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Cinema B+: 10 filmes para assistir no Natal de 2025: entre novidades e clássicos eternos

Sugestões da nossa colunista de cinema para o fim de ano que equilibram conforto, repetição afetiva e algumas boas surpresas do streaming

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Há anos encerro o ano com dicas de filmes e séries para atravessar o fim de dezembro — e quem acompanha minhas colunas já sabe: Natal, para mim, é revisitar o que já amo. É ritual, repetição afetiva, memória acionada pela trilha sonora certa ou por uma história que já conhecemos de cor. Por isso, a lista tende a mudar pouco. Não é preguiça. É escolha.

Existe um mercado fonográfico e audiovisual inteiro dedicado ao Natal, que entrega, ano após ano, produtos descartáveis, previsíveis e — ainda assim — confortantes. Eles existem para preencher o silêncio entre uma refeição e outra, para acompanhar casas cheias, para oferecer finais felizes sem exigir atenção plena. Em 2025, esse mercado deixa algo ainda mais claro: o Natal virou um ativo estratégico — e estrelas ajudam a sustentá-lo.

De blockbusters de ação a comédias familiares e retratos mais irônicos do cansaço emocional, as produções do ano revelam diferentes formas de explorar a mesma data. E, como toda boa tradição de fim de ano, a lista também abre espaço para um clássico que, mesmo não sendo natalino, atravessa gerações como parte indissociável desse período

Operação Natal Amazon Prime Video
Aqui, o Natal é tratado como evento global, literalmente. Operação Natal aposta em ação, fantasia e ritmo de blockbuster para transformar o dia 25 de dezembro em cenário de missão impossível. Tudo é grande, barulhento e deliberadamente exagerado.

É o exemplo mais claro do Natal-espetáculo. O filme existe como veículo de estrela para Dwayne Johnson, que transforma a data em entretenimento de alta octanagem, longe de qualquer delicadeza afetiva.

Um Natal Surreal Amazon Prime Video
Neste filme, o Natal deixa de ser acolhimento para virar ponto de ruptura. Michelle Pfeiffer interpreta uma mulher que decide simplesmente desaparecer da própria celebração depois de anos sendo invisível dentro da dinâmica familiar. O gesto desencadeia situações absurdas, desconfortáveis e reveladoras.

A presença de Pfeiffer requalifica o projeto. Não é um Natal infantilizado, mas um retrato irônico do cansaço emocional, da maternidade esvaziada e da pressão simbólica que a data carrega.

A Batalha de Natal Amazon Prime Video
O Natal volta ao território da comédia familiar clássica. Eddie Murphy vive um pai obcecado por vencer uma disputa natalina em seu bairro e transforma a celebração em um caos crescente de exageros, erros e humor físico. Murphy opera no registro que domina há décadas. É o Natal como bagunça coletiva, desenhado para virar tradição doméstica e ser revisto ano após ano.

My Secret Santa Netflix
Uma mãe solteira em dificuldades aceita trabalhar disfarçada de Papai Noel em um resort de luxo durante o Natal. O plano se complica quando sentimentos reais entram em cena. O filme cumpre com precisão a cartilha da comédia romântica natalina, com química funcional e uma premissa simpática o bastante para sustentar o conforto esperado do gênero.

My Secret Santa Netflix - Divulgação

Man vs Baby Netflix
É para os fãs de Mr. Bean, apesar de não ser “ele”. Rowan Atkinson volta como Mr. Bingley, um adulto despreparado precisa sobreviver a um bebê imprevisível em plena temporada de festas. O que poderia ser um Natal tranquilo vira uma sucessão de pequenos desastres.
Funciona quando assume o humor físico e o exagero, ideal como filme de fundo para casas cheias.

All I Need for Christmas Netflix
Uma musicista em crise profissional encontra, durante o Natal, a chance de reconexão pessoal e afetiva ao cruzar o caminho de alguém que parecia seu oposto. Produção que aposta no tom acolhedor e na ideia de recomeço como motores emocionais simples, mas eficazes.

A Merry Little Ex-Christmas Netflix
Alicia Silverstone e Oliver Hudson sustentam uma trama previsível, mas ainda assim, bem natalina. Ex-relacionamentos, ressentimentos antigos e um Natal que força reencontros. A tentativa de manter a civilidade rapidamente desmorona. Um filme que reconhece que o passado nunca está totalmente resolvido, especialmente em datas simbólicas.

