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COVID-19

Com pandemia, telemedicina vira alternativa para manter a saúde

Médicos adotam as chamadas de vídeo pelo computador ou celular para atender pacientes que cumprem isolamento
29/04/2020 07:00 - Naiane Mesquita


 

A pandemia trouxe experiências e desafios diferentes para profissionais de saúde de todo o mundo. Mesmo para aqueles que não estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus (Covid-19) em hospitais e postos de saúde, o atendimento em consultórios também sofreu alterações, como a inclusão do acompanhamento do paciente por meio da internet, a chamada telemedicina.  

A médica obstetra Rúbia Borges explica que, por causa do isolamento social, precisou se adaptar para atender principalmente pacientes de outras cidades. “Algumas pacientes que moram fora de Campo Grande estão com medo de vir até a Capital por conta do número de casos daqui. Então, elas fazem o acompanhamento presencial com uma enfermeira ou profissional médico que possa acompanhá-las e a nossa consulta acontece pela internet”, afirma Rúbia.

Segundo a médica, alguns planos de saúde não autorizaram a telemedicina, então, as consultas ficaram restritas. “Isso nos impede de fazer mais, porém, no que eu posso ajudar estou ajudando, seja por telefone mesmo e nem considerando como consulta”, ressalta.

A médica endocrinologista Renata Antonialli também está atendendo os pacientes por meio da internet e acredita que, apesar do estranhamento, o processo tem sido positivo. “Estamos vivendo tempos difíceis em meio a essa pandemia, com muitas incertezas do desconhecido e tendo de nos adaptar às novas situações. Nunca imaginei que um dia fosse atender um paciente atrás da tela de um computador. Estamos aprendendo juntos e descobrindo as vantagens dessa nova tecnologia”, acredita.  

Para ela, a modalidade é uma oportunidade de continuar ajudando os pacientes mesmo durante o isolamento social. “Vi nessa nova modalidade de atendimento uma oportunidade de poder continuar ajudando meus pacientes mesmo em isolamento social. Na minha especialidade, a Endocrinologia, muitas doenças são crônicas (não têm cura) e requerem acompanhamento de forma contínua, além de grande parte dos meus pacientes ser do grupo de risco, como idosos, diabéticos, hipertensos e obesos”, frisa.  

Com nove mortes confirmadas por causa da Covid-19 em Campo Grande, os cuidados são essenciais para manter as estatísticas menores do que em relação ao resto do País. “O atendimento médico a distância oferece o acesso à saúde de uma forma rápida, prática e segura. O paciente, por exemplo, pode realizar a consulta no conforto e segurança de sua casa, sem precisar ir ao consultório. Também é possível que os atendimentos sejam feitos em dias e horários flexíveis, por exemplo, aos fins de semana, feriados, atendimentos à noite”, explica.  

Segundo Renata, continuar atendendo os pacientes também evita que eles precisem ir até unidades de saúde de emergência. “A teleconsulta garante o acompanhamento médico das doenças crônicas, as quais são extremamente importantes que se mantenham compensadas, a fim de evitar visitas desnecessárias às unidades de urgência e emergência neste momento de calamidade que enfrentamos”, aponta.

De negativo, apenas a distância. “Nada substitui o exame físico, o olho no olho, o aperto de mão e as emoções durante a consulta presencial. Algumas doenças dependem do exame físico para serem diagnosticadas ou tratadas corretamente. Portanto, a teleconsulta não substitui uma consulta presencial em alguns casos, e o paciente deve estar ciente de que sua presença no consultório pode ser necessária para a realização do exame físico, ou até mesmo ser encaminhado a um serviço de saúde de acordo com o quadro clínico”, reforça Renata.  

Alternativas

Com as gestantes, as dúvidas foram tão constantes que Rúbia criou um grupo no Telegram – aplicativo de mensagens instantâneas – para conversar com as pacientes e tentar sanar as inseguranças referentes ao coronavírus e à gravidez. “Foi de fundamental importância para auxiliar nas dúvidas de todas as gestantes que eu acompanho. Tudo ainda é muito incerto e recente. Os estudos são recentes e isso gera muita insegurança nelas. As dúvidas que vão surgindo e são particulares, eu respondo no privado, como os exames que são realmente fundamentais e a necessidade da consulta presencial”, explica.  

Por enquanto, segundo a médica, o vírus não tem transmissão da mãe para o bebê durante o parto, nem na amamentação. “Não é uma evidência fechada, são estudos pequenos e não há muitos grupos para comparar os resultados”, ressalta.

Até mesmo as restrições de entrada durante o nascimento, que chocaram diversas gestantes no início da pandemia, estão mais brandas, ao menos na Maternidade Cândido Mariano. “No início da pandemia, há algum tempo, não era permitido nenhum acompanhante, agora liberaram um, contando que leve seu material de segurança, como máscara e luva, e um teste de Covid-19 negativo. Isso acalmou os ânimos”, reflete Rúbia.  

 

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!