Correio B

Felpuda

A investida de dirigente de conhecida instituição para concretizar seu sonh...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (12)

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Paulo Leminski - escritor brasileiro
"Nesta vida, pode-se aprender três coisas de uma criança: estar sempre alegre, nunca ficar inativo e chorar com força por tudo o que se quer”.

 

FELPUDA

A investida de dirigente de conhecida instituição para concretizar seu sonho há muito acalentado estaria, segundo os bastidores, mais intensa e explícita. Dizem que o dito-cujo é adepto da velha tática de ficar nos bastidores para também “ser o poder”, sem nenhum voto. Desta forma, estaria com seus “tentáculos” em vários pontos. Suas manobras, conforme ainda os comentários, estão cada vez mais intensas e vem aumentando o número de adeptos que até batem palmas. O sonho da figurinha? É ter alguém em alto cargo em Brasília para chamar de seu. Simples, assim!

Janela

Depois do Carnaval, os deputados terão apenas mais quatro sessões para encerrar o mês de fevereiro e a partir de então a “guerra política” terá início, com abertura da janela partidária.

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Aí será troca-troca de partidos, escolha de nomes, articulações e apresentação de coordenadores de campanha. De março até o primeiro turno das eleições tudo terá que estar “nos trinques”.

Antônio Prado, na Serra Gaúcha, é reconhecida pelo iphan como a cidade brasileira que mais preserva a herança da imigração italiana. Fundada em 1886, ela abriga o maior conjunto arquitetônico urbano ligado à cultura italiana no País. Cerca de 80% da população ainda fala o talian, dialeto que mistura idiomas do norte da itália com o português. O município tem 48 edificações tombadas pelo instituto do Patrimônio Histórico e artístico nacional. As construções datam de 1890 a 1940 e mostram técnicas trazidas da europa e adaptadas ao Brasil. Esse conjunto urbano é um museu a céu aberto.
Dra. Mara Martins de Barros, mudando de idade nesta quinta-feira

 

Amy Laurent

Pois...

A votação na Câmara Municipal que manteve o veto da prefeita Adriane Lopes ao projeto que barrava aumento da chamada taxa de lixo, mostrou que desde o início chegaria a um cenário: máscaras caindo. Os números mostram isso, pois 14 vereadores votaram pela derrubada do veto, enquanto oito foram a favor da manutenção da decisão da prefeita; três arrumaram outra coisa para fazer, justificando ausência e não compareceram à sessão.

Cadê?

O vereador Landmark, do PT, tornou-se alvo de muitas críticas não só de alguns dos seus colegas que votaram pela derrubada do veto, como também nas redes sociais. Isso porque a bancada petista na Câmara tem três integrantes e foi fechada questão pelo partido de que seriam contrários à decisão da prefeita, mas Landmark faltou a sessão e é atribuído a ele justamente o voto que faltava para completar 15 contrários ao veto. Até militância está dizendo que ele “roeu a corda”.

Mas...

A votação mostrou, também, que os vereadores Carlos Augusto Borges, bem como Dr. Jamal e Leinha mudaram de posição com relação ao veto da prefeita. Na sessão extraordinária, eles teriam integrado o grupo de 17 parlamentares que decidiu aprovar a proposta para derrubar o aumento da taxa do lixo. Na sessão de ontem, porém, ajudaram a manter o veto. Já Dr. Lívio, Junior Coringa e Sílvio Pitu não votaram. Como se vê...