Champagne Problems Netflix
Filme que anda liderando o Top 10 desde novembro, traz uma executiva americana viaja à França para fechar um grande negócio antes do Natal e se vê envolvida em dilemas profissionais e afetivos. Menos açucarado, aposta em melancolia leve e conflitos adultos, usando o Natal mais como pano de fundo do que como solução.

Jingle Bell Heist Netflix
Dois trabalhadores frustrados planejam um assalto na véspera de Natal, quando ninguém parece prestar atenção. Cheio de reviravoltas e troca o romance pelo formato de filme de golpe, oferecendo uma variação divertida dentro do gênero natalino.

A Noviça Rebelde Disney+
Não é um filme natalino, mas poucas obras ocupam um lugar tão fixo no imaginário do fim de ano. Em 2025, o musical completa 60 anos e segue atravessando gerações como ritual afetivo de dezembro. Música, família, infância e acolhimento fazem dele uma tradição que resiste ao tempo e às modas.

No fim, a lógica permanece: filmes de Natal não precisam ser memoráveis para serem importantes. Precisam estar ali — como trilha de fundo, como pausa emocional, como promessa silenciosa de que, por algumas horas, tudo vai acabar bem. Em 2025, isso já é mais do que suficiente. Feliz Natal!

Saúde Correio B+

Outubro Rosa: 5 situações em que a dor depois da mastectomia merece atenção

Anestesiologista explica sintomas que podem indicar dor crônica pós-cirúrgica e quando buscar avaliação especializada

03/10/2026 17h00

Outubro Rosa: 5 situações em que a dor depois da mastectomia merece atenção

Outubro Rosa: 5 situações em que a dor depois da mastectomia merece atenção Foto: Divulgação

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O tratamento do câncer de mama chega ao fim, mas a dor nem sempre vai embora. A síndrome dolorosa pós-mastectomia costuma se manifestar como queimação, choques, formigamento e alterações na sensibilidade, e atinge uma parcela expressiva das mulheres operadas.

O Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer e a maioria das pacientes passa por cirurgia.

Uma revisão sistemática publicada em 2025 no Journal of Plastic, Reconstructive & Aesthetic Surgery, que reuniu 91 estudos e 26.132 pacientes, estimou prevalência média de 41,8% de dor crônica após mastectomia e reconstrução mamária.

A causa mais frequentemente identificada é a lesão do nervo intercostobraquial, manipulado no acesso à axila durante a avaliação dos linfonodos, etapa necessária ao tratamento oncológico. A dor pode aparecer horas, semanas ou meses depois do procedimento.

No Outubro Rosa, o alerta também vale para o período após a cirurgia. "A paciente pode acreditar que a dor faz parte do processo e que precisa simplesmente conviver com ela. Mas quando o sintoma persiste ou muda de característica, é importante conversar com o médico, porque existem formas de tratamento", explica o Dr.

Jorge Luiz Andrade, médico anestesiologista, especialista em Dor e vice-presidente executivo da Unimed Nova Iguaçu.

1. A dor continua por mais de três meses

Uma dor que persiste ou retorna por mais de três meses após a cirurgia é considerada crônica e merece avaliação, principalmente quando interfere no sono, na movimentação ou nas atividades do dia a dia.

2. Surge uma sensação de queimação ou ardência

Queimação ou ardência no tórax, na axila ou no braço do lado operado pode estar relacionada a alterações nos nervos envolvidos na cirurgia e deve ser relatada ao médico.

3. A dor parece um choque ou uma fisgada

Sensações semelhantes a choques elétricos, pontadas ou fisgadas são características descritas em quadros de dor neuropática e podem aparecer espontaneamente ou durante determinados movimentos.

4. Um toque leve passa a provocar dor

Quando o contato da roupa ou outro estímulo que normalmente não causaria desconforto passa a provocar dor, pode haver alteração na sensibilidade da região. Formigamento e dormência também são sintomas que merecem atenção.

5. O desconforto começa a limitar a rotina

Evitar movimentar o braço, ter dificuldade para dormir ou deixar de realizar atividades habituais por causa da dor são sinais de que o quadro já está afetando a qualidade de vida e precisa ser investigado. A limitação do movimento, quando se prolonga, pode levar a rigidez de ombro e contribuir para o agravamento do linfedema.

