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A postura esportiva de Valentina Bulc

No ar em "Salve-se Quem Puder", a atriz vive rotina de atleta para interpretar uma ginasta

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Aos 20 anos, Valentina Bulc tem certeza do caminho artístico que deseja trilhar profissionalmente. Ainda assim, a partir de seu trabalho em “Salve-se Quem Puder”, a atriz teve a oportunidade de conhecer um novo universo profissional. Para viver a ginasta Bia, ela precisou passar por um intenso período de treinos com atletas profissionais. Ao longo de três meses, Valentina aprendeu alguns movimentos e técnicas da ginástica olímpica. “Fiquei muito encantada por esse mundo. Os atletas profissionais que treinavam com a gente tinham começado no esporte muito crianças. Minha dublê, por exemplo, começou com três anos. Nesse tempo já melhorei muito minha flexibilidade, aprendi a dar mortal na cama elástica. Antes, eu não sabia dar nem estrela, tinha certo medo de me machucar”, explica Valentina, que treinava de duas a três vezes na semana. “A preparadora sabia nosso limite. Mas só o aquecimento já era intenso. O treino da ginástica é muito diferente do treino da academia. Outros músculos são trabalhados”, completa.

A preparação na novela, inclusive, fez com que Valentina voltasse à academia. Logo que soube que viveria uma ginasta, a atriz buscou retomar sua rotina de exercícios físicos e procurou o acompanhamento de um nutrólogo. “Eu precisava ter um corpo de ginasta no vídeo. Passei a malhar pesado e ir todos os dias. E tomei gosto. Agora estou amando malhar. Senti uma diferença absurda no corpo. Me sinto mais firme e comecei a emagrecer”, afirma.

Na história de Daniel Ortiz, Valentina é filha de Agnes, papel de Carolina Kasting, e irmã da protagonista Kyra/Cleyde, interpretada por Vitória Strada. A jovem é uma ginasta promissora, mas foi obrigada a abandonar o esporte após ter problemas no coração e colocar um marca-passo. Mesmo sabendo dos riscos que corre, Bia retoma os treinos sem o conhecimento da família. “A Bia é uma garota autêntica e muito entusiasmada com a vida. A ginástica é a razão da vida. Ela tem o sonho de competir e ser uma atleta de excelência. Ela tem noção do risco que corre, mas, para a Bia, a vida sem a ginástica não vale a pena. Melhor correr o risco do que viver uma vida monótona. É um amor muito grande pela ginástica”, defende. No centro de treinamento, Bia conhece Tarantino, de Daniel Rangel. Os dois acabam se apaixonando, mas precisam lidar com a interferência de Tammy, vivida por Lívia Inhudes. Ginasta rival de Bia, ela já teve um rápido relacionamento com Tarantino e não se conforma com a preferência dele pela filha de Agnes. “No romance, a Bia é mais tímida, insegura e tem medo de se apaixonar. Acho que é o único aspecto que ela não é decidida. Ainda assim, ela não gosta de sofrer na frente dos outros e nem se faz de vítima”, ressalta. 

A trama de “Salve-se Quem Puder” é a quarta novela de Valentina. Antes, ela participou da temporada 2016 de “Malhação”, “O Outro Lado do Paraíso” e também integrou o elenco da bíblica “Jesus”, da Record. Após terminar um relacionamento de quase três anos, a atriz está feliz com os rumos de sua vida profissional. “Tem um pouco mais de três meses que fiquei sozinha. Estou muito focada no meu trabalho. Posso ter 100% do meu foco na novela. A entrega é apenas profissional nesse momento. Estou bem feliz com esse projeto. Até chorei quando fui chamada”, revela.

Casal reeditado

O entrosamento em cena entre Valentina Bulc e Daniel Rangel é antigo. Recentemente, os dois fizeram par romântico na série “Eu, a Vó e a Boi”, disponível no Globoplay. Na história escrita por Miguel Falabella, eles interpretam o casal Demimur e Roblou. Inclusive, o bom desempenho da dupla gerou o convite para o enredo de “Salve-se Quem Puder”. “Foi meu primeiro convite aqui na Globo. Fiquei muito feliz. Eu e Dani fomos convidados para fazer par de novo. A gente fez um trabalhou que funcionou muito e ficou muito legal no vídeo”, valoriza. 

O papel na série “Eu, a Vó e a Boi”, no entanto, não foi importante apenas pelos frutos que gerou. Ao longo do trabalho na produção cômica, Valentina sentiu uma série de mudanças em seu desempenho como atriz. Sua visão como profissional mudou bastante a partir da “sitcom” assinada por Falabella. “Foi o papel que eu passei a entender mais interpretação. Foi um papel que exigiu muito estudo e concentração. Eu mudei como atriz, comecei a ver o trabalho como algo mais visceral. Consegui juntar a psicologia, que é algo de que eu gosto muito, com a arte”, explica.