Aniversariantes

Dra. Mara Martins de Barros, 
Mayara Victor Vicente,
Milla Resina,
Sérgio Marcolino Longen, 
Maria Cristina Alcântara de Carvalho, 
Dra. Kleanthi Lídia Haralampidou,
Vailton Coutinho de Alencar, 
Dr. Armando de Freitas,
Alessandra Elesbão Silva, 
Dr. Paulo Bechuate,  
Crispim Luiz Guimarães,
Helito Alves Pinto,
Ivair Dias de Araújo,
João Moreira,
José Roberto Costa Buhler,
Anália Bernardo Bess,
Marcelo Gonçalves Pena,
Adriana de Lima Neves Ferreira,
Alisson Flávio Gomes,
Antonio Marcos de Souza,
Luiz Carlos Somenzi,
Gabriela Scardini Amato, 

Paulo Jorge Simões Corrêa Filho, 
Luciano Tannus, 
Dr. João Vicente de Azambuja,  
Sumaya de Toledo Elias Saad, 
Flávio Dias Cavallari,
Elisa Miyashiro,  
Luiz Felipe Carneiro,
Juraci Munarini,
Waldir Menezes de Oliveira,
Eurica Janeth Oliveira Barbosa,
João Emilio Dantas,
Eládio Niltos,  
João Carlos Gutierres da Rosa,
Gerson Moura,
Vanderley Paixão,
Lauro de Oliveira, 
Cleber Coelho,
Marinês Corrêa Lopes,
José Gilberto da Costa França,
Odir Barros de Araujo, 
Roselene Mendes Tulux, 
Wanderley Guenka,
Catarina Maria de Oliveira Costa,

Tatiana Aquino Ratier,  
Daniela Jimenez Cance,  
Norberto Gomes Alves,
Eufélia Romano Bacha, 
Cristina de Almeida Flôres, 
Leonardo Marques, 
Arthur Leite Borges, 
Mônica de Carvalho, 
Paulo Renato Perez,
Francisco Iwao Maquino,
Euládio Dias Loureiro,  
Dílson Jorge Sório,
Marcelo Rene de Oliveira,
Epifanio Eulálio de Almeida,
Ilda Rodrigues Cândia,
João Vinicius Dias de Oliveira,
Marcos Antônio Pacheco,
Hélio Hiroshi Gonda,
Jairo Vinicio Dias de Oliveira,
Geraldo Lima da Silva,
Renato Cardoso Lopes,
Paulo Fernando Rezende Rodrigues, 

Samir Rodrigues Zayed,  
Waldemir Ribeiro Acosta,
Frida Renata de Paula Traven,
Adair Gauna Buldi, 
Cecília Regina Gaiotto de Paula,
Jefferson Rodrigo da Silva,
Patrícia Cardoso Portela,
Simone Baldissera,
Adrianne Cristina Coelho Lobo, 
Ivan Gordin Freire, 
José Gonçalves, 
Gisele Cristina Tannouri,
Maria Lucia do Nascimento Souza, 
Regina Célia Siqueira Ramos, 
Emilia Akemi Cavada,
Rogério Bittencourt, 
Walter José de Souza, 
Abílio Manoel Pacheco, 
Marco Aurélio Cavalheiro Garcia,
Marcos Flávio de Oliveira Pacheco,
Dylan Anderson de Albuquerque Ayala,
Cleide de Souza Nogueira, 

Rose Kuninari,  
Alyre Marques Pinto,
Cláudia Pombani Luz,
Geones Miguel Ledesma Peixoto,
Júlio Cesar da Silva,
Clarice Domitila Cunha,
Raimundo Nonato Costa,
Valéria Henrique Vieira,
Darci Albres Miranda,
Luís Fernando Pinheiro Ferreira,
Antonio Giovanne Leon dos Santos, 
Maria de Fátima Lopes Sá, 
Samira Lima Fonseca, 
Fernanda Teixeira Mendes, 
Mário Sérgio Menezes, 
Lilianne Pereira Souza, 
Sônia Rezende de Paula, 
Pedro Ivo Almeida Lima, 
Márcia Carvalho Coelho, 
Maria Rita Ramos Batista.

Colaborou Tatyane Gameiro

Felpuda

O deputado Lídio Lopes tornou-se para-raios das críticas de altas voltagens...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (11)

11/02/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Rubem Fonseca - escritor brasileiro

"Meu orgulho não tem arrogância, nem ostentação... Apenas autoestima!”

