Depois do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) investigar o grupo de funk Bonde das Maravilhas para apurar o suposto conteúdo pornográfico nas músicas e coreografias das cinco componentes, o assessor do grupo, Henrique Milão, desmente que o grupo vai chegar ao fim.
Segundo Milão, os responsáveis pelas adolescentes se reuniram na Primeira Promotoria da Infância e Juventude de Niterói, na região metropolitana do Rio, na sexta-feira (17).
A denúncia contra o grupo foi feita pelo Conselho Tutelar de São Fidélis, no norte fluminense. Ela diz respeito a violação dos artigos 17 e 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que defende a preservação da imagem e da dignidade do menor. De acordo com Milão, o ponto abordado pela promotora responsável pelo caso, Flavia Da Marra Xavier Reis, foi em relação as roupas utilizadas pelas adolescentes - sendo três delas menores - que seriam muito curtas.
— Ela falou a respeito das roupas usadas pelas meninas porque é muito curta. Depois perguntou se elas estavam estudando e eu junto com as responsáveis comprovamos que elas cursam o ensino a distância.
O assessor ainda disse que mostraram o vídeo com apresentações do Bonde das Maravilhas e que a promotora teria feito somente essa objeção. Sobre o fim do grupo, ele afirmou que não há essa possibilidade.
— Disseram que o Bonde das Maravilhas ia acabar, isso é mentira. Inclusive agora as garotas vão lançar músicas mais voltadas par o público infantil e adolescente.
As canções seriam "Abecedário das Maravilhas" e "Borboleta das Maravilhas" que representaria um retorno do grupo a esse público.


