Correio B

CULTURA

Artistas gravam lives e dão cursos pela internet

Sem renda e cumprindo o isolamento, artistas gravam lives com apresentações musicais e até cursos de teatro

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Com a pandemia do novo coronavírus e o isolamento social, diversos artistas perderam a fonte de renda nos últimos dias por conta do fechamento de bares e cancelamento de eventos públicos.  

Neste período de incertezas, em que os recursos são limitados ou nulos, há um movimento crescente de união da classe artística para a promoção de shows, apresentações culturais e aulas pela internet.  

“Com toda essa crise do coronavírus, os artistas foram um dos mais afetados pela economia, principalmente os músicos que vivem exclusivamente de música. Sem poder tocar, sem poder estar no palco e em confinamento, também é difícil”, explica Ernani Júnior, baterista e integrante da banda Foogha.  

Ao lado do músico Rafael Barros, da banda On The Road, Ernani decidiu criar o Festival Ao Vivo em Casa, com apresentações diárias pela internet, tendo a participação de diversos artistas. “Nossa ideia é movimentar a cena cultural enquanto estamos nesse período, como se fosse um show no bar, mas em casa. Eu tive essa ideia do nada, mas fui dar uma olhada e já estavam fazendo em outros lugares, como na Europa e nos Estados Unidos”, frisa.  

A agenda de shows é divulgada por meio do perfil no Instagram @aovivoemcasams. “Também organizamos os horários dos shows porque estava acontecendo de dois ou três artistas realizarem apresentações no mesmo horário. Montamos um grupo e vamos organizando os cronogramas. Os fãs também conseguem se organizar para assistir”, ressalta Ernani.  

A programação começou no domingo e segue todos os dias, tanto pelo Facebook quanto pelo Instagram. “Já está tudo lotado até semana que vem. Eu e o Rafael também ajudamos os artistas com orientações de como filmar melhor, posicionar a câmera do celular, o melhor equipamento. A ideia é oferecer qualidade apesar de ser feito em casa. No futuro, esperamos contar com a doação em dinheiro dos fãs, como se fosse passar o chapéu, com o que puder. Têm artistas que estão precisando muito do dinheiro e até estamos pensando em montar cestas básicas para ajudar nesses casos”, indica.  

Cursos

No mesmo caminho traçado pelos músicos, a atriz e professora de teatro Angela Montealvão optou por ministrar aulas a distância aos alunos. “Fiz uma live ontem, uma tentativa das possibilidades de aula de teatro, experimentando algumas coisas, sabendo, é claro, que são meras possibilidades, uma vez que o teatro por essência necessita do encontro pessoal”, explica.  

Angela frisa que as atividades pela internet, ou mesmo o cinema e a novela, são representações, mas não podem ser consideradas o teatro genuíno, portanto, as aulas ocorrerão dessa forma apenas para diminuir a distância física durante a pandemia. “O encontro é umas das premissas básicas e essenciais do teatro. Por isso, apesar de toda tecnologia, cinema 3D e superproduções, nada substitui o teatro. Ele sempre existirá, independentemente de quanto a tecnologia avançar”, acredita.  

Além das aulas, a atriz – que está grávida – precisou cancelar as apresentações do espetáculo Co’Ser, que seria encenado nos dias 1° e 2 de abril. “Foi um impacto total na nossa renda. Somos dois atores, eu e o meu marido, Vitor, portanto, toda a renda da família está paralisada, sem previsão de retorno com a pandemia. Porém, embora seja significativamente importante o impacto financeiro, ainda mais para nós, que estamos à espera do Inácio, julgamos extremamente necessária a paralisação, e o motivo de maior preocupação e tristeza neste momento é a possibilidade de ver nossos entes adoecidos, sem leitos disponíveis. A saúde financeira pode esperar e recuperamos de alguma forma depois. As vidas são irreparáveis”, reflete.  

A primeira live com os alunos, que têm idade entre 9 e 14 anos, deu certo. “Interagiram bem. Contei com a participação de alunos também, dividindo a live. Óbvio que limitado, mas deu para brincar e matar um pouquinho da saudade deles e das aulas”, conta.

Pet Correio B+

Como cuidar dos pets para evitar pulgas e carrapatos?

Médica-veterinária dá dicas para manter esses parasitas longe dos animais de estimação

21/03/2026 15h30

Como cuidar dos pets para evitar pulgas e carrapatos?

Como cuidar dos pets para evitar pulgas e carrapatos? Foto: Divulgação

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Pulgas e carrapatos são parasitas que podem causar diversos problemas aos pets, incluindo coceira intensa, irritações na pele e até a transmissão de doenças perigosas.

Além disso, eles podem infestar o ambiente doméstico, trazendo transtornos para toda a família. Para ajudar a evitar esses parasitas e manter o lar seguro, a médica-veterinária da Petz Camila Canno Garcia compartilha algumas orientações importantes.

Cuide da higiene do pet

Os cuidados regulares são fundamentais para manter a saúde e o bem-estar do animal e prevenir o aparecimento de pulgas e carrapatos. Banhos frequentes, escovações regulares e, principalmente, a aplicação de produtos antiparasitários regularmente contribuem para esse controle.

Segundo a veterinária, para a escolha do produto ideal é importante considerar porte, idade, estado de saúde e estilo de vida do pet.

“Existem diversas opções no mercado, como coleiras, pipetas, comprimidos e sprays. É importante consultar um veterinário e seguir rigorosamente as instruções do fabricante para garantir a segurança e a eficácia do produto”, explica Camila.