 

FELPUDA

O deputado Lídio Lopes tornou-se para-raios das críticas de altas voltagens de alguns dos seus colegas à administração de sua esposa, a prefeita Adriane Lopes. Munido de documentos, ele tem procurado evitar “o choque” que as versões mais contundentes podem causar na população. Dia desses, na Assembleia de MS, já teve que fazer o contraponto à uma Moção de Repúdio envolvendo a demissão de uma funcionária. Ele considerou ser uma questão administrativa. Já os adversários trataram como ventos e trovoadas. E as “descargas elétricas” deverão continuar. Afinal...

Diálogo

Rumo

Os irmãos Fábio e Marcos Trad deverão estar do mesmo lado nas eleições deste ano. O primeiro é o pré-candidato do PT, enquanto o segundo deverá disputar uma cadeira da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, tentando voltar a ter lugar na Casa pelo PDT.

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Os dois partidos são de esquerda, mas vale lembrar que em 2022 os pedetistas oficializaram apoio a Eduardo Riedel quando do embate pelo governo de MS. Anteriormente, ambos eram f iliados ao PSD, juntamente com o irmão, senador Nelson Trad Filho.

DiálogoMaria Eduarda e Matheus, que se casam no dia 14, no espaço Madamedora
DiálogoCamila Vicente

Risco

A conquista de cadeiras e o fortalecimento do PL e do PP na representatividade na Câmara Federal poderá sofrer reveses, caso continue a guerra interna no grupo que apoia a reeleição do governador Riedel, segundo avaliam alguns políticos mais antenados. Dizem que esses embates não vêm causando boa impressão aos eleitores e numa situação dessa, o risco é de que os liberais percam uma das duas cadeiras e o PP fique sem a única que possui.

Devolução

Projeto que tramita na Assembleia Legislativa de MS, estabelece que quem recolher uma taxa indevida, que são valores pagos ao tribunal por erro, em duplicidade ou acima do que a lei exige, poderá receber o reembolso diretamente em sua conta bancária, sem a necessidade de intermediação do cliente. A proposta altera o Regimento de Custas Judiciais do Estado, tendo em vista que a legislação atual limita a devolução desses valores ao requerente da ação.

Prazo

Os candidatos que pretendem concorrer às vagas reservadas aos indígenas poderão contar com maior prazo de inscrições no 2º Concurso da Assembleia de MS, de hoje até domingo. O edital de retificação publicado pela Fundação Carlos Chagas, organizadora do certame, prevê que os interessados deverão fazê-las exclusivamente pelo Portal do Candidato www.concursosfcc.com.br. Também é possível solicitar a isenção do pagamento da taxa.

Aniversariantes

André Pauletto,
Danilo Bachega,
Waldir Maymone Sobrinho (Pope),
Danilo Pereira Corrêa Júnior, 
Geneci Barbosa da Silva, 
Elizabeth Prudêncio Coelho,
Adão Braz Vera Júnior,
Celina Kawano,
Jorcinei de Carvalho,
Lucineide Silva Mansilha,
Zeferino Bigolin,
Renato Katayama, 
Claudio Martins Real,
Haroldo da Silva,
Janaine Cristina da Silva Grossi,
Emidio Nantes Martines,
Kátia Maria Souza Cardoso,
Clério Fernandes Arnas,
Salomão Soares Borges,
Isabela Vinholi Gonçalves, 
Cynthia Renata Souto Vilela,
Fabiana Penrabel Galhardo Corrêa,
Janaína Mansilha, 

Willian atallah, 
Nair Pereira Carmona,
Hevelym Carla Castilho de Oliveira,
Maria de Lourdes Santa Rosa Lopes, 
Thamyris Vilela Gaudioso, 
Laurindo Correa de Oliveira,
Rosana Santana Pereira, 
Mariza Mendonça, 
Paulo Henrique Alves Garcia, 
Vera Kimiko Higa, 
Jane Sant’ana Borges, 
Paula Virginia Fontoura, 
Ary Figueiredo, 
Fabiana Uesato,
Marta de Almeida, 
Victor Ferreira Rosa, 
Júlio César Prata Chacha, 
Regina Fátima Garcia Ferreira,
Marcos Alberto Nunes,
Rosângela Bonfim Córdoba,
Iniz Yarzon Silva,
Carlos Thadeu de Matos Marques,
Rudimar Zachert,

