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Capa da semana B+: Entrevista exclusiva com a atriz Fernanda Nobre

"O Manifesto Feminino nasce do desejo de traduzir conceitos do feminismo para a vida prática. Quero que as mulheres se reconheçam fora do roteiro que nos foi imposto e escrevam novas narrativas para si mesmas"

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Atriz com uma trajetória já consolidada e pesquisadora feminista, Fernanda Nobre apresenta um dos projetos mais importantes de sua trajetória: a comunidade Manifesto Feminino, um espaço de escuta, estudo e transformação voltado para mulheres que desejam repensar suas histórias e ressignificar padrões impostos pelo patriarcado.

Com 34 anos de carreira na TV, cinema e teatro – e reconhecida também por sua pesquisa acadêmica sobre os mecanismos que aprisionam o comportamento feminino – Fernanda se tornou uma voz potente na discussão sobre feminismo contemporâneo. Agora, une arte, teoria e prática para criar um laboratório coletivo em que cada mulher poderá mergulhar em teoria, reflexão e ação concreta.

“O Manifesto Feminino nasce do desejo de traduzir conceitos do feminismo para a vida prática. Quero que as mulheres se reconheçam fora do roteiro que nos foi imposto e escrevam novas narrativas para si mesmas”, afirma Fernanda.

O que é o Manifesto Feminino? 

É uma comunidade para mulheres onde Fernanda oferece um curso feminista online, com aulas curtas que traduzem os conceitos feministas de uma forma leve e prática para serem aplicados no dia a dia. Temas como pressão estética, amor romântico, monogamia, sexualidade feminina e relacionamento abusivos são abordados no curso e encontros online ao vivo com a Fernanda em quinze em quinze dias durante o período de quatro meses. 

Entre os pilares, estão:

* Curso de Letramento Feminista: 17 aulas curtas em vídeo que traduzem conceitos de Simone de Beauvoir, Silvia Federici, bell hooks e outras pensadoras para o dia a dia.

* Encontros online ao vivo: análises conduzidas por Fernanda sobre como estruturas de opressão moldam nosso imaginário, com reflexões a partir de livros, filmes e séries.

* Diário do Despertar: exercícios que transformam a teoria em ação pessoal de autoconhecimento, convidando cada integrante a reescrever sua própria história.

O objetivo

Durante os quatro meses, as participantes terão a oportunidade de:

* Reconhecer os mecanismos invisíveis de controle que alimentam insegurança e insuficiência.

* Reescrever sua narrativa pessoal, rompendo com papéis impostos.

* Construir em coletivo uma nova forma de existir, mais livre, consciente e potente.

Para quem é

O Manifesto Feminino é para as mulheres que sentem um certo desconforto, que sofrem com pressões sociais e querem se libertar das expectativas e olhares externos. Mulheres que desejam sair do automático para despertar junto a outras.

Com uma escuta acolhedora e uma pesquisa robusta, Fernanda Nobre oferece a proposta de aproximar teoria feminista e vida cotidiana em um formato prático, profundo e transformador.

Fernanda é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno elafala sobre carreira, projetos, TV, feminismo e muito mais.

A atriz Fernanda Nobre é a Capa do Correio B+ desta semana - Foto: Vinicius Mochizuki - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Depois de 34 anos de carreira, o que a atuação te ensinou sobre o comportamento feminino que te fez querer criar o Manifesto?
FN - 
A minha identidade está completamente atravessada pela minha profissão. Eu trabalho desde os oito anos de idade, de forma ininterrupta. Não existe um ano da minha vida em que eu não tenha estado em cena, em set ou no palco. Eu não sei quem sou sem essa profissão. A minha existência é marcada pela atuação.

Mas o que me moveu a criar o Manifesto Feminino não foi a profissão em si, foi o que o estudo do feminismo me revelou sobre mim. Entendi que, até aquele momento, por mais experiente ou reconhecida que eu fosse, eu seguia tentando caber, fazer certo, corresponder a expectativas que não eram minhas.

Foram dez anos estudando, uma pesquisa que virou mestrado na PUC-RJ, para finalmente nomear o desconforto que me acompanhava desde sempre. E quando eu nomeei, percebi que havia milhares de mulheres vivendo algo parecido, só que sem as palavras.

O Manifesto nasce para isso: para traduzir o feminismo de forma acessível, simples, sensível. Para que mulheres entendam que aquilo que elas chamam de “problema pessoal” muitas vezes é uma estrutura histórica. E que juntas a gente pode transformar isso.

