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POLÍTICA PÚBLICA

Ações de leitura atingiram mais de 10 mil pessoas em 2022

Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, anuncia balanço, atingiu mais de 10 mil pessoas em todo o Estado com as ações realizadas no campo da literatura em 2022

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As ações no campo da literatura empreendidas pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), em 2022, atenderam mais de 10 mil pessoas em todo o Estado, segundo um balanço divulgado pela instituição na semana passada.

De acordo com o documento, as iniciativas na área dividiram-se em ações de formação, fomento e difusão, com o Sistema Estadual de Bibliotecas, o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler) e os festivais.

E estão sendo preparados kits com no mínimo 30 obras para serem distribuídos às bibliotecas públicas cadastradas no Estado. Outra ação é a manutenção do Leia MS – a biblioteca digital com obras de autores de Mato Grosso do Sul – dentro do aplicativo MS Digital.

Ou seja, ao ser divulgada, a informação pode ser entendida como um indicativo de continuidade das políticas públicas para a cultura – pelo menos, no que diz respeito ao campo literário – da gestão Azambuja para o governo Riedel, que tomou posse no domingo.

Ao longo do ano passado, a equipe do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Estado de Mato Grosso do Sul reuniu-se por três vezes com profissionais das áreas de gestão cultural, arte-educação, historiadores e o público em geral.

O que esteve em jogo nos encontros foi, justamente, a avaliação do trabalho em curso e novas proposições para o alinhamento, o monitoramento e a organização de novas ações junto às bibliotecas públicas municipais de São Gabriel do Oeste, Aquidauana, Chapadão do Sul, Três Lagoas, Bandeirantes, Corumbá, Nova Andradina e Jardim.

O Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) e o Sistema de Bibliotecas Públicas de MS fecharam um acordo de cooperação federativa, em 29 de setembro de 2022, com o objetivo de estabelecer o desenvolvimento de ações conjuntas na construção de planos e programas voltados para institucionalização, implantação, modernização e gestão de bibliotecas públicas.

Também estão previstos, no acordo, a formação de profissionais de bibliotecas públicas e o fomento à leitura nesses espaços, conforme especificações estabelecidas no plano de trabalho. A vigência do termo de cooperação é de 30 anos.

PROLER

O Programa Nacional de Incentivo à Leitura chegou ao seu 23º ano com ações subdivididas da seguinte forma: Circuito Proler, em parceria com o Sistema Estadual de Bibliotecas, realizando ações junto aos municípios, e o encontro do Proler em CG, em agosto e setembro de 2022.

Ao todo, R$ 120 mil foram investidos para a realização dessas duas frentes, com atendimentos em nove municípios, onde foram realizadas 37 atividades, entre palestras, oficinas e apresentações artísticas. No total, 6.864 pessoas foram atendidas e 16 artistas contratados para essas ações de formação e de difusão.

FASP

O Festival América do Sul Pantanal – Fasp 2022, realizado no mês de maio, em Corumbá, Ladário, Puerto Suárez e Puerto Quijarro, prestou homenagem à Semana de Arte Moderna de 22 e contou com a participação do Núcleo de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas.

Diversas ações foram encampadas pelo núcleo da FCMS: contação de histórias, exposição literária, instalação literária interativa, o Quebra-Torto com Letras, oficinas e espaço da literatura para comercialização de livros.

QUEBRA-TORTO

Na 16ª edição do Fasp, o Quebra-Torto com Letras destacou-se pela presença de escritores que, em seus textos, revelam “a natureza humana latino-americana”.

O evento recebeu Carla Maliandi (Argentina), Santiago Nazarian (Brasil/São Paulo), Marcia Medeiros (Brasil/Mato Grosso do Sul), Ana Maria Shua (Argentina), Maria Valéria Rezende (Brasil/Paraíba) e Tânia Souza (Brasil/Mato Grosso do Sul).

Os autores expuseram seus processos de escrita e debateram sobre a “estética da palavra latino-americana”.

BONITO

O 21º Festival de Inverno de Bonito, realizado no mês de agosto, também contou com a participação do Núcleo de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da FCMS com diversas ações, entre as quais contação de histórias, oficinas, lançamento de livros, jogos educativos e o chamado Lounge Literário.

