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Capa B+: A apresentadora Nani Venâncio é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana

"Tenho 36 anos de carreira, muita experiência na minha área. Sou uma apresentadora que ama muito o trabalho".

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A apresentadora e empresária Nani Venâncio, de 54 anos, é destaque na televisão e no mercado do entretenimento desde 1987. Nani, eterna Musa da abertura original da novela “Pantanal” da TV Manchete e musa dos anos 90, apresenta o programa A Tarde é Top na Rede Brasil há mais de 14 anos e também comanda o podcast “Ellas Cast”, onde transmite conteúdos para o público feminino.

A artista venceu dois AVCs e uma trombose cerebral hemorrágica no passado e superou tudo com muita coragem. Dona de uma carreira de credibilidade na TV e em diversos outros espaços há mais de 30 anos de trabalhos na grande mídia ressalta: 

“O público que me acompanha é realmente algo especial. Ao longo dos anos, pude perceber que muitas pessoas que estavam comigo desde o começo continuam me seguindo, e isso me enche de gratidão. Além disso, me reinventar com o podcast e nas redes sociais foi uma aventura desafiadora e empolgante! A comunicação tem o poder de unir pessoas e transmitir emoções e aprendizados. O podcast me proporciona essa oportunidade de explorar temas importantes, compartilhar histórias que tocam o coração e me aproximar ainda mais do meu querido público”, explica.

A apresentadora tem duas filhas, e em 2009, logo após dar à luz sua segunda filha, foi diagnosticada com uma trombose cerebral. 

“Foi uma jornada de redescoberta da minha força interior e resiliência. Cada obstáculo me ensinou a valorizar cada momento da vida e me impulsionou a encarar novos projetos e desafios com paixão e determinação. Essas experiências servem de combustível para que eu continue a me superar e, de alguma forma, possa tocar a vida das pessoas que estão ao meu redor”.

Nascida em São Geraldo do Baixio, no interior de Minas Gerais, Nani foi criada com mais cinco irmãos. 

“Ser mãe é a minha maior realização. Amo minha família e busco preservar os valores que recebi na minha criação. Amo as reuniões de família. Amo ter criado duas mulheres fortes, conectadas com a natureza e também com a modernidade do mundo atual”, ressalta Nani.

Sobre ser mulher 50+ ela expõem...

“Ser uma mulher com mais de 50 e cheia de vitalidade é maravilhoso. O tempo e a experiência me permitem ser feliz com tudo que construí em todas as fases dentro de um legado de muita alegria. Deixo aqui um recado de inspiração para todas as mulheres de todas as idades. Viva seu momento como o grande presente de cada momento atual sem se prender ao passado. A vida é incrível”.

A apresentadora é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana e ao Caderno ela fala com exclusividade sobre sua carreira, escolhas, família, programas na rádio, podcast e televisão.

A apresentadora Nani Venâncio é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Diagramação - Denis Felipe/Denise Neves

CE - Nani, você teve uma carreira diversificada, indo de musa de novelas a apresentadora de TV e podcaster. Como foi essa transição para você?
NV -
 Pra mim , tudo è muito parecido, Comecei muito cedo aos 17 anos já morava e trabalhava no Rio de Janeiro, fazia teatro é tv, e podcast è um seguimento moderno, porém , não é diferente do que eu sempre fiz, entrevistas . Na rádio também hoje já è praticamente um podcast também, pois se transmite ao mesmo tempo. 

CE - Poderia nos contar sobre um momento chave em sua carreira que teve um impacto significativo na pessoa e na profissional que você se tornou hoje?
NV - 
Todos os momentos pra mim são especiais! Estou amando fazer o programa na rádio Vibe Mundial e o podcast, é um momento muito especial pelo fato de estar  junto com a minha amiga e sócia Camila, e a vida é sempre um aprendizado, gosto de desafios e estar ao lado de pessoas que eu amo .

A apresentadora Nani Venâncio - Foto: Divulgação

CE - Como você se mantém relevante e engajada em uma indústria que está sempre mudando, especialmente com o avanço da tecnologia digital?
NV -
 Tenho muitas dificuldades neste avanço da tecnologia, mas minha sócia è uma expert no assunto e sempre me ajuda, mas temos que viver esta nova fase e ir aprendendo sem ter medos ou receios, sou de uma geração do rádio a pilha (risos) imagina nos dias de hoje, se não sei pergunto .

