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Cultura

Cinema ainda está longe do alcance de 96 milhões de brasileiros

Cinema ainda está longe do alcance de 96 milhões de brasileiros

Terra

25/01/2014 - 00h00
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No momento que o Brasil discute as vantagens do Vale Cultura para o fomento às produções culturais, dados do Relatório Anual do Mercado Cinematográfico Brasileiro, publicado pela Ancine (Agência Nacional de Cinema), mostram uma realidade estarrecedora no País: pelo menos 96,8 milhões de brasileiros não tem um cinema perto de casa.

Embora o número de salas e de público tenha crescido consideravelmente na última década, apenas 392 dos 5570 municípios brasileiros contam com uma sala de cinema, de acordo com o documento.

O número significa que apenas 7% das cidades do país são contempladas com algum espaço para exibição de filmes.

O que mais espanta é que desde 2011 os números de cidades contempladas com cinema permanecem praticamente estáveis. Naquele ano, 392 cidades tinham alguma sala de cinema. Em 2012 esse número caiu para 391 e em 2013 voltou para os mesmos 392 anteriores.

No mesmo período, contudo, o número de complexos de cinema saltou de 662 em 2011 para 721 complexos em 2013.

O mesmo vale para o número de salas, que em 2011 eram 2.352 salas e em 2013 fechou o ano com 2.679, segundo os dados divulgados pela agência.

Soluções e ajuda
De acordo com o cineasta Andre Sturm, diretor executivo do MIS (Museu da Imagem e do Som) e administrador do Cinema Belas Artes, que deve retornar ao circuito paulistano até o mês de maio, o problema reside na falta de interesse público e privado no fomento a novas salas de cinema.

“Os grandes empresários tratam o cinema apenas como um investimento e querem ter retorno em qualquer aplicação que fazem. Eles se concentram nos grandes centros porque o retorno é certo e mais seguro. Por isso, o governo tem que incentivar e ajudar os empresários médios e independentes que querem abrir um espaço menor nas cidades fora dos grande eixos”, analisa o cineasta.

Sturm afirma que nos últimos anos o governo federal começou a dar isenção na compra e modernização de projetores, luzes e outros equipamentos técnicos para a projeção cinematográfica, numa política que, segundo ele, tem sido “bem sucedida”.

Apesar disso, o cineasta acha que é preciso ir além e afirma que o Poder Público precisa colaborar na manutenção dos espaços criados.

“Manter um cinema é muito caro. 50% de tudo que é arrecadado na bilheteria vai só para o pagamento de aluguel do prédio, no caso do Belas Artes, por exemplo. Se o Poder Público não abraçar esses espaços como investimento cultural pras pequenas cidades, qualquer um que abrir vai fechar. Por isso ninguém se arrisca”, decreta.

Média nacional
Apesar dos números da falta de acesso do brasileiro ao cinema ainda serem assustadores, o relatório da Ancine mostra alguns dados bem positivos em relação ao acesso. Enquanto em 2009 o número de salas de cinema no Brasil era de 91.727 habitantes por sala, em 2013 esse número caiu para 75.040 habitantes por sala.

O avanço é grande, mas ainda está longe da média da Argentina, por exemplo, que tem 51 mil habitantes por sala de cinema. O México tem aproximadamente 21 mil hab/sala e a França, que em 2012 mantinha a média de 11mil habitantes por sala.

Para enfrentar o problema da falta a de acesso aos cinemas no País, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, lançou um edital de apoio aos circos brasileiros. O chamado "Projeto Carequinha" é uma linha de financiamento de R$10 milhões que contemplarão projetos circenses que, segundo a ministra, podem ajudar a diminuir o problema da falta de equipamentos culturais nas cidades pequenas.

“A ideia de dar força para o circo é porque ele entra nas cidades com menos de 20 mil habitantes, que não tem cinema e muitas vezes não tem nem livraria. Além do espetáculo circense, a proposta é que eles ampliem a oferta para teatro e cinema, e também possam ficar mais tempo numa mesma cidade. O projeto implica na possibilidade deles comprarem todos os apetrechos que precisam para oferecer isso, como projetores, lonas e tudo mais que é necessário”, explica Marta Suplicy.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, admite a deficiência do Brasil no acesso à Cultura, mas diz que programas como os 'CEUs das Artes' podem ajudar na solução do problema (foto: Agência Brasil)

A ministra da Cultura admite que o incentivo ao circo não é a única solução para reverter o problema. Ela acredita, contudo, que a inauguração dos chamados “CEUS das Artes” (Centros de Artes e Esportes Unificados) a deficiência do acesso à Cultura no Brasil possa ser combatida numa outra frente.