CE - Você fala muito sobre os “mecanismos invisíveis de controle”. Quais são os que mais aparecem nas mulheres que buscam o curso?
FN - 
O mais frequente é o amor. A forma como fomos educadas para amar é a coleira mais eficiente já criada pelo patriarcado. Mulheres chegam acreditando que fracassaram no amor, quando na verdade foram doutrinadas a colocar o par romântico acima de si mesmas.

Outro mecanismo muito comum é a culpa. Culpa por trabalhar demais, por descansar demais, por desejar demais. A culpa é o alerta vermelho do patriarcado: se uma mulher tenta romper o padrão, ela apita para barrar o movimento.

E tem também a pressão estética, que é a opressão mais fácil de identificar. Não importa a idade, classe ou vivência: nós aprendemos a nos sentir insuficientes. E não por “essência feminina”, mas porque isso nos mantém obedientes e ocupadas.

CE - No curso, você analisa filmes e séries. Qual obra te ajudou a entender o feminismo na prática?
FN -
 Quando a mulher entra na Comunidade Manifesto Feminino, ela tem acesso a um curso feminista com 16 aulas curtinhas, de cerca de sete minutos cada, para assistir no seu tempo, no seu ritmo.

E, além disso, tem os encontros quinzenais comigo, em que aprofundamos temas que conversam diretamente com as aulas. A cada encontro eu indico leituras, filmes e séries que ajudam a expandir o pensamento e a entender como o feminismo atravessa o nosso cotidiano.

Para cada encontro com temas como amor, monogamia, maternidade, sexualidade, assedio, pressão estética, trabalho...eu tenho um conjunto de livros que foram fundamentais na construção da minha pesquisa. Mas existem três pilares que realmente me formaram: Calibã e a Bruxa, de Silvia Federici que é uma pesquisa profunda da Silvia Federici sobre a história da humanidade pela perspectiva das mulheres.

O Mito da Beleza, de Naomi Wolf que apesar dela ter se tornado uma pessoa questionável por causa de seus posicionamentos políticos, esse livro revela como a busca pela beleza é uma estratégia do sistema para nos controlar. E A Criação do Patriarcado, de Gerda Lerner que explica muito bem historicamente como o sistema hierárquico que vivemos foi criado e

Esses três livros foram, para mim, como abrir as janelas pela primeira vez depois de anos no escuro. E é isso que eu tento levar para dentro da comunidade: luz, contexto, nomeação e a possibilidade de pensar juntas.

CE - Como você enxerga o reconhecimento internacional do cinema brasileiro nos últimos anos?
FN -
 Para mim, esse movimento é, antes de tudo, uma prova de que a arte sobrevive às tentativas de sufocamento. O Brasil tem narrativas urgentes, complexas, belíssimas e quando o mundo olha para nós, ele não está apenas aplaudindo a nossa técnica, mas tendo a sorte de conhecer nossa cultura.

CE - Você deseja voltar a atuar em novelas? Algum tipo de personagem te atrai?
FN
- Eu adoro novela. Eu cresci dentro da televisão, me sinto em casa nela. Quero voltar, sim, mas cada vez mais interessada em narrativas que provoquem alguma pergunta, que não alimentem esse roteiro invisível que aprisiona as mulheres.

Tenho desejo de interpretar personagens femininas que escapem do “manual”: mulheres contraditórias, desconfortáveis, que desobedecem. Porque é aí que a vida acontece.

CE - Você fala abertamente sobre manter um relacionamento não monogâmico com José Roberto Jardim. Como aborda esse tema no Manifesto?
FN -
 Eu abordo monogamia como aquilo que ela é: uma estrutura política criada para controlar a sexualidade feminina. Não falo nunca do meu relacionamento como modelo e sim como uma busca de criação de uma relação mais honesta e equilibrada. O que faço é trazer contexto histórico, social e emocional para que cada mulher entenda como foi educada a amar e a se colocar na relação.

A não monogamia, para mim, antes de ser sobre sexo ou múltiplos vínculos, é sobre autonomia. É sobre compreender que o amor não precisa ser um contrato de vigilância. Que a liberdade não destrói o vínculo, apenas o reposiciona. No Manifesto, a discussão é sempre coletiva: a gente pensa juntas sobre escolhas possíveis, limites e dores que não são individuais, mas culturais.

A atriz Fernanda Nobre é a Capa do Correio B+ desta semana - Foto: Vinicius Mochizuki - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Entre rotina intensa de atriz, pesquisadora e idealizadora do Manifesto, quais hobbies te ajudam a relaxar?
FN -
 Eu leio. Muito. Pesquiso. Parece trabalho, mas para mim é prazer, eu realmente relaxo estudando. E adoro conversar com mulheres; isso é um hobby, uma vocação e um vício.

