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Com a pandemia e o distanciamento social, pessoas com idade acima de 40 anos buscam companhia na internet

Segundo o idealizador do site Coroa Metade, já foram contabilizados 585 mil cadastros e 87 casamentos realizados

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A pandemia do novo coronavírus trouxe na bagagem um tanto de solidão. 

Com o distanciamento social se tornando uma das melhores opções para evitar a contaminação pela Covid-19, muitas pessoas, principalmente os idosos que integram o grupo de risco para a doença, perderam uma parte do convívio diário com os amigos e a possibilidade de ter novas experiências.

“O isolamento faz com que as pessoas busquem alternativas para se relacionar”, explica Airton Gontow, idealizador e diretor do site de relacionamento para pessoas com idade acima de 40 anos, o Coroa Metade.

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Criado há oito anos, o site foi pioneiro na construção de uma ponte entre pessoas maduras que buscam um novo relacionamento. Segundo o idealizador, já foram contabilizados 585 mil cadastros e 87 casamentos realizados a partir das uniões do site.

“Somos seres sociáveis. Para a grande maioria das pessoas é difícil ser feliz sozinha. Interessante observar que no site a maior procura é por quem vive na própria região, já que os usuários e usuárias desejam o encontro pessoal”, explica Gontow. Com a pandemia, o cenário mudou. 

“Aumentou muito a quantidade de pessoas que conversam com quem vive em outros estados, já que o objetivo se tornou também fazer amizades”, frisa.

De abril a novembro, o aumento de novos cadastros foi de 17%, em relação aos últimos seis meses antes da pandemia, de setembro de 2019 a fevereiro de 2020.

“Nos primeiros três meses, o aumento havia sido ainda maior, chegando a 25%, mas com a flexibilização a taxa de crescimento diminuiu um pouco. Com as novas restrições e o aumento do número de casos e de mortes por Covid-19, a taxa de aumento está voltando ao patamar de abril, maio e junho”, relata o criador do site.  

Seguindo a tendência nacional, em Mato Grosso do Sul, a maioria dos cadastros é de mulheres, com 56% do total de participantes do Estado no site. Já entre os homens o número é um pouco menor, chegando a 44%.

Segundo o idealizador, desde o início a participação das mulheres foi maior. 

“Os números gerais são de 57% de mulheres e 43% de homens. A mulher é autêntica, assumida e corajosa. Quando gosta do site, conta para uma, duas, 10, 30 amigas. Já o homem, quando gosta, não conta para ninguém. Morre de medo de que o amigo diga: ‘Cara, você é um banana? Precisa de um site para conhecer uma mulher? Deixa que eu te ensino como se chega em uma mulher...’. 

A proporção de mulheres só não é ainda maior porque em todos os programas de rádio e de televisão em que vou sempre procuro falar mais com público masculino, mostrando as vantagens de entrar no site”, ressalta.

Com a pandemia, segundo Gontow, de abril ao fim de novembro deste ano, a quantidade de homens aumentou: dos novos usuários, 48% são homens e 52%, mulheres.

Já em relação à idade dos cadastrados no site em Mato Grosso do Sul, 44% são de homens com idade entre 40 e 49 anos. O índice é semelhante (41%) nos homens de 50 a 59 anos. Apenas 14% são de cadastrados com idade entre 60 e 69 anos.

Já entre as mulheres os dados se invertem, a maioria (44%) é de participantes de 50 a 59 anos e 36% são mulheres de 40 a 49 anos.

CUIDADO  

Apesar dos benefícios do site, o criador não nega que encontros pela internet, assim como os presenciais, podem ser arriscados. Para assegurar que tudo ocorra bem, o ideal é evitar repassar informações pessoais, como endereço, e enviar fotos comprometedoras.

“Como em todas as situações da vida, preste atenção nos pequenos detalhes. Se a pessoa que está se interessando por você perguntar três vezes, ainda que em dias diferentes, qual é a sua profissão ou quantos filhos você tem, é um forte indício de que o interesse não é real ou que ela está flertando ao mesmo tempo com várias pessoas”, explica.  

Se o encontro evoluir para o presencial, sempre escolha locais movimentados. 

