eles estavam tomando as providências para que a menina pudesse fazer a prova.

Jaline afirma que a solicitação para que a jovem tivesse o auxílio do transcritor foi feita formalmente, conforme protocolo previsto no edital do Enem, inclusive com o pagamento da taxa e dentro do prazo estipulado, que é de até 12 dias antes do Exame.

No entanto, ao chegar neste domingo no local de prova, na Universidade Uniderp, a estudante foi informada que não havia o auxiliar disponível e, desta forma, não pôde realizar a prova.

"A gente fez a soliticação com mais de 12 dias, com cerca de 20, 25 dias [de antecedência]. Ninguém avisou [que não teria o auxiliar]. É uma sensação de injustiça, porque ela se preparou o ano inteiro para isso e chega no dia do Enem e não tem como fazer a prova", disse a mãe.

A estudante também demonstrou insatisfação com a situação, por ter cumprido com todas as exigências e não ter tido a assistência necessária.

"Eu quero fazer Medicina e é muito ruim, porque eu me esforcei o ensino médio inteiro, para chegar nesse dia e não poder fazer prova e ter a chance de realizar o meu sonho", disse a jovem.

Além da frustração, também fica a preocupação se a menina poderá realizar a prova em outro dia, tendo em vista que a não permissão ocorreu pela falta de um profissional e não da jovem, que chegou com antecedência e com todos os documentos exigidos no local.

A mãe afirma que a adolescente se inscreveu em vários vestibulares e, caso seja permitida a realização do Enem em outra data, há o risco de as datas coincidirem.

"Não foi democrático com a gente nessa questão, porque a gente fez tudo que foi pedido, até ela não pediu isenção de taxa, pagou a taxa e tudo, e não sei se ela ainda vai poder participar do Enem neste ano", concluiu a mãe.

Enem

Em Mato Grosso do Sul, 47.470 estudantes realizam a primeira etapa do Enem, em 1.629 salas distribuídas em 114 locais de prova nos 41 municípios. Só na Capital, estavam previstos que 20.008 fizessem o Exame. Até a publicação desta reportagem, o Inep não divulgou o número de abstenções.

No estado, os portões foram abertos às 11h da manhã e as provas começaram às 12h30, com encerramento às 18h.

No próximo domingo (12), os estudantes retornam ao local de prova para a segunda etapa do Exame, que consiste em 45 questões objetivas de Ciências da Natureza e 45 questões objetivas de Matemática. 

Em ambos os dias os portões dos locais de provas são fechados às 12h, e o exame começa às 12h30. A duração é de cinco horas e meia no primeiro dia e de cinco horas no segundo.

Campo Grande

Alvo de denúncias por 'abandono', terreno da pedreira antiga aparece limpo

O terreno pertencia ao grupo El Kadri e estava à venda desde 2023

19/06/2026 18h30

Terreno de 27 mil metros quadrados é alvo de denúncias por sujeira e risco à saúde

Terreno de 27 mil metros quadrados é alvo de denúncias por sujeira e risco à saúde FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

Alvo de denúncias e ações por abandono há mais de 50 anos, o terreno da Pedreira do São Francisco, localizado no quadrilátero das ruas ruas Pernambuco, Pedro Celestino, Amazonas e a Travessa Elias Nasser apareceu limpo nesta semana. 

O Correio do Estado esteve no local nesta sexta-feira (19) e constatou que a área do terreno que continua com vegetação é apenas no entorno, funcionando como "muros" em volta do terreno. A área central foi totalmente limpa.  

Terreno de 27 mil metros quadrados é alvo de denúncias por sujeira e risco à saúdeFoto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Segundo apurado pela reportagem, a limpeza da área teria acontecido porque o terreno de 27 mil metros quadrados teria sido vendido a uma empresa com sede em São Paulo. A antiga pedreira pertencia ao grupo El Kadri Participações e Investimentos Mobiliários Ltda. e estava a venda desde 2023. 

Em maio de 2025, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ingressou com ação civil pública contra a família El Kadri por causa do abandono do terreno. 

No pedido feito pela promotora de Justiça Andreia Cristina Peres da Silva, foi determinado que o proprietário da área desse uma destinação ao local, seja comercial, seja residencial, e também algumas destinações imediatas, como, por exemplo, um Plano de Recuperação de Área Degradada (Prada), requerendo o licenciamento ambiental do local, além do calçamento de todo o entorno do imóvel, execução de rampas de acessibilidade nas calçadas, construção de um muro para cercar todo o terreno e uma medida considerada de extrema urgência: a remoção de todo o lixo existente dentro e ao redor do imóvel, para evitar a proliferação de doenças.

A promotora ainda afirmou que o imóvel foi objeto de extração mineral no século passado e que a atividade de lavra cessou na década de 1970. Ela falou em descaso por parte dos proprietários.