Instantâneas

# Valentina é filha da também atriz Adriana Prado.

# Os treinos da novela acontecem no ginásio do Clube do Flamengo, na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro. “A gente parou para o Natal e senti muita falta dos treinos. A equipe é muito gente boa”, elogia.

# A atriz participou do clipe da música “Minha Bela”, do cantor Pacheco. 

# Valentina também esteve no elenco da quarta temporada de “Os Suburbanos”, do Multishow. 

Comportamento Correio B+

Coluna Desatando Nós: Quando a comida fala o que as palavras não conseguem dizer

No mês da Ação contra os Transtornos Alimentares, campanha que tem como objetivo quebrar preconceitos, informar a população sobre os riscos e promover o tratamento precoce destas condições, a Dra.em psicologia Vanessa Abdo fala sobre o assunto.

07/06/2026 16h00

Coluna Desatando Nós: Quando a comida fala o que as palavras não conseguem dizer

Coluna Desatando Nós: Quando a comida fala o que as palavras não conseguem dizer Foto: Divulgação

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Anorexia, bulimia e compulsão alimentar costumam despertar muitas dúvidas e, infelizmente, muitos julgamentos. Ainda é comum ouvir explicações simplistas, como atribuir esses transtornos à vaidade, à influência das redes sociais ou a um único acontecimento marcante. A realidade, porém, é muito mais complexa.

Os transtornos alimentares não surgem por uma única causa. Não existe uma relação direta de causa e efeito capaz de explicar, sozinha, por que uma pessoa desenvolve anorexia, bulimia ou compulsão alimentar.

O que a ciência tem demonstrado é que esses quadros costumam resultar da soma de diversos fatores de risco, que podem incluir predisposição biológica, características de personalidade, experiências emocionais, ambiente familiar, pressões sociais e culturais relacionadas ao corpo e à aparência.

Isso significa que duas pessoas podem passar pela mesma situação e responder de formas completamente diferentes. É justamente essa complexidade que exige cautela para evitar culpabilizações. Nem famílias são as únicas responsáveis, nem redes sociais explicam tudo, nem a força de vontade resolve o problema.

Ao mesmo tempo em que existem fatores de risco, também existem fatores de proteção. Relações familiares acolhedoras, ambientes em que emoções podem ser expressas sem julgamento, autoestima construída para além da aparência física, senso de pertencimento, desenvolvimento de habilidades emocionais e acesso à informação de qualidade são alguns elementos que contribuem para a saúde mental e para uma relação mais equilibrada com a alimentação e com o próprio corpo.

Outro aspecto fundamental é compreender que transtornos alimentares não são escolhas. São condições de saúde mental que podem trazer graves consequências físicas, emocionais e sociais. Quanto mais cedo forem identificados os sinais de sofrimento, maiores são as possibilidades de recuperação.

Por isso, o tratamento multidisciplinar é tão importante. Psicólogos, psiquiatras, médicos, nutricionistas e outros profissionais atuam de forma complementar, olhando para a pessoa em sua totalidade. Não se trata apenas de mudar comportamentos alimentares, mas de compreender emoções, fortalecer recursos internos e promover saúde de forma integrada.

Vamos desatar esses nós?

@vanessaabdo7

Coluna Desatando Nós: Quando a comida fala o que as palavras não conseguem dizerVanessa Abdo - Dra. em psicologia - Colunista do Correio B+

 

Correio B+

Como diferentes formas de abuso podem afetar os direitos das mulheres na separação e aposentadoria

Especialistas explicam como a violência psicológica, patrimonial e econômica pode gerar consequências que se estendem por toda a vida da mulher

07/06/2026 14h00

Como diferentes formas de abuso podem afetar os direitos das mulheres na separação e  aposentadoria

Como diferentes formas de abuso podem afetar os direitos das mulheres na separação e aposentadoria Foto: Divulgação

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Quando se fala em violência contra a mulher, a agressão física costuma ser a forma mais visível e discutida. No entanto, muitas mulheres vivenciam diariamente outras formas de violência que, embora menos perceptíveis, podem causar impactos profundos e duradouros.

A violência psicológica, patrimonial e econômica afeta não apenas a autonomia da mulher durante o relacionamento, mas também sua segurança financeira após a separação e sua proteção previdenciária no futuro.

Segundo as advogadas Dra. Élide Sampaio, especialista em Direito das Famílias, e Dra. Natália Donato, especialista em Direito Previdenciário, compreender esses reflexos é fundamental para garantir a proteção integral dos direitos das mulheres.

Quando o cuidado com a família gera dependência financeira

Ainda hoje, é comum que muitas mulheres assumam a maior parte das responsabilidades relacionadas aos filhos, à organização da casa e ao cuidado de familiares. Em diversas situações, elas reduzem sua jornada de trabalho, deixam oportunidades profissionais de lado ou até interrompem suas carreiras para atender às necessidades da família.