CE - Você sofreu desafios significativos em sua saúde. Como essas experiências afetaram sua perspectiva de vida e sua carreira?
NV - 
A vida sempre quer nos ensinar alguma coisa, foram momentos difíceis, mas hoje tenho muita consciência do que è importante para mim, revejo meus valores o tempo todo, e acredito que o importante é o hoje! Deixei de fazer planos a longo prazo, mesmo profissionais, prefiro viver o hoje e isto me realiza muito.

Nani com a apresentadora Daniela Albuquerque - Foto: Divulgação

CE - Como é ser uma mulher na indústria do entretenimento? Quais foram alguns dos desafios específicos que você teve que superar?
NV - 
Acho que o fato de ser mulher já é um grande desafio. Vivemos em um país machista e nada para nós é fácil, mas não fico pensando nisso e gosto de trabalhar, criar espaços para outras mulheres e isso já me deixa muito realizada! Gosto de ver uma mulher bem sucedida de qualquer área, e graças a Deus isso está cada vez mais presente nos dias de hoje.

CE - Como mãe de duas filhas, quais são os valores que você espera passar para elas, especialmente considerando suas experiências de vida?
NV - 
Quero que minhas filhas sejam felizes e realizadas no que decidirem fazer. A Manasha já é empresaria e a Moira ainda é muito jovem, mas quero sempre estar ao lado delas nos momentos que precisarem e costumo contar sobre minhas dificuldades e experiências.

CE - Você tem mais de 30 anos de carreira na grande mídia. Como você se vê como influenciadora para outras mulheres que desejam seguir uma carreira similar?
NV -
 Tenho 36 anos de carreira, muita experiência na minha área e sempre que alguém me pergunta sobre algum assunto dentro disso eu  ajudo ou pelo menos tento, não sou uma uma influencer, mas sou uma apresentadora que ama muito o trabalho.

Nani é a eterna musa da abertura da novela Pantanal da década de 1990 - Foto: Divulgação

CE - Como você encontra o equilíbrio entre sua vida profissional agitada e sua vida pessoal?
NV - 
Não misturando o profissional com o pessoal, são áreas distintas. Trabalho de segunda a sexta-feira, mas finais de semana eu descanso e recarrego minhas energias sempre com a minha família e amigos 

CE - Quais são seus projetos futuros? Existe algum objetivo ou sonho que você ainda queira realizar?
NV -
 Aprendi a não contar sobre projetos que ainda não foram realizados, mas tenho alguns sonhos que eu pretendo realizar.

CE - Se você pudesse dar um conselho para a Nani Venâncio de 30 anos atrás, qual seria?
NV - 
Acredite mais em você e sempre trabalhe com pessoas que te agreguem. Arrume um empresário muito sério e competente também.

Nani apresenta há 14 anos o programa A Tarde é Top na Rede Brasil - Reprodução Instagram

Moda Correio B+

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?

Existe uma tendência de associarmos sofisticação à formalidade. Como se fosse necessário um blazer, um salto ou uma peça especial para que uma mulher pareça bem-vestida.

20/09/2026 16h00

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta? Foto: Divulgação

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Você provavelmente já encontrou uma mulher vestindo apenas camiseta branca, jeans e uma sandália simples e pensou: como ela consegue parecer tão elegante com tão pouco? Enquanto isso, outra pessoa pode estar usando peças caras, bolsa de grife e uma produção muito mais elaborada não consegue transmitir a mesma impressão.

A diferença está em algo que repito com frequência no meu trabalho: elegância não está necessariamente na roupa, mas na maneira como fazemos a roupa funcionar a nosso favor.

Existe uma tendência de associarmos sofisticação à formalidade. Como se fosse necessário um blazer, um salto ou uma peça especial para que uma mulher pareça bem-vestida. Mas, muitas vezes, são justamente as produções mais simples que revelam melhor o cuidado com a imagem.

Quando há menos elementos para chamar atenção, percebemos mais facilmente o caimento, a qualidade do tecido, os acabamentos, os acessórios e, principalmente, quem está usando aquela roupa.

