Correio B

DECORAÇÃO ATRATIVA

Cinco restaurantes temáticos para conhecer em Campo Grande

De Harry Potter a Fundo do Mar passando por selva e mundo geek, a Capital tem opções de restaurantes e lanchonetes com decorações e ambientes que transportam o cliente para vários universos

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Campo Grande é conhecida por sua rica diversidade cultural e gastronômica. A Capital conta com alguns corredores gastronômicos, sendo o principal o da Avenida Bom Pastor.

Desta forma, não faltam opções de lanchonetes e restaurantes dos mais variados tipos na Capital.

Dentre as opções, há também alguns locais temáticos, onde além da comida, também são oferecidas decorações criativas e ambientes que transportam os clientes para diferentes mundos.

Seja para um jantar romântico em um ambiente inspirado na natureza ou uma refeição em um cenário cheio de referências a filme ou determinada cultura, Campo Grande tem algumas opções temáticas.

O Correio do Estado listou cinco lugares que são mais temáticos e que prometem encantar e surpreender.

Confira opções de restaurantes temáticos em Campo Grande:

Oceanic Burger

Oceanic Burger é temático de funco do marOceanic Burger é temático de fundo do mar

O Oceanic Burger é uma hamburgueria com a temática do oceano, localizada na Avenida Bom Pastor, nº 132.

Dentro do estabelecimento há um aquário de cerca de 800 metros, que complementa a decoração. Além disso, há vários ambientes com decorações temáticas, sendo as seguintes salas: Nemo, Bob Esponja, tubarão, polvo, baleia e água viva.

O cardápio também têm drinks que fazem parte do tema, assim como os hamburgueres. 

A Oceanic Burger funciona de terça-feira a domingo, das 18h às 23h.

Plataforma 9 ZE/RO

Harry Potter tem lanchonete temática em Campo GrandeHarry Potter tem lanchonete temática em Campo Grande

A Plataforma 9 ZE/RO é um espaço temático inspirado na saga de livros e filmes Harry Potter em Campo Grande. As referências vão desde a decoração até o cardápio.

No estabelecimento, há capas de algumas das casas de Hogwarts, varinhas e o famoso chapéu seletor, todos como parte da decoração e alguns que podem ser usados para tirar fotos.

No cardápio, além de hamburgueres e outros pratos, todos com nomes que fazem referência ao universo de Harry Potter, há a famosa cerveja amanteigada e feijõezinhos de todos os sabores.

A Plataforma 9 ZE/RO está localizada na Rua Júlio Dantas, 90, no Jardim Sao Bento.

 

Mundo Animal

Mundo Animal é uma franquia de lanchonetes com o tema selvaMundo Animal é uma franquia de lanchonetes com o tema selva

A Mundo Animal é uma rede de lanchonete com ambiente temático inspirado na selva. O cardápio tem tábuas, hambúrgueres, torres de batata, opções kids e lanches diversos, além de drinks e sobremesas e combos, como o “Alegria da Selva”, exclusivo para as crianças, que inclui brinquedos colecionáveis.

O ambiente é todo decorado com o tema da selva e adaptado de acordo com as datas comemorativas

Os móveis revestidos com estampas, as estruturas de madeira, folhagens e itens que remetem aos animais da selva fazem o clima do local, junto com os telões e trilha sonora.

A Mundo Animal está localizada na Avenida Costa e Silva, 1154, Jardim América, e funciona de segunda a segunda, das 18h à 23h30.

 

Safari Burger & Grill

Safari Burger e Grill tem temática sul-africanaSafari Burger e Grill tem temática sul-africana

A Safari é uma hamburgueria com temática sul-africana, decorado de forma que mescla o rústico e moderno.

A hamburgueria oferece carnes exóticas, como de jacaré e avestruz, mas o destaque é o burger feito de corte de ponta de costela.

O ambiente tem decoração baseada em itens que remetem a cultura sul-africana e aos animais que podem ser vistos em safaris. Dentre as peças, destacam-se os bancos em formatos da parte traseira dos bichos, como girafa, leão e zebra,

O Safari Burger e Grill está localizado na Rua José Antônio, 1870, centro de Campo Grande.

Joga Burger

Milhares de jogos de tabuleiro fazem parte da decoraçãoMilhares de jogos de tabuleiro fazem parte da decoração

O Joga Burger se denonima como "refúgio geek" em Campo Grande e aposta nos jogos de tabuleiro, que também fazem parte da decoração, já que há prateleiras com mais de 1 mil jogos do tipo.

Os jogos estão disponíveis para os clientes, que podem jogar mediante pagamento de uma taxa, que varia conforme o dia da semana. Para quem deseja só comer, o cardápio conta com hamburgueres, sobremesas e bebidas e, nestes casos, não há cobrança de entrada ou taxa de jogos.