"Descrever a dor ajuda muito na avaliação. Saber onde ela aparece, há quanto tempo, se é uma queimação, um choque ou uma pontada e se existe alteração de sensibilidade são informações importantes para identificar o tipo de dor e definir o tratamento", afirma o especialista.

O cuidado começa antes da cirurgia

A anestesiologia participa do controle da dor antes, durante e depois do procedimento, e diferentes estratégias podem ser utilizadas para melhorar a recuperação. A diretriz de prática clínica publicada em janeiro de 2026 na revista Anesthesiology, da American Society of Anesthesiologists, recomenda fortemente o uso de bloqueios de plano fascial para reduzir a dor e a necessidade de opioides nas primeiras 24 horas após a mastectomia, considerando as características de cada paciente e procedimento.

Para as mulheres que desenvolvem dor persistente, o tratamento é individualizado e pode combinar medicamentos, procedimentos para controle da dor, fisioterapia e reabilitação.

"Dor depois da mastectomia não deve ser normalizada. Se ela persiste, interfere na rotina ou apresenta características diferentes do desconforto esperado no pós-operatório, vale buscar avaliação para entender a causa e tratar", completa o Dr. Jorge.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Caio Mutai

Ele vai do vampiro em fábula gótica à circulação internacional de "AYÔ"

03/10/2026 16h30

Caio Mutai vai do vampiro em fábula gótica à circulação internacional de

Caio Mutai vai do vampiro em fábula gótica à circulação internacional de "AYÔ" Foto: Fabio Audi

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Raspar as laterais do cabelo para acrescentar uma camada punkrock a um vampiro foi uma das últimas descobertas de Caio Mutai na construção de Yukun, personagem de “Furnas Fundas: Uma Fábula Gótica Brasileira”. Em cartaz nos cinemas desde 17 de setembro, o longa mostra uma das faces mais transformadas do ator, que, quase simultaneamente, viu outro trabalho atravessar fronteiras: “AYÔ” passou por festivais em Berlim e Nova York, ampliando a circulação internacional da produção.

Os dois projetos colocam Caio diante de registros e experiências bastante diferentes. Se em “Furnas Fundas” a construção de Yukun passou pela busca de um comportamento que transitasse do mais animalesco ao mais humano, além de uma transformação física descoberta também no próprio set, “AYÔ” apresenta outro momento de uma carreira que vem alternando cinema, séries e teatro.

Realizados anteriormente, os trabalhos ainda colocaram o ator diante de uma característica inevitável do audiovisual: o intervalo entre fazer e finalmente ver uma produção chegar ao público.

“Para uma pessoa ansiosa como eu (risos), é bom ocupar a cabeça com novos trabalhos. Acho que o melhor caminho que eu tenho pra poder lidar com essa espera é simplesmente não esperar. Entregar o meu trabalho e esquecer. O restante já não é trabalho meu: como vai lançar, quando, se alguém vai gostar ou não.”

A estratégia, admite, funciona melhor na teoria. “Embora eu acredite em tudo isso aí que falei, funciona mesmo? Mais ou menos (risos). Eu ainda fico extremamente na expectativa e sofro horrores, mas eu juro que tento.”

Em “Furnas Fundas”, Yukun representa uma das imagens mais diferentes que Caio já apresentou ao público. Segundo vilão de sua carreira, o vampiro nasceu de um processo que combinou referências que o ator já carregava, preparação corporal, improvisações e descobertas feitas durante as próprias filmagens.

“O que sempre esteve muito claro no roteiro era a relação dos três vampiros entre si. Como cada um era individualmente, fomos construindo ao longo da preparação. Eu sempre consumi filmes, livros e histórias sobre essa temática. Quando peguei o papel, também reli e revisitei muito material sobre.”

A preparação levou os atores a experimentar extremos antes de encontrar as particularidades de cada personagem.

“Na preparação, fomos de A a Z, do mais animalesco ao mais humano, experimentando no corpo todas as sensações que teríamos no filme, experimentando as cenas em improvisos e descobrindo as particularidades dessas relações e dessas personalidades.”

O ator Caio Mutai é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno, ele fala sobre estreias, carreia e planos.

Caio Mutai vai do vampiro em fábula gótica à circulação internacional de "AYÔ"O ator Caio Mutai é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Fabio Audi - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

As descobertas continuaram no set, quando figurino, maquiagem, dentes e locação deram outra dimensão aos personagens. Foi também nesse momento que Caio sugeriu uma mudança no visual de Yukun.

“Inclusive visualmente, no primeiro dia de set, onde pude sugerir raspar as laterais do meu cabelo e me deixar com aquele visual punkrock. Yukun ganhou uma outra camada de estranheza.”

A possibilidade de experimentar universos e comportamentos diferentes é um dos aspectos que mais atraem Caio na profissão. Para ele, porém, o desafio não depende necessariamente de o personagem estar muito distante de quem ele é.

“Muitas coisas me divertem nesse ofício, mas acho que depende. Gosto dos desafios. Não posso negar que é realmente divertido poder explorar o que seriam sensações e sentimentos de um vampiro sedento por sangue ou um robô que começa a questionar as próprias diretrizes de sua criação, mas poder explorar os limites de uma psique mais próxima à minha também pode ser extremamente desafiador.”

Enquanto “Furnas Fundas” evidencia essa busca pela transformação, “AYÔ” vive outro tipo de expansão. A passagem por festivais em Berlim e Nova York colocou o projeto diante de novos públicos e profissionais, mas Caio evita transformar essa circulação em previsão sobre os próximos passos da carreira.

“Eu acredito, pautado em experiências próprias, que qualquer trabalho lançado, é trabalho visto. Sempre alguém importante pode te assistir, que vai lembrar de você, que vai te procurar mais pra frente e quem sabe te agraciar com um convite, um teste ou pelo menos uma indicação. Mas não acho que seja mensurável, não.”

A trajetória de Caio também inclui uma atuação pública em torno da representatividade amarela. Ele reconhece que assumir essa discussão pode fazer com que um artista passe a ser procurado repetidamente para falar sobre raça, mesmo quando deseja ser reconhecido por outras dimensões de seu trabalho.

“Com certeza, mas no final das contas penso que vale mais a pena levantar a bandeira do que a inércia. Se eu precisar ser a pessoa que vai ser procurada apenas por isso, sei que a próxima geração talvez não precise. De toda forma, adoraria me aproveitar das batalhas ganhas também.”

O ator afirma já ter enfrentado limitações profissionais relacionadas à sua origem e recorda um episódio ocorrido em 2015, quando havia sido escolhido para seu primeiro papel no audiovisual. O personagem seria um jovem que descobria a paixão pelo balé clássico, mas mudanças posteriores na trama fizeram com que a dança deixasse de fazer parte de sua história. Segundo Caio, ele acabou substituído porque não se encaixaria com os atores escolhidos para viver os pais do personagem.

“Sim, eu perdi meu primeiro papel numa novela exatamente por ser amarelo. E sabe o que é mais interessante? Sei que pelo menos dois personagens foram escolhidos a partir de ‘match’ comigo, mas ninguém foi trocado. Só eu.”

Para 2027, Caio já prepara novos lançamentos no audiovisual e também o retorno aos palcos em uma superprodução de teatro musical, a ser revelada em breve. E, quando pensa nos personagens que ainda gostaria de viver diante das cortinas, e não das câmeras, aparecem nomes como Jean Valjean, de “Les Misérables”, Phantom, de “O Fantasma da Ópera”, e Jesus e Judas, de “Jesus Christ Superstar”.

Já no audiovisual, o ator ainda quer avançar por territórios que experimentou pouco. “Tem muitos gêneros que eu gosto e pude experimentar pouco. Acho que para o cinema/séries eu ainda quero muito poder fazer algum vilão/serial killer/psicótico, como um Hannibal Lecter, Coringa e coisas nesse espectro. Também adoraria explorar mais o território do SCI-FI, Cyberpunk, robôs, IAs, como Blade Runner, THX, Matrix.”

Entre os trabalhos que agora encontram o público e os novos projetos que começam a se desenhar para 2027, Caio prefere não transformar cada lançamento em uma projeção sobre o próximo passo da carreira. “Prefiro celebrar o trabalho já realizado e continuar buscando os próximos. Um bom agente, boas relações e trabalhar bem. Não tem segredo.”

Caio Mutai vai do vampiro em fábula gótica à circulação internacional de "AYÔ"O ator Caio Mutai é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Fabio Audi - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

 

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