Uma camiseta, por exemplo, parece a peça mais básica do mundo, mas existem enormes diferenças entre elas. A posição da manga, a abertura da gola, o comprimento, a gramatura do tecido e a maneira como ela acompanha o corpo interferem completamente no resultado.

E não existe uma modelagem universalmente perfeita: existe aquela que funciona melhor para o seu corpo, seu estilo e a mensagem que você deseja transmitir.

Aos detalhes da roupa soma-se algo que não compramos em nenhuma loja: postura. A maneira de caminhar, sentar, falar e ocupar um espaço participa da nossa imagem tanto quanto aquilo que vestimos.

Não adianta procurar a peça perfeita se ela está amassada, mal conservada ou se quem a veste parece desconfortável dentro dela. Elegância também tem relação com cuidado e naturalidade.

As mulheres que já entenderam isso,  não precisam acrescentar informação o tempo inteiro para construir uma imagem mais elegante e de presença. Existe coerência entre roupa, corpo, personalidade e ocasião. A roupa não tenta transformá-las em outra pessoa; apenas acompanha quem elas são.

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?Sabrina Sato - Divulgação

5 detalhes que deixam até a camiseta mais elegante

1. Observe o caimento antes da etiqueta

Veja onde a manga termina, como a gola se posiciona e se o tecido acompanha o corpo sem apertar ou criar volume onde você não deseja. Uma pequena alteração de modelagem pode mudar completamente uma peça básica.

2. Preste atenção ao estado da roupa

Bolinha, gola deformada, tecido transparente demais, manchas e peças excessivamente amassadas comprometem rapidamente uma produção. Básicos precisam estar especialmente bem conservados.

3. Use acessórios com intenção

Um bom brinco, um relógio, um colar, um cinto ou uma bolsa podem dar acabamento ao look. Não é preciso usar tudo ao mesmo tempo: muitas vezes, um único elemento bem escolhido é suficiente.

4. Cuide da postura e da presença

Ombros, maneira de caminhar, tom de voz e até a forma como você se senta interferem na leitura da sua imagem. Nenhuma roupa trabalha sozinha.

5. Busque coerência, não perfeição

A mulher elegante não é necessariamente aquela que está impecável o tempo inteiro. É aquela cuja imagem parece fazer sentido: para sua personalidade, para seu corpo, para sua rotina e para o ambiente em que está.

No fim, a pergunta mais importante é: quanto da elegância que admiramos realmente vem da roupa? A roupa pode ser a moldura, mas é a maneira como nos apresentamos ao mundo que completa a imagem.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV

"Ele é uma personagem que tem fascínio pelo poder, e um gosto particular pelos jogos políticos"

20/09/2026 15h12

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV Foto: Divulgação

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Gustavo Falcão é um dos destaques do filme ‘Elize: Sombras de Uma Mulher’, que estreou no dia 22 de julho na Netflix. Dando vida a Heitor, melhor amigo de Marcos Matsunaga, ele mergulhou na complexidade emocional de seu personagem, um homem que caminha entre as sombras e a luz. Ele revela: “Heitor é um personagem que representa uma área cinzenta.

O maior desafio foi retratar seu lado animalesco e instintivo, mantendo sua humanidade. Ele é perigoso e sedutor, sempre observando ao seu redor, pronto para capturar novas oportunidades. É esse estranhamento que eu busquei transmitir ao público”.

Além do filme, Gustavo também está presente na nova adaptação de 'Ben Hur', que estreia em outubro na Univer, e em seguida na RecordTV. Nela interpreta Élio, o governador romano da Judeia. "Élio é extremamente hedonista e adora o poder. Ele é um político habilidoso, que sabe que a roda da política gira rapidamente, e esse conhecimento o torna ainda mais astuto e perigoso", comenta.

Ele descreve seu personagem como alguém que tem prazer em explorar os meandros do poder e que, por isso, se destaca em meio ao ambiente de tensões entre romanos e judeus. "A liberdade criativa que tive nesta produção foi uma experiência deliciosa, permitindo-me dar vida a um personagem sarcástico e multifacetado."

