Correio B

AGENDA CULTURAL

Bueiro, Bolívia e Bambolê

Festival de dança na Esplanada Ferroviária, Dia dos Pais ao ar livre, lançamento literário e Luedji Luna garantem bons programas gratuitos; drama romântico baseado em best-seller da norte-americana Colleen Hoover é um dos destaques no cinema

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O Festival No Bueiro amanhã promove a sua quarta festa da temporada, a partir das 20h, no Vexame Bar – Av. Calógeras, nº 3.100 – e no entorno do estabelecimento, espraiando-se pela Esplanada Ferroviária. É tudo de graça e com direito a uma série de atrações que se propõem a “elevar a dança como destaque nos eventos noturnos de Campo Grande”.

A organização do festival anuncia que estará recolhendo doações de itens de higiene básica a serem entregues ao Asilo São João Bosco (ASJB). A DJ Thammys, que se apresentou em cidades como Bonito, Corumbá e Dourados, e o DJ Julio Prodigy, agitador cultural do hip hop e skateboard em Campo Grande, serão os responsáveis por manter a pista quente entre cada apresentação. No Bueiro sempre marca presença com intérprete de Libras e em locais com acessibilidade física.

Composto por estudantes do curso de Dança da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o Grupo Sapicuá, sob a coordenação da professora Rosana Baptistella, é uma das atrações confirmadas, com um processo criativo que dialoga com Walter Benjamin, Conceição Evaristo, Conceição dos Bugres, Chimamanda Ngozi Adiche e Manoel de Barros, entre outros nomes.

O ator e dançarino Luã Tachibana, a atleta e artista acrobática Hera, a Casa Le Cinq (vogue) e o dançarino Irineu Júnior também estão entre as atrações que se expressam pela arte do corpo e do movimento. Irineu tem passagem por vários coletivos (Conexões Artísticas Matilha, Cia. Dançurbana, Fulano Di Tal, Sôma Cia. de Dança, etc.) e já dirigiu o Armazém67 e o Coletivo BigFieldCrew.

Parceria dos artistas da dança Maria Fernanda Figueiró e Halisson Nunes, que atuam na produção cultural sob o CNPJ da Manaká Cultural, o Festival No Bueiro é financiado pela Lei Paulo Gustavo, com repasse de verbas pela Prefeitura de Campo Grande

“Originalmente, o projeto é de Campo Grande, mas já tivemos edições acontecendo no interior do Estado, como Dourados, que tem um público jovem muito forte. Nossa intenção ao levar o festival para as pessoas é gerar reflexões, como: ‘No Bueiro’ é o lugar da dança sul-mato-grossense? ‘No Bueiro’ é onde querem inserir os trabalhadores da cultura deste estado?”, diz Halisson.

Ao longo de dois anos de atividades, o movimento No Bueiro passou por outros pontos da capital, como Uata Hell, Capivas e o Quiçá Bar, palco da última edição do festival, no dia 13 de julho, quando se apresentaram Laís Almeida, Giu Maciel, Frantielly Kadhija, Tauanne Gazoso e Joca.

“Nossa parceria com bares conhecidos da cidade caminha com essa ideia de popularizar a dança, colocá-la em um lugar de destaque, junto à música, por exemplo, sempre tão presente. Normalmente, as pessoas têm os palcos como ponto de referência para assistir a apresentações, mas a dança não se resume a isso. Ela é movimento, é vida, é também integrar o público”, destaca Maria Fernanda Figueiró. No dia 7 de setembro, o festival aportará na Éden Beer, na Avenida Mato Grosso, nº 68.

LUEDJI NO PROSA

Após duas sessões na noite de ontem, a cantora baiana Luedji Luna faz mais duas apresentações do concorrido show “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água Deluxe” hoje, às 19h e às 21h, no Sesc Teatro Prosa – Rua Anhanduí, nº 200, Centro.

Os quatro shows, destaque na programação de retomada do espaço, tiveram ingressos esgotados em minutos pela plataforma Sympla. Neste projeto, Luedji explora sonoridades como o neo soul, R&B e jazz, apresentando o repertório do álbum homônimo, lançado em 2022, e revisitando os trabalhos anteriores (“Um Corpo no Mundo” e “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água”).

Destaque na música brasileira contemporânea, a artista de 37 anos acumula premiações – Prêmio Afro 2017, Prêmio Bravo 2018 e WME Awards 2020 – e foi indicada ao Grammy Latino 2021. Também participou de dois renomados programas internacionais – Tiny Desk Concert e Coloris – e realizou turnês no Canadá, nos EUA e na Europa.

