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A energia do Tarô da semana entre 30 de março e 05 de abril. Energia de cura e recomeços

Com a Estrela como carta regente, a energia é de cura, esperança e recomeços guiados pela verdade interior.

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No Tarô, a Estrela é um dos arcanos mais luminosos, associada à purificação, à simplicidade e a um senso de direção quase intuitivo. Sua presença é como um ponto de luz em meio à escuridão, um sinal de que há caminho, mesmo após os momentos mais difíceis.

O Arcano XVII fala de esperança, inspiração e conexão espiritual. Indica um período de renovação, em que sonhos podem ganhar forma e processos de cura, tanto emocionais quanto espirituais, começam a se consolidar.

A Estrela indica que você está no caminho certo para realizar seus desejos, mas pede atenção para manter os pés no chão e não se perder em expectativas irreais.

Um novo capítulo começa

Na jornada dos Arcanos Maiores, a Estrela surge imediatamente após a Torre. Essa sequência não é casual; ela revela uma das passagens mais significativas do caminho simbólico do tarô. Depois da ruptura, do colapso das estruturas e da queda das certezas, a Estrela aparece como uma energia restauradora, quase silenciosa, mas profundamente transformadora.

Se a Torre expõe, a Estrela compreende. Se a Torre desestabiliza, a Estrela acolhe. Ela não anula o que aconteceu, ao contrário, ela dá sentido.

É a partir desse lugar que entramos na energia desta semana, que atravessa a Sexta-feira da Paixão e se abre para a Páscoa. Existe aqui um paralelo inevitável entre o simbolismo espiritual desse período e a mensagem da Estrela. Antes da ressurreição, há o sacrifício.

Antes da luz plena, há a travessia da dor. E é justamente nesse intervalo — entre o fim de um ciclo e o início de outro — que a Estrela se manifesta. O ovo de Páscoa fala de renascimento; a Estrela ilumina esse novo começo.

Ela não traz respostas prontas, mas oferece algo mais essencial: compreensão. A compreensão é o verdadeiro ponto de virada. É quando deixamos de apenas reagir ao que vivemos e passamos a integrar a experiência. A presença da Estrela pode ser sentida naqueles momentos em que, após um período difícil, algo dentro de nós começa a se reorganizar.

Não necessariamente porque tudo mudou do lado de fora, mas porque uma nova percepção se instala por dentro. É como se, de repente, a vida respirasse de novo. Uma brisa sutil de otimismo, uma sensação de alinhamento, uma clareza que não estava disponível antes.

Essa é a energia que se apresenta agora: uma oportunidade de reconstrução baseada em verdade.

Ao atravessar as provações e tribulações do passado, você começa a acessar uma compreensão mais profunda não apenas dos acontecimentos, mas de si mesmo. E isso muda tudo. Porque, a partir desse novo entendimento, novas escolhas se tornam possíveis.

A Estrela não propõe um recomeço ingênuo, mas um recomeço consciente. Ela liberta do que não faz mais sentido e abre espaço para que algo diferente possa ser manifestado, algo que esteja mais alinhado com quem você se tornou.

Existe, também, um movimento importante de retorno a si. A Estrela reconecta você com a sua essência, com aquilo que permanece mesmo quando tudo o mais se transforma. Em meio às camadas de expectativas, medos e condicionamentos, há uma luz constante, uma dimensão mais essencial que não se perde.

No entanto, essa luz nem sempre é facilmente acessível. Muitas vezes, ela fica soterrada sob as experiências difíceis, sob as exigências do mundo, sob as narrativas que criamos sobre nós mesmos.

A Estrela surge justamente para lembrar que essa luz existe e que é possível voltar a ela.

Na simbologia tradicional, vemos uma mulher ajoelhada à beira de um riacho, derramando água de dois cântaros. Um deles nutre a terra; o outro retorna à água. Esse gesto simples carrega um significado profundo. Ele fala de fluxo, de troca, de equilíbrio entre o dar e o receber.

Fala também de nutrição, não apenas no sentido físico, mas espiritual e emocional. A água que ela derrama representa uma energia que precisa circular. E, talvez, esse seja um dos grandes ensinamentos desta carta: para seguir em frente, é preciso primeiro se reabastecer.

