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Câncer no intestino, diagnosticado em Preta Gil, deve acometer 600 sul-mato-grossenses em 2023

Estimativa feita pelo INCA alerta a população para os cuidados com a saúde e realização de exames de rotina

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Na última terça-feira (10), a cantora Preta Gil (48) anunciou, em suas redes sociais, que após ficar seis dias internada, foi diagnosticada com Adenocarcinoma, um tumor maligno que se desenvolve em tecidos glandulares epiteliais, ou seja, tecidos capazes de produzir secreção.

No caso da cantora, o câncer está localizado no intestino. Na publicação, Preta informou que deve iniciar o tratamento já na próxima segunda-feira (16), e pediu apoio dos fãs, amigos e familiares.

 

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de intestino é o terceiro mais frequente entre homens e mulheres, ficando atrás apenas do câncer de mama e do câncer de próstata. 

A estimativa é de que 45.630 novas pessoas no país sejam diagnosticadas com câncer no intestino para cada ano do triênio 2023-2025, sendo 23.660 mulheres e 21.970 homens. Segundo o INCA, essa estimativa reflete em um aumento de 10,19% de incidência em homens e 12,64% em mulheres. 

Em Mato Grosso do Sul, segundo o Instituto, estimam-se 600 casos novos de câncer no intestino para cada ano do triênio 2023-2025, sendo 290 entre mulheres e 310 entre homens. No estado, entre 2017 e 2020, 1.051 pacientes com câncer de intestino vieram a óbito, sendo 562 homens e 489 mulheres.

A doença

O câncer de intestino abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus) e ânus. Também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal.

Ao ser identificado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos, é tratável e, na maioria dos casos, curável. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.

O que aumenta os riscos?

Segundo estudos do INCA, os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são:

  • idade igual ou acima de 50 anos;
  • tabagismo;
  • consumo de bebidas alcoólicas;
  • excesso de peso corporal e alimentação não saudável (ou seja, pobre em frutas, vegetais e outros alimentos que contenham fibras);
  • consumo de carnes processadas (salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru e salame);
  • ingestão excessiva de carne vermelha (acima de 500 gramas de carne cozida por semana) também aumentam o risco para este tipo de câncer.

Além dos fatores mencionados acima, existe maior chance de desenvolvimento da doença se houver histórico familiar de câncer de intestino, história pessoal de câncer de intestino, ovário, útero ou mama.

Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC). Pacientes com essas doenças devem ter acompanhamento individualizado.

A exposição ocupacional à radiação ionizante, como aos raios X e gama, pode aumentar o risco para câncer de cólon. Assim, profissionais do ramo da radiologia (industrial e médica) devem estar mais atentos.

Sintomas

Os sintomas mais frequentemente associados ao câncer do intestino são:

  • sangue nas fezes;
  • alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados);
  • dor ou desconforto abdominal;
  • fraqueza e anemia;
  • perda de peso sem causa aparente.
  • alteração na forma das fezes (fezes muito finas e compridas)
  • massa (tumoração) abdominal
  • Esses sinais e sintomas também estão presentes em problemas como hemorroidas, verminose, úlcera gástrica e outros, e devem ser investigados para seu diagnóstico correto e tratamento específico.

O INCA reforça que, na maior parte das vezes, os sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em alguns dias


Diagnóstico

O diagnóstico geralmente é feito através do exame histopatológico, realizado no material retirado através da biópsia do tumor via exame de colonoscopia.

Caso o exame aponte a existência do tumor, o paciente é encaminhado para outros exames, como tomografias e exames de sangue, que ajudam a determinar qual tratamento será feito para se adequar melhor à doença do paciente.

Tratamento


O tratamento varia de paciente para paciente, de acordo com o tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas.

Inicialmente, os médicos costumam fazer uma cirurgia, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos (pequenas estruturas que fazem parte do sistema de defesa do corpo) dentro do abdome. 

Após a cirurgia, o paciente deve fazer radioterapia (uso de radiação), associada ou não à quimioterapia (uso de medicamentos), para diminuir a possibilidade de recidiva (retorno) do tumor.


Mortalidade

De acordo com o Atlas da Mortalidade por Câncer, do INCA, em 2020 (dado mais recente), foram 20.245 mortes por câncer no intestino, no Brasil, sendo 9.889 homens e 10.356 mulheres.

No mesmo ano, em Mato Grosso do Sul,  foram 250 óbitos pela doença, sendo 133 homens e 117 mulheres. Entre 2017 e 2020, foram 1.051 mortes por câncer de intestino em todo o estado, sendo 562 homens e 489 mulheres.

