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Conar julgará o ‘caso Gisele Bündchen’ nesta quinta

Conar julgará o ‘caso Gisele Bündchen’ nesta quinta

FOLHA.COM

10/10/2011 - 07h27
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O Conar (Conselho Nacional de Autoregulação Publicitária) agendou para esta quinta-feira (13) o julgamento do “processo ético 225/11.”

Refere-se a uma representação formulada por Iriny Lopes, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Muheres da Presidência da República.

Datado de 26 de setembro de 2011, o documento da ministra pede que seja retirada do ar propaganda da empresa Hope.