PRAÇA BOLÍVIA

A sétima edição deste ano do evento Praça Bolívia, das 9h às 14h, neste domingo, vai homenagear os 199 anos de independência da Bolívia e comemorar o Dia dos Pais. A cantora Pretah, Pepa Palhaçaria, Trio Madinha, Frances (rock/MPB), Edson Galvão, Coyotes Country e o grupo Los Garay (dança boliviana) formam o line-up de atrações, com Lauro Ferrari na apresentação e a banda Skuderia no som de apoio. Endereço: Vila Nova Ipanema, Bairro Santa Fé, entre as ruas das Garças, Barão da Torre, Aníbal de Mendonça e Dias Ferreira.

Pet Correio B+

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Rotina cada vez mais indoor pode deixar renovação da pelagem diluída ao longo do ano; pólen e maior exposição solar exigem atenção na nova estação

19/09/2026 14h00

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera? Foto: Divulgação

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Mais pelos espalhados pela casa costumam anunciar a chegada de uma nova estação para quem tem animais em casa. Isso porque, com a aproximação da primavera, o aumento da luz solar e da temperatura influenciam o ciclo dos folículos, resultando na renovação da pelagem. 

No entanto, as temperaturas cada vez mais irregulares, com oscilações menos previsíveis, além das mudanças da rotina moderna – em que os pets passam boa parte do dia sob luz artificial e ar-condicionado – fazem com que a troca de pelos não acompanhe, necessariamente, a transição das estações.

“Podemos observar ciclos de troca menos definidos e uma renovação da pelagem mais distribuída ao longo do ano, mesmo em animais de raças com troca de pelos naturalmente mais sazonais. Porém, não podemos afirmar que as mudanças climáticas, isoladamente, sejam responsáveis por determinada alteração de pelagem”, explica a médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá Care.

Mesmo assim, a chegada da primavera não deixa de influenciar a pelagem. A forma como essa mudança aparece em cada animal depende de uma combinação de fatores, como raça, genética, tipo de pelo e ciclo folicular.

“Raças com pelagem dupla e subpelo abundante, por exemplo, tendem a apresentar uma troca sazonal mais evidente. Em outros tipos de pelagem, a renovação dos fios pode ocorrer de maneira menos concentrada”, completa Starek.

Nessas raças, como o spitz alemão, o subpelo e o pelo primário fazem parte do sistema natural de proteção da pele e são responsáveis pelo isolamento térmico. Por isso, a simples retirada dessa pelagem não deve ser encarada como solução para as altas temperaturas.

Mantê-la desembaraçada e retirar os fios mortos por meio de escovação são medidas que podem integrar a rotina durante o período de renovação intensa.

“A pelagem não é apenas estética. Ela funciona como uma barreira de proteção entre a pele do cão e o ambiente, participa da proteção física e térmica, e está em constante renovação. Primavera e verão modificam os estímulos ambientais, e os cuidados precisam acompanhar a fisiologia do animal. Também são essenciais a oferta de água, sombra, hidratação e proteção contra exposição excessiva ao calor”, avalia a CEO.

A retirada dos fios que já se desprenderam também merece atenção. A rotina de escovação feita em casa, com frequência e escova adequadas para cada raça, auxilia na retirada natural dos fios mortos. “Não é necessária a remoção mais intensa do subpelo para evitar o ‘abafamento’’ da pele ou simplesmente para diminuir a quantidade de pelos que o animal solta, pois a tração da remoção forçada pode retirar também fios saudáveis”, explica Nathália.

Brilho e tonalidade com o sol
Quando a troca sazonal acontece, a diferença percebida pelo tutor não se resume à quantidade de fios espalhados pela casa. A transição para os meses mais quentes provoca uma renovação fisiológica do ciclo folicular que pode alterar densidade, volume, textura e aparência do brilho da pelagem. 

Além disso, a radiação ultravioleta pode promover alterações oxidativas nas proteínas e nos pigmentos da haste, contribuindo para ressecamento, perda de brilho e até mudanças de tonalidade.

A atenção deve ser redobrada para animais de pelo branco ou claro. A menor presença de melanina no fio reduz a proteção pigmentar, tornando essas pelagens mais vulneráveis à combinação de sol, calor e ressecamento. “Não significa que os cães não possam tomar sol. A recomendação é evitar exposição excessiva, principalmente nos períodos de maior incidência de radiação”, aponta Starek.