O que, dentro de você, tem se sentido seco? Que partes foram negligenciadas ao longo do caminho? O que precisa ser cuidado, nutrido, restaurado?

A Estrela convida a esse movimento de reconexão interna. Ela sugere que você reserve um tempo para si, que desacelere, que encontre a quietude necessária para escutar sua própria sabedoria. Porque é nesse espaço de silêncio que a compreensão se aprofunda.

E, dentro da compreensão, nasce a clareza. E, da clareza, surge uma nova forma de esperança, não como expectativa ilusória, mas como uma confiança tranquila no desenrolar da vida.

Há também, nessa carta, uma dimensão de confiança no invisível. A ideia de que existe uma ordem maior em funcionamento, mesmo quando não conseguimos enxergar. Não é uma carta de inação, mas de aceitação. Aceitar não significa se conformar, mas reconhecer o que é, sem resistência desnecessária. É nesse estado que a energia volta a fluir.

Muitas vezes, o sofrimento se intensifica quando insistimos em negar a realidade ou em tentar forçar caminhos que já não se sustentam. A Estrela suaviza essa tensão. Ela lembra que nem tudo precisa ser resolvido imediatamente, que existe um tempo próprio para cada processo. E que, ao confiar nesse tempo, novas possibilidades se revelam.

Nesse sentido, ela também nos reconecta com algo maior. Existe uma dimensão espiritual na Estrela que transcende o plano individual. Ela nos lembra de que fazemos parte de um todo, de uma rede maior de significado. Somos, de alguma forma, parte de uma ordem mais ampla, de um desenho que nem sempre conseguimos compreender por completo, mas do qual participamos.

E é a partir dessa consciência que surge um outro movimento importante: o de compartilhar.

A mulher da carta não apenas recebe, ela também devolve. Ela entende que, ao se nutrir, se torna capaz de nutrir o mundo ao seu redor. Existe aqui uma responsabilidade sutil: aquilo que você acessa, aquilo que você cura, aquilo que você compreende, não precisa ficar restrito a você. Pode se transformar em gesto, em presença, em contribuição.

Pequenos atos já são suficientes. Um cuidado, uma escuta, uma gentileza. O trabalho da Estrela não é grandioso no sentido externo, mas é profundamente significativo no essencial. Ele reabastece não apenas o indivíduo, mas o coletivo.

Ao longo dessa semana, você é convidado a aplicar tudo o que aprendeu até aqui. Não como um acúmulo de experiências, mas como sabedoria viva. Existe uma nova energia disponível, um senso renovado de possibilidade.

Talvez seja o momento de fazer um pedido. Não no sentido literal, mas como um gesto interno de intenção. O que você deseja manifestar a partir de quem você é hoje? Que caminho faz sentido agora, considerando tudo o que você viveu?

A Estrela também nos lembra de olhar para o propósito. Não como algo distante ou grandioso, mas como um alinhamento entre aquilo que somos e aquilo que expressamos no mundo. Quando essa coerência se estabelece, há uma sensação de direção, mesmo que o caminho ainda não esteja completamente definido.

Amor

A Estrela traz cura e reconexão. É um momento de suavizar mágoas, abrir espaço para o diálogo e resgatar a leveza nas relações. Para quem está solteiro, o reencontro consigo mesmo favorece conexões mais verdadeiras. Você começa a se abrir para o amor novamente e a ter esperança de atrair relacionamentos mais significativos.

Dinheiro

A energia pede calma, confiança e visão de longo prazo. É hora de rever crenças sobre dinheiro e fazer ajustes conscientes. O fluxo se fortalece quando há propósito e verdade no que se faz. Planeje suas finanças com otimismo e segurança na sua capacidade de crescer.

Trabalho e carreira

Momento de realinhamento e retomada da confiança. Após pressões, surge clareza para repensar caminhos e resgatar ideias com mais maturidade. Oportunidades se abrem a partir da autenticidade. Sua estrela vai brilhar nesta semana.

