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Capa B+: A atriz Luiza Porto completa 15 anos de carreira e conversa com exclusividade com o B+

Luiza comemora trajetória conciliando dublagem, teatro e cinema. A artista dá voz à personagem de destaque Faísca em "Elementos", da Disney Pixar.

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Somando dezenas de personagens no audiovisual e no teatro, a multitalentosa Luiza Porto se prepara para comemorar 15 anos de carreira em um momento especialmente movimentado.

À frente de diferentes projetos, a atriz, cantora, dubladora, produtora e diretora comemora a boa fase profissional com o lançamento de “Elementos”, da Disney Pixar, onde dubla a personagem Faísca, integrando também o elenco do espetáculo “Anjo de Pedra”, em São Paulo, estrelando o longa musical “Mágico Di Ó”, dirigido por Pedro Vasconcellos, que chegará em breve aos cinemas pela Paris Filmes, e assinando a direção do musical original “Mundaréu de Mim”, previsto para estrear em outubro, na capital paulista.

Foi ainda na infância que a paulistana de 31 anos teve seu primeiro contato com a Arte. Criada em um ambiente familiar cultural, logo se tornou uma espectadora assídua de teatro, e não demorou muito para que ela descobrisse que estar no palco poderia ser tão bom quanto ou até melhor do que estar na plateia, e contou com a Oficina Dos Menestréis e a INDAC Escola de Atores para dar os primeiros passos rumo a uma carreira profissional toda dedicada à interpretação, mas que com o tempo acabou despertando nela outros tipos de manifestações artísticas, como o canto e a dança.

“Interpretar sempre foi o meu carro-chefe! Por mais que muitas oportunidades tenham aparecido por conta do canto, a arte de atuar é a que mais me realiza pelo sentido de poder viver durante um tempo por outra ótica. Se colocar no lugar, aprender temas rotineiros de outra bolha, dar a voz a uma história, ver pessoas se reconhecerem, se divertirem ou serem tocadas é inspirador. Eu amo todas as possibilidades que a interpretação nos oferece, seja no teatro, no audiovisual, na música, na rua, na dublagem ou na animação, é onde tenho mais prazer em trabalhar e estudar”, afirma.

Transitando por diferentes gêneros teatrais, traz no currículo os musicais “Bom Dia Sem Companhia”, “Lembro Todo Dia de Você” e “O Mágico Di Ó” - estes com trilhas sonoras disponíveis nas plataformas digitais -, “O Alvo - Ser ou não ser o centro das atenções”, "A Sessão da Tarde ou Você Não Soube me Amar" e diversos clássicos infantis como “O Mágico de Oz” e “Peter Pan”, produzidos pela Cia Black & Red, de Billy Bond, além de peças como “Romeu e Julieta - De almas sinceras a união sincera nada há o que impeça”, e, mais recentemente, “Anjo de Pedra”, clássico de Tennessee Williams, onde pode ser vista de sexta a domingo no Tucarena, em São Paulo, até agosto.

A atriz Luiza Porto é Capa do Correio B+ desta semana - Foto: Jonathan Wolpert - Diagramação - Denis Felipe e Denise Neves

Já na televisão, Luiza foi um dos destaques de “Experimentos Extraordinários”, primeira série produzida e exibida pelo canal Cartoon Network Brasil, lançada em 2014 e que ensinava ciência de forma divertida. Na pele da personagem Laura, esteve à frente dos 26 episódios da primeira temporada, que, anos depois, ganhou exibição no streaming, pela Netflix, e também na TV Cultura. O sitcom, que contou também com nomes como o de Daphne Bozaski, acompanhava a produção de um programa de TV com experiências, traquitanas e pegadinhas.

E se atuar encanta Luiza pela possibilidade de assumir novas formas e construir outras personas, o mesmo acontece com o audiovisual, através da dublagem, outra área em que atua há 10 anos e se destaca ao emprestar sua voz para personagens icônicos, que permitem que ela explore um outro tipo de interpretação, essa exigindo um cuidado ainda maior e o acompanhamento constante de fonoaudiólogos, médicos e professores especializados no trato da voz, instrumento poderoso capaz de entoar diferentes tonalidades, nuances e sotaques.