“Esse problema de inclusão não acontece apenas com cinema, mas com teatros e museus por exemplo. Uma pesquisa recente que o mMinistério fez mostrou que 94% dos brasileiros nunca foram a um museu e sequer sabem que existe um dia na semana que o museu é gratuito”, conta a ministra Marta Suplicy, que participou na última sexta-feira (17) em São Paulo da entrega de cartões do Vale Cultura para empregados do Banco do Brasil. “Nós estamos tentando enfrentar isso dando mais força para a inclusão social dentro do Ministério da Cultura. Os CEUS das Artes, quando começarem a funcionar, vão dar uma possibilidade boa como equipamento cultural e de formação artística”, comenta.

CÉUs
Bandeira antiga de Marta desde os tempos em que ela era prefeita de São Paulo (2001-2004), os chamados “CEUs das Artes” são centros de cultura e lazer integrados num mesmo espaço físico, onde são oferecidos programas e ações culturais, práticas esportivas e de lazer, formação e qualificação para o mercado de trabalho.

A promessa do governo federal é construir pelo menos 325 prédios como esses ao redor do País, em terrenos que devem variar de 700 a 7.000 m². Esses prédios seguem o modelo do já implantado pela ex-prefeita em São Paulo.

Dez unidades já foram entregues pelo governo federal no País até agora, cada um ao custo médio aproximado de R$2 milhões em verbas do PAC 2 (Plano de Aceleração do Crescimento).

No último balanço do PAC, a Casa Civil informou que 76% das unidades contratadas pelo governo já estavam em obras ou em fase de conclusão. O investimento total do governo neste projeto soma R$795 milhões, segundo a própria administração federal.

“Aos poucos tá indo. Até no Xingu foi entregue um CEUs para os índios”, comemora Marta Suplicy. 

MÚSICA

De Campo Grande ao Top do Spotify: quem escreveu "Flash", a música da trend dos perfumes

Gabriel Guima conta como a música nasceu em uma sessão em Goiânia, como chegou a Hugo & Guilherme e o que muda na vida de quem compõe quando uma canção explode

13/10/2026 14h37

ARQUIVO PESSOAL

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No dia em que terminaram de escrever "Flash", em 18 de agosto de 2025, os quatro compositores criaram um grupo de mensagens chamado "FLASH - TOP 1". Pouco mais de um ano depois, a música gravada por Hugo & Guilherme está entre as mais ouvidas do país e virou trilha da trend em que famosos e anônimos mostram suas coleções de perfume nas redes. Por trás dela estão quatro amigos que saíram de Campo Grande para compor em Goiânia.

Um deles é Gabriel Guima, de 30 anos, nascido em Campo Grande e criado na região do Monte Castelo.

"A Flash nasceu de quatro amigos que saíram de Campo Grande pra escrever esse sucesso em Goiânia", conta. Os parceiros são Atayde Filho e Rafa Conter, também nascidos na Capital, e Will Andrade, que nasceu em Rondonópolis (MT), mas sempre morou em Campo Grande.

Lançada pela dupla em agosto, a faixa já soma mais de 23 milhões de reproduções no Spotify e ocupa o 3º lugar do ranking diário da plataforma no Brasil, com quase 1 milhão de execuções por dia, segundo o levantamento de domingo (11).

A primeira gravação da música, feita pela dupla Lucas & Higor, também está entre as mais ouvidas do país, com mais de 20 milhões de reproduções. Somadas, as duas versões passam de 43 milhões de plays só no Spotify. No YouTube, o clipe oficial de Hugo & Guilherme já passava de 23 milhões de visualizações na semana passada.

No último domingo (11), a música ganhou uma versão em forró gravada por Zé Vaqueiro, com participação de Hugo & Guilherme, durante o DVD "Diamante – Ao Vivo em Belém".

Uma ideia, um violão e um refrão pronto

Segundo Gabriel, a música foi montada em etapas, cada parceiro somando uma parte. Atayde Filho chegou com a história e leu a ideia para o grupo. Gabriel pegou o violão e criou a melodia do começo. Will Andrade mexeu na entrada da segunda parte. O refrão veio de uma vez só. "O Rafa saiu do quarto e soltou o refrão inteiro", lembra. Depois, os quatro definiram juntos a repetição do refrão e fecharam a canção.

