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A energia do Tarô da semana entre 09 e 15 de março. Coragem para superar a estagnação.

A energia do Oito de Copas fala da coragem de se deixar o passado para trás e abandonar situações que não servem mais. É um convite para superar a estagnação, agindo com maturidade emocional para controlar seu próprio caminho e seguir em direção a novos.

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O Oito de Copas e a Arte de Desapegar

Quando você fica em silêncio, consegue ouvir o chamado do seu verdadeiro eu? Já teve a sensação de atravessar períodos de confusão, tristeza ou até a impressão de estar vivendo uma fase de “azar”?

O Oito de Copas é uma carta de movimento e crescimento. Ela fala sobre deixar para trás lugares de “tédio”, “desânimo” ou “vazio” emocional para seguir em direção a um futuro mais gratificante. Como disse Joseph Campbell: “Devemos estar dispostos a abrir mão da vida que planejamos para podermos viver a vida que nos espera.”

Em certos momentos da vida, precisamos parar e reavaliar com honestidade o que realmente nos traz satisfação e alegria. O Oito de Copas significa justamente esse instante de pausa, convidando-nos a reconhecer o que, em nossa situação atual, já não funciona. Não há necessidade de continuar investindo energia no que se esgotou. É simplesmente hora de seguir em frente, sem pressão, sem imposição.

Essa carta é como um bilhete para a próxima etapa da jornada, uma permissão simbólica para atravessar um novo portal. Ela nos lembra, com suavidade: você já deu o suficiente.

Este arcano simboliza o desapego, a necessidade de abandonar situações, relacionamentos ou emoções que não trazem mais realização, partindo em busca de algo superior. É uma carta de transição, mudança e coragem, representando a decisão de deixar para trás o familiar para encontrar maior propósito pessoal, mesmo com dor e com o coração apertado. 

Pode indicar a decisão de encerrar um relacionamento emocionalmente esgotado, lidar com uma decepção ou reconhecer a necessidade de se afastar para se curar. O Oito de Copas também sugere a transição para novas fontes de renda, a reavaliação de projetos que não prosperam e a importância de não permanecer apegado ao que já não traz retorno.

Nem sempre sabemos o que vem a seguir e, muitas vezes, o futuro permanece incerto. O que se pede é fé: a confiança de que, ao final da jornada, as experiências vividas terão trazido lições valiosas e conduzido você a um lugar melhor.

Mudar de direção nem sempre é fácil. O caminho à frente pode parecer desafiador e, às vezes, seguimos sem saber exatamente o que esperar. Se soubéssemos de antemão o tamanho das dificuldades, talvez nem tivéssemos coragem de começar.

Ainda assim, os desafios não existem para nos paralisar, mas para nos fortalecer. Eles não devem ser barreiras, e sim parte do processo que nos impulsiona a dar o próximo passo em direção a uma vida mais autêntica.

Não há como negar: o Oito de Copas frequentemente aponta para perdas ou despedidas, mas nem sempre com um significado negativo. Em sua essência, essa carta também carrega um forte impulso de transformação. Por isso, pode indicar a necessidade de deixar algo do passado para trás, abrindo espaço para um novo direcionamento na situação ou no momento que você está vivendo.

Às vezes, é preciso aceitar o fim de um ciclo. Em outras, a carta simboliza o início de uma jornada mais íntima, marcada pelo autoconhecimento e pela possibilidade de recomeçar.

O conselho é manter o coração aberto para essa renovação. Mesmo que haja tristeza ou sensação de solidão no processo, é importante erguer a cabeça e seguir em frente com confiança. O Oito de Copas convida a soltar mágoas e decepções, para que você possa concentrar sua energia naquilo que realmente tem valor e pode trazer novos significados para sua vida.

O Oito de Copas fala sobre o momento em que percebemos que algo já não faz mais sentido e, por isso, decidimos nos afastar. A carta carrega um tom melancólico, pois geralmente surge após uma perda ou decepção que provoca distanciamento emocional. Ainda assim, sua energia está ligada ao movimento e à necessidade de seguir adiante.

Na imagem tradicional da carta, uma figura se afasta das taças que ficaram para trás. Há mágoa e desapontamento nesse gesto, mas também uma escolha consciente: em vez de permanecer preso ao que já não o satisfaz, ele decide seguir adiante e enfrentar o caminho desconhecido. Sua busca é pela nona taça — o Nove de Copas, arcano associado aos desejos realizados, à satisfação e à realização emocional.

Esse gesto de deixar para trás as oito taças simboliza a coragem de sair da zona de conforto em busca de algo que tenha mais significado. Assim, o Oito de Copas também representa uma jornada interior, um processo de amadurecimento e expansão da consciência, no qual a pessoa se permite buscar novos sentidos para a própria vida.

Em essência, o Oito de Copas está associado ao ato de seguir em frente. Ele surge quando percebemos que algo que antes nos preenchia já não possui o mesmo significado. Mesmo que tenha havido momentos bons, chega o momento de se afastar e abrir espaço para novas possibilidades.