Sempre dando voz a personagens relevantes, para os fãs de séries, a voz de Luiza pode ser reconhecida em sucessos como “Bridgerton”, “Elite”, “Anne com E”, “13 Reasons Why”, “Eu Nunca” e “Once Upon a Time”; já entre os filmes pode ser ouvida em produções como “Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes”, “Avatar: O Caminho da Água”, “Marvel Rising: Guerreiros Secretos”, “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”, o live-action “Pinóquio”, “Zombies”, entre outros. Suas dublagens estão ainda em animações como a recém lançada “Elementos”, “Raya e o Último Dragão”, “Elena de Avalor”, “Monster High”, “Princesinha Sofia” e “Molly Mcgee e o Fantasma”, além dos animes “Boruto”, “Beastars” e “Bleach”, e das produções argentinas “Bia” e “Sou Luna”.

Com uma rotina intensa de gravações, conciliadas quase sempre com ensaios e produções, a artista, que atualmente atinge a média de 60 horas de dublagens por mês, chegando a dublar até seis programas diferentes por dia, destaca a diferença e o desafio de dublar personagens animados e pessoas reais.

“São linguagens muito diferentes. A animação sempre traz infinitas possibilidades e cores para trazer aqueles personagens à vida. Trabalhando com Voz Original você entende a delícia de criar a voz sem ter que de fato usar do corpo para comunicar. Já as séries e filmes mais realistas trazem um outro lugar de interpretação, mais natural e com uma demanda de que a voz tem que fazer sentido com o todo. Eu amo quando esses trabalhos se mesclam no dia a dia e acabam com qualquer tipo de monotonia”, conta ela.

Luiza Porto - Foto: Jonathan Wolpert

Celebrando dois projetos nas telas, é entre a recém estreia de sua protagonista animada, Faísca, em “Elementos”, e a expectativa para a estreia de sua protagonista real, Maria Doroteia, em “O Mágico Di Ó”, que Luiza se divide no momento, e sobre isso ela conta:

Sobre o filme “Elementos”:

“Elementos” foi a realização de um sonho. Eu cresci assistindo as animações da Disney e fazer parte de um trabalho tão grande como esse, que vai alcançar e marcar a vida de muitas pessoas, e com uma personagem tão importante e especial, foi incrível. Coloquei nele tudo o que acredito e o melhor que pude. Fiquei emocionada em vários momentos durante a gravação e terminei o filme aos prantos (risos).

Faísca é uma personagem forte que está assumindo a responsabilidade de cuidar da loja da família para ajudar seu pai, ao mesmo tempo que começa a se apaixonar e descobre novas possibilidades. Com isso seguimos para um voz mais grave e com grandes explosões. 

A atriz é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e ela falou com a gente sobre carreira, dublagens, estreias e novos projetos.

CE - Como e quando começa a sua história com a Arte?
LP -
 Meu primeiro contato com o Teatro foi na escola, além do curso extracurricular a escola nos levava para assistir peças no Teatro Imprensa. Na minha família a arte sempre esteve presente, sendo com meu pai tocando violão, minha irmã cantando e minha avó que me levava ao teatro junto com suas amigas.

Ao longo da minha adolescência eu aprendi a cantar, arriscar no violão e criei o hábito de ir assistir espetáculos com os meus amigos até que no segundo colegial uma amiga me apresentou a Oficina Dos Menestréis. Foi lá que eu aprendi minhas primeiras ferramentas de atuação e construção. Foi lá também que fiz meus primeiros amigos do teatro e comecei a me jogar em testes e novas experiências.

Dali pra frente fiz publicidade, espetáculos infantis e viajei em turnê pelo Brasil com espetáculos musicais dirigidos por Billy Bond, mais tarde integrou a Cia de Teatro Rock com o espetáculo "Sessão da Tarde" e fui me aprofundar ainda mais na interpretação pelo INDAC Escola de Atores. 

CE - Se pudesse definir um divisor de águas na sua carreira, qual seria e por que?
LP - 
Com toda a certeza ‘O Mágico Di Ó’ foi o meu divisor de águas como artista, profissional e pessoal. Esse foi o início da parceria com o autor e dramaturgo Vitor Rocha. Criar um projeto, idealizar, reunir equipe, investir seu dinheiro, produzir e ter voz para rechear o espetáculo só mesmo no Teatro Independente. Foi um aprendizado que o Vitor compartilhou comigo.