"Quando terminamos, todos estávamos convictos de que tínhamos feito algo especial ali", diz.
A música foi gravada primeiro pela dupla Lucas e Higor, que não tinha exclusividade sobre ela. Foi por esse registro, de acordo com Gabriel, que Hugo & Guilherme conheceram "Flash" e decidiram gravá-la com exclusividade.

A trend dos perfumes, segundo ele, partiu de Guilherme, que coleciona fragrâncias, e de Zé Vaqueiro, e se espalhou de forma orgânica, sem ação de marca. "Sempre acreditamos muito no potencial dela, mas essa proporção que tomou acredito que ninguém imaginava", afirma. Para ele, o que está acontecendo é inédito no mercado da composição, "e acreditamos que está só no começo".

Sobre a versão em forró, a avaliação é positiva. "Acho que encaixou perfeitamente. Acredito que deu outro gás pra música, em todos os sentidos."

Do palco para a composição

Gabriel começou a compor profissionalmente em 2019, quando ainda cantava em dupla com Marco Antônio, que hoje segue carreira solo com o projeto CountryBoy. Marco escrevia desde os 13 anos, e os dois precisavam de repertório para gravar um DVD. Foi assim que Gabriel entrou no processo de criação. "Comecei a entender como funcionava e o quão importante era a composição, que é onde a música nasce", diz.

Em 2023, ele se mudou para Goiânia para ficar mais perto do mercado. Em 2025, deixou os palcos para se dedicar só à composição. Hoje, segundo ele, são praticamente 100 músicas gravadas, entre elas "Tem Amor, Tem Volta", de Jorge & Mateus, no álbum Check-in (2024); "Oposto", do Grupo Menos é Mais, no Churrasquinho 3; "Vai que Bate um Vento", de Fiduma & Jeca com Rio Negro & Solimões; e "Piscininha" e "Cessar Fogo", de João Gustavo & Murilo.

O compositor e o sucesso

Quando uma música vira trend, explica Gabriel, a divulgação e o consumo da obra aumentam, e o retorno financeiro acompanha. Em "Flash", os direitos são divididos de forma igual entre os quatro autores.

Perguntado se o compositor ainda é invisível no sertanejo, ele discorda, mas faz ressalvas. "Não somos invisíveis, mas acredito que muitas coisas em relação a isso podem melhorar e precisam mudar. O importante é o compositor saber o seu valor e dar o devido valor à sua obra."

A letra de "Flash" brinca com o duplo sentido. Sobre críticas, Gabriel defende a liberdade de quem escreve. "Pra nós, o limite e a interpretação ficam pra quem ouve. Por isso, nós, compositores, temos o direito de explorar a licença poética."

A rota Campo Grande–Goiânia

Gabriel afirma que existe uma cena de composição sertaneja em Mato Grosso do Sul, mas que ela já foi mais forte. Ele conhece muitos compositores de Campo Grande que hoje vivem em Goiânia, que aponta como um dos principais polos do setor, ao lado de Londrina, Fortaleza e São Paulo.

Para quem está começando no Estado, o conselho é unir "estratégia, persistência e estudo de mercado", usar a internet para divulgar as músicas e criar contato com artistas, e, sempre que possível, passar temporadas em Goiânia para compor por lá.
Sobre os próximos passos, ele não adianta nomes. "Tem muita coisa boa pra vir, muita música boa saindo. Se Deus quiser, em breve estarei contando muitas novidades."

Outubro Rosa

Saiba os tratamentos e os cuidados médicos após diagnóstico de câncer de mama

Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima até 78,6 mil novos casos até 2028; pesquisas apontam paralelamente redução no número de mamografias entre pacientes próximas da melhor idade

13/10/2026 08h45

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo Foto: Banco de Imagens

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Como de costume, o período entre o dia 1° até o 31 deste mês é colorido de rosa, parte da campanha de conscientização e alerta voltada principalmente às mulheres, sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero. 

Apesar dos esforços, o País vê uma tendência crescente nos registros de casos dessa doença, diante ainda de um cenário paralelo de cada vez mais mulheres próximas da melhor idade deixando de fazer exames de mamografias e preventivos, sendo que ainda há toda uma vida e uma rotina de cuidados oncológicos após o diagnóstico. 

Análises estimativas feitas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que, até 2028, o Brasil deve atingir a marca de 78.610 novos casos dessa doença em todo o País, tornando o câncer de mama o tipo mais incidente entre brasileiras, depois de tumores de pele não melanoma. 

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpoDra. Fernanda Ronchi, chefe do serviço de oncologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie - Foto: Divulgação/FEMPAR

Como bem relata a chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (Huem), dra. Fernanda Ronchi, que também é professora da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (Fempar), a doença e seus subtipos estão cada vez mais “mapeadas”, com os diagnósticos tornando-se cada vez mais precisos.