André Martins de Barros,  
Cristiane de Almeida,
Mauricio de Almeida Abreu,
Miriam Maria Paes,
Sheila Cafure Bolssonaro, 
Celestina Maria Marcolino,
José Joaquim da Silva,
Helena Nantes Vargas,
George Albert Fuentes de Oliveira,
Pablo Rocha Vilela,
Elizabeth Michelan, 
Kimie Kavanami de Lima,
Paulo Mauricio Monteiro,
Larissa Rocha Novaes,
Guilhermina Marques Rodrigues,
Priscila Souza de Araújo Muller,
Raquel de Figueiredo Rocha,
Janir Nantes Coelho,
Ermilton de Farias,
Rubens Queiroz Ferreira Martins,
Clayton Nantes Coelho,
Evelyn de Freitas Santos,
Roberto Ferreira de Carvalho, 

Walter Gargioni adames Júnior, 
Marcio Ricardo Herestech,
Nildo Benites Carrapateira,
Antonio Cesar Vieira dos Santos,
Maria de Lurdes Coelho de Souza,
Antonio Pedrozo de Almeida, 
Ney Alves Veras, 
Alexandre Augusto Neves Figueiredo,
Paula Guitti Leite, 
Elizângela Ferreira da Rocha Villela,
Cicera Barbosa dos Santos, 
Guilherme Renato Hernandes Polimeni Los,
João Fernando Pinto Cyrino,  
Larissa Andreia Molinero de Sousa,
Djalma Martinelli Neto, 
Loreta Karine da Silva Dias de Almeida,
Viviane Brandão Barbosa,
Fabianne Romero Pereira,
Perla Lúcia Menezes,
Patrícia Macedo Silva Bertelli, 

Munir Bacha Ferzeli, 
Newton Barbosa,
Ademar Rezende Garcia,
Edivaldo Custódio Perazollo Nantes,
Ana Paula Lima Siqueira Vicentini,
Maria de Lourdes Santa Bárbara,
Cassandra Araújo Delgado Gonzales Abbate,
Elenir Avalo,
Leonardo Levi de Moura Moura,
Cleyton Moura do Amaral,
Nissem José Maia Cabral,
José Carlos Ribeiro Júnior,  
Lucila Martins Barbosa, 
Beatriz Correia Mendes, 
Marília Ferreira Dias, 
Diva Maria Neves de Almeida, 
Mário Sérgio Nunes, 
Nádia Flôres de Souza, 
Sônia dos Santos. 

Colaborou Tatyane Gameiro

ANÁLISE

Mercado clandestino das canetas emagrecedoras pode levar a graves riscos à saúde, alerta a médica

O temor é de que o uso de medicamentos de procedência duvidosa possa gerar uma onda de complicações e o efeito rebote, com a recuperação do peso perdido

10/02/2026 09h00

Apreensão de ampolas e canetas emagrecedoras contrabandeadas

Apreensão de ampolas e canetas emagrecedoras contrabandeadas Divulgação

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A busca por um corpo ideal, impulsionada por padrões estéticos e pela promessa de soluções rápidas, está criando um terreno fértil para o mercado clandestino das canetas emagrecedoras ilegais, para a origem de contrabando ou descaminho.

O uso sem controle destes medicamentos, que são comercializados por meio de canais informais e das redes sociais, pode representar uma ameaça em curto, médio e longo prazo para a saúde pública, alerta a médica Mariana Vilela.

Apreensão de ampolas e canetas emagrecedoras contrabandeadasMariana Por-Deus Vilela, médica - Foto: Divulgação

A médica afirma que, se 2025 foi marcado pela explosão do uso, 2026 tende a ser o “ano das complicações”. Em entrevista ao Correio B, ela detalha os riscos ocultos dessas canetas e indica o caminho mais seguro para o tratamento do sobrepeso.