Criado na sala de casa com artistas que estavam pulsando por contar essa história, ‘O Mágico’ foi fazendo seu caminho sempre trazendo muitas pessoas para perto. E mesmo com muitas mudanças no elenco e muitos imprevistos ele nasceu com uma temporada popular e do jeitinho que tínhamos sonhado. E de apenas 8 sessões foi ganhando temporada em Sescs, Festivais e um filme.

Até hoje ‘O Mágico’ surpreende, é incrível como a minha história e do Vitor se esbarra no processo desse projeto. Aprendo muito com ele e amo o que criamos juntos. Ter a ótica e o entendimento da produção me fez admirar ainda mais o trabalho de todos os envolvidos. Hoje eu tenho uma visão do todo que me acrescenta muito como atriz e que levo para todos os lugares que passo.

Luiza Porto - Foto: Jonathan Wolpert

CE - Você tem assumido diferentes funções em produções que trabalha. Tanto artísticas, quanto criativas. O que te faz querer somar e quando percebeu que podia ir além de atuar?
LP -
 Eu sempre fui curiosa nas diversas possibilidades do trabalho do ator, como os trabalhos de voz, o teatro, o audiovisual, publicidade. Por muito tempo eu achava que a soma dessas diversas áreas acabava prejudicando o caminhar da minha carreira.

Quando a produção chegou me veio a síndrome do impostor e o medo de isso atrapalhar os meus trabalhos como atriz; a mesma coisa com a lojinha. Hoje, depois de produzir a Mostra Arte é Progresso, dois espetáculos inéditos, filme, álbuns, temporada no Rio de Janeiro e agora na Direção Geral do ‘Mundaréu de Mim’, eu entendo como essa soma acontece. Ela só me faz ter mais propriedade como artista e me dá ferramentas para entregar o que acho melhor para diversos projetos.

CE - Sua voz é também a voz de diversos personagens muito conhecidos de filmes, séries e animações. Como foi seu início na dublagem?
LP - 
Fui uma criança que sempre amou assistir desenhos e conteúdos dublados, depois que já trabalhava como atriz fui estudar dublagem na Universidade de Dublagem e comecei a dublar bem esporadicamente com pequenas pontas. Eu estava em um espetáculo dirigido pelo Paulo Ribeiro com o Texto do Vladimir Capella "A Pequena Sereia" e no elenco estava a Andressa Andreatto que já dublava há muito tempo e me passou um contato para mandar material para um estúdio que ela trabalhava.

Eles estavam procurando pessoas que, além de interpretar, também cantavam, fui chamada pra fazer um teste para uma série da Disney e peguei. Eu conto esse como o meu início, pois foi nesse projeto que tive tempo para aprender e desenvolver meus primeiros passos. A série se chamava "Henry Monstrinho" e eu fazia a Summer, uma monstrinha cheia de personalidade que cantava muito, foi um baita desafio tanto no canto como na interpretação.

Eu demorei uns 5 anos para me declarar dubladora e de fato ter uma frequência de trabalho, por isso o início dessa carreira é recheada de anos, persistência e inúmeras experiências para compreender esse tipo de interpretação.  

Bastidor p Mágico de Ó - Divulgação

CE - Quais são seus trabalhos preferidos ou mais importantes nesta área? Tem ideia de quantas dublagens já fez?
LP - 
Ao longo desses 10 anos dublando eu tenho muitos queridinhos, além de personagens importantes que eu vivi é muito legal ver as pessoas crescendo, assim como eu, com essas personagens.

- Faísca de Elementos, Daphne de Bridgertons, Tsyreia de Avatar 2, Cassie de Quantumania, Sarada de Boruto, Haru de Beastars, Lele de Lele e Linguiça, Bia de Bia (disney), Addison de Zombies, Diana de Anne com E no final, Doric de Dungeons and Dragons, Molly de Molly Mcgee e o Fantasma, Nami criança de One Piece, Rochelle de Monster Hight, Naomi de Elena de Avalor, Cayetana de Elite, Fabiana de Pinocchio, Raya criança em Raya…

Eu não faço ideia de quantos programas já dublei, afinal em um mesmo dias as vezes eu dublo até 6 programas diferentes, hoje em dia eu tenho uma média de 60 horas de dublagem por mês.