“Entre os problemas relatados, destaca-se o acúmulo de lixo, que se torna foco de doenças, falta de segurança no entorno, já que a ausência de manutenção por parte do proprietário e o crescimento descontrolado da vegetação favorecem o esconderijo de criminosos, facilitando a ocorrência de furtos e delitos na região”, afirma a promotora de Justiça na ação civil pública.

“Constatou-se, ainda, a proliferação de animais peçonhentos, fauna sinantrópica (ratos, pássaros, entre outros), baratas e mosquitos transmissores da dengue, agravando o risco à saúde pública”, relata Andreia Cristina.

Problemas 

Na lista das reclamações mais comuns está o acúmulo de lixo, focos de dengue, infestação de insetos e animais peçonhentos, assaltos, e até mesmo ‘esconderijo’ para usuários de droga. Os acontecimentos já se tornaram parte do dia a dia de moradores e comerciantes do bairro localizado na área central de Campo Grande. 

As calçadas do entorno do terreno estão com rachaduras, raízes de árvores à mostra, um matagal enorme e em alguns trechos, pedaços do concreto já desmoronados. O local, que não tem uma boa iluminação, nem muito movimento, torna-se atrativo para usuários de droga, assaltos e roubos. 

Os problemas causados pelo terreno continuam a acontecer, e preocupam cada vez mais as pessoas que frequentam a região. Denúncias e reclamações são pautas corriqueiras dessa situação, porém ao longo da história do bairro, a situação segue sem providências efetivas. 

Por causa da falta de iluminação, o local também servia como ponto de uso de drogas, como relatado ao Correio do Estado por moradores da região. 

INÍCIO DA ESTAÇÃO SECA

Bombeiros de MS empenham 20 militares, 2 aviões e drones para evitar incêndios

Em treinamento, bombeiros usam queima controlada no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari para reduzir a biomassa acumulada

19/06/2026 18h00

Aeronave AirTractor do Governo de MS

Aeronave AirTractor do Governo de MS Foto: Cabo Lima/CBM-MS

Continue Lendo...

Às vésperas do inverno, estação mais seca do ano, bombeiros de Mato Grosso do Sul se preparam para a temporada de incêndios florestais. 

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) realizou a queima prescrita - uso planejado e controlado do fogo em vegetação -, nesta semana, no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari.

Aeronave AirTractor do Governo de MSAeronave AirTractor do Governo de MS. Foto: Cabo Lima/CBM-MS

A ação empenhou 20 militares, 2 aeronaves AirTractor, drone com sensor de calor, abafador, soprador e estação meteorológica portátil. Os equipamentos auxiliam na identificação de focos de incêndio e realização de treinamentos específicos para as equipes.

A atividade contou com o apoio do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Prefeitura Municipal de Costa Rica, Brigada de Incêndio de Alcinópolis e representantes do Núcleo de Estudos do Fogo em Áreas Úmidas da UFMS.

O objetivo é reduzir riscos de grandes incêndios em meses de estiagem (julho, agosto, setembro e outubro), reduzir a biomassa acumulada e diminuir o material combustível disponível. O manejo contribui para a eliminação de espécies exóticas e favorece a regeneração da vegetação nativa.

“A queima foi realizada em área de difícil acesso, a qual servirá como um ponto de controle para possíveis incêndios. Mensuramos as condições adequadas para essa atividade, aferindo a velocidade do vento, a humidade relativa do ar e a temperatura do local. Nesse momento do ano, temos uma temperatura mais amena, com previsão de chuva para os próximos dias, sendo o momento ideal para esse tipo de ação”, destacou o chefe de operações da Diretoria de Proteção Ambiental dos Bombeiros, capitão Pedrozo.

Os incêndios aumentam nesta estação devido à combinação de clima seco, baixa umidade do ar, ventos fortes

QUEIMA PRESCRITA

Queima prescrita é o uso planejado e controlado do fogo em vegetação, para reduzir o acúmulo de material orgânico seco (combustível) e biomassa acumulada.

A atividade também é chamada de queima controlada e Manejo Integrado do Fogo (MIF).

A queima controlada é permitida nas práticas de prevenção e combate aos incêndios. Com isso, uma das formas de evitar incêndios florestais no Pantanal sul-mato-grossense é justamente realizar queimadas em vegetações que serviriam de combustível para o fogo.

A queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidade, permitindo a fuga da fauna e preservando a estrutura da vegetação.

O fogo é benéfico para o Pantanal sul-mato-grossense, se utilizado da maneira, frequência e na época correta. O fogo por si só não é um problema, mas incêndios florestais sim.

A fauna e flora estão adaptadas com a presença do fogo no Pantanal e Cerrado. Porém, a frequência a qual ocorre se torna um problema quando utilizado da maneira e época errada.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).