RISCOS

A primeira e mais assustadora pergunta é simples: o que há dentro dessas canetas piratas? A resposta, segundo Mariana, é um tiro no escuro. “Infelizmente, a gente não tem conhecimento realmente do que há ali”, adverte.

A diferença entre um medicamento original, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e uma versão falsificada é abismal.

Enquanto o primeiro passa por rigorosa fiscalização de produção, transporte, armazenamento refrigerado e só é vendido com receita médica de controle especial, o segundo é um produto sem qualquer garantia.

“O que tem ali dentro pode ser uma matéria-prima inferior – no melhor cenário – ou até insulina. Já vi casos de internação e até de morte por conta disso”, relata a médica.

E o “cenário otimista” de baixa qualidade é apenas a ponta do iceberg. Uma das substâncias mais encontradas nessas falsificações, além da própria insulina, é a semaglutida (princípio ativo do Ozempic®): mais barata e com efeitos colaterais diferentes da tirzepatida (Mounjaro®), muitas vezes anunciada na venda.

“O paciente compra gato por lebre: acha que está aplicando tirzepatida e, na verdade, está aplicando semaglutida… e interpreta como ‘normal’ um efeito colateral que não deveria acontecer daquele jeito”, explica.

Para piorar, o transporte e o armazenamento inadequados podem desnaturar a substância, tornando-a inerte – ou, no limite, tóxica.

Do ponto de vista médico, o risco mais grave e imediato é justamente a incerteza sobre o conteúdo. A aplicação de insulina por quem não é diabético pode causar hipoglicemia severa, com mal-estar, confusão mental, convulsões, coma e até morte. “Isso levou muita gente ao pronto-socorro”, enfatiza Mariana.

Além disso, mesmo que a caneta contenha algum princípio ativo verdadeiro, a dose pode ser totalmente imprevisível, o que aumenta o risco de superdosagem e intoxicações perigosas.

EFEITOS COLATERAIS

A médica chama atenção para o fato de que até os medicamentos originais podem causar efeitos colaterais graves quando usados sem supervisão e esse risco se multiplica com versões falsificadas.

“A gente normalmente vê, em paciente que não faz acompanhamento médico, pancreatite e paralisia intestinal [gastroparesia], inclusive com internações em UTI. O tubo digestório começa a sofrer pela falta de motilidade [os movimentos automáticos e coordenados do trato gastrointestinal]”, explica.

Náuseas, vômitos persistentes, diarreia e constipação severa são reações relativamente comuns, mas tendem a ser ainda mais intensas quando há uso irregular ou produto de origem duvidosa.

AUTOMEDICAÇÃO

A ansiedade por resultados rápidos leva muitas pessoas a adotarem práticas ainda mais arriscadas. “Muita gente usa várias ‘canetas’ ao mesmo tempo ou associa com outros medicamentos”, confirma Mariana.

Ela ressalta que combinações podem ser uma estratégia médica válida em situações específicas, mas exigem conhecimento técnico de doses, mecanismos de ação e possíveis interações.

“Associar medicações pode ser válido, desde que dentro de uma estratégia elaborada por um profissional competente, que sabe o que está fazendo. Tem que ter motivo”, enfatiza.

Fazer isso por conta própria – especialmente com produtos sem procedência – é caminho direto para reações adversas imprevisíveis e para a sobrecarga de órgãos como rins e fígado. Para Mariana, o objetivo do tratamento deve ser sempre a “desmedicalização”.

“O papel do médico é evitar que o paciente precise ser cada vez mais medicalizado, ou seja, usar o mínimo de remédio possível”, defende a médica.

RISCO DE DISTÚRBIOS E DEPENDÊNCIA

Mariana Vilela aponta que o risco de desenvolver ou agravar distúrbios alimentares com o uso irregular é “muito maior, porque a causa do problema não é tratada”.

A pessoa pode passar a associar bem-estar e autoestima exclusivamente ao medicamento, criando dependência psicológica. Ao mesmo tempo, o corpo pode se adaptar à substância e exigir doses maiores para obter o mesmo efeito – um caminho ainda mais perigoso quando a composição do produto é desconhecida.