CE - Sua dublagem mais recente foi em “Elementos”, da Disney Pixar, que acaba de chegar no streaming. Como foi dar voz à Faísca? 
LP - 
Foi muito emocionante! Confesso que meu olho já encheu de lágrimas com a abertura do castelo da Disney e depois foi uma montanha russa de emoções…rs

‘Elementos’ é uma comédia romântica que te faz ficar com aquele sorrisinho durante o filme todo. É surpreendente o encontro de Gota e Faísca e todas as questões levantadas são de preencher o coração.

Um filme Pixar com toda a qualidade e excelência que o estúdio leva, tanto no traço da animação quanto na história e personagens. Agora, disponível na plataforma do Disney Plus, espero que essa linda história possa chegar a mais pessoas, crianças e famílias. Já estou recebendo mensagens muito carinhosas com pessoas que assistiram a ‘Elementos’ (dublado rs) e, assim como eu, saíram apaixonados por essa aventura. 

Série Experimentos Extraordinários - Divulgação

CE - Em breve você fará sua grande estreia no cinema, porém como atriz, como a protagonista de “O Mágico Di Ó”, que também estrelou nos palcos. O que foi mais desafiador na adaptação da obra para as telas? 
LP -
 Quando fomos gravar o filme, tínhamos acabado nossa temporada, então estava tudo muito fresquinho. O diretor Pedro Vasconcellos queria trazer a mesma pegada do Teatro para o Cinema, mas no momento que nos vimos no meio do Sertão contando aquela história, naturalmente os tempos mudaram e parece que uma nova camada foi adicionada na nossa história. Eram os mesmos figurinos, maquiagem, atores e instrumentos com um plus da nova equipe que integrava nossa trupe.

Musicalmente foi muito desafiador, pois fazer um filme já tem suas dificuldades, agora um musical dificulta ainda mais. Um trabalho incrível de áudio, composição, direção musical e montagem de impressionar. A adaptação de Dorotéia veio de forma natural e de encher os olhos, foi muito emocionante dar voz a essa menina que está em busca de um arco-íris.

CE - Qual a expectativa para esse lançamento? O que o público pode esperar?
LP -
 É lindo ver o trabalho artesanal do cinema também, gravamos em 2019 e desde lá estamos ajustando e finalizando para que seja a melhor versão da nossa história. com isso vem a enorme expectativa de que esse filme preencha o coração, inspire e agradeça a rica cultura nordestina. Com a distribuição da Paris Filmes tenho certeza que o  público pode esperar muita diversão e poesia para toda a família.

P Mágico de Ó - Divulgação

CE - Seu próximo trabalho nos palcos é em “Mundaréu de Mim”, um musical que terá um formato bastante diferente. Fale um pouco do conceito do projeto e seu objetivo.
LP -
 O ‘Mundaréu de Mim’ nasceu de um convite do IBT (Instituto Brasileiro de Teatro) para mim e o Vitor Rocha para criarmos o primeiro espetáculo musical e autoral incentivado do Instituto. Um projeto totalmente gratuito, acessível, em um espaço aberto, para mais de 2500 pessoas por sessão.

Esse convite bateu com o que eu acredito como projeto e no ideal que tenho da formação de público e de fazer as pessoas se verem no teatro e ter acesso a ele. Já ouvi de muitas pessoas que “teatro não era para elas” por se tornar cada vez mais elitista e muitas vezes com um difícil acesso e entendimento, musical então? Ainda mais distante. 

Vitor Rocha escreveu o texto e as letras e Gui Leal compôs as músicas do espetáculo. Nossa história conta a jornada de Graciela em busca do chamado de seu coração para a Avenida durante o carnaval. A direção de Duda Maia faz nosso projeto ganhar um corpo e vida num cenário de mais de 22 metros de largura e 7,5 de altura. Um trabalho grandioso, e para mim, particularmente falando, é um desafio elaborar e conduzir uma equipe tão grande, é uma enorme responsabilidade que estou imersa há quase dois anos.  

CE - Você estará em cena como atriz, mas também assume funções criativas. Como tem sido se dividir no processo?
LP -
 A dobradinha de direção geral e atriz são funções que já venho exercendo nos meus projetos. O Vitor é meu parceiro criativo há alguns anos e nosso alinhamento e forma de trabalhar nos possibilitou e possibilita realizar os projetos do jeitinho que acreditamos. 