Por isso, essa carta fala de mudança de rumo. Ela marca um período de transição, em que é necessário soltar o que ficou para trás para caminhar em direção a novas experiências, aprendizados e caminhos mais alinhados com o momento presente.

Quando o Oito de Copas surge como carta regente, costuma indicar que é hora de ampliar os horizontes. Ele convida a reconhecer quando uma situação, relação ou caminho já não corresponde mais ao que você busca no fundo do coração. Nesse sentido, incentiva a coragem de mudar de direção e buscar algo que traga mais significado à sua jornada.

Esse movimento, porém, pede reflexão. Muitas vezes, o afastamento vem acompanhado de silêncio interior e de um período mais introspectivo, necessário para compreender melhor os próprios desejos e favorecer o crescimento pessoal.

Ainda assim, essa escolha nem sempre é simples. Deixar algo conhecido para trás pode despertar dúvidas, insegurança ou até a sensação de estar abrindo mão de algo importante. Por isso, o Oito de Copas também lembra da importância de agir com consciência, refletindo sobre as razões dessa decisão e sobre o que realmente se deseja construir adiante.

No fundo, a carta fala sobre enfrentar o desconhecido com maturidade, aceitando que todo recomeço pode envolver algum grau de desapego, mas também a possibilidade de encontrar caminhos mais verdadeiros.

O Oito de Copas fala sobre a decisão de se afastar de algo que já não faz mais sentido, seja um relacionamento, trabalho, amizade ou fase da vida. A carta costuma surgir em momentos de emoções intensas e indica a necessidade de desapego e mudança, podendo até apontar para viagens ou novos caminhos.

Ela nos lembra que resistir às transformações apenas torna o processo mais difícil. Às vezes, aceitar o fim de um ciclo é o primeiro passo para algo mais saudável e mais alinhado com quem você realmente é.

De tempos em tempos, é necessário mergulhar profundamente em si mesmo para ouvir a própria essência e resgatar forças e habilidades que talvez tenham sido esquecidas. Embora essa jornada seja extremamente valiosa, raramente é simples enquanto acontece. Muitas vezes, ela vem acompanhada de momentos de tristeza, confusão ou até da sensação de atravessar uma fase difícil.

Por isso, é preciso coragem para deixar para trás situações que já não promovem crescimento, mesmo quando esse movimento traz consigo sentimentos de perda.

Relacionamentos

No amor, o Oito de Copas costuma falar de distanciamento emocional e busca por algo mais profundo. Essa carta aparece quando uma relação já não preenche da mesma forma que antes, levando a pessoa a refletir se ainda vale a pena permanecer ou se é hora de seguir outro caminho.

Muitas vezes, ela indica desgaste afetivo, decepção ou a sensação de que algo essencial está faltando na relação. Não significa necessariamente falta de amor, mas sim a percepção de que os sentimentos ou expectativas já não estão alinhados. Nesses casos, o Oito de Copas pode apontar para a decisão de se afastar, encerrar um ciclo ou buscar um espaço para compreender melhor o que o coração realmente deseja.

Para quem está solteiro, a carta pode representar um período de recolhimento emocional. Depois de experiências amorosas marcantes, a pessoa sente necessidade de se afastar temporariamente para curar feridas, refletir e amadurecer antes de se abrir novamente para um novo vínculo.

Apesar de sua associação com despedidas, o Oito de Copas também traz um sentido de evolução emocional. Ele lembra que, às vezes, é preciso deixar para trás o que já não nutre a alma para abrir espaço a relações mais verdadeiras e satisfatórias.

Finanças/Carreira

No trabalho e nas finanças, o Oito de Copas costuma indicar a necessidade de reavaliar caminhos. Ele surge quando uma atividade, projeto ou ambiente profissional já não traz a mesma satisfação ou perspectiva de crescimento.

A carta pode apontar para a decisão de deixar um emprego, mudar de área ou abandonar iniciativas que não estão dando retorno. Mais do que perda, esse movimento representa a busca por algo que ofereça mais propósito, realização ou estabilidade.

No campo financeiro, o Oito de Copas sugere cautela e reflexão: pode ser o momento de repensar investimentos, fontes de renda ou estratégias que já não estão funcionando, abrindo espaço para novas possibilidades.

A coragem de seguir em frente

É da natureza do ego humano cultivar apegos. Por isso, mudar raramente é um processo fácil. Ainda assim, seguir em frente é caminhar em sintonia com o fluxo da vida. Quando aceitamos esse movimento, permitimos que o universo conspire a favor daquilo que habita o nosso coração e abrimos espaço para experiências mais significativas, gratificantes e, por que não, mágicas.

Como lembra Alan Watts: “Despertar para quem você é exige que você se desapegue de quem você imagina ser.”

Uma ótima semana e muita luz,
Ana Cristina Paixão

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

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25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
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Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
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Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
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Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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