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TEATRO

Amor de mãe

Peça gratuita, "Madalena" debate os limites e a incondicionalidade do amor materno; espetáculo estará em cartaz entre quarta e sexta-feira no Teatro Aracy Balabanian

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Entre quarta e sexta-feira, o Teatro Aracy Balabanian será palco do espetáculo teatral “Madalena”. Com apresentações marcadas para as 20h, a peça, que tem classificação indicativa de 16 anos, promete envolver o público em uma narrativa emocionante e repleta de nuances.

A história de “Madalena” gira em torno da personagem-título, uma mãe solteira que enfrenta o desafio de cuidar de seu filho primogênito, Zarud, gravemente doente. 

Ao abordar temas universais e atemporais como o amor incondicional, o sacrifício e a força feminina, a peça convida o público a refletir sobre os limites do que uma mãe está disposta a fazer pelo bem-estar de seu filho.

“Madalena” não é apenas uma peça teatral, é um convite à reflexão sobre temas que, embora difíceis, são profundamente humanos. A luta de Madalena para salvar seu filho, a exploração das emoções que permeiam essa jornada e a forma como essas questões são apresentadas no palco fazem do espetáculo uma experiência imperdível. 

Por meio da história de Madalena e Zarud, o público é convidado a mergulhar em um mundo em que o amor, a dor e a resiliência se entrelaçam de forma poderosa. Cada personagem, cada cena e cada elemento visual e sonoro contribuem para criar uma atmosfera que transcende o palco, levando o espectador a um estado de introspecção e empatia.

A produção, rica em detalhes e cuidadosamente executada, promete não apenas entreter, mas também provocar discussões e reflexões que ressoarão no público muito além das paredes do teatro.

Seja você um amante do teatro ou alguém em busca de uma experiência cultural marcante, “Madalena” é uma peça que merece ser vista. O espetáculo se destaca por meio de uma narrativa forte, performances impactantes e uma produção de alto nível.

Interpretada pela talentosa atriz Patrycia Luz, Madalena é uma personagem que transcende o palco, trazendo uma narrativa carregada de emoção e profundidade. 

“Atuar como Madalena é um aprendizado, tanto como atriz quanto na vida pessoal. Ela me ensina a ser forte e resiliente, com um amor incondicional que vai surpreender todos os espectadores que acompanharem sua trajetória”, compartilha Patrycia. 

A atriz retorna ao Teatro Aracy Balabanian, o mesmo palco que marcou o início de sua carreira, tornando essa apresentação ainda mais significativa para ela.
Já para o ator Diogo Adriani, que dá vida a Zarud, o espetáculo é a concretização de um sonho de longa data. 

“Há mais de 10 anos, meu amigo Alexandre Kadosh me apresentou o texto de ‘Madalena’. Desde então, sempre sonhei em montar esse espetáculo. Hoje, poder interpretar Zarud e compartilhar o palco com minha grande amiga Patrycia é um verdadeiro presente. Estamos ansiosos para mostrar essa história ao público”, afirma Adriani.

QUEM FAZ ACONTECER

A produção da peça é marcada por um processo criativo colaborativo, com Diogo Adriani e Patrycia Luz assumindo a concepção de cena e direção. “Madalena” conta ainda com a produção de Daniel Smidt e participações especiais de Beth Terras, Lantieri Muniz, Pretah, Daniel Smidt e Emili Di Carli. 

O figurino, elemento crucial para ambientar e enriquecer a narrativa, foi criado por Daffiny Lemes, enquanto a iluminação é assinada por Sirlei Sanches, que busca acentuar as emoções e tensões presentes na trama.

O som, um componente essencial para a imersão do público, está a cargo de Danilo Cristiano. O visual foi desenvolvido por Helton Pérez, conhecido como Vaca Azul, cujo trabalho reforça a identidade visual do espetáculo.

O projeto é contemplado pela Lei Paulo Gustavo, uma iniciativa que visa apoiar e promover a cultura nacional. A montagem foi viabilizada pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur). Essa parceria entre governo e artistas locais é fundamental para a manutenção e o desenvolvimento da cena cultural na região.

CULTURA VIVA

Campo Grande tem se consolidado como um polo cultural em Mato Grosso do Sul, com uma cena artística vibrante e diversa. 

O Teatro Aracy Balabanian, em particular, é um dos principais espaços culturais da cidade, recebendo uma variedade de espetáculos que vão desde peças teatrais a apresentações musicais e de dança. 

A presença de “Madalena” em sua programação é um reflexo do compromisso do teatro em oferecer ao público produções de qualidade que abordam temas relevantes e universais.