É sempre um desafio virar a chave e dar conta das enormes demandas que essas funções trazem. Para mim acaba funcionando de forma equilibrada, porque ao mesmo tempo que estou levantando um projeto eu estou dentro contando a história. Estou com uma equipe incrível e afiada, o que acaba ajudando muito na dupla função. 

É delicioso ver a ideia ganhando vida, equipe, figurino, som… e estar de dentro respirando e contando a história é o que me motiva a movimentar e realizar um projeto. É necessário muita disciplina e organização para não deixar nada escapar e para estar inteira nos ensaios.

Diariamente estudo os cronogramas, pendências e necessidades além da demanda como atriz. É um pouco enlouquecedor, confesso, mas quando está alinhado com o que acredito e com o suporte de profissionais tão talentosos, a dobradinha fica deliciosa, muito inspiradora e faz tudo valer a pena.

Bom Dia sem Companhia - Divulgação

CE - Fale um pouco sobre a sua personagem:
LP - 
Uma das características tanto do Vitor Rocha quanto da Duda Maia é o uso do coletivo para contar a história, no nosso caso somos enredados trançando para contar a história de Graciela, com um trabalho corporal de teatro físico nos desdobramos em personagens durante sua jornada. Eu também faço Genoveva, ao lado de Marina Mathey e Juliana Linhares, uma costureira que deixou muita saudades no coração das pessoas quando era viva e hoje volta no carnaval para fazer a fantasia de todos, inclusive o de Graciela. É uma personagem muito divertida, intensa e com um grande número musical. Não é por nada, mas é uma das minhas partes favoritas do espetáculo. 

CE - O que o público pode esperar desse projeto?
LP - 
Nossa estreia acontece dia 06 de outubro, no Parque da Água Branca, em São Paulo, com sessões de sexta a domingo totalmente gratuitas, com todo o tipo de acessibilidade em todas as sessões (libras em cena, legendagem, audiodescrição e arena preparada para PCD) e visita de crianças com o material didático relacionado ao espetáculo. É uma obra para acessar os corações de todos que sentiram saudades de alguém e não foram abraçados.

Anjo de Pedra - Foto: Ronaldo Gutierrez

 

Dança Correio B+

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo

Inspirado na obra Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, La Esmeralda é um dos grandes títulos do repertório do ballet clássico.

20/09/2026 14h30

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo Foto: Sergio Bemfica

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Escola que transformou o ballet adulto em espaço de arte, acolhimento e realização celebra uma década de história com apresentação nos dias 26 e 27 de setembro, no Teatro Ítalo-Brasileiro.

Há dez anos, o BLA – Ballet Livre Adulto nasceu com uma proposta que ia muito além dos passos, das posições e da técnica do ballet clássico: mostrar que não existe idade para dançar, aprender, se desafiar e realizar sonhos.

Ao longo de uma década, o BLA que tem como sócias a bailarina, professora e coreógrafa Márcia Ylana, e as bailarinas Thais Natale e Larissa Santo André que construíram uma trajetória marcada pela paixão pela dança, pelo incentivo de bailarinos adultos e, principalmente, pela criação de um ambiente em que diferentes histórias se encontram em torno de um mesmo propósito: viver a experiência do ballet de maneira plena e transformadora.

Para celebrar seus 10 anos de existência, o BLA leva ao palco o clássico La Esmeralda e Divertissement, espetáculos que serão apresentados nos dias 26 e 27 de setembro, no Teatro Ítalo-Brasileiro, em São Paulo.

Inspirado na obra Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, La Esmeralda é um dos grandes títulos do repertório do ballet clássico. A história de amor, paixão, conflitos e preconceitos envolvendo a jovem Esmeralda ganha vida no palco por meio da dança, da música e da interpretação.

A montagem representa também um momento especial para os bailarinos do BLA.
Para um grupo formado por adultos, muitos dos quais retomaram a dança após anos de afastamento ou iniciaram a prática já na vida adulta, estar em cena em uma obra clássica de grande porte representa a realização de um sonho que, por muito tempo, pareceu distante

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São PauloAs sócias do BLA – Thais Natale – Márcia Ylana e Larissa Santo André – Foto: Sérgio Bemfica

“O BLA nasceu para mostrar que o ballet não precisa ter idade. Cada pessoa chega com uma história, um sonho e um motivo diferente para dançar. Ao longo desses dez anos, fomos construindo uma família através da dança e provando que sempre é tempo de começar, recomeçar e se permitir viver o palco”, destaca a direção do Ballet Livre Adulto.