“Quando marcar o primeiro encontro, faça sempre em um lugar público, como um shopping center. Não deixe a pessoa buscar você em casa. Vá por conta própria. Peça para alguém telefonar para você e responda algo do tipo: ‘Cheguei, sim, está tudo bem. Estou aqui no shopping center tal...’, para deixar claro que seus amigos e parentes sabem que você foi encontrar uma pessoa que conheceu no site”, frisa.

Na hora de retornar para casa, também não aceite carona. “A maioria das pessoas têm boas intenções, mas é preciso tomar os mesmos procedimentos que você teria, por exemplo, em um barzinho, quando alguém olha para você e inicia uma conversa. Em muitos lugares, como hotéis, restaurantes, bares, festas, navios, praias e até mesmo templos religiosos, você pode encontrar pessoas maravilhosas, boas e corretas, mas também há pessoas desonestas e aproveitadoras”, pontua.  

Além disso, não confie se a paquera solicitar dinheiro. 

“Nunca, em hipótese alguma, envie dinheiro para a pessoa de quem você está se aproximando. E denuncie aos organizadores do site se alguém pedir dinheiro. Não mande fotos comprometedoras nem se exponha em vídeos. Estas imagens podem ser mais tarde utilizadas contra você. Não dê seu e-mail, Facebook, WhatsApp ou outros dados pessoais no início do relacionamento virtual. Como os golpistas sabem que podem ser rapidamente eliminados do site, fazem de tudo para conseguir essas informações logo de início, para depois permanecerem em contato”, explica.  

Segundo o especialista, não repasse as contas de redes sociais. 

“Proteja suas redes sociais, já que nelas os golpistas podem encontrar informações importantes sobre sua vida, o que pode facilitar a ação. Os sites de namoro foram desenvolvidos para que você se comunique com segurança por dentro do site, sem que seja necessário enviar informações pessoais”, frisa.

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Cultura Correio B+

Instituto Festival de Dança de Joinville abre inscrições para programa gratuito de formação

O projeto irá oferecer formação nas áreas de Produção, Iluminação, Maquinista, Contrarregragem e Cenotécnica, com possibilidade de participação em mais de um curso.

20/06/2026 17h30

Instituto Festival de Dança de Joinville abre inscrições para programa gratuito de formação

Instituto Festival de Dança de Joinville abre inscrições para programa gratuito de formação Foto: Divulgação

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O Instituto Festival de Dança de Joinville está com inscrições abertas para o FORMATEC, programa gratuito de capacitação voltado a jovens e adultos interessados em atuar no setor cultural.

As aulas terão início em 29 de junho, e serão realizadas até outubro, com um período de estágio nos bastidores do 43º Festival de Dança, que ocorre entre 20 de julho e 1º de agosto. As inscrições podem ser realizadas no site festivaldedanca.com.br até 25 de junho. 

O projeto irá oferecer formação nas áreas de Produção, Iluminação, Maquinista, Contrarregragem e Cenotécnica, com possibilidade de participação em mais de um curso.

Serão realizados encontros semanais no Saltare Centro de Dança, das 19h às 21h, com atividades complementares em alguns sábados, totalizando 32 horas/aula. O curso é gratuito, com certificação para alunos que atingirem pelo menos 80% de frequência.

Além dos conteúdos teóricos, os participantes terão aulas práticas em todos os módulos nos respectivos ambientes ligados a cada área de atuação. Durante a realização do Festival de Joinville, os alunos também poderão acompanhar o processo desde a montagem até a realização de um evento de grande porte, reconhecido como o maior do mundo na área da dança. 

As aulas serão conduzidas por profissionais com experiência no mercado cultural, viabilizando contatos importantes para o futuro ingresso no mercado de trabalho na área. O objetivo é aproximar os alunos da realidade da produção cultural e das operações técnicas executadas em grandes eventos.

“O crescimento da economia criativa têm ampliado a demanda por profissionais qualificados nos bastidores, mas o setor ainda enfrenta escassez de mão de obra especializada em áreas técnicas. Nossa proposta é contribuir para a formação de novos talentos por meio de uma imersão que permitirá que os participantes desenvolvam competências profissionais em um ambiente real de trabalho”, afirma o presidente do Instituto Festival de Dança de Joinville, Ely Diniz. 