Essa riqueza cultural é potencializada por iniciativas como a Lei Paulo Gustavo, que tem desempenhado um papel crucial no apoio aos artistas e na realização de projetos culturais que, de outra forma, poderiam não ter a oportunidade de se concretizar. 

“Madalena” é um exemplo claro de como essas políticas públicas podem impactar positivamente a cena cultural local, permitindo que histórias como a de Madalena e Zarud sejam contadas e apreciadas por um público amplo e diverso.

INFORMAÇÕES

Os ingressos para o espetáculo “Madalena” são gratuitos e podem ser reservados por meio da plataforma Sympla. Essa acessibilidade é um dos pontos altos da produção, permitindo que um maior número de pessoas tenha a oportunidade de vivenciar essa experiência teatral.

“Esperamos que todos possam vir e se conectar com essa história tão especial. Queremos que o público saia do teatro tocado e transformado”, comenta Patrycia.

Para mais informações, o público pode seguir o perfil oficial do espetáculo no Instagram, @espetaculo_madalena, em que serão postadas atualizações, bastidores e conteúdos exclusivos sobre a produção.

Pet Correio B+

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Rotina cada vez mais indoor pode deixar renovação da pelagem diluída ao longo do ano; pólen e maior exposição solar exigem atenção na nova estação

19/09/2026 14h00

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera? Foto: Divulgação

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Mais pelos espalhados pela casa costumam anunciar a chegada de uma nova estação para quem tem animais em casa. Isso porque, com a aproximação da primavera, o aumento da luz solar e da temperatura influenciam o ciclo dos folículos, resultando na renovação da pelagem. 

No entanto, as temperaturas cada vez mais irregulares, com oscilações menos previsíveis, além das mudanças da rotina moderna – em que os pets passam boa parte do dia sob luz artificial e ar-condicionado – fazem com que a troca de pelos não acompanhe, necessariamente, a transição das estações.

“Podemos observar ciclos de troca menos definidos e uma renovação da pelagem mais distribuída ao longo do ano, mesmo em animais de raças com troca de pelos naturalmente mais sazonais. Porém, não podemos afirmar que as mudanças climáticas, isoladamente, sejam responsáveis por determinada alteração de pelagem”, explica a médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá Care.

Mesmo assim, a chegada da primavera não deixa de influenciar a pelagem. A forma como essa mudança aparece em cada animal depende de uma combinação de fatores, como raça, genética, tipo de pelo e ciclo folicular.

“Raças com pelagem dupla e subpelo abundante, por exemplo, tendem a apresentar uma troca sazonal mais evidente. Em outros tipos de pelagem, a renovação dos fios pode ocorrer de maneira menos concentrada”, completa Starek.

Nessas raças, como o spitz alemão, o subpelo e o pelo primário fazem parte do sistema natural de proteção da pele e são responsáveis pelo isolamento térmico. Por isso, a simples retirada dessa pelagem não deve ser encarada como solução para as altas temperaturas.

Mantê-la desembaraçada e retirar os fios mortos por meio de escovação são medidas que podem integrar a rotina durante o período de renovação intensa.

“A pelagem não é apenas estética. Ela funciona como uma barreira de proteção entre a pele do cão e o ambiente, participa da proteção física e térmica, e está em constante renovação. Primavera e verão modificam os estímulos ambientais, e os cuidados precisam acompanhar a fisiologia do animal. Também são essenciais a oferta de água, sombra, hidratação e proteção contra exposição excessiva ao calor”, avalia a CEO.

A retirada dos fios que já se desprenderam também merece atenção. A rotina de escovação feita em casa, com frequência e escova adequadas para cada raça, auxilia na retirada natural dos fios mortos. “Não é necessária a remoção mais intensa do subpelo para evitar o ‘abafamento’’ da pele ou simplesmente para diminuir a quantidade de pelos que o animal solta, pois a tração da remoção forçada pode retirar também fios saudáveis”, explica Nathália.

Brilho e tonalidade com o sol
Quando a troca sazonal acontece, a diferença percebida pelo tutor não se resume à quantidade de fios espalhados pela casa. A transição para os meses mais quentes provoca uma renovação fisiológica do ciclo folicular que pode alterar densidade, volume, textura e aparência do brilho da pelagem. 

Além disso, a radiação ultravioleta pode promover alterações oxidativas nas proteínas e nos pigmentos da haste, contribuindo para ressecamento, perda de brilho e até mudanças de tonalidade.

A atenção deve ser redobrada para animais de pelo branco ou claro. A menor presença de melanina no fio reduz a proteção pigmentar, tornando essas pelagens mais vulneráveis à combinação de sol, calor e ressecamento. “Não significa que os cães não possam tomar sol. A recomendação é evitar exposição excessiva, principalmente nos períodos de maior incidência de radiação”, aponta Starek.