A decoração conta com itens temáticos do universo geek, que inclui não só jogos de tabuleiro, mas também filmes e séries.

O Joga Burger está localizado na Avenida Nelli Martins (Via Park), 76.

 

Saúde Correio B+

Você sabe a importância da prevenção para evitar risco de infarto durante atividade física?

Especialista explica como os exames clínicos podem ajudar na detecção precoce de problemas cardíacos

02/05/2026 16h30

Você sabe a importância da prevenção para evitar risco de infarto durante atividade física?

Você sabe a importância da prevenção para evitar risco de infarto durante atividade física? Foto: Divulgação

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A prática de atividade física traz grandes benefícios à saúde, porém, para garantir o sucesso dos treinos, ter acompanhamento médico é fundamental.

Exames preventivos ajudam na detecção de problemas cardíacos e evitam casos, entre eles o infarto, que podem ocorrer quando há esforços intensos. O cardiologista do ImotCare, Roberto Moretti Secomandi, reforça a importância do check-up antes de iniciar os treinos.

Especialista em Cardiologia e Medicina Esportiva, Secomandi explica que é fundamental compreender que o exercício, embora altamente benéfico para a saúde cardiovascular, deve ser precedido de uma avaliação adequada, especialmente em adultos acima de 35 anos ou na presença de fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo ou histórico familiar de doenças cardíacas:

“Para a maioria das pessoas, uma consulta médica com avaliação clínica detalhada já permite identificar possíveis riscos. Exames complementares como eletrocardiograma, teste de esforço e exames laboratoriais são indicados para garantir maior segurança, sobretudo quando se pretende realizar atividades de maior intensidade”, considera o especialista.

De acordo com o médico do ImotCare, de forma geral, a prática regular de exercícios reduz significativamente o risco de infarto e outras doenças cardiovasculares.

No entanto, Secomandi afirma que existe um pequeno aumento transitório do risco durante esforços intensos, principalmente, em indivíduos sedentários que iniciam atividades vigorosas de forma abrupta ou naqueles que possuem doença coronariana ainda não diagnosticada.

O médico alerta ainda que situações como esforço excessivo, desidratação ou prática em ambientes muito quentes também podem contribuir para eventos adversos:

“Ainda assim, é importante destacar que os benefícios do exercício regular superam amplamente esses riscos, desde que haja orientação adequada e progressão gradual da intensidade”, pontuou.

Sintomas

O infarto agudo do miocárdio geralmente se manifesta por dor no peito em aperto ou pressão, localizada no centro do tórax, que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço, mandíbula ou costas, frequentemente acompanhada de suor frio, falta de ar, náuseas ou sensação de mal-estar.

Em alguns grupos, como idosos, mulheres e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser menos típicos, incluindo cansaço excessivo, desconforto abdominal, enjoo ou tontura, o que pode atrasar o reconhecimento do problema.

Diante da suspeita de infarto, a rapidez na resposta é essencial, afirma o cardiologista. A primeira medida é acionar imediatamente o serviço de emergência (Samu – 192) e manter a pessoa em repouso e em posição confortável.

Cinema Correio B+

Blue Moon: a atuação de Ethan Hawke que o Oscar não premiou e deveria

Entre silêncio e contenção, o filme transforma uma história real em um estudo delicado de presença, ausência e tudo o que fica no meio

02/05/2026 14h00

Blue Moon: a atuação de Ethan Hawke que o Oscar não premiou e deveria

Blue Moon: a atuação de Ethan Hawke que o Oscar não premiou e deveria Foto: Divulgação

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Em geral, filmes “pequenos”, os chamados “de Arte”, são populares entre críticos e nem tanto com o grande público. E é o caso aqui de Blue Moon, um filme que não ganhou o fôlego de um Hamnet, mas que desde a estreia no Festival Internacional de Cinema de Berlim de 2025 era uma obra destinada ao Oscar.

Agora que está disponível no streaming (ainda sob aluguel), consegui revê-lo e confirmar minha primeira impressão: é uma pérola. Daquelas que não pedem atenção, mas acabam exigindo entrega.

E sim, eu mantenho o que disse desde o início. Em um ano competitivo, com nomes como Timothée Chalamet, Wagner Moura e Michael B. Jordan orbitando a disputa, o ator “roubado” foi Ethan Hawke. Ele, que ganhou o prêmio de Melhor Ator pelos Críticos, tem uma atuação histórica que não se impõe: se infiltra.

O que Hawke faz aqui é raro. E, justamente por isso, paradoxalmente é fácil de ignorar.