CE - Meditação, exercícios, terapia: o que você usa para equilibrar sua intensidade?
FN
- Terapia, sempre. É meu chão. Sou filha de psicanalista, faço analise desde criança. E claro, o silencio, preciso dele para voltar para mim. Sou capaz de passar dias sem ouvir musica ou ligar a tv. Sempre fiz exercicio, mas com os 40 anos estou fazendo com mais consciência de que não pode parar. E dormir... nossa, como amo dormir!!!

CE - Em relação à beleza, quais são os cuidados que você não abre mão no dia a dia?
FN -
 Eu cuido, claro. Corpo, pele, cabelo. Eu faço tudo o que todas nós fazemos e não por “essência feminina”, como nos venderam. Faço porque fui moldada, como todas nós, a acreditar que existe uma versão melhor de mim a ser perseguida.

A pressão estética é a opressão mais democrática que existe: atinge todas nós. Eu gasto meu tempo, meu dinheiro e minha energia com beleza muito mais do que qualquer homem ao meu redor, mas hoje faço isso consciente do lugar político que isso ocupa. A consciência não elimina a opressão, mas tira o véu.

CE - Você está em turnê com Três Mulheres Altas. Há projetos futuros no teatro ou audiovisual?
FN -
 A peça segue comigo até junho do ano que vem, em uma turnê lindíssima. Depois disso, há projetos em conversa, tanto no teatro quanto na TV mas, como boa atriz, só posso contar quando estiver assinado.

O que posso dizer é: eu não me separo do palco. É meu lugar de existência. Ao mesmo tempo, seguir construindo o Manifesto Feminino virou também um projeto artístico. É uma continuidade do meu trabalho, só que agora com a intenção declarada de transformar a mim e às mulheres que caminham comigo.

Música

Na UFMS, Ney Matogrosso recebe o título de doutor honoris causa

Honraria reconhece trajetória de um dos maiores artistas da música brasileira e marca início de três dias de intensa programação cultural voltada à juventude na UFMS

25/03/2026 09h00

Arquivo

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A abertura do Festival da Juventude 2026, marcada para amanhã, às 19h30min, promete entrar para a história do evento ao prestar uma das mais altas homenagens acadêmicas ao cantor e performer Ney Matogrosso.

O artista receberá o título de doutor honoris causa durante cerimônia realizada na Cidade Universitária da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, em um momento que une arte, reconhecimento institucional e diálogo entre gerações.

A entrega da honraria integra a programação oficial do festival, que ocorre entre quinta-feira e sábado, e deve atrair estudantes, artistas e o público em geral. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos a partir das 17h30min no Teatro Glauce Rocha, local onde será realizada a solenidade.

O momento simboliza o encontro entre a universidade pública e a cultura brasileira em sua forma mais potente. Ao reconhecer Ney Matogrosso, a UFMS destaca a relevância de sua obra, assim como também o impacto social e político de sua trajetória.

O título de doutor honoris causa é a mais alta distinção concedida por instituições acadêmicas a personalidades que contribuíram de forma excepcional para o desenvolvimento da sociedade, das artes e do pensamento.

Ao longo da história, essa honraria foi atribuída a nomes que transformaram suas áreas de atuação – e, no caso de Ney, a escolha dialoga diretamente com uma carreira marcada pela ruptura de padrões e pela constante reinvenção.

Natural de Bela Vista, no interior de Mato Grosso do Sul, o artista construiu uma trajetória que ultrapassou fronteiras geográficas e culturais.

Sua origem sul-mato-grossense adiciona um significado ainda mais especial à homenagem e aproxima o público local de uma figura que ganhou projeção internacional sem perder a conexão com suas raízes.

Desde a década de 1970, quando despontou como vocalista do grupo Secos & Molhados, Ney Matogrosso se destacou por sua capacidade de transformar o palco em um espaço de experimentação estética e liberdade de expressão.

Em um período marcado por repressão política no Brasil, sua presença artística desafiava normas e abria caminhos para novas formas de manifestação.

Com figurinos ousados, maquiagem marcante e performances carregadas de teatralidade, o artista redefiniu o papel do intérprete na música popular brasileira. Sua voz aguda e singular, aliada a uma presença cênica intensa, rapidamente o consolidou como um dos nomes mais inovadores de sua geração.

Ao seguir carreira solo, Ney expandiu ainda mais seus horizontes artísticos. Seu repertório transita por diferentes gêneros e estilos, sempre marcado pela liberdade criativa e pela recusa em se limitar a rótulos.

Essa postura o transformou em um símbolo de autenticidade e resistência, características que continuam a inspirar artistas e públicos até hoje.