O FORMATEC foi selecionado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura – Edição 2025 e é realizado com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

Conheça os módulos:

Cenotécnica: aprenda sobre montagem de cenários, ambientação e estruturas técnicas que contribuem para a construção visual dos espetáculos.

Contrarregragem: aprenda sobre organização dos bastidores, acompanhamento de entradas e saídas de cena, suporte técnico a artistas e funcionamento operacional do palco durante as apresentações.

Iluminação: aprenda sobre fundamentos da iluminação cênica, montagem e operação de equipamentos, além da criação de atmosferas e efeitos visuais por meio da luz.

Maquinista: aprenda sobre introdução à movimentação técnica de palco, montagem de estruturas cênicas e operação de equipamentos utilizados em grandes produções.

Produção: aprenda sobre planejamento, logística, cronogramas, gestão de equipes e organização de grandes eventos culturais.

Instituto Festival de Dança de Joinville abre inscrições para programa gratuito de formação Instituto Festival de Dança de Joinville abre inscrições para programa gratuito de formação - Divulgação

Informações:

FORMATEC - Formação Técnica para Artes do Espetáculo

Período: de junho a outubro de 2026, com aula inaugural em 29 de junho

Local: Saltare Centro de Dança (rua Orestes Guimarães, 406 - América, Joinville/SC)

Público-alvo: jovens e adultos a partir de 16 anos

Mais informações: (47) 3031-3894

Inscrições gratuitas por meio do site festivaldedanca.com.br, ou presencialmente no Saltare Centro de Dança, das 8h às 18h, até 25 de junho

 

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Celular caiu na água? Colocar no arroz funciona? Especialista revela o que fazer

Afinal, colocar o celular no arroz após cair na água realmente funciona? Carregar o aparelho durante a noite estraga a bateria? E fechar aplicativos melhora o desempenho?

20/06/2026 17h00

Celular caiu na água? Colocar no arroz funciona? Especialista revela o que fazer

Celular caiu na água? Colocar no arroz funciona? Especialista revela o que fazer Foto: Divulgação

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Os smartphones se tornaram itens indispensáveis no dia a dia, concentrando funções que vão muito além da comunicação. Mas, junto com a popularização dos aparelhos, também cresceram as dicas e crenças sobre como cuidar deles.

Afinal, colocar o celular no arroz após cair na água realmente funciona? Carregar o aparelho durante a noite estraga a bateria? E fechar aplicativos melhora o desempenho?

Para esclarecer as principais dúvidas, a empresária e especialista em tecnologia mobile Michelle Menhem separou os mitos e verdades mais comuns sobre o uso e a manutenção dos smartphones.

1. Colocar o celular no arroz após cair na água ajuda a salvar o aparelho?

Mito.


Essa é uma das recomendações mais populares, mas não é a solução mais eficaz. O arroz pode absorver parte da umidade externa, porém não consegue retirar a água que já entrou nos componentes internos do aparelho. Além disso, partículas do alimento podem se alojar nas conexões e agravar o problema.

“O ideal é desligar imediatamente o celular, não tentar carregá-lo e procurar uma assistência técnica especializada o mais rápido possível para realizar a limpeza adequada”, orienta Michelle.

2. Carregar o celular durante a noite inteira estraga a bateria?

Mito.


Os smartphones modernos possuem sistemas inteligentes que interrompem ou reduzem a carga quando a bateria atinge 100%. Embora o hábito não cause danos imediatos, o carregamento contínuo por longos períodos pode contribuir para um desgaste gradual ao longo dos anos.

3. Usar o celular enquanto ele está carregando pode causar explosão?

Mito.


Em condições normais de uso, o risco é extremamente baixo. Os problemas costumam estar relacionados ao uso de carregadores de baixa qualidade, baterias danificadas ou aparelhos com defeitos.

“Se o celular estiver esquentando excessivamente durante a recarga, é importante procurar uma avaliação técnica”, alerta a especialista.