A Estrela e o sentido de recomeçar

Essa carta funciona como uma espécie de guia silencioso, uma estrela do norte que orienta sem impor. Ela não diz exatamente o que fazer, mas indica um estado a partir do qual as decisões se tornam mais claras. E, talvez, o ponto mais importante seja este: você não está começando do zero. Você está começando de um lugar mais consciente, mais integrado, mais verdadeiro.

Tudo o que foi vivido, inclusive os momentos mais difíceis, contribuiu para isso. Nada foi em vão. A compreensão que emerge agora é fruto desse percurso. E é ela que sustenta o novo capítulo que se inicia.

Em uma semana que simboliza morte e renascimento, a Estrela atua como essa ponte delicada entre o fim e o recomeço. Ela não acelera o processo, mas o ilumina. Não elimina a escuridão, mas revela que há luz mesmo dentro dela.

E essa luz não vem de fora. Ela vem de você.

Permita-se confiar nisso. Permita-se respirar com mais calma. Permita-se existir sem tanta pressão. Há uma inteligência maior conduzindo os processos, e você faz parte dela.

A sua estrela interior segue acesa, mesmo quando você não a percebe. Nesta semana, ela se torna visível novamente. E, a partir dela, um novo caminho começa a se desenhar.

E, como na icônica canção “Se uma Estrela Aparecer” ("When You Wish upon a Star") do filme Pinóquio (1940) da Disney, que atravessa gerações, existe uma sabedoria simples e profunda nesse gesto de desejar. “Quando você deseja a uma estrela / não faz diferença quem você é / qualquer coisa que seu coração deseja / virá para você.”

Mais do que uma promessa literal, essa mensagem fala sobre fé, não apenas no mundo, mas em si mesmo. A Estrela, como arcano regente, nos lembra que o verdadeiro milagre não está apenas em pedir, mas em se alinhar com aquilo que se deseja.

Quando há verdade no coração, quando há conexão com a própria essência, o caminho se abre, às vezes de formas inesperadas, mas sempre significativas. Porque, no fim, desejar a uma estrela é reconhecer que existe uma luz guiando você… e que essa luz também é sua.

Uma ótima semana e feliz Páscoa!

Ana Cristina Paixão

Cinema Correio B+

Top 10 do streaming (30 de agosto a 05 de setembro de 2026): seis estratégias muito diferentes

Netflix, HBO Max, Disney+, Prime Video, Paramount+ e Apple TV lado a lado que os rankings começam realmente a contar uma história. E a desta semana é particularmente interessante.

05/09/2026 14h30

Death of the Pastor's Wife - Netflix

Death of the Pastor's Wife - Netflix Foto: Divulgação

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Olhar para um Top 10 isoladamente pode ser enganoso. Uma posição mostra o que está sendo escolhido naquele momento, mas é quando colocamos Netflix, HBO Max, Disney+, Prime Video, Paramount+ e Apple TV lado a lado que os rankings começam realmente a contar uma história. E a desta semana é particularmente interessante.

Há muito conteúdo novo no topo, mas quase nenhuma plataforma parece estar tentando ser outra coisa. Ao contrário. Os rankings mostram serviços cada vez mais definidos por seus próprios hábitos de consumo. A Netflix continua movida pela urgência.

A HBO Max combina evento com catálogo. A Disney+ vive a tensão entre franquia e renovação. O Prime Video espalha suas apostas. A Paramount+ conhece perfeitamente seu público. E a Apple TV talvez tenha finalmente alcançado aquilo que passou anos construindo: profundidade de catálogo.

Como sempre, vale lembrar: o ranking do FlixPatrol indica popularidade relativa, e não número absoluto de espectadores.

Netflix: a urgência ainda é sua maior arma

É quase impossível encontrar uma fotografia melhor da Netflix do que esta semana. Death of the Pastor’s Wife lidera as séries, enquanto The Whisper Man ocupa o primeiro lugar entre os filmes.

Dois títulos recentes, dois produtos capazes de gerar curiosidade imediatamente e duas escolhas que dependem muito daquilo que a Netflix domina: transformar uma estreia em assunto.

Ao mesmo tempo, The Gentlemen, Beauty in Black e Outer Banks continuam entre as séries mais procuradas. É a segunda camada do funcionamento da plataforma.