Dados

Ao Correio do Estado, o INCA explicou que as estimativas de novos casos são feitas por triênios. Sendo assim, os dados atuais correspondem aos levantamentos para o triênio 2023-2025, e os números se repetem para este ano e para os próximos dois anos.

O Instituto ainda destacou que as estimativas dos anos anteriores não podem ser disponibilizadas, já que não podem ser comparadas, devido ao avanço de estudos, metodologias, pesquisas, base de dados, entre outros fatores.

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Educação

Faculdade nota 2 no Enamed dificulta alunos a fazer residência

Curso da UniCesumar, em Corumbá, não enviou documentação solicitada por alunos que passaram em um programa nacional de especialização em Medicina

11/03/2026 08h40

Faculdade de Corumbá tirou nota 2 em exame nacional que avalia os cursos de Medicina do País

Faculdade de Corumbá tirou nota 2 em exame nacional que avalia os cursos de Medicina do País Divulgação

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Com a proposta de fomentar a especialização médica no Brasil e reduzir o deficit de especialistas, o Exame Nacional de Residência (Enare) passou a ser aplicado em 2020, e dois estudantes do curso de Medicina de Corumbá conseguiram ser aprovados para uma das mais de 11,3 mil vagas abertas, com uma concorrência de 138.974 candidatos.

No entanto, eles não conseguiram iniciar a residência, pois a UniCesumar, instituição onde estudam, não emitiu a documentação necessária para serem realizadas as inscrições.

Júlio Delachiave Neto conseguiu aprovação para residência em radioterapia na Liga Contra o Câncer, no Rio Grande do Norte, enquanto Amanda Martins da Costa foi classificada para atuar no Hospital Universitário dos Servidores do Rio de Janeiro. 

No caso de Júlio, conforme o comunicado que recebeu, ele teria de entregar hoje sua documentação, que não chegou. Já Amanda, que estava nesse processo de solicitação desde 26 de janeiro deste ano, perdeu os prazos e ficou sem a vaga.

Ambos os estudantes estão com mais de 50 alunos no último semestre de Medicina da UniCesumar e o período letivo deles será finalizado daqui a 13 semanas.

Por já terem completado mais de 7,5 mil horas-aula, eles requisitaram a antecipação da colação de grau para darem início às especializações que tinham sido aprovados.

O entrave surgiu quando a UniCesumar não acatou o pedido, mesmo após justificarem que há legislação que resguarda o direito de obter a antecipação de colação de grau depois que 91% da carga horária total é atendida. No caso do curso deles, o mínimo exigido seria de 7,2 mil horas-aula. 

O tema consta no parágrafo 2º do artigo 47 da Lei Federal nº 9.394/94, que é a Lei de Diretrizes Básicas da Educação.

Ainda há, conforme os estudantes, ato executivo da Reitoria da instituição, de 14 de dezembro de 2018, que permite a antecipação em caso de aprovação em processo seletivo de curso de programa de pós-graduação stricto sensu.

A universidade em Corumbá oferece o curso de Medicina e atrai estudantes de todo o Brasil. O campus da UniCesumar na Capital do Pantanal só tem o curso presencial de Medicina e acabou recebendo benefícios locais por conta do prédio que construiu para atender os futuros médicos. 

Porém, no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), o curso de graduação acabou recebendo nota 2, considerada insatisfatória pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os estudantes chegaram a argumentar, de forma presencial, que a aprovação deles no Enare representava um bom resultado diante da outra avaliação que foi feita e que analisou diferentes critérios. Ainda assim, não houve deferimento por parte da instituição de ensino privada.

“Uma barreira burocrática e o descumprimento das próprias normas institucionais estão impedindo que o sonho da gente se torne realidade. Enfrentamos uma batalha contra a própria faculdade para garantir o direito à colação de grau antecipada. A gente acaba avaliando que a faculdade estaria prejudicando intencionalmente, ao se recusar a fornecer documentações atualizadas”, lamentou Júlio Delachiave Neto, que é representante de classe desde o primeiro ano de Medicina.

Os dois estudantes pontuaram que até mesmo as centenas de horas de internato e plantões que cumpriram entre julho de 2025 e março deste ano no sistema público de saúde de Corumbá não estavam disponíveis para serem acessadas em documentos oficiais. 