Um dos destaques do lounge, na Praça da Liberdade, em Bonito, foi a mesa-redonda “História, Memória e Oralidade na Literatura Escrita Pelos Povos Indígenas”, com mediação da professora e cientista política Fabiane Medina, da Faculdade Intercultural Indígena da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), e participação dos escritores e ativistas Olívio Jekupé (PR) e Gleycielli Nonato (MS).

CAMPÃO

Durante o 2º Festival de Arte, Cultura, Diversidade e Cidadania, o Campão Cultural, no mês de outubro, foram realizadas ações como contação de histórias, um debate sobre os “caminhos” da literatura LGBTQIA+ em Mato Grosso do Sul, o Circuito Comunidades, com atividades nos bairros, o Campão Geek, com produção de quadrinhos ao vivo, lançamentos de livros e ainda uma mesa de conversa.

Sob a mediação de Vini Willyan, a mesa abordou o tema “Entre a Tradição e a Subversão: Um Breve Panorama na Literatura de Mato Grosso do Sul” e teve como convidados os escritores Samuel de Medeiros, André Luiz Alvez e Lucilene Machado.

DIREITO BÁSICO

A coordenadora de Literatura da FCMS, Melly Sena, afirma que a promoção das atividades literárias e o incentivo à leitura são “fundamentais para o desenvolvimento da área” junto à população.

“Parafraseamos Antonio Candido ao afirmar que o direito à literatura é básico e constituinte do ser humano. Assim, a Fundação de Cultura tem a obrigação de pensar as políticas públicas que promovam essa cadeia do livro, leitura, literatura e bibliotecas. O retorno ao atendimento aos municípios do Estado foi exitoso, seja para o público atendido, seja para oficineiros, contadores de histórias e escritores”, diz Melly Sena.

“O desenvolvimento da cadeia produtiva da área, alavancado principalmente pelo edital de credenciamento de profissionais do setor, inédito na FCMS, pode facilitar a contratação de profissionais para o desenvolvimento dessas atividades”, aposta a coordenadora.

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Pet Correio B+

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos

Veterinário alerta sobre alimentos típicos da data que podem intoxicar os pets

04/04/2026 15h00

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos Foto: Divulgação

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Com a chegada da Páscoa, cresce também a preocupação com a alimentação dos animais de estimação. Tradicional na celebração, o chocolate, presente no formato de ovos, bombons, barras e em sobremesas, está entre os alimentos que nunca devem ser oferecidos a cães e gatos, por representar sérios riscos à sua saúde.

Apesar de muitas pessoas associarem o perigo ao açúcar, o principal vilão é a teobromina, uma substância encontrada no cacau. Segundo Gustavo Quirino, médico-veterinário que atua na capacitação técnica da Adimax, fabricante de alimentos para cães e gatos, o organismo dos pets não é capaz de metabolizá-la de forma eficiente.

“A teobromina tem efeito estimulante, semelhante ao da cafeína, mas cães e gatos são muito mais sensíveis a ela. Por isso, mesmo pequenas quantidades podem causar alterações importantes no organismo”, explica.

Quirino destaca ainda que chocolates com maior teor de cacau, considerados mais saudáveis para os seres humanos, são justamente os mais perigosos para os animais. “Quanto mais cacau, maior a concentração de teobromina e, consequentemente, maior o risco de intoxicação”, completa.

Os sinais clínicos variam de acordo com a quantidade ingerida. Em casos leves, podem ocorrer vômito e diarreia. Já em situações mais graves, o animal pode apresentar alterações cardíacas, convulsões e até risco de morte.

Para quem deseja incluir o pet nas comemorações, a recomendação é optar por produtos desenvolvidos especialmente para eles.

O mercado pet oferece uma variedade de opções seguras, como biscoitos, bifinhos e alimentos úmidos, além de petiscos funcionais, que associam sabor a benefícios para a saúde. Há ainda itens temáticos, inspirados no formato de ovos de Páscoa, mas elaborados sem chocolate e adequados ao consumo animal.

Ainda assim, a moderação é essencial. “Mesmo os petiscos apropriados devem ser oferecidos conforme a recomendação do fabricante, respeitando a quantidade diária indicada”, orienta Quirino.

Além do chocolate, outros alimentos comuns em celebrações familiares nesta época também exigem atenção.