Natural de Recife, Falcão destaca a importância de sua terra natal em sua trajetória. "Cresci em um ambiente cultural rico, onde artistas como Ariano Suassuna e Francisco Brennand foram grandes influências. A cena artística pernambucana me moldou e me deu as bases para a carreira que tenho hoje", afirma. Ele começou sua trajetória profissional em 1995, com a peça "Os Biombos", de Jean Genet, dirigida por Antonio Cadengue. "Esse foi meu primeiro contato com o palco e uma experiência transformadora", relembra.

Com 31 anos de carreira, ele continua conectado com sua comunidade e está atualmente desenvolvendo um projeto especial lá. "Estou trabalhando na adaptação para o cinema da vida do pintor pernambucano Cícero Dias, em parceria com meu irmão e a REC Produtores", compartilha. "Queremos filmar grande parte da história no Recife, trazendo à tona não só a figura de Cícero, mas também a riqueza cultural da nossa cidade", enfatiza.

Em novelas o ator de 50 anos deixou sua marca como Faísca em "As Filhas da Mãe", onde encarnou um surdo mudo com uma sensibilidade própria, além de interpretar Jonas em "Cobras & Lagartos", um jovem dividido entre a religiosidade e a malandragem de sua família. "Ambos os papéis exigiram um equilíbrio delicado entre drama e humor, e me permitiram explorar áreas muito diferentes da atuação", destacou.

Gustavo também é um diretor ativo, tendo liderado montagens como "Partiu 90!" e a remontagem de "A Máquina". "Dirigir essas peças foi um processo enriquecedor que ampliou minha visão sobre a atuação e a colaboração entre os elencos", enfatiza ele. Além disso, dirigiu e roteirizo o curta metragem ‘30 Moedas’ ao lado de Marcos Arzua Barbosa, a produção narra um embate no meio do mar entre dois personagens de classes sociais distintas e orientações ideológicas deformadas pela corrupção política, religiosa e social sistêmica dos tempos atuais.

"Criar um ambiente onde a arte possa florescer e impactar a vida das pessoas é uma missão que me motiva profundamente", completa.

Gustavo é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista exclusiva ao Caderno, ele fala sobre papéis, carreira e estreias.

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em O ator Gustavo Falcão é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabí Souza - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - Você tem 31 anos de carreira, como você vê sua trajetória até agora?
GF - 
Vejo minha trajetória profissional repleta de realizações, mas também olho em frente. Ao mesmo tempo, penso no passado e também no futuro. Percebo que construí uma carreira sólida e realizei trabalhos diversos e muito especiais em tantas frente, mais de uma centena de projetos em cinema, teatro, tv, audiolivros, arte e educação, atuando, produzindo, dirigindo, dando aulas e oficinas - mas também miro o que ainda desejo fazer.

Depois de tanto tempo de estrada - e o percurso de um artista é inevitavelmente dinâmico, repleto altos e baixos, de recomeços e redescobertas - tenho muita consciência do que já fiz e vivi, mas também do que ainda quero viver e fazer.

CE - Além de atuar em diferentes frentes do audiovisual, você tem um trabalho junto ao Lunático. Pode falar mais dele?
GF -
 O Lunático é um espaço cultural que fundei no Rio em 2007 com minha companheira e parceira Juliana Féres, dedicado ao ensino e difusão das mais diversas manifestações culturais, em vários formatos - cursos, oficinas, exposições, palestras, mostras, espetáculos…

Hoje estamos em 17 instituições de ensino do Rio de Janeiro com aulas de circo, tecido acrobático, cinema, teatro, stop Motion. É gratificante compartilhar continuamente vivências artísticas com quase trezentas crianças e adolescentes e promover a transformação que a arte provoca na vida delas.

CE - Fala mais sobre o seu personagem em 'Ben hur'?
GF -
 Élio é o governador romano da região que compreende a Judéia, cuja capital é Antioquia, uma das maiores cidades do Império Romano no oriente naquele tempo (séc. I). Devido às agitações provocadas pela resistência dos judeus, que não aceitam se submeter às regras de Roma - especialmente as religiosas - Élio se transfere para Jerusalém a fim de acompanhar mais de perto a questão.

Ele é uma personagem que tem fascínio pelo poder, e um gosto particular pelos jogos políticos. A relação com Pôncio Pilatos, funcionário do império responsável pela região da Judeia, por exemplo, se sustenta em uma tensão constante de colaboração e rivalidade.

