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Ypê inicia processos de reembolso após Anvisa manter suspensão de produtos

Orientação ocorre em razão da decisão da agência de manter a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de determinados produtos da marca

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Consumidores que adquiriram produtos da Ypê incluídos na suspensão determinada pela Anvisa já podem solicitar reembolso diretamente pelos canais da empresa. Em comunicado a fabricante informou que disponibilizou um sistema para registro de pedidos relacionados aos lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes atingidos pela medida.

A orientação ocorre em razão da decisão da Anvisa de manter a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de determinados produtos da marca. Nesta sexta-feira, 15, a diretoria colegiada da agência derrubou os efeitos do recurso apresentado pela Ypê no último dia 8 e confirmou a continuidade das restrições sanitárias.

Segundo a empresa, o consumidor deve abrir um protocolo de atendimento para receber orientações sobre troca, reembolso ou demais procedimentos relacionados aos produtos. O cadastro exige dados como CPF, e-mail e chave Pix para devolução dos valores. O envio da nota ou cupom fiscal da compra, porém, não é obrigatório. Após o registro, o sistema gera um código para acompanhamento da solicitação.

A suspensão dos produtos teve origem em uma inspeção conjunta realizada pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e pela Vigilância Sanitária Municipal de Amparo, no interior paulista. Segundo a agência, foram identificadas 76 irregularidades no processo produtivo da Química Amparo, fabricante da Ypê.

Entre os problemas apontados estão falhas no sistema de garantia da qualidade e no controle microbiológico, incluindo a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos.

No último dia 8, a Ypê apresentou recurso administrativo e conseguiu suspender temporariamente os efeitos da proibição. Mesmo assim, a Anvisa continuou orientando os consumidores a evitarem o uso dos produtos afetados e a procurarem o serviço de atendimento da empresa.

Capital

Após a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para recolhimento de produtos da marca Ypê com lotes terminados em "1", supermercados de Campo Grande adotaram medidas diferentes diante da restrição. Enquanto alguns estabelecimentos simplesmente "evaporaram" com os itens da marca das prateleiras, outros aproveitaram para liquidar produtos não afetados pela decisão, reduzindo preços para atrair consumidores.

Na bairro Piratininga, um mercado da Rede Pires liquidar produtos da marca que não foram atingidos pela determinação sanitária. O sabão em pó Tixan Ypê de 2,2 kg passou de R$ 18,55 para R$ 16,95, desconto de aproximadamente 10%. Na mesma unidade, a água sanitária caiu de R$ 9,99 para R$ 7,98. Ambos os produtos seguem liberados para comercialização.

A movimentação chamou atenção dos consumidores. A dona de casa Marta Jesus Saldanha, 43 anos, procurava pelo desinfetante Ipê, mas não encontrou o produto desejado.

"Queria o desinfetante Ypê, aqui é barato, em outros locais custa cerca de R$ 8, e aqui cerca de R$ 3". Sem encontrar o produto na prateleira , pegou de outra marca, e saiu rreclamando. 'Essa Anvisa é sem vergonha, nada disso aí é verdade", declarou.

Por sua vez, a feirante Arlidia Lemes, 56 anos, contou que decidiu descartar um dos produtos após acompanhar as notícias sobre o recolhimento.

"Sendo muito sincera, eu acompanhei as notícias e estava utilizando um produto do lote contaminado, joguei fora, e continuei usando outros produtos, como a água sanitária", declarou.

Questionada, disse que pessoas da família "deram ombros" para a determinação sanitária. "Minha filha disse que vai continuar usando, mesmo os do lote estragado, está utilizando normalmente na casa dela. Eu sou medrosa, tive pneumonia recentemente e joguei o detergente fora, sabão em pó meu marido já comprou de outra marca", destacou.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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"PECULIARIDADE"

Dois anos após ativar fábrica, Ribas ganha R$ 42 milhões em investimento de água e esgoto

Mesmo com Parceria Público Privada, quase 25 milhões de reais do pacote anunciado pela Sanesul serão voltados para atender esgotamento sanitário

15/05/2026 13h09

Nas palavras do diretor-presidente da Sanesul,

Nas palavras do diretor-presidente da Sanesul, "Ribas tem uma peculiaridade", já que teria sido palco de um rápido crescimento populacional Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Ainda em 2021, sob o comando do ex-governador Reinaldo Azambuja, o Estado transferiu os serviços de esgotamento sanitário dos 68 municípios onde a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) atua para a empresa Ambiental MS Pantanal e, dois anos após ativação da fábrica em Ribas do Rio Pardo, anuncia agora um investimento que deve ajudar a suprir o esgotamento sanitário.

Durante evento realizado hoje (15), na sede da Sanesul em Campo Grande, a Agência anunicou pacote de R$176 milhões em investimentos que, à priori, seriam voltados para obras Ampliação e modernização de sistemas de armazenamento de água, para 16 municípios, sendo: 

  1. Aral Moreira 
  2. Bataguassu 
  3. Bodoquena 
  4. Chapadão do Sul 
  5. Corumbá 
  6. Dois irmãos do Buriti 
  7. Dourados 
  8. Inocência 
  9. Miranda 
  10. Naviraí 
  11. Pedro Gomes 
  12. Ponta Porã/Sanga Puitã
  13. Ribas do Rio Pardo
  14. Santa Rita do Pardo
  15. Sonora
  16. Terenos

Neste contexto destacam-se os valores voltados para o município de Ribas do Rio Pardo, que há cerca de dois anos ativou - "sem alarde", como bem acompanha o Correio do Estado - a fábrica de celulose de R$22 milhões da Suzano.

PPP para que? 