Pólen de ‘carona’
Se dentro de casa as condições ambientais podem suavizar os sinais da mudança de estação, do lado de fora a primavera traz um elemento importante para a saúde da pele: o aumento da presença de pólen e outras partículas ambientais. A pelagem funciona como uma barreira para que essas partículas não entrem em contato com a pele, mas elas ainda podem ficar aderidas aos fios.

“Em cães predispostos a alergias ambientais, isso pode representar maior exposição aos alérgenos. É importante reforçar que isso não quer dizer que ele precise, necessariamente, ser tosado ou tomar mais banhos, pois a pele possui uma barreira natural e uma microbiota próprias, que também podem ser prejudicadas por procedimentos excessivos ou pelo uso inadequado de produtos”, afirma a especialista.

Cinema Correio B+

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês

A série de espionagem deixou de ser um segredo e chega à sexta temporada consagrada pelo Emmy

19/09/2026 13h00

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês Foto: Divulgação

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Durante muito tempo, Slow Horses foi uma das melhores séries que pouca gente parecia assistir. Quem descobria se apaixonava, indicava para os amigos e passava a esperar ansiosamente pela temporada seguinte, mas ela ainda permanecia em uma espécie de excelente nicho.

Isso mudou. A produção britânica foi crescendo a cada ano, conquistou espaço no Emmy e chega à sexta temporada como uma das séries mais respeitadas da televisão.

Os novos episódios estreiam em 16 de setembro na Apple TV, com lançamento semanal até 21 de outubro. Serão apenas seis, como já virou tradição, mas Slow Horses nunca precisou de muito tempo para contar suas histórias. O roteiro é econômico, os diálogos são brilhantes e cada temporada funciona quase como um filme de espionagem dividido em capítulos.

Baseada nos livros de Mick Herron, a série acompanha um grupo de agentes do serviço secreto britânico enviados para a Slough House, o departamento para onde o MI5 manda aqueles que cometeram erros graves e não podem ser oficialmente demitidos.

São espiões humilhados, esquecidos e tratados como inúteis, liderados pelo malvestido, grosseiro, aparentemente bêbado e invariavelmente brilhante Jackson Lamb, interpretado por Gary Oldman.

É praticamente uma série anti-James Bond. Não há glamour, carros luxuosos ou agentes impecáveis pedindo martíni. Há escritórios imundos, documentos burocráticos, operações que dão errado e profissionais que carregam traumas, ressentimentos e fracassos.

Mesmo assim, ou justamente por isso, quando o perigo aparece são aqueles rejeitados que quase sempre precisam salvar o dia.

A sexta temporada adapta Joe Country e Slough House, sexto e sétimo livros da série literária. Desta vez, Diana Taverner, vivida por Kristin Scott Thomas, envolve os cavalos lentos em um jogo de retaliação e vingança que coloca toda a equipe em fuga.

A grande surpresa é o retorno de Sid Baker, personagem de Olivia Cooke, cuja história ficou em aberto desde o início da série. No universo de Mick Herron, aliás, ninguém está realmente protegido. Personagens importantes morrem, desaparecem ou retornam quando menos esperamos, e essa permanente sensação de risco é parte de sua força.

O crescimento de Slow Horses também pode ser medido pelo Emmy. Depois de passar quase despercebida em suas primeiras temporadas, recebeu nove indicações em 2024, venceu pelo roteiro de Will Smith e entrou pela primeira vez na disputa de Melhor Série Dramática.

Em 2025, voltou à categoria principal e ganhou o prêmio de direção com Adam Randall. Neste ano, chegou novamente a nove indicações, completando três nomeações consecutivas como Melhor Drama, além de reconhecer Gary Oldman, Jack Lowden e Jonathan Pryce.

É significativo porque o Emmy finalmente alcançou uma série que o público vinha descobrindo sozinho. Oldman é extraordinário como Lamb, mas Jack Lowden cresceu diante dos nossos olhos como River Cartwright e hoje consegue trabalhar ombro a ombro com ele, o que não é pouca coisa. Em torno dos dois, há um dos melhores elencos da televisão, sem personagens decorativos ou atuações no automático.

Com humor britânico, suspense, política, traições e uma completa falta de reverência pelo mundo dos espiões, Slow Horses consegue melhorar sem abandonar a própria identidade.

É inteligente sem ser pedante, engraçada sem virar comédia e tensa sem depender apenas de explosões. Se você ainda não entrou na Slough House, setembro é o momento perfeito. Para quem já faz parte dessa crescente nação de fãs, a melhor série de espionagem da televisão está finalmente voltando.

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