Élio é estratégico, astuto e gosta de ser sarcástico. Gosta de submeter seus antagonistas, gosta de levar vantagem e se dar bem em tudo que faz. Gosta também de aproveitar ao máximo os prazeres, inclusive os carnais, que advém de sua posição. 

CE - Você também estará em 'Lá na minha terra', próxima trama das 18h. O que pode falar do seu personagem (sem dar spoilers).
GF -
 Ainda não posso revelar muito, mas aqui vai uma breve apresentação: Josias é um dos vilões da trama de Mário Teixeira, dirigida por Allan Fiterman. Comparsa de Celestina (Lilia Cabral), inicia na novela trabalhando no Jóquei paulistano, onde conhece Ismalia (Camila Morgado). Nascido em São Paulo, sempre teve de se virar pra sobreviver, nem sempre de forma lícita ou legal. 

CE - Você também teve um personagem no filme sobre Elize Matsunaga que estreou na Netflix em julho. Como foi a recepção do público a sua participação?
GF -
 Foi surpreendente a resposta de público ao meu personagem e ao filme. Sabia do potencial pelos apelos da história, o projeto tinha uma equipe e elenco incríveis e a havia uma boa expectativa. O filme ficou incrível, mas ainda assim fiquei surpreso.

O sucesso foi gigantesco. O longa ficou 3 semanas no primeiro lugar como filme mais assistido no mundo inteiro em língua não inglesa dentro da Netflix. A repercussão em torno de meu trabalho foi muito positiva, e fiquei feliz com isso, já que busquei construir um personagem complexo - denso, torpe e com um humor perverso. 

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em O ator Gustavo Falcão é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Record TV - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - O teatro tem um papel bem importante na sua carreira. O que você destaca nesses anos?
GF -
 O teatro é fundamental pra mim. Preciso voltar a ele sempre. É o começo de tudo, e é também recomeço, me nutre de uma forma muito particular. Não dá pra ficar muito tempo longe. Ano passado tive a felicidade de fazer dois espetáculos, e completamente distintos: ‘O Pequeno Circo de Mediocridades’, uma crítica ácida à mesquinhez humana, e o ‘De Perto Ninguém é Normal’, uma comédia divertidíssima inspirado no clássico cinematográfico Arsênico e Alfazema.

CE - Além disso, você também tem uma ligação muito forte com sua terra natal e vai produzir projetos lá. O que pode adiantar deles?
GF -
 Estou o tempo inteiro pensando em maneiras de realizar projetos no Recife e em Pernambuco. No momento estou desenvolvendo um projeto sobre episódios da vida extraordinária do pintor pernambucano Cícero Dias, em parceria com uma produtora pernambucana. Espero que possamos produzir o filme nos próximos anos.

CE - Como você vê esse ano de 2026 na sua carreira?
GF - 
Este tem sido um ano de muito movimento. Filmei a série ‘Ben Hur’, estou começando a novela ‘Lá na minha Terra’, lancei o audiolivro ‘Odisseia’ pela Cia das Letras, participei de uma mesa da FLIP como convidado pela primeira vez, dirigi diversas práticas de montagem, além da coordenação do projeto com o Lunático, meu espaço cultural, que segue em expansão.

CE - Você menciona a importância do longa 'Arido Movie' na sua carreira e como ele te levou para diferentes públicos. Pode falar mais dessa experiência?
GF - 
O ‘Arido Movie’ foi minha primeira experiência em longa-metragem, que rodamos em 2003. Então foi algo especial em minha vida e um marco em minha carreira. Até ali só tinha feito em cinema alguns curtas e tinha experiência em TV, com a novela As Filhas da Mãe, da Globo, de 2001. O Arido foi marcante, era um roteiro sensacional, primorosamente bem dirigido por Lírio Ferreira, com um super elenco.  

CE - Com tantos novos trabalhos chegando no final de 2026, o que você espera de 2027?
GF -
 Espero que 2027 seja um ano de ainda mais trabalho e que a gente siga com o crescimento do setor cultural, tanto em termos das políticas públicas quanto da conexão do público brasileiro com a arte que fazemos no Brasil. É para e pelas pessoas que nos assistem que fazemos o que fazemos e a arte é uma forma de um povo construir sua identidade, se conhecer e entender melhor, como indivíduo e em sua coletividade.

 

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