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Com produção nacional, "Três Mosqueteiros", Beyoncé e anime japonês, filmes são o destaque

Com produção nacional sobre isolamento e política, novo "Três Mosqueteiros", musical da Beyoncé e anime japonês, entre outras opções, filmes são o destaque da programação do fim de semana de Natal

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Para se proteger de uma revolta dos trabalhadores da fazenda de sua família, uma reclusa estilista se enclausura em seu carro blindado. Separados por uma camada impenetrável de vidro, dois universos estão prestes a colidir.

Essa é a sinopse de “Propriedade”, um dos filmes brasileiros mais comentados no último ano dentro do circuito de festivais, que chegou aos cinemas de Campo Grande, e de todo o País, no rol das estreias de ontem. 

Com direção de Daniel Bandeira (o mesmo de “Amigos de Risco”), também autor do roteiro, o thriller se desenvolveu, segundo o cineasta, como um exercício formal sobre enclausuramento. No entanto, a ideia passou a receber contornos políticos ao perceber, a partir de 2010, um país mais polarizado do que nunca.

“Havia aquele gráfico da apuração das eleições, do Norte vermelho e do Sul azul. Então, essa ideia original acabou sendo infiltrada por essa percepção de que o Brasil estava dividido. Ele sempre esteve dividido, na verdade, mas isso acabou me afetando de forma inédita. ‘Propriedade’ acaba sendo um comentário também sobre como a violência que acontece na cidade tem suas raízes muito profundas, que retrocedem no espaço, no campo e no tempo, porque são questões muito antigas, muito históricas”, conta o diretor.

“Então, no fim de contas, a gente acaba vendo somente o efeito imediato dessa opressão na cidade, muitas vezes não se dando conta de que a origem disso está no campo, está na história”, afirma. Rodado entre 11 de setembro e 7 de outubro de 2018, o longa imprime na tela a tensão que o País vivenciou, com a equipe recepcionando os resultados do primeiro turno eleitoral daquele ano no último dia de filmagens na Fazenda Morim, de São José da Coroa Grande, município de Pernambuco.

Houve também uma camada adicional percebida, a posteriori, pela atmosfera claustrofóbica, quase uma alegoria do isolamento social que tomaria o mundo um ano depois. Com o protagonismo da narrativa muitas vezes concentrado em Tereza e Dona Antônia, personagens respectivamente interpretadas por Malu Galli e Zuleika Ferreira, Daniel encontrou uma forma de representar a incomunicabilidade de duas integrantes de diferentes esferas sociais.

“Eu acho que a gente vive em um momento em que é muito difícil se colocar no lugar do outro, de entender as motivações do outro. E, com isso, a gente acaba perdendo as nuances, as motivações, coisas que a gente poderia usar para tentar resolver nossas diferenças”.

MILADY

“Os Três Mosqueteiros – Milady” é o novo capítulo da saga d’Os Três Mosqueteiros, baseada na obra homônima do autor francês Alexandre Dumas. No filme, D’Artagnan (François Civil) é forçado a se aliar à misteriosa Milady (Eva Green) após Constance (Lyna Khoudri) ser sequestrada bem diante de seus olhos, sem ser capaz de fazer nada para impedir. 

Junto a Athos (Vincent Cassel), Porthos (Pio Marmaï) e Aramis (Romain Duris), o jovem mosqueteiro enfrentará alguns segredos obscuros que podem balançar velhas alianças e desencadear uma grande guerra. Em versões dubladas e legendadas.

BEYONCÉ

Em “Renaissance: A Film by Beyoncé”, a superestrela pop Beyoncé apresenta seus grandes sucessos no palco e discute o processo criativo por trás de sua turnê mundial. A Renaissance World Tour contou com 56 apresentações em 2023 e arrecadou US$ 579 milhões entre os meses de maio e outubro. Já o filme, dirigido pela própria artista, como indica o título, estreou no início de dezembro e somou 
US$ 21 milhões na bilheteria norte-americana no primeiro fim de semana.

