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Carnaval em casa

Fim de semana tem live do Cordão Valu e dicas de séries para curtir o feriado em casa

Live terá show da Charanga do Cordão Valu, banda de sopro especializada nas marchinhas tradicionais

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Em outros anos, neste momento, os bloquinhos já estavam prontos para ocupar a Esplanada Ferroviária de Campo Grande. Porém, com a pandemia do novo coronavírus, o jeito vai ser curtir as marchinhas tradicionais do Cordão Valu em casa.

Para celebrar a festa mais popular do País, o Cordão Valu fará transmissões ao vivo pelas redes sociais – YouTube, Facebook e Instagram – neste sábado e na terça-feira (16), às 19h, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) e a Prefeitura Municipal de Campo Grande. De acordo com a assessoria de imprensa do bloco, para garantir a segurança de todos os envolvidos e evitar aglomerações, as medidas de prevenção foram reforçadas e a transmissão será feita de um estúdio, com a presença somente dos artistas convidados, e não haverá mais o corso carnavalesco, ou seja, o desfile presencial com integrantes do bloco.

No sábado, quem anima a live é a Charanga do Cordão Valu, banda de sopro responsável pelas marchinhas, com participações especiais de Edir Valu, Marta Cel, Bateria da Igrejinha e a Corte Carnavalesca de Campo Grande. Na terça-feira, é a vez do show do Grupo Sampri.

Mais informações sobre a programação do Carnaval 2021 do Cordão Valu no Instagram @cordaovalu.

Capivara Blasé

O Capivara Blasé lançará uma websérie sobre a trajetória do bloquinho, que nasceu em 2014. O material audiovisual intitulado “Capivara Blasé: a Rua É do Povo” será lançado no domingo nas redes sociais do bloco, como no endereço do Instagram @capivarablase.

Atriz e uma das organizadoras do bloco, Angela Montealvão, explicou em entrevista ao Correio do Estado, que o propósito do grupo é conscientizar os foliões e evitar aglomerações durante o período em que ocorreria a festa. “Nós estamos com uma ação nas redes sociais, o Manifesto Capivara, e nós estaremos movimentando a rede, relembrando os carnavais passados e buscando a interação com o nosso público de forma virtual, mas sobretudo conscientizando a galera, o bando, para não sair de casa, para ficar em casa no Carnaval, para esperar esse momento passar”, explica Angela.

 

Live solidária

O cantor Ton Alves realizará uma live solidária hoje, às 20h30min, em seu canal do YouTube. Também participarão do show o baixista Kinho Guedes e o baterista Marcus Loyola.

O evento pretende arrecadar fundos para o tratamento de saúde do cachorro de Ton Alves, que está com doença renal, displasia e hérnia de disco. Informações no Instagram @tonalvesreal.

 

Dicas de séries

Para quem vai passar o Carnaval em casa e quer colocar as séries em dia, o destaque vai para a produção brasileira “Cidade Invisível”, na Netflix. Na primeira série em live-action do aclamado diretor Carlos Saldanha (A Era do Gelo, Rio, O Touro Ferdinando), um policial ambiental encontra uma estranha conexão entre a morte de sua mulher e o aparecimento de um boto cor-de-rosa morto em uma praia do Rio de Janeiro. Conforme avança nas investigações, ele descobre um mundo oculto habitado por entidades do folclore brasileiro. No elenco estão Marco Pigossi, Alessandra Negrini, Jessica Córes, Fábio Lago e Wesley Guimarães.

Outro destaque da plataforma de streaming é a série “Amigas para sempre”. Tully e Kate se conheceram na infância e há 30 anos são amigas inseparáveis, encarando juntas todos os altos e baixos da vida. A série marca o retorno da atriz Katherine Heigl e também conta com Sarah Chalke no elenco.  

 

Correio B+

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

26/07/2026 14h00

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção Foto: Divulgação

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Durante muito tempo, muitos meninos cresceram ouvindo mensagens semelhantes: “engole o choro”, “seja forte”, “homem não demonstra fraqueza”. Embora essas frases pareçam inofensivas, elas ensinam algo profundo: que sentir deve ser escondido.

O problema é que emoções não desaparecem quando são reprimidas. Elas apenas encontram outras formas de se manifestar. Muitas vezes surgem como irritação, agressividade, isolamento ou dificuldade para construir relacionamentos saudáveis.

Quando falamos sobre prevenção da violência, saúde mental e relações mais equilibradas, também estamos falando sobre educação emocional. Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

A cultura costuma valorizar nos homens características como autonomia, coragem e firmeza. Todas elas são importantes. Mas podem coexistir com empatia, sensibilidade e capacidade de pedir ajuda. Uma habilidade não exclui a outra.

Pais, mães e educadores têm papel fundamental nesse processo. Quando acolhem emoções em vez de ridicularizá-las, ajudam a construir uma relação mais saudável com o próprio mundo interno. Quando demonstram que tristeza, medo e vulnerabilidade fazem parte da experiência humana, oferecem uma importante ferramenta de proteção emocional.

Isso também contribui para relações futuras. Adultos que conseguem identificar sentimentos tendem a comunicar necessidades com mais clareza, lidar melhor com frustrações e construir vínculos mais respeitosos.

Educar meninos para sentir não é apenas uma questão individual. É uma escolha que impacta famílias, relacionamentos e a sociedade como um todo. Afinal, homens emocionalmente conectados consigo mesmos costumam ser mais capazes de se conectar de forma saudável com os outros.