Pólen de ‘carona’
Se dentro de casa as condições ambientais podem suavizar os sinais da mudança de estação, do lado de fora a primavera traz um elemento importante para a saúde da pele: o aumento da presença de pólen e outras partículas ambientais. A pelagem funciona como uma barreira para que essas partículas não entrem em contato com a pele, mas elas ainda podem ficar aderidas aos fios.

“Em cães predispostos a alergias ambientais, isso pode representar maior exposição aos alérgenos. É importante reforçar que isso não quer dizer que ele precise, necessariamente, ser tosado ou tomar mais banhos, pois a pele possui uma barreira natural e uma microbiota próprias, que também podem ser prejudicadas por procedimentos excessivos ou pelo uso inadequado de produtos”, afirma a especialista.

Cinema Correio B+

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês

A série de espionagem deixou de ser um segredo e chega à sexta temporada consagrada pelo Emmy

19/09/2026 13h00

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês Foto: Divulgação

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Durante muito tempo, Slow Horses foi uma das melhores séries que pouca gente parecia assistir. Quem descobria se apaixonava, indicava para os amigos e passava a esperar ansiosamente pela temporada seguinte, mas ela ainda permanecia em uma espécie de excelente nicho.

Isso mudou. A produção britânica foi crescendo a cada ano, conquistou espaço no Emmy e chega à sexta temporada como uma das séries mais respeitadas da televisão.

Os novos episódios estreiam em 16 de setembro na Apple TV, com lançamento semanal até 21 de outubro. Serão apenas seis, como já virou tradição, mas Slow Horses nunca precisou de muito tempo para contar suas histórias. O roteiro é econômico, os diálogos são brilhantes e cada temporada funciona quase como um filme de espionagem dividido em capítulos.

Baseada nos livros de Mick Herron, a série acompanha um grupo de agentes do serviço secreto britânico enviados para a Slough House, o departamento para onde o MI5 manda aqueles que cometeram erros graves e não podem ser oficialmente demitidos.

São espiões humilhados, esquecidos e tratados como inúteis, liderados pelo malvestido, grosseiro, aparentemente bêbado e invariavelmente brilhante Jackson Lamb, interpretado por Gary Oldman.

É praticamente uma série anti-James Bond. Não há glamour, carros luxuosos ou agentes impecáveis pedindo martíni. Há escritórios imundos, documentos burocráticos, operações que dão errado e profissionais que carregam traumas, ressentimentos e fracassos.

Mesmo assim, ou justamente por isso, quando o perigo aparece são aqueles rejeitados que quase sempre precisam salvar o dia.

A sexta temporada adapta Joe Country e Slough House, sexto e sétimo livros da série literária. Desta vez, Diana Taverner, vivida por Kristin Scott Thomas, envolve os cavalos lentos em um jogo de retaliação e vingança que coloca toda a equipe em fuga.

A grande surpresa é o retorno de Sid Baker, personagem de Olivia Cooke, cuja história ficou em aberto desde o início da série. No universo de Mick Herron, aliás, ninguém está realmente protegido. Personagens importantes morrem, desaparecem ou retornam quando menos esperamos, e essa permanente sensação de risco é parte de sua força.

O crescimento de Slow Horses também pode ser medido pelo Emmy. Depois de passar quase despercebida em suas primeiras temporadas, recebeu nove indicações em 2024, venceu pelo roteiro de Will Smith e entrou pela primeira vez na disputa de Melhor Série Dramática.

Em 2025, voltou à categoria principal e ganhou o prêmio de direção com Adam Randall. Neste ano, chegou novamente a nove indicações, completando três nomeações consecutivas como Melhor Drama, além de reconhecer Gary Oldman, Jack Lowden e Jonathan Pryce.

É significativo porque o Emmy finalmente alcançou uma série que o público vinha descobrindo sozinho. Oldman é extraordinário como Lamb, mas Jack Lowden cresceu diante dos nossos olhos como River Cartwright e hoje consegue trabalhar ombro a ombro com ele, o que não é pouca coisa. Em torno dos dois, há um dos melhores elencos da televisão, sem personagens decorativos ou atuações no automático.

Com humor britânico, suspense, política, traições e uma completa falta de reverência pelo mundo dos espiões, Slow Horses consegue melhorar sem abandonar a própria identidade.

É inteligente sem ser pedante, engraçada sem virar comédia e tensa sem depender apenas de explosões. Se você ainda não entrou na Slough House, setembro é o momento perfeito. Para quem já faz parte dessa crescente nação de fãs, a melhor série de espionagem da televisão está finalmente voltando.

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