Ela lembra que a obesidade é uma doença crônica e que, em alguns casos, a medicação pode ser necessária por longos períodos. Ainda assim, a lógica deve ser enxergá-la como “ponte” para mudanças sustentáveis.

“A ideia é usar como ponte, adotando mudança de estilo de vida e medidas comportamentais, como estratégia para diminuir a medicalização do paciente”, afirma.

OS “MAGROS DOENTES”

Um dos alertas mais contundentes da médica é sobre a ilusão de emagrecer sem saúde. O uso da caneta – original ou falsa – sem enfrentar as causas da obesidade pode gerar um paciente “magro e metabolicamente doente”.

“O paciente que usa só a canetinha e não trata o metabolismo fica refém do medicamento. Ele vai ter um metabolismo doente e provavelmente vai reganhar peso”, aponta Mariana Vilela.

Ela também menciona o crescimento de casos de sarcopenia (perda de massa muscular) associada à perda de peso sem acompanhamento adequado, um efeito que compromete força, saúde metabólica e manutenção do resultado.

“O paciente que não trata mitocôndria [principal organela metabólica], que não trata massa muscular, vai colher os prejuízos disso lá na frente, a nível de risco cardiovascular, de doenças cardiometabólicas, neurodegenerativas”, esclarece.

O número na balança até diminui, mas a saúde não melhora – pelo contrário: pode se deteriorar de forma silenciosa. “Hoje a gente vive a pandemia de indivíduos magros e doentes”, resume.

TRATAMENTO SEGURO

Diante de tantos riscos, a dra. Mariana reforça que um tratamento clinicamente correto da obesidade e do sobrepeso vai muito além de uma injeção. “O caminho mais seguro é tratar o paciente dentro de uma clínica médica, com acompanhamento”, defende.

Ela descreve um modelo multiprofissional, que envolve médico, nutricionista, educador físico e, muitas vezes, psicólogo.

A proposta é tratar a causa do problema e manejar as variáveis que sustentam o ganho de peso: aspectos hormonais, metabólicos e inflamatórios; qualidade da nutrição (inclusive celular); estresse oxidativo; regulação intestinal; rotina de exercícios; alimentação saudável e hidratação adequada.

“A medicação é uma excelente coadjuvante, mas o protagonista principal ainda é o próprio paciente”, diz. O objetivo final não é apenas perder peso, e sim construir “saúde, porque saúde é algo que se constrói”.

Sobre os medicamentos originais aprovados pela Anvisa, como a tirzepatida, Mariana se mostra otimista, mas cautelosa. “Se usado com acompanhamento médico, com certeza é muito interessante. São medicamentos que vieram para ficar e mudar a história da medicina da obesidade”, afirma.

Ela contrasta a eficácia das novas incretinas – que podem levar a perdas de 20% a 25% do peso – com fármacos mais antigos, nos quais uma redução de 5% já era comemorada.

Por isso, a segurança está diretamente ligada à regulamentação, à prescrição correta e ao acompanhamento contínuo. “Existe uma fiscalização muito rigorosa”, afirma, referindo-se aos medicamentos regularizados e também a fórmulas manipuladas em farmácias com esterilidade controlada, quando indicadas e utilizadas em ambiente clínico.

>> Serviço

Dra. Mariana Vilela, CRM 12.830 – MS, é a médica responsável pela sua mudança de vida. Com foco em emagrecimento saudável e performance, coleciona cursos e intermináveis horas de aprendizado para poder trazer o que há de melhor para Mato Grosso do Sul.

Seu profundo conhecimento em implantes de reposição hormonal e terapias com injetáveis torna a dra. Mariana uma referência em emagrecimento saudável em Campo Grande. Sua abordagem é pautada na ciência, na ética e no acolhimento personalizado de cada paciente, entendendo que cada jornada é única.

Agenda agora mesmo uma consulta pelo Instagram @casasantecg.

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