SUZUME

“Suzume no Tojimari: A Porta Fechada de Suzume” foi um dos animes de maior sucesso lançados em 2022. No filme do diretor Makoto Shinkai, uma garota de 17 anos chamada Suzume descobre uma porta misteriosa nas montanhas, e logo outras começam a aparecer por todo o Japão. Quando abertas, elas trazem desastre e destruição, e apenas Suzume pode fechá-las novamente.

IRMÃS

As irmãs Mirian e Mirelly nasceram no interior de Goiás, mas moram em cidades diferentes. Quando a mãe delas desaparece, as duas deixam de lado as diferenças e se unem para procurá-la, em uma viagem que pode mudar suas vidas. Com Ingrid Guimarães e Tatá Werneck nos papéis principais e direção de Susana Garcia.

NAS IGREJAS

Parceria do governo do Estado com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o projeto Catedral Erudita apresenta hoje, às 19h30min, na Igreja Cristo Luz, a Camerata Madeiras Dedilhadas e o coro do Projeto Coral Infantojuvenil da UFMS, sob a regência de Marcelo Fernandes e Ana Lúcia Gaborim, com solos de Angelica Jado e Eliseba Manhães. A entrada é gratuita. 

No domingo, às 10h, a última apresentação da temporada com esse elenco será na Igreja Batista em Vilas Boas (mais informações na página B4).

O projeto Catedral Erudita apresenta ainda o quarto e último concerto da Orquestra Sinfônica de Campo Grande com o Coro Lírico Cant’arte, sob a regência de Eduardo Martinelli e com a participação especial do Grupo Mais Brasil, hoje, às 19h30min, na Igreja São Francisco.

Gastronomia Correio B+

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa

Quase unanimidade nas mesas brasileiras, o famoso pão de queijo ganha um recheio ainda mais saboroso

23/08/2026 09h30

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa Foto: Divulgação

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MINEIRINHO DE COSTELA

Ingredientes:

Massa

  • 2 xícaras de chá de polvilho azedo
  • ½ xícara de chá de leite
  • ¼ xícara de chá de óleo
  • 1 ovo
  • 1 xícara de chá de queijo meia-cura ralado
  • ½ colher de chá de sal

Recheio de costela

  • 250 gramas de costela bovina cozida e desfiada
  • ½ cebola pequena picada
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 2 colheres de sopa do caldo do cozimento da costela
  • 1 colher de sopa de cheiro-verde picado
  • Pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Comece aquecendo o leite com o óleo até levantar fervura. Coloque o polvilho em uma tigela e despeje a mistura quente, mexendo bem para escaldá-lo. Deixe amornar e acrescente o ovo, o sal e o queijo. Misture e amasse até obter uma massa homogênea e fácil de modelar.

Para o recheio, aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho. Acrescente a costela desfiada e um pouco do caldo do cozimento. Refogue até a carne ficar úmida e suculenta, mas sem excesso de líquido. Finalize com cheiro-verde e pimenta.

Montagem:

Pegue uma porção da massa, abra na palma da mão e coloque uma quantidade generosa de costela no centro. Feche cuidadosamente e modele no formato de pão de queijo.

Disponha as unidades em uma assadeira, deixando espaço entre elas. Asse em forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente 25 a 30 minutos, ou até os pães de queijo crescerem e ficarem dourados. Espere amornar e sirva.

Obs importante: Tempo de preparo: 45 minutos (Considerando a costela já cozida)
Fonte Água Doce Cachaçaria 

Moda Correio B+

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália?

A pergunta parece uma provocação sobre preço, mas fala de algo muito maior: como atribuímos valor às coisas que vestimos?

22/08/2026 17h30

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália?

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália? Foto: Divulgação

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Uma sandália preta, de linhas mínimas, que deixa praticamente todo o pé à mostra e cobre apenas o calcanhar. A história muda quando descobrimos que ela é Chanel e custa cerca de R$ 8 mil? 