Talvez uma das maiores formas de proteção que possamos oferecer seja permitir que eles descubram que sentir não diminui ninguém. Humaniza.

Vamos desatar esses nós?

Moda Correio B+ - Entre Costuras & CuLtura

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus?

No verão italiano, dificilmente encontramos pessoas usando tecidos sintéticos de baixa qualidade durante o dia. O linho, algodão, seda leve e viscose de boa procedência dominam as vitrines e os guarda-roupas.

26/07/2026 13h00

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus?

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus? Foto: Divulgação

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Há alguns dias estou vivendo novamente o verão italiano. E, mesmo depois de tantos anos frequentando o país, uma cena continua chamando minha atenção: enquanto os termômetros ultrapassam os 35 graus, homens e mulheres caminham pelas ruas de cidades italianas com uma elegância que parece quase intuitiva.

Não se trata de um dom, muito menos de uma questão financeira, o segredo está nas escolhas.

Frequentemente associamos calor a roupas excessivamente informais ou ao desconforto de quem acredita que elegância exige sacrifício, os italianos mostram justamente o contrário: é possível vestir-se bem sem abrir mão do conforto.

A explicação começa pelo tecido. No verão italiano, dificilmente encontramos pessoas usando tecidos sintéticos de baixa qualidade durante o dia. O linho, algodão, seda leve e viscose de boa procedência dominam as vitrines e os guarda-roupas.

São materiais que permitem a circulação do ar, absorvem melhor a umidade e acompanham o movimento do corpo.

O curioso é que o linho, tão valorizado pelos italianos, ainda desperta certa resistência no Brasil por amarrotar com facilidade.

Como consultora de imagem acredito que uma das maiores lições seja aceitar que alguns tecidos carregam naturalmente as marcas da vida. Um linho levemente amarrotado transmite autenticidade. É muito mais elegante do que um tecido sintético impecavelmente esticado, mas que denuncia desconforto.

Outro detalhe quase imperceptível para quem visita a Itália é a predominância das cores suaves durante o verão.

Brancos, beges, areia, azul-claro, verde-sálvia, terracota suave e tons inspirados na própria paisagem mediterrânea aparecem constantemente.

Além de refletirem melhor o calor, essas cores conversam entre si. Isso significa que praticamente todas as peças do guarda-roupa podem ser combinadas. O resultado é uma imagem sofisticada sem esforço.

Enquanto muitas pessoas acreditam que precisam de dezenas de roupas para enfrentar uma estação, o italiano demonstra exatamente o oposto.

Existe uma lógica muito presente na cultura italiana: comprar menos e comprar melhor. Ao invés de um armário repleto de tendências passageiras, é comum encontrar poucas peças de excelente qualidade que funcionam em diferentes combinações.

Uma camisa de linho pode ser usada aberta sobre uma camiseta pela manhã, fechada para um almoço, dobrando as mangas para um passeio no fim da tarde ou combinada com um blazer leve para o jantar.

O mesmo vestido muda completamente com um cinto, uma bolsa ou uma sandália diferente.

Essa versatilidade é uma das maiores expressões da elegância contemporânea.

Outro aspecto importante é o caimento.

Roupas excessivamente justas aquecem mais, limitam os movimentos e frequentemente criam uma imagem de desconforto.

Os italianos preferem modelagens que acompanham o corpo sem apertá-lo. Vestidos fluidos, calças amplas em linho, camisas levemente soltas, bermudas de alfaiataria e peças com estrutura bem construída permitem que o ar circule naturalmente.

O importante é a roupa trabalhar a favor do corpo, e não contra ele. Na Itália, a elegância está muito ligada à naturalidade.

Vestir-se -se de maneira apropriada para cada ocasião é respeitar o próprio corpo, o clima e o contexto.

Há beleza em quem caminha confortavelmente por uma praça histórica, toma um café em uma cafeteria de bairro ou atravessa a cidade de bicicleta usando roupas simples, mas bem escolhidas.

O verdadeiro segredo da elegância italiana não está no guarda-roupa. Mas na consciência de que vestir-se bem não significa impressionar os outros, mas viver melhor dentro das próprias roupas.

E por fim 5 lições da elegância italiana para enfrentar o calor com estilo. 

1. Priorize tecidos naturais

Linho, algodão, seda e viscose de qualidade permitem que a pele respire, absorvem melhor a umidade e proporcionam conforto mesmo nos dias mais quentes. Antes de comprar uma peça, leia a etiqueta: a composição faz toda a diferença.

2. Aposte em uma cartela de cores coordenada

Branco, off-white, bege, areia, azul-claro, verde-oliva e tons terrosos claros combinam entre si e facilitam a criação de diversos looks com poucas peças, além de transmitirem frescor e sofisticação.

3. Escolha modelagens que favoreçam o movimento

Peças muito justas retêm calor e limitam a mobilidade. Prefira camisas de linho, vestidos fluidos, calças de pernas amplas e bermudas de alfaiataria com bom caimento. Elegância também é sentir-se confortável.

4. Monte um guarda-roupa inteligente, não um guarda-roupa cheio

Invista em peças versáteis que conversem entre si. Uma camisa de linho, uma calça de alfaiataria leve, um vestido atemporal e uma boa sandália podem render inúmeras combinações. Na moda italiana, qualidade supera quantidade.

5. Lembre-se: elegância é atitude, não sacrifício

A maior lição do verão italiano talvez seja esta: vestir-se bem não significa sofrer com o calor. Estar adequado ao clima, à ocasião e à sua personalidade transmite uma imagem muito mais refinada do que insistir em tendências ou peças desconfortáveis.

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