Mais do que uma celebração, os dez anos do BLA representam uma trajetória de dedicação, amizade, superação e amor pela dança. O grupo se tornou um espaço de encontro para pessoas que encontraram no ballet uma nova forma de expressão e também uma maneira de se reconectar consigo mesmas.

A escolha de La Esmeralda para marcar essa data especial reforça a essência do projeto que nasceu há 10 anos, sendo o primeiro espetáculo da escola a subir no palco, que agora vem com nova roupagem, elenco, maturidade e as três sócias do BLA: Márcia Ylana, Larissa Santo André e Thaís Natale que estarão entre as oito Esmeraldas do espetáculo.
  
Uma nova oportunidade para unir a tradição do ballet clássico à realidade e à potência dos bailarinos adultos.

Em cena, técnica, emoção e histórias de vida que se encontram para celebrar uma década de BLA e reafirmar uma mensagem que acompanha o grupo desde sua criação: dançar é também realizar sonhos — em qualquer idade.

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São PauloBallet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo - Foto: Sergio Bemfica

SERVIÇO

BLA – Ballet Livre Adulto | 10 anos

Espetáculo: La Esmeralda (sábado) e Divertissement (domingo)

26/09 – 19h e 27/09 – 17h30

Teatro Ítalo-Brasileiro – São Paulo (SP)

BLA – Ballet Livre Adulto

Ingressos à venda: https://ingresso-master.com/70/la-esmeralda-divertissement-spazio-italia/



 

Destinos B+

Além das flores: conheça 5 destinos na América do Sul para viver a primavera com os cinco sentidos

Hemisfério Sul ganham novas cores com a chegada da primavera, que, neste ano, se inicia no dia 22 de setembro.

20/09/2026 14h00

Além das flores: conheça 5 destinos na América do Sul para viver a primavera com os cinco sentidos

Além das flores: conheça 5 destinos na América do Sul para viver a primavera com os cinco sentidos Foto: Divulgação

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As paisagens do Hemisfério Sul ganham novas cores com a chegada da primavera, que, neste ano, se inicia no dia 22 de setembro. Mas uma viagem pode ser marcada por muito mais do que aquilo que se vê. O aroma das flores, um sabor descoberto à mesa, um som percebido apenas no silêncio ou uma sensação difícil de reproduzir fora daquele lugar também podem se transformar em lembranças especiais das férias.

O B+ e a Booking.com, empresa de reservas de hotéis, aluguel de temporada, voos e outros serviços de turismo, selecionou cinco destinos na América do Sul para explorar a estação por meio dos cinco sentidos.

Ver Buenos Aires ganhar novas cores

Belas paisagens naturais e atividades ao ar livre são uma motivação de viagem para 94%* dos viajantes brasileiros, e a primavera oferece uma oportunidade de enxergar Buenos Aires sob novas cores. No Rosedal de Palermo, dentro do Parque Tres de Febrero, cerca de 18 mil roseiras de diferentes variedades compõem um dos cenários mais coloridos da capital argentina. Inaugurado em 1914 e considerado um dos jardins de rosas mais importantes da América Latina, o espaço reúne caminhos arborizados, lagos, pontes e pérgolas cobertas por flores.

A primavera é uma das melhores épocas para visitar o roseiral, quando ele está em plena floração. Fora do parque, vale olhar para cima durante os passeios: no fim do inverno, os lapachos começam a florescer em pontos como a Avenida Figueroa Alcorta e, em novembro, os jacarandás tingem de azul-violeta vias e parques da cidade. Entre um passeio e outro, atrações como a Casa Rosada, o Caminito e o Teatro Colón ajudam a completar a visita à capital. Para se hospedar, o BE Jardin Escondido By Coppola, em Palermo, conta com jardins que reforçam as cores da primavera portenha.