“Conquistamos a duras penas essas vagas. Eu ainda tive aproveitamento considerado exemplar, com o meu IRA [Índice de Aproveitamento Acadêmico] em 83%”, desabafou Amanda, que é do Rio de Janeiro e já fazia planos para voltar para sua cidade, porém adiou o projeto e precisa permanecer em Corumbá para cumprir as 13 semanas que restam de curso.

Conforme os estudantes, como os prazos para encaminhar documentação e dar início à residência médica não foram respeitados, as vagas podem acabar sendo repassadas para outros aprovados que estão na fila de espera.

Como o Enare tem cinco anos de existência, ainda não está totalmente consolidado que a nota obtida garante ao aprovado uma vaga dentro de um prazo de três anos. Essa possibilidade pode variar entre hospitais e em função da demanda. 

JUDICIALIZAÇÃO

Os estudantes chegaram a buscar na Justiça estadual e federal uma liminar para obter a documentação exigida. Entre idas e vindas do processo judicial, como a UniCesumar não concedeu documentos que também serviriam de provas, tanto Amanda como Júlio não tiveram êxito.

Em outras cidades com faculdades de Medicina esse tipo de pedido também ocorre e, muitas vezes, os alunos precisam recorrer à judicialização para obter liminar. 

Em geral, os médicos conseguem a liminar, como as disputas que ocorreram no ano passado com a Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, e a Fundação Educacional D. André Arcoverde.

Há casos até mesmo com a UniCesumar, mas em ações que tramitam na Justiça do Paraná, estado que tem sede da instituição.

SEM RETORNO

A reportagem buscou resposta da UniCesumar por canais oficiais, como o Fale com o Reitor, e também com a Diretoria Institucional. As mensagens foram ontem, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.

RECORDE

A edição do Enare de 2025, na qual os estudantes de Medicina de Corumbá conseguiram aprovação, bateu recorde de inscrições, com mais 138 mil candidatos, um crescimento de 56% em relação à edição de 2024.

O exame, organizado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), registrou a oferta de cerca de 11 mil vagas em diversas modalidades.

“A gente avalia que a residência médica é o grande caminho para enfrentar essa questão [de notas baixas em avaliação de cursos de Medicina do Brasil]”, sugeriu o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, em entrevista concedida ao site R7.

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Fatalidade

Mulher de 32 anos morre em acidente na BR-262, em MS

Outras duas pessoas que estavam a bordo do veículo foram socorridas e encaminhadas ao hospital

11/03/2026 08h14

Crédito: Fatos Regionais

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Foi identificada como Rosemari Pereira de Souza, de 32 anos, a mulher que não resistiu após o veículo em que estava se envolver em um acidente na BR-262, em Água Clara, município localizado a 192 quilômetros de Campo Grande.

O acidente ocorreu por volta das 17 horas de terça-feira (10), a polícia não informou a dinâmica da ocorrência. O carro acabou saindo da pista. No veículo também estavam Geralmir Freire Lima, de 66 anos, e Luiza Alves, de 52 anos.

Segundo o portal local Fatos Regionais, o veículo faz parte da frota da Secretaria Municipal de Saúde do município. Os outros dois ocupantes foram resgatados e encaminhados ao Hospital Municipal Nossa Senhora Aparecida.


Informações preliminares indicam que o veículo retornava de Três Lagoas onde levou pacientes para receber atendimento médico, e retornava para Água Clara.

A prefeita do município, Gerolina, em seu perfil no Facebook, manifestou nota de pesar. Confira:


“Recebemos com profunda tristeza a notícia do falecimento de Rosemari Pereira. Neste momento de dor, manifestamos nossas mais sinceras condolências aos familiares e amigos, desejando que encontrem conforto e força para atravessar essa perda irreparável. Momento de muita tristeza para todos nós.
 

A morte de Rosenari gerou comoção nas redes sociais. Ela foi descrita como uma mulher de fé, de alto astral, acolhedora e boa mãe. Uma das pessoas lamentou o ocorrido. 

“Chorei ao saber dessa notícia. Quando me despedi dela, comentei que estaria orando para que surgisse um doador de rim, para que ela não precisasse mais ficar indo e vindo toda semana.

Me deparar com a notícia de seu falecimento me deixou profundamente triste.

Que Deus conforte o coração de todos os familiares e amigos neste momento de tanta dor”, escreveu uma usuária do Facebook.

“Não dá pra acreditar. Logo você. Que Deus conforte os corações das meninas e de toda a família. Você vai deixar saudades”, lamentou outra pessoa.

 

 

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Água Clara para um posicionamento sobre o acidente, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. Caso haja manifestação, o texto será atualizado.

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