A novidade atrai, mas títulos já conhecidos permanecem circulando suficientemente bem para impedir que o ranking seja inteiramente substituído de uma semana para outra.

O cinema apresenta a mesma mistura. The Whisper Man chama o público para dentro, enquanto filmes de catálogo e gêneros reconhecíveis sustentam o restante da lista.

A Netflix não precisa necessariamente criar vínculo com um único universo. Seu talento continua sendo outro: criar sensação de urgência. Há sempre alguma coisa que parece precisar ser vista agora.

HBO Max: o evento na televisão, o catálogo no cinema

A liderança de Lanterns mostra exatamente o que a HBO Max ainda consegue fazer melhor: transformar determinadas séries em eventos. Mais abaixo, a permanência de House of the Dragon em quarto lugar confirma que grandes marcas da HBO continuam trabalhando muito depois do momento inicial de estreia.

Mas é no cinema que o ranking fica curioso. Blade Runner 2049 aparece em primeiro, enquanto The Revenant e até Eyes Wide Shut convivem com vários filmes da franquia Despicable Me.
É um Top 10 muito menos dependente de novidade e muito mais apoiado no enorme valor de biblioteca.

É uma diferença importante. Nas séries, a Max quer criar o presente. Nos filmes, consegue monetizar o passado. Poucas plataformas dispõem dessa combinação com a mesma facilidade.

Disney+: duas plataformas praticamente convivendo dentro de uma

Talvez o ranking mais interessante da semana seja justamente o da Disney+. Entre as séries, Furious ocupa o primeiro lugar, Chad Powers está em terceiro e The Shards em quarto.

São três títulos que ajudam a ampliar a percepção do Disney+ para além daquela associação automática com Marvel, Star Wars e programação familiar. Há uma audiência adulta sendo trabalhada ali de forma cada vez mais evidente.

Então olhamos para os filmes e tudo muda. The Mandalorian & Grogu está em primeiro, enquanto diferentes produções dos Avengers reaparecem ao longo do Top 10, acompanhadas por outros títulos ligados a marcas imediatamente reconhecíveis.

E talvez esteja justamente aí a estratégia. No cinema, a Disney continua usando propriedade intelectual como fortaleza. Na televisão, começa a experimentar mais.

A coexistência funciona porque uma coisa financia emocionalmente a outra: o público entra pelos universos que já ama e encontra cada vez mais razões para permanecer.

Prime Video: Reacher e The Runner explicam quase tudo

Reacher liderando as séries e The Runner liderando os filmes formam uma dupla bastante reveladora. Ação, suspense, personagens colocados em movimento e narrativas com ganchos muito claros continuam sendo uma das maiores forças do Prime Video.

Mas seria simplificar demais a plataforma reduzi-la a isso. Logo atrás de Reacher aparecem Sterling Point e Off Campus, enquanto The Summer I Turned Pretty continua no Top 10. Ou seja: o Prime mantém simultaneamente a audiência que procura ação e aquela que procura romance, personagens jovens e envolvimento emocional.

Essa mistura às vezes faz o catálogo parecer menos definido que o de concorrentes como Paramount+ ou Apple TV+, mas ela é deliberada. O Prime não concentra. Distribui. E justamente por isso consegue trocar seus líderes sem precisar reinventar completamente sua audiência.

Paramount+: talvez o ranking mais coerente de todos

Olhe para a sequência: Lioness, South Park, Yellowstone, SEAL Team, Sheriff Country, Criminal Minds, Tulsa King e Dutton Ranch. Isso não parece apenas um ranking. Parece uma declaração de identidade.

Lioness chegando ao primeiro lugar é particularmente significativo porque mostra que a série já não precisa viver à sombra do universo Yellowstone para representar o Paramount+.

Mas ela conversa perfeitamente com aquilo que a plataforma oferece: personagens sob pressão, estruturas de poder, perigo, lealdade, violência, operações, famílias e instituições.

No cinema, o mecanismo é semelhante. Avatar: Aang, Top Gun: Maverick, World War Z, Scream 7 e Transformers mostram um serviço muito confortável ao trabalhar com marcas reconhecíveis.

A Paramount+ talvez seja a menos interessada em surpreender o público. Ela prefere saber exatamente quem é seu público. E o ranking sugere que está certa.