Recentemente, Margaret Qualley apareceu usando o modelo e a imagem circulou pelas redes sociais. Mas, olhando para aquele sapato, fiquei pensando: se retirássemos a etiqueta Chanel, quanto estaríamos dispostos a pagar por ele?

A pergunta parece uma provocação sobre preço, mas fala de algo muito maior: como atribuímos valor às coisas que vestimos? Se encontrássemos exatamente aquela sandália sem identificação em uma pequena loja, talvez passássemos por ela sem prestar muita atenção.

Coloque o nome de uma das maisons mais desejadas do mundo e, de repente, o objeto ganha história, desejo, exclusividade e alguns milhares de reais no preço.

É claro que seria simplista dizer que uma peça de luxo vale apenas por causa da etiqueta. Quando compramos Chanel, não estamos comprando somente couro, salto e algumas tiras.

Existe por trás daquele nome mais de um século de história, savoir-faire, construção de imagem, desfiles, campanhas e uma influência enorme sobre a maneira como mulheres se vestiram ao longo de gerações. Tudo isso também compõe o valor de um produto.

Mas quanto desse valor conseguimos enxergar no objeto e quanto enxergamos porque sabemos quem o assinou?

Durante muito tempo, riqueza precisava parecer riqueza. Tecidos preciosos, bordados, joias, detalhes elaborados e peças que denunciavam imediatamente seu valor. Hoje, parte do luxo parece brincar justamente com o contrário. Uma camiseta branca pode custar milhares, um tênis pode chegar à loja com aparência de usado. Uma bolsa pode parecer propositalmente desgastada e uma sandália pode ser reduzida a quase nada.

Há nisso também uma espécie de código cultural. Quem conhece moda reconhece a peça, a coleção, a assinatura, a referência. 

A pergunta que não quer calar é: Será que desejamos determinadas peças porque realmente as consideramos bonitas e especiais ou aprendemos a desejá-las depois que descobrimos quem as criou? A moda sempre viveu de símbolos. Uma bolsa nunca foi apenas uma bolsa, assim como um relógio de luxo nunca serviu apenas para mostrar as horas. Vestir também é comunicar pertencimento, repertório, aspiração e identidade.

Entre Costuras e CuLtura. Se tirássemos a etiqueta Chanel, quanto você pagaria por esta sandália?

Não vejo problema em desejar uma Chanel. Muito pelo contrário: a moda também é feita de sonho, história e emoção. Mas talvez seja saudável, de vez em quando, retirar mentalmente a etiqueta daquilo que desejamos. Olhar apenas para o objeto e perguntar: eu ainda gostaria disso se não soubesse a marca?

Antes de pagar pela etiqueta: 5 perguntas para fazer a si mesma

1. Eu compraria se não soubesse a marca?

Faça o exercício de retirar mentalmente o logo e a etiqueta. Você ainda acha a peça bonita e especial? Se a resposta for sim, há grandes chances de existir um desejo genuíno pelo design.

2. Estou pagando por qualidade ou principalmente por desejo?

No luxo, o preço não é determinado apenas pelo material e pela fabricação. História, exclusividade, marketing e prestígio também entram nessa conta. Entender isso ajuda a fazer uma escolha mais consciente.

3. Essa peça conversa com o meu estilo?

Uma tendência pode desaparecer e uma it-piece pode perder relevância rapidamente. Antes de investir, pense em quantas vezes e de quantas maneiras aquela peça realmente entraria no seu guarda-roupa.

4. O custo por uso faz sentido?

Uma bolsa cara usada durante dez anos pode representar um investimento mais coerente do que uma peça mais barata usada uma única vez. Divida mentalmente o preço pela quantidade de vezes que imagina usá-la.

5. Eu quero a peça ou quero o que ela representa?

Talvez seja a pergunta mais difícil. Às vezes desejamos um objeto; outras vezes, desejamos pertencimento, status ou a imagem associada a ele. Nenhuma dessas respostas precisa ser julgada, mas vale saber qual delas está guiando a compra.

No fim, na minha opinião é fundamental conhecer suficientemente o próprio estilo para decidir quando uma etiqueta importa e quando ela não importa.

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