Ouvir o silêncio do Atacama

Para os 94% dos turistas do Brasil que buscam desacelerar mentalmente durante as férias, uma visita ao Deserto do Atacama, no Chile, pode ser uma oportunidade de parar e prestar atenção aos sons mais sutis do ambiente — ou à própria ausência deles. A cerca de 13 quilômetros de San Pedro de Atacama, o Valle de la Luna reúne dunas e formações de pedra, areia e sal moldadas ao longo de milhões de anos na Cordillera de la Sal.

Com as variações de temperatura do deserto, as formações ricas em sal podem produzir pequenos estalos e rangidos que, em determinadas condições, são percebidos em meio ao silêncio. Além das trilhas do Valle de la Luna, quem visita o destino pode conhecer os Geysers del Tatio, onde colunas de vapor e água quente compõem outro cenário característico do Atacama. Ali, o Hotel La Casa de Don Tomás oferece ambientes tranquilos e piscina ao ar livre.

Sentir o aroma das flores de Medellín

Conhecida como a “Cidade da Eterna Primavera”, Medellín, na Colômbia, tem nas flores uma parte importante de sua identidade. O passeio pode começar pelo Jardín Botánico de Medellín, onde fica o Orquideorama, estrutura arquitetônica projetada para abrigar e exibir orquídeas e outras espécies. Para ampliar o contato com a natureza, o Parque Arví, nos arredores da cidade, conta com trilhas e áreas de bosque, ideais para observação de pássaros e piqueniques.

A cerca de 18 quilômetros de Medellín fica Santa Elena, área rural considerada o berço da cultura dos silleteros, tradição ligada ao cultivo de flores e à criação dos arranjos típicos conhecidos como silletas. Ali, diversas fazendas silleteras mantidas por famílias locais recebem visitantes ao longo do ano para apresentar seus cultivos e contar a história desse costume. Na cidade, o Sui Boutique Hotel combina design colombiano, arte e elementos naturais.

Além das flores: conheça 5 destinos na América do Sul para viver a primavera com os cinco sentidosMedellínMedellín - Divulgação

Provar os sabores do Vale de Casablanca

A gastronomia também pode influenciar a escolha de um destino: 90% dos viajantes brasileiros afirmam que experimentar a cultura gastronômica local é uma motivação para viajar. No Vale de Casablanca, entre Santiago e a costa do Pacífico, essa descoberta por uma das principais áreas vinícolas de clima frio do Chile, conhecida especialmente pela produção de Sauvignon Blanc e Chardonnay.

Vinícolas da região promovem visitas aos vinhedos e às adegas, onde é possível conhecer os processos de produção antes das degustações. E o interesse vai além da taça: entre os viajantes brasileiros interessados em gastronomia, 42% pretendem visitar uma vinícola, cervejaria ou cafeteria local durante uma viagem.

Algumas propriedades de Casablanca também contam com restaurantes e menus harmonizados, que combinam os vinhos do vale com pratos da culinária chilena. Para a hospedagem, o Hotel Boutique Lagunillas Casablanca é uma dessas opções e tem um restaurante que serve menu degustação harmonizado com vinhos da região.

Além das flores: conheça 5 destinos na América do Sul para viver a primavera com os cinco sentidosJalapão - Divulgação

Sentir o corpo flutuar no Jalapão

No Jalapão, no Tocantins, os fervedouros proporcionam uma vivência que precisa ser sentida na pele. Em locais como o Fervedouro Bela Vista e o Fervedouro do Ceiça, a água subterrânea brota com pressão suficiente para dificultar que o corpo afunde, criando uma sensação de flutuação.

O contato com a água continua na Cachoeira do Formiga, com sua piscina natural de águas cristalinas em tons esverdeados, e nas praias de água doce do Rio Novo. Já nas Dunas do Jalapão, formadas por areias douradas, a experiência ganha outra textura e ainda oferece uma vista ampla do Cerrado. Viajantes podem se hospedar na Pousada Águas do Jalapão, que conta com piscina ao ar livre e jardim.

As paisagens do Hemisfério Sul ganham novas cores com a chegada da primavera, que, neste ano, se inicia no dia 22 de setembro. Mas uma viagem pode ser marcada por muito mais do que aquilo que se vê. O aroma das flores, um sabor descoberto à mesa, um som percebido apenas no silêncio ou uma sensação difícil de reproduzir fora daquele lugar também podem se transformar em lembranças especiais das férias.



 

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