Apple TV: agora existe um catálogo

Aqui está, para mim, o dado mais forte da semana inteira. Silo está em primeiro. Ted Lasso, em segundo. Dark Matter, em terceiro. Severance, em quarto. Depois ainda aparecem Slow Horses, Your Friends & Neighbors, Widow’s Bay, Shrinking e Monarch: Legacy of Monsters.

Isso já não é mais uma plataforma dependendo do sucesso: é um catálogo. E essa diferença é enorme. Durante anos, o problema da Apple TV foi bastante óbvio: podia ter duas ou três das melhores séries disponíveis no streaming e, ainda assim, parecer pequena. Agora, o ranking mostra títulos de épocas, gêneros e ciclos diferentes sendo consumidos simultaneamente.

Silo beneficia-se naturalmente do momento atual, mas Ted Lasso, Severance, Slow Horses e Shrinking provam outra coisa: o público não está apenas esperando a próxima estreia da Apple. Está circulando dentro da Apple.

Até o cinema começa a demonstrar esse efeito. Mayday assume a liderança e empurra F1 para o segundo lugar, mas The Gorge, The Family Plan, Napoleon e outros originais continuam presentes.

A Apple passou anos tentando construir prestígio. O que aparece agora é mais importante: hábito.

O desenho por trás dos rankings

Se eu tivesse que resumir esta semana em uma palavra para cada plataforma, mudaria ligeiramente nosso mapa tradicional. Netflix é urgência. HBO Max é um evento. Disney+ é um ecossistema. Prime Video é amplitude. Paramount+ é identidade. Apple TV+ é profundidade.

E há uma segunda leitura especialmente forte: as grandes franquias continuam dominando boa parte do cinema, mas não são suficientes para explicar o sucesso das séries. Ali, as plataformas precisam oferecer personagens e universos aos quais o espectador queira voltar semana após semana.

Isso talvez explique por que Silo, Lioness, Furious e Reacher conseguem ocupar simultaneamente o primeiro lugar em quatro plataformas diferentes. Não são produtos intercambiáveis. Cada uma representa com enorme clareza o tipo de experiência que seu serviço oferece.

CULINÁRIA

Doce de leite pode ser uma alternativa para quem prefere consumir carboidrato antes do treino

Fonte de carboidratos, o doce de leite pode ser uma alternativa para quem prefere consumir pequenas porções antes da atividade física; confira também receitas simples para preparar em casa

05/09/2026 09h00

O doce de leite é uma ótima opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade física

O doce de leite é uma ótima opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade física Pexels

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Embora pareça contraditório para quem associa alimentação esportiva apenas a frutas, proteínas e preparações consideradas “fit”, o doce de leite pode, sim, ter espaço na rotina de quem pratica atividade física.

A indicação é da nutricionista Beatriz Duarte Oliveira Carneiro, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva.

Segundo ela, por ser fonte de carboidratos, o doce de leite pode oferecer energia para o organismo antes do exercício, especialmente para pessoas que não conseguem fazer uma refeição completa nos momentos que antecedem o treino.

“Por ser uma boa fonte de carboidratos, o doce de leite é uma boa opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade física. É também ideal para quem prefere consumir algo de menor volume ou que não consegue fazer uma refeição completa antes do exercício”, explica a nutricionista.

Os carboidratos têm papel importante na produção de energia para o corpo. Por isso, alimentos com maior disponibilidade desse nutriente podem ser utilizados estrategicamente antes de determinadas atividades, considerando fatores como o horário do treino, a intensidade do exercício e as necessidades individuais.

DOCES NÃO SÃO VILÕES

Para quem sente vontade de comer algo doce antes ou depois da atividade física, a especialista lembra que nenhum alimento deve ser analisado isoladamente.

Um doce de leite, chocolate ou outra sobremesa pode fazer parte da alimentação, desde que sejam observados aspectos como composição, quantidade, frequência de consumo e o contexto geral da dieta.

“Não é necessário eliminar os doces, mas sim aprender a incluí-los de forma equilibrada, respeitando as necessidades do organismo e as diferentes fases da vida do homem e da mulher”, afirma Beatriz.