Um enredo que parece simples até deixar de ser

Blue Moon acompanha um recorte específico na vida de seu protagonista, inspirado em uma história real que muitos reconhecem, ainda que o filme não dependa desse reconhecimento para funcionar. Não há aqui a tentação de abarcar toda uma biografia, como tantos filmes do gênero insistem em fazer. Ao contrário, o roteiro escolhe um momento, quase um intervalo, e o expande.

É nesse recorte que tudo acontece.

O letrista Lorenz Hart, metade da histórica dupla Rodgers and Hart, em um momento muito específico — e profundamente simbólico — de sua vida, revisita seus sucessos e fracassos em um jantar após a estreia do musical Oklahoma!, obra que marca a consagração de seu parceiro, Richard Rodgers, ao lado de um novo letrista, Oscar Hammerstein II.

Hart, interpretado por Ethan Hawke, não está no palco. Está à margem.

O filme se passa quase inteiramente em um bar, onde ele observa, comenta, ironiza e tenta, à sua maneira, se manter presente em um mundo que claramente já seguiu em frente sem ele. Entre um drink e outro, entre encontros casuais e diálogos que oscilam entre o humor e a melancolia, o que se constrói é o retrato de um homem em suspensão.

A narrativa não se organiza por grandes acontecimentos, mas por pequenas fraturas.

Hart relembra sua parceria com Rodgers, revive sucessos que agora parecem pertencer a outra vida e, ao mesmo tempo, enfrenta a realidade de um deslocamento inevitável, artístico, pessoal e emocional. Há também o peso de suas próprias fragilidades: o alcoolismo, a sensação de inadequação, a dificuldade de se adaptar a um
novo momento da indústria e da própria Broadway.

O título não é casual.

“Blue Moon”, uma das canções mais conhecidas da dupla, ecoa como símbolo desse estado de espírito, algo entre a nostalgia e a impossibilidade de retorno.

E o filme entende que essa noite não é apenas uma noite.

É um encerramento.

O resultado é um filme que parece pequeno, e, aos poucos, se revela vasto.

A encenação: entre o cinema e o teatro

O aspecto abertamente teatral em Blue Moon não é um demérito. Ao contrário. A mise-en-scène aposta na contenção, em espaços delimitados, em diálogos que carregam mais do que dizem. Não é difícil imaginar o texto sendo encenado em um palco, sustentado pela força dos atores.

Mas o cinema está ali, o tempo todo, fazendo o que o teatro não pode.

A câmera se aproxima quando é preciso. Observa quando convém. E, sobretudo, respeita o silêncio.

Essa escolha formal não é apenas estética. Ela dialoga diretamente com o tema. Porque Blue Moon não é um filme sobre grandes acontecimentos, mas sobre aquilo que não se resolve. Sobre o que fica suspenso.

Ethan Hawke: intensidade sem excesso

É aqui que o filme se torna incontornável.

Ethan Hawke constrói uma atuação que recusa qualquer gesto óbvio. Não há explosões calculadas, nem momentos desenhados para “clipes de Oscar”. O que há é uma composição minuciosa, feita de pausas, hesitações e olhares que parecem sempre chegar um segundo atrasados.

É uma atuação de escuta.

E talvez seja isso que a torne tão potente e tão invisível para premiações que ainda operam, muitas vezes, sob a lógica do impacto imediato. Dizer que ele foi ignorado é simplificar. Ele foi ultrapassado por performances mais fáceis de serem reconhecidas como “grandes”, mas, nem sempre o que é grande tem o mesmo valor. Ficou a sensação de dívida.

Um biopic que respeita o que não pode ser explicado

Há algo ainda mais raro aqui. Blue Moon é, em essência, um biopic, mas não se comporta como tal.

Não há didatismo. Não há explicação excessiva. Não há aquela obsessão em traduzir uma vida inteira em duas horas. O filme entende que há zonas que não podem ser completamente acessadas e decide não abusar delas.

Para quem conhece a história real, esse respeito é evidente. O roteiro não apenas se mantém fiel aos acontecimentos, mas preserva o que há de mais difícil: a ambiguidade.

E é justamente essa ambiguidade que sustenta o filme.

Por que ver e rever

Há filmes que se esgotam na primeira exibição. Blue Moon não é um deles.

Em um tempo em que tudo parece precisar ser imediato, explicável e compartilhável, Blue Moon pede tempo. Pede atenção. Pede disposição para lidar com o que não se resolve.

E entrega, em troca, algo cada vez mais raro: um encontro verdadeiro entre ator, texto e espectador.

Nem sempre o Oscar reconhece isso.


Mas isso não muda o que está ali.

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