Ao longo das décadas, sua trajetória dialogou com temas fundamentais como identidade, corpo, sexualidade, política e liberdade – questões que permanecem centrais nas discussões contemporâneas, especialmente entre os jovens. É justamente essa conexão que torna a homenagem no contexto do Festival da Juventude ainda mais significativa.

A escolha de conceder o título durante o evento reforça a proposta do festival de promover encontros entre diferentes gerações. Ao celebrar um artista que desafiou convenções e abriu caminhos, o FestJuv estabelece um elo entre o passado, o presente e o futuro da cultura brasileira.

A cerimônia seguirá o protocolo acadêmico tradicional, com sessão solene, leitura da resolução que concede o título, entrega do diploma e discurso do homenageado. 

NOITE DE ABERTURA

Após a outorga do título, Ney Matogrosso permanece no palco do Teatro Glauce Rocha para uma apresentação em formato de palestra-show. A atividade será conduzida por Febraro de Oliveira e Isabê, dois jovens participantes do festival, para promover o diálogo intergeracional.

Nesse formato, o artista compartilha histórias de sua trajetória, reflexões sobre o fazer artístico e interpretações de canções que marcaram sua carreira.

A proposta é criar um ambiente mais próximo e intimista, no qual o público possa conhecer o artista e o pensamento por trás de sua obra.

A apresentação aposta na simplicidade estética: vestido de preto e sem grandes adereços, Ney conduz o encontro com a presença cênica que o consagrou.

Entre relatos e performances, o público acompanha um percurso que atravessa décadas da cultura brasileira.

A programação da noite de abertura não se limita à cerimônia. Também nesta quinta-feira, o público poderá acompanhar a abertura da Vila das Letras e o show da Orquestra Indígena com participação da MC Anarandá, no Palco Livre, localizado na Praça da Juventude, em frente ao teatro.

Essas atividades marcam o início de três dias de intensa circulação cultural dentro da universidade, que se transforma em um espaço de convivência, criação e troca de experiências.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL

No sábado e domingo, o Festival da Juventude apresenta uma programação diversa, que inclui oficinas formativas, palestras, espetáculos, mostras de cinema, debates, batalhas de rima, concursos literários e concurso de cosplay.

Entre os destaques nacionais estão a psicanalista Maria Homem, a escritora indígena Geni Nuñez e o cantor Chico Chico, responsável pelo show de encerramento.

O festival também abre espaço para artistas locais, como Circo do Mato, Teatro Imaginário Maracangalha, Jackeline Mourão, Cia Pisando Alto e Karla Coronel, promovendo a valorização da produção cultural regional.

FORMAÇÃO ARTÍSTICA

Além de proporcionar o acesso à cultura, o evento também tem como proposta incentivar jovens a desenvolverem sua expressão criativa por meio de diferentes linguagens.

As oficinas formativas abrangem áreas como literatura, audiovisual, tecnologia e poesia falada. Com vagas limitadas e certificação, as atividades proporcionam contato direto com profissionais atuantes no mercado.

Para o produtor e curador do evento, Febraro de Oliveira, essa dimensão é essencial. “As oficinas transformam o festival de palco em laboratório.

Enquanto os shows oferecem inspiração e visibilidade, as oficinas oferecem processo e aprofundamento. Elas deslocam o jovem da posição de espectador para a de criador”, destaca.

OFICINAS

Entre os destaques está a oficina Em Cena, a Ação, conduzida pela atriz Shirley Cruz, que compartilha experiências acumuladas ao longo de mais de 25 anos de carreira no cinema e na televisão.

Outro nome importante é o cineasta Joel Pizzini, responsável pela oficina de roteiro cinematográfico, que propõe uma reflexão sobre o processo criativo no cinema.

Na literatura, a escritora Monique Malcher conduz uma oficina de escrita criativa, enquanto Vinicius Barbosa aborda a mediação de leitura. E a multiartista Alessandra Coelho ministra oficina de slam, destacando a poesia falada como ferramenta de expressão e resistência.

NOVA GERAÇÃO

A programação musical também destaca novos talentos. Um dos principais nomes é Chico Chico, que apresenta o show Let It Burn – Deixa Arder.

O repertório mistura influências de blues, folk, milonga e música popular brasileira, além de releituras de clássicos. A apresentação marca uma fase mais madura do artista, combinando tradição e contemporaneidade.

>> Serviço

Festival da Juventude 2026

Local: Campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campo Grande.
Data: de 26 a 28 de março.
Abertura: amanhã, às 19h30min, no Teatro Glauce Rocha.
Entrada gratuita.

Mais informações:
Site: festjuv.com.br/2026.
Instagram: @festivaldajuventudems.

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

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