A proposta, portanto, não é transformar o doce de leite em um alimento obrigatório para quem treina, mas entender que ele pode ser uma alternativa prática em determinados momentos.

Por ter menor volume, uma pequena porção pode ser interessante para pessoas que sentem desconforto ao consumir refeições maiores antes do exercício. Ainda assim, a escolha deve considerar a tolerância individual e o tipo de atividade que será realizada.

QUANTIDADE IDEAL

Uma pequena porção pode ser suficiente para fornecer carboidratos antes de exercícios de curta duração ou de treinos intensos.

Como referência, cerca de uma colher de sopa rasa – aproximadamente 15 gramas a 20 gramas – pode ser consumida próximo ao horário da atividade, dependendo da orientação nutricional e da estratégia alimentar de cada pessoa.

Por ser rico em açúcares, o doce de leite fornece energia rapidamente. No entanto, isso também exige atenção. O consumo exagerado pode provocar uma elevação rápida da glicose no sangue e não necessariamente será a melhor estratégia para todos os objetivos ou modalidades esportivas.

Em treinos longos, por exemplo, a alimentação precisa ser planejada de forma mais ampla, considerando a duração da atividade e a necessidade de reposição energética. Pessoas com condições específicas de saúde ou que seguem estratégias voltadas ao emagrecimento também devem buscar orientação individualizada.

Segundo a nutricionista, o alimento pode ser especialmente útil em rotinas com alto gasto energético, como treinos voltados à hipertrofia, desde que esteja alinhado ao restante da alimentação.

Além da questão nutricional, incluir uma pequena quantidade de um alimento de que a pessoa gosta pode ajudar na relação com a comida. A vontade de comer doce não precisa significar que a dieta “deu errado”. Quando há equilíbrio, o prazer também pode fazer parte da rotina alimentar.

CASEIRO É MELHOR

Outra recomendação de Beatriz Carneiro é dar preferência às versões caseiras. Embora existam no mercado produtos adoçados com substitutos do açúcar e divulgados como opções mais “fit”, a especialista observa que receitas caseiras podem manter uma proposta mais simples.

“Existem versões com adoçantes, trazendo uma proposta mais ‘fit’, mas, para uma receita caseira, elas normalmente exigem a inclusão de vários outros ingredientes e acabam fugindo um pouco da proposta de um doce de leite simples e mais natural”, sugere.

Banana com doce de leite e canela

Ingredientes:

  • 1 banana;
  • 1 colher (sopa) rasa de doce de leite;
  • Canela a gosto.

Modo de Preparo:

Corte a banana ao meio ou em rodelas e acrescente o doce de leite por cima. Finalize com canela.

O doce de leite é uma ótima opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade físicaFoto: Pexels

Torrada com doce de leite

Ingredientes:

  • 1 ou 2 torradas;
  • 1 colher (sopa) rasa de doce de leite.

Modo de Preparo:

Basta espalhar o doce de leite sobre as torradas e consumir próximo ao horário do treino, respeitando a tolerância individual.

O doce de leite é uma ótima opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade físicaFoto: Pexels

Doce de leite caseiro tradicional

Ingredientes:

1 litro de leite integral;
250 gramas de açúcar;
1 pitada de bicarbonato de sódio (opcional).

Modo de Preparo:

>Em uma panela grande e de fundo grosso, coloque o leite, o açúcar e o bicarbonato. Leve ao fogo médio e mexa até que o açúcar esteja completamente dissolvido.

Quando a mistura começar a ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar lentamente. Mexa de tempos em tempos para evitar que o doce grude no fundo da panela.

À medida que o leite reduz, a mistura ficará mais espessa e ganhará a coloração característica do doce de leite. Quando estiver próximo da consistência desejada, mexa continuamente para evitar que queime.

Desligue o fogo quando o doce estiver um pouco mais cremoso do que a textura desejada, já que ele tende a ficar mais firme depois de frio. Transfira para um recipiente de vidro e deixe esfriar.

> Dica: para um doce mais claro e cremoso, mantenha o fogo baixo durante todo o preparo. Para uma versão mais escura e com sabor mais caramelizado, deixe cozinhar por mais tempo.

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