Ela ressalta a oportunidade do Outubro Rosa, de falar sobre tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo. “Estejam atentas a alterações e procurem atendimento quando houver qualquer sinal de alerta. É importante mostrar que, quando o câncer é diagnosticado, temos hoje muito mais ferramentas para enfrentá-lo”, afirma.

Em comparativo da estimativa até 2028, há dois anos, o País encerrou 2024 com 20.849 mortes registradas pela doença, conforme dados compilados pelo Inca. Nesse mesmo período houve 4,4 milhões de mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com cerca de quatro milhões de exames voltados para o rastreamento de mulheres sem sinais ou sintomas da doença.

Porém, quando o assunto é sobre preventivos há dois movimentos opostos em paralelo a esse cenário.

Levantamento feito pela Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (Fidi) segundo raios-x sobre as mamografias no País: enquanto o número desses exames apresentou uma crescente de quase trinta por cento (28,1%) entre as mulheres de 40 a 49 anos, na faixa etária já mais próxima da melhor idade, entre 50 anos e 69 anos, houve uma queda de mais de 20% no total de mamografias realizadas.

Houve ainda uma queda de aproximadamente 11% no que diz respeito à busca pela realização desse procedimento nesse mesmo período. 

DIAGNÓSTICO PRECOCE

Importante frisar que a mamografia se mantém como pilar indispensável à saúde da mulher, mesmo com avanços na área, pois possibilita a identificação de alterações ainda em fases iniciais, antes mesmo até que os primeiros sintomas apareçam, como frisa a médica radiologista especialista em mama da Fundação, dra. Vivian Milani. 

“É importante que a mamografia não seja vista apenas como um exame a ser realizado diante de uma suspeita ou de algum sinal de alerta. Mesmo quando o resultado é negativo, o acompanhamento deve continuar de forma regular, respeitando a periodicidade indicada para cada mulher. É o que aumenta as chances de identificar precocemente eventuais alterações e, quando necessário, iniciar o tratamento o quanto antes”, diz.

Deste o começo deste ano é assegurado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o acesso à mamografia para mulheres na faixa etária entre 40 anos e 49 anos, ainda que essas não apresentem sintomas iniciais, desde que seja uma decisão tomada em compartilhamento com o médico, já que para o chamado rastreamento mamográfico populacional a orientação é que o exame seja feito a cada dois anos em mulheres ente 50 anos e 74 anos.

Das novidades para o tratamento aparecem medicamentos cada vez mais inteligentes, já especificamente direcionados para subtipos da doença. A mais frequente, o câncer de mama luminal, apresenta os chamados receptores hormonais positivos. No cenário metastático a inovação fica por conta do remédio que aparece na classe dos “conjugados anticorpo-fármaco, ou ADCs”: o datopotamab deruxtecan.

Essa tecnologia combina anticorpo capaz de reconhecer características específicas das células tumorais com uma substância quimioterápica, para transportar a quimioterapia mais direcionadamente até o tumor.

ALÉM DO DIAGNÓSTICO

O mês salienta cuidados que passam por horas de sono e até pela sexualidade, que as mulheres precisam estar atentas mesmo após um diagnóstico de câncer de mama, como reforça a ginecologista e mastologista Fernanda Bauk.

Ela lembra que a atenção à saúde mamária necessariamente precisa estar conectada às demais necessidades das pacientes que: “continuam tendo menopausa, sexualidade, sintomas geniturinários, alterações metabólicas e questões de qualidade de vida. O câncer não apaga a mulher”.

Há tratamentos que provocam ou intensificam os sinais da menopausa, como mostra revisão sistemática com meta-análise publicada neste ano no The Journal of Sexual Medicine, reunindo 36 estudos que envolveram 9.749 mulheres sobreviventes de câncer de mama.

O estudo estimou prevalência combinada de disfunção sexual em 70% do público-alvo. Ou seja, uma combinação de fadiga e alteração da imagem corporal podem se somar a episódios de dores nas relações, ressecamento vaginal e mudanças de desejo que afetam o cotidiano feminino. 

Por isso, Fernanda faz questão de explicar que a terapia hormonal sistêmica para sintomas de menopausa geralmente não é recomendada após o câncer de mama. Sobre as possibilidades, a médica lista medidas que vão desde hidratantes e lubrificantes vaginais, fisioterapia do assoalho pélvico, educação sexual e apoio psicológico ou sexológico, conforme a necessidade.

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