“Carnes gordurosas, bacalhau, castanhas, uvas frescas e passas, sementes de frutas, podem causar diferentes problemas de saúde nos pets. Ossos também representam risco, podendo provocar engasgos ou até perfurações no trato digestivo. Já ingredientes como cebola e alho, presentes em grande parte das receitas, podem provocar a destruição das células vermelhas do sangue, podendo causar quadros de anemia”, alerta o veterinário.

Caso o animal ingira algum alimento inadequado ou apresente sinais de mal-estar, a orientação é buscar atendimento veterinário imediatamente.

Cinema Correio B+

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação

Como uma assistente da Vogue transformou bastidores em fenômeno cultural e por que Miranda Priestly continua sendo uma das figuras mais complexas do cinema contemporâneo.

04/04/2026 13h30

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação Foto: Divulgação

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Quando Lauren Weisberger publicou O Diabo Veste Prada em 2003, o que parecia ser apenas mais um romance ambientado no universo da moda rapidamente revelou outra ambição. O livro nascia de uma experiência muito específica, mas tocava em algo mais amplo: a dinâmica de poder em ambientes onde prestígio e exaustão caminham juntos.

Weisberger havia trabalhado como assistente de Anna Wintour na Vogue, um dos cargos mais desejados e, ao mesmo tempo, mais temidos dentro da indústria editorial. Ao transformar essa vivência em ficção, ela encontrou o tom que equilibra fascínio e desgaste.

A protagonista Andrea Sachs não entra apenas em uma revista de moda. Ela entra em uma estrutura que exige devoção absoluta e oferece, em troca, uma promessa de acesso.

O sucesso do livro não se explica apenas pelo glamour. Ele veio da sensação de reconhecimento. Mesmo para leitores fora da moda, havia ali um retrato familiar de ambientes hierárquicos, de chefes inalcançáveis e de jovens profissionais tentando provar valor em condições quase impossíveis. O sucesso foi tanto que a continuação chega aos cinemas ainda nesse mês de abril.

Miranda Priestly e a construção de um mito reconhecível

Desde o início, a associação entre Miranda Priestly e Anna Wintour foi inevitável. Weisberger sempre sustentou que a personagem era uma composição, o que é tecnicamente verdadeiro. Ainda assim, os códigos estavam todos ali, organizados de forma precisa demais para serem ignorados.

O corte de cabelo, os óculos escuros, o silêncio como instrumento de poder, a maneira como uma frase curta pode redefinir o clima de uma sala inteira. Miranda não precisava levantar a voz porque o sistema já estava estruturado ao seu redor para amplificar cada gesto.

A reação de Wintour, por sua vez, foi tão estratégica quanto a personagem que inspirou o debate. Ao comparecer à première do filme vestindo Prada, ela deslocou a narrativa. Em vez de se defender, apropriou-se do momento. Aquilo que poderia ser lido como exposição transformou-se em reafirmação de controle.

O desconforto que o livro provocou

O impacto do romance dentro da indústria foi imediato, embora raramente declarado de forma direta. O problema não era a revelação de um segredo específico, mas a visibilidade de práticas que sempre existiram e eram tratadas como parte do jogo.

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Assistentes submetidas a jornadas exaustivas, demandas absurdas tratadas como testes de lealdade, uma cultura que confunde resiliência com resistência ao desgaste. Weisberger não inventou esse cenário, mas o organizou de forma acessível, o que acabou sendo mais perturbador do que qualquer denúncia frontal.

Houve críticas à autora, acusada por alguns de transformar sua experiência em oportunismo. Ao mesmo tempo, o silêncio institucional sobre os detalhes mais incômodos funcionou como uma confirmação indireta de que o retrato não estava tão distante da realidade quanto muitos gostariam.

O caminho até o cinema e a mudança de tom

A adaptação cinematográfica de 2006, dirigida por David Frankel, entendeu algo essencial que nem sempre está presente em adaptações: não bastava reproduzir a história, era necessário reinterpretá-la.

O filme suaviza Andrea, amplia o universo da revista e, sobretudo, redesenha Miranda. No livro, ela é mais próxima de uma força opressiva constante. No cinema, ela ganha camadas que tornam sua presença mais complexa e, por isso mesmo, mais inquietante.