Controle o ambiente

A proliferação de pulgas e carrapatos também pode ser prevenida com a limpeza frequente do ambiente. O ideal é aspirar tapetes, cortinas, almofadas e os locais onde o pet costuma permanecer, além de lavar regularmente caminhas, mantas e cobertores com água quente e sabão.

Caso já exista infestação, é recomendável aplicar inseticidas específicos, sempre seguindo as orientações do fabricante e respeitando o prazo de reintrodução do pet ao ambiente para evitar intoxicações. Outro ponto de atenção são áreas que podem servir de abrigo para esses parasitas.

Por isso, os tutores devem manter a grama aparada, remover folhagens secas, manter calhas limpas e evitar o acúmulo de água em vasos de plantas. “Pulgas e carrapatos se proliferam com facilidade em ambientes úmidos e escuros. Por isso, é essencial cuidar dessas áreas dentro de casa”, acrescenta Camila.

Leve o pet para check-ups veterinários

Consultas regulares permitem que o veterinário identifique possíveis infestações ainda nos estágios iniciais e recomende medidas preventivas mais adequadas para cada animal, além de detectar sintomas de doenças transmitidas por parasitas.

“Também é importante manter a vacinação em dia, e realizar check-ups regulares, viabilizando a identificação de doenças e o tratamento precoce. Além disso, a vermifugação também deve ser realizada de forma regular, de acordo com a individualidade do pet e as orientações do veterinário, contribuindo para a prevenção de outros parasitas”, conclui a veterinária.

Cinema Correio B+

The Rip: Thriller Policial de Matt Damon e Ben Affleck

Inspirado em fatos reais, o thriller da Netflix aposta na química da dupla para sustentar um jogo moral denso, ainda que previsível

21/03/2026 14h00

The Rip: Thriller Policial de Matt Damon e Ben Affleck

The Rip: Thriller Policial de Matt Damon e Ben Affleck Foto: Divulgação

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Inspirado em uma história real envolvendo uma grande apreensão de dinheiro em Miami, The Rip se apresenta como um thriller policial clássico, desses em que a dúvida moral é mais importante do que o mistério em si.

Dois policiais encontram uma fortuna em circunstâncias ambíguas e precisam decidir até onde vão a lealdade, o silêncio e a própria ética. O crime é o motor, mas o filme deixa claro desde cedo que seu verdadeiro interesse está menos na investigação e mais nos homens que precisam conviver com suas escolhas.

Na prática, The Rip funciona como um veículo consciente para dois amigos e parceiros que, há décadas, tomaram as rédeas do próprio negócio em Hollywood. Matt Damon e Ben Affleck já não precisam provar talento, carisma ou relevância.

Ambos se tornaram astros por conta própria, vencedores de prêmios, produtores influentes e figuras respeitadas dentro e fora das telas. O filme entende isso e se estrutura a partir dessa bagagem compartilhada, usando a história real quase como um pretexto para colocá-los frente a frente em um registro mais maduro, mais pesado e menos interessado em charme imediato.

O cinema sempre foi fascinado por duplas masculinas. Da comédia ao drama, da ação ao buddy movie clássico, há algo na dinâmica entre dois homens que permite explorar rivalidade, afeto, poder e silêncio com uma intensidade particular.

Ainda assim, é curioso como Damon e Affleck exploraram pouco esse potencial comercial ao longo dos anos. Desde o impacto cultural de Gênio Indomável, eles dividiram créditos criativos, mas raramente dividiram a cena de forma tão frontal. Vê-los agora, mais velhos, carregando um filme denso e moralmente ambíguo, soa como uma boa notícia em teoria.

E, em parte, é mesmo. A química entre os dois é inegável. Há uma naturalidade nos diálogos, nos olhares e nos conflitos que não pode ser fabricada por roteiro algum. O filme acerta ao confiar nessa relação e permitir que boa parte da tensão venha do que não é dito.

A dúvida construída ao longo da narrativa funciona, ainda que, para quem conhece bem o gênero, seja possível identificar os culpados muito cedo. Eu matei o mistério de cara. Isso, no entanto, não invalida completamente a experiência, porque o interesse não está exatamente em quem trai quem, mas em como cada personagem racionaliza suas escolhas.

The Rip também entende bem o ritmo do thriller contemporâneo. Há viradas suficientes para manter o espectador engajado, reconfigurações constantes de alianças e pequenas revelações que impedem o filme de se tornar monótono.

A construção da dúvida é eficaz, mesmo quando previsível, e o roteiro demonstra consciência de que o público já conhece as regras desse tipo de história. O problema é que, ao se apoiar demais nessas convenções, o filme raramente arrisca algo que realmente desestabilize.

O resultado é um filme sólido, bem interpretado e tecnicamente competente, mas que parece sempre a um passo de algo maior que nunca se concretiza totalmente. Como thriller policial, entrega o que promete. Como estudo de personagens, sugere mais do que aprofunda.

E como encontro cinematográfico entre Matt Damon e Ben Affleck, funciona quase como um lembrete do que eles poderiam explorar mais vezes se quisessem transformar a parceria em algo recorrente, e não apenas ocasional.

No fim, The Rip não se impõe como um clássico do gênero, mas se sustenta pelo peso de seus protagonistas e pela eficiência de sua construção. Um filme que entende que o cinema adora duplas e aposta nisso com inteligência, ainda que sem ousadia suficiente para sair do território seguro.

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