Distante aproximadamente 97 quilômetros de Campo Grande, o município pólo da celulose recebe agora exatos R$42.164.939,00 do pacote de obras de água da Sanesul, o que o próprio diretor-presidente, Renato Marcílio da Silva, afirma que será usado para mesmo com o acordo da Parceria Público Privada (PPP). 

Nas palavras do diretor-presidente da Sanesul, "Ribas tem uma peculiaridade", já que teria sido palco de um rápido crescimento populacional que dobrou o total de habitantes e resultou na queda pela metade da cobertura de esgoto. 

"Quando entrei aqui, Ribas estava explodindo por causa dos investimentos... falei, nós vamos tomar uma providência: eu vou usar os recursos da PPP para investir lá. Nós precisamos fazer um aporte a mais para poder atender o esgotamento sanitário. Nos 42 milhões, acho que são 24 ou 25 para esgotamento sanitário, é a única desse tipo, e mais que a diferença para a água", explicou Renato Marcílio da Silva.

Vale lembrar que, o PPP com a Ambiental MS Pantanal, uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada pelo grupo Aegea, foi firmado após a companhia  vencer o leilão ainda em 2022, em contrato assinado à época pelo então diretor-presidente da Sanesul, Walter Carneiro Júnior, e pelo CEO da Aegea, Radamés Casseb. 

Essa empresa venceu o pregão com oferta tarifária de R$ 1,36 por metro cúbico de esgoto, que representa um deságio/desconto de 38,46% em relação ao preço inicialmente fixado pelo edital, de R$ 2,21 (m³), frisando em contrato que não haveria aumento de tarifa durante a prestação de serviço.

Com duração de três décadas, a companhia teria a obrigação de investir R$3,8 bilhões de capital privado em sistemas de coleta e tratamento de esgoto nas 68 cidades atendidas pela Sanesul, tudo com o objetivo de atingir a universalização até 2031, quando a cobertura ainda girava em torno de 46% em Mato Grosso do Sul. 

Sobre as metas, o diretor-presidente da Sanesul faz questão de destacar que o objetivo é universalizar o acesso à água em Mato Grosso do Sul até 2028, com o intuito de atingir 90% e frisa. 

Desse "pacotão", vale lembrar, os recursos fazem parte de contratos vinculados ao programa Avançar Cidades e ao Novo PAC, financiado através da Caixa Econômica Federal e contrapartidas para execução das obras.

Segundo o próprio diretor-presidente da Agesul, a capacidade de investir da empresa gira entre cem e 120 milhões de reais, com os financiamentos externos sendo "essenciais" para complementar um valor que atinge a casa dos R$250 milhões anuais. 

 

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ciro e flávio

Neblina ajuda e Riedel mantém silêncio sobre escândalos do Master

Agenda do governador previa participação em evento da Sanesul, às 10 horas desta sexta-feira, mas o mau tempo teria impedido a decolagem de seu avião em Ponta Porã

15/05/2026 12h18

Parte das obras do pacote de investimentos de R$ 176 milhões já está em andamento. Maior montante é destinado para Ribas do Rio Pardo

Parte das obras do pacote de investimentos de R$ 176 milhões já está em andamento. Maior montante é destinado para Ribas do Rio Pardo

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Em meio à polêmica causada pela divulgação de reportagens mostrando a proximidade do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro  (PL) com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o governador Eduardo Riedel (PP) não compareceu na manhã desta sexta-feira à solenidade de lançamento de um pacote de R$ 176 milhões em investimentos da Sanesul na ampliação de redes de água e esgoto em 16 municípios. No evento possivelmente seria questionado sobre o escândalo.

De acordo com o presidente da Sanesul, Renato Marcílio da Silva, "o governador era para estar aqui. Mas, estamos diante daquela velha máxima: o avião é o meio de transporte mais caro e sofisticado para se chegar atrasado em algum lugar. E foi o que aconteceu. Infelizmente fechou o teto lá em Mundo Novo. Ele ainda foi para Ponta Porã, mas fechou o teto em Ponta Porã também. Infelizmente ele não vai chegar a tempo aqui."

Para percorrer, de carro, o percurso entre Mundo Novo e Ponta Porã são necessárias pelo menos três horas. O evento estava marcado para 10 horas e as explicações do presidente da estatal sobre a ausência do governador foram feitas logo na abertura do evento, por volta das 10:40 horas.

A presença do governador havia sido anunciada na quinta-feira (14) e sua agenda foi atualizada no começo da manhã desta sexta-feira (15), por volta das 8 horas. Nesta atualização foi confirmada a presença de Eduardo Riedel no evendo na Sanesul.

Conforme a estação meteorológica do Inmet instalada em Mundo Novo, entre seis e oito horas da manhã foram registrados 2,6 milímetros na cidade do extremo sul do Estado. Em Ponta Porã, por sua vez, o Inmet registrou apenas 0,2 milímetros, por volta das 6 horas.

Mas, apesar da chuva insignificante nas duas cidades, outras situações climáticas, como neblina, podem ter atrapalhado e decolagem da aeronave que transportaria o governador até Campo Grande. E, no começo da manhã a neblina encobriu o céu na região.

Desde o dia 7 de maio, quando o senador Ciro Nogueira (PP) foi alvo da operação da Polícia Federal que revelou que ele recebia mesada de até R$ 500 mil, que o governador Eduardo Riedel evita falar sobre o assunto. 

E, ao contrário de outros políticos da direita, ele também tem mantido o silêncio sobre o escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, que admitiu ter pedido US$ 24 milhões. Nem mesmo nas redes sociais ele se manifestou.

Mesmo procurado, sua assessoria deixou claro que ele não se manifestaria sobre as polêmicas relativas ao seu correligionário (Ciro Nogueira) e nem sobre seu pré-candidato a presidente (Flávio Bolsonaro). 

 

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