Essa transformação passa diretamente por Meryl Streep. Sua interpretação evita o caminho mais óbvio da caricatura e constrói uma personagem baseada em contenção. O poder de Miranda está no que não é dito, no intervalo entre uma ordem e outra, na consciência de que todos ao redor já antecipam suas expectativas.

O famoso discurso sobre o cerúleo sintetiza essa abordagem. Ele desloca a discussão da superfície para a estrutura, explicando como decisões aparentemente banais são resultado de uma cadeia complexa de influência. Ao fazer isso, o filme legitima aquele universo ao mesmo tempo em que o expõe.

Ao lado de Streep, Anne Hathaway conduz a trajetória de Andrea com um equilíbrio entre ingenuidade e ambição, enquanto Emily Blunt oferece uma leitura afiada do custo emocional de se adaptar completamente ao sistema.

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuaçãoO Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação - Divulgação

Resultados e impacto cultural

O filme ultrapassou a marca de 300 milhões de dólares em bilheteria mundial e consolidou-se como um dos títulos mais influentes de sua geração dentro do gênero. Mais do que isso, redefiniu a maneira como histórias ambientadas em ambientes corporativos femininos poderiam ser contadas.

Ele não se limita a criticar ou a celebrar. Ele opera em uma zona ambígua que permite leituras diferentes conforme o tempo passa. Para alguns, Miranda é uma vilã. Para outros, uma líder moldada por um sistema que cobra resultados com a mesma intensidade com que pune fragilidade.

Essa ambiguidade é o que mantém o filme em circulação constante no debate cultural, especialmente em um momento em que discussões sobre liderança, cultura de trabalho e equilíbrio pessoal ganham novas camadas.

A continuação literária e a possibilidade de retorno no cinema

Em 2013, Weisberger retornou a esse universo com Revenge Wears Prada. Andrea já não é a jovem insegura do início. Ela construiu sua própria trajetória profissional, mas descobre que o passado não se dissolve com facilidade, especialmente quando Miranda Priestly decide reaparecer.

A continuação desloca o conflito. Se antes a questão era sobreviver, agora se trata de estabelecer limites. Andrea já conhece as regras do jogo, mas isso não significa que esteja imune ao seu impacto.

A autora ainda expandiu esse mundo com When Life Gives You Lululemons, centrado na personagem Emily, o que reforça a ideia de que aquele universo funciona como um ecossistema mais amplo, onde diferentes trajetórias revelam diferentes formas de lidar com o mesmo tipo de pressão.

No cinema, a ideia de uma sequência do filme original nunca desapareceu completamente. Ela ressurge em ciclos, acompanhando o interesse da indústria em revisitar histórias consolidadas. O desafio, nesse caso, não é apenas reunir elenco e equipe, mas encontrar uma abordagem que dialogue com um mundo transformado.

A figura de Miranda Priestly, construída em um contexto de autoridade incontestável, precisaria ser reposicionada em uma realidade marcada por redes sociais, exposição constante e questionamentos mais diretos sobre estruturas de poder. O que antes era aceito como exigência pode hoje ser interpretado como abuso. Essa tensão oferece material dramático evidente, mas exige uma leitura mais sofisticada.

Entre ficção e realidade, o que realmente ficou

O que torna O Diabo Veste Prada um caso tão duradouro não é a precisão factual, mas a capacidade de traduzir uma experiência coletiva em narrativa. Ele não documenta a Vogue nem pretende fazê-lo. Ele reorganiza percepções sobre trabalho, ambição e pertencimento.

Ao fazer isso, transforma uma história pessoal em algo reconhecível em diferentes contextos. E talvez seja justamente essa capacidade de deslocamento que explica por que, duas décadas depois, ainda se discute não apenas quem inspirou Miranda Priestly, mas o que ela representa.

Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt retornam para a sequência do clássico dos anos 2000

Quase 20 anos depois de sua estreia, a sequência  O Diabo Veste Prada 2  chega aos cinemas brasileiros no dia 30 de abril. A continuação acompanha o retorno de  à revista Runway, ainda sob o comando da implacável editora-chefe Miranda Priestly, mas passando por um momento delicado. A estratégia de “salvar” a Runaway as força a se reconectar com Emily Charlton, a ex-assistente de Miranda, que agora comanda uma marca de luxo que pode ser a chave para manter a Runway ativa. Será que ela já perdoou Andy e Miranda?

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