Embora essa dedicação seja essencial para o desenvolvimento familiar, ela frequentemente resulta em menor independência financeira e menor participação na construção de patrimônio próprio.

"A divisão desigual das responsabilidades familiares pode gerar consequências importantes quando ocorre a separação. Muitas mulheres contribuíram significativamente para a família por meio do trabalho doméstico e dos cuidados com os filhos, mas chegam ao fim da relação em situação de vulnerabilidade econômica", explica a Dra. Élide Sampaio.

Violência patrimonial e econômica: formas silenciosas de controle

A violência patrimonial e econômica ocorre quando há controle excessivo dos recursos financeiros, impedimento ao exercício profissional, retenção de documentos, ocultação de patrimônio ou qualquer conduta destinada a limitar a autonomia financeira da mulher.

Em muitos casos, a dependência econômica torna-se um dos principais fatores que dificultam o rompimento de relacionamentos abusivos.

"O agressor muitas vezes utiliza o controle financeiro como instrumento de poder, fazendo com que a mulher se sinta incapaz de reconstruir sua vida fora daquela relação", destaca a Dra. Élide Sampaio.

O ordenamento jurídico brasileiro prevê mecanismos de proteção para essas situações, incluindo a correta partilha dos bens adquiridos durante a união e a aplicação das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha quando caracterizadas formas de violência patrimonial, psicológica ou econômica.

Como diferentes formas de abuso podem afetar os direitos das mulheres na separação e  aposentadoriaDra Élide Sampaio - Espealizada em direito das famílias e sucessões - Foto: Divulgação

A importância dos alimentos na busca pelo equilíbrio financeiro

Além da pensão destinada aos filhos, determinadas situações podem justificar a fixação de alimentos em favor do ex-cônjuge ou ex-companheiro.

Isso ocorre especialmente quando a separação evidencia um desequilíbrio econômico significativo entre as partes, decorrente da divisão de funções estabelecida durante o relacionamento.

"Existem situações em que a mulher dedicou anos ao cuidado da família e, por isso, teve sua capacidade de inserção profissional reduzida. Nesses casos, os alimentos podem exercer importante função de reequilíbrio, permitindo que ela tenha condições de reorganizar sua vida e retomar sua autonomia financeira", esclarece a Dra. Élide Sampaio.

Cada caso deve ser analisado individualmente, observando-se as necessidades de quem pede, as possibilidades de quem paga e as circunstâncias que envolveram a dinâmica familiar.

Os reflexos da maternidade e da dependência financeira na aposentadoria

As consequências da desigualdade vivenciada durante o relacionamento muitas vezes ultrapassam o momento da separação e alcançam a vida previdenciária da mulher.

Segundo a Dra. Natália Donato, a interrupção da atividade profissional para dedicação aos filhos e à família pode resultar em períodos sem contribuição ao INSS, reduzindo o tempo necessário para a aposentadoria e dificultando o acesso a benefícios previdenciários.

"Muitas mulheres chegam à fase de planejamento da aposentadoria com lacunas contributivas importantes porque passaram anos exercendo atividades essenciais dentro do ambiente familiar, mas sem remuneração e sem proteção previdenciária", explica.

Por essa razão, o planejamento previdenciário se torna uma ferramenta fundamental para identificar oportunidades de regularização das contribuições e garantir maior segurança financeira no futuro.

Dona de casa também pode construir proteção previdenciária

Uma informação que ainda é pouco conhecida é que a dona de casa pode contribuir para o INSS como segurada facultativa, mesmo sem exercer atividade remunerada.

Existem modalidades de contribuição acessíveis, inclusive para famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único, permitindo acesso a benefícios previdenciários como aposentadoria, auxílio por incapacidade temporária e salário-maternidade, desde que cumpridos os requisitos legais.

Como diferentes formas de abuso podem afetar os direitos das mulheres na separação e  aposentadoriaDra. Natália Donato - Especializada em direito previdenciário - Foto: Divulgação

Conhecimento e autonomia como formas de proteção

Para as especialistas, o enfrentamento da violência contra a mulher também passa pelo acesso à informação e pelo fortalecimento da autonomia financeira.

"Muitas mulheres desconhecem que situações aparentemente comuns podem configurar violência patrimonial ou econômica. Conhecer os próprios direitos é essencial para romper ciclos de dependência e construir um futuro com mais segurança e liberdade", concluem as advogadas.

A atuação conjunta do Direito das Famílias e do Direito Previdenciário permite uma proteção mais ampla da mulher, oferecendo instrumentos jurídicos capazes de preservar sua dignidade, sua autonomia financeira e sua segurança para o futuro.

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