4. Fechar aplicativos abertos melhora o desempenho do aparelho?

Depende, mas na maioria dos casos é mito.


Tanto o Android quanto o iOS foram desenvolvidos para gerenciar automaticamente os aplicativos em segundo plano. Fechar todos os apps constantemente pode, inclusive, aumentar o consumo de bateria. A recomendação é encerrar apenas aplicativos travados ou que apresentem falhas.

5. Deixar a bateria chegar a 0% antes de recarregar aumenta sua vida útil?

Mito.


As baterias de íons de lítio utilizadas atualmente funcionam melhor quando permanecem, sempre que possível, entre 20% e 80% de carga. Descarregar completamente o aparelho com frequência pode acelerar o desgaste da bateria.

6. Carregadores paralelos podem danificar o smartphone?

Verdade.


Esse é um dos problemas mais recorrentes observados nas assistências técnicas. Carregadores sem certificação podem fornecer tensão inadequada, provocar superaquecimento e até comprometer componentes internos do aparelho.

7. O modo avião realmente faz a bateria durar mais?

Verdade.


Ao ativar o modo avião, o smartphone interrompe conexões como rede móvel, Wi-Fi e Bluetooth, reduzindo significativamente o consumo de energia, especialmente em locais com sinal fraco.

8. Películas protegem contra qualquer tipo de quebra da tela?

Mito.


Embora sejam eficientes para reduzir riscos superficiais e oferecer alguma proteção contra pequenos impactos, as películas não garantem proteção total contra quedas mais fortes.

9. Atualizações de sistema deixam o celular propositalmente mais lento?

Mito.


As atualizações normalmente trazem melhorias de segurança, correções de falhas e otimizações de desempenho. Em aparelhos mais antigos, no entanto, a inclusão de novos recursos pode exigir mais processamento, gerando a sensação de lentidão.

10. O calor excessivo pode reduzir a vida útil da bateria?

Verdade.


O calor é um dos principais fatores de degradação das baterias de lítio. A exposição frequente a altas temperaturas acelera processos químicos internos que reduzem sua capacidade de armazenamento de energia.

11. Deixar o celular conectado ao carregador após atingir 100% prejudica a bateria?

Parcialmente verdade.


Os aparelhos atuais contam com sistemas de proteção contra sobrecarga. Ainda assim, permanecer constantemente conectado à energia após atingir a carga máxima pode contribuir para um desgaste gradual da bateria ao longo do tempo.

12. Reiniciar o celular periodicamente ajuda no desempenho?

Verdade.


Reiniciar o aparelho de tempos em tempos ajuda a encerrar processos desnecessários, liberar memória e corrigir pequenos erros temporários do sistema, contribuindo para um funcionamento mais estável.

13. Aplicativos que prometem “limpar memória” realmente melhoram a performance do aparelho?

Mito.


Na maioria das situações, esses aplicativos acabam consumindo mais recursos do que economizando. Os sistemas operacionais modernos já realizam um gerenciamento eficiente da memória sem necessidade desse tipo de ferramenta.

14. Capinhas muito grossas podem contribuir para o superaquecimento do celular?

Verdade.


Alguns modelos mais robustos podem dificultar a dissipação do calor gerado durante atividades como jogos, gravação de vídeos e carregamento rápido. Por isso, é importante optar por acessórios de qualidade.

15. Banheiro e cozinha são locais inadequados para guardar ou usar o celular?

Verdade.


Além da água líquida, fatores como vapor do chuveiro, umidade constante e gordura presente no ambiente da cozinha podem afetar os componentes internos do aparelho ao longo do tempo.

Cuidados simples evitam prejuízos

Segundo Michelle Menhem, muitas pessoas só procuram assistência técnica quando o problema já está avançado, o que pode aumentar os custos de reparo ou até levar à perda definitiva do aparelho.

“O maior erro que vejo no dia a dia é esperar o problema piorar para procurar ajuda. Muitas falhas simples podem ser resolvidas com manutenção preventiva, evitando prejuízos muito maiores. Assim como fazemos revisões em um carro, os smartphones também precisam de cuidados para terem uma vida útil mais longa e um melhor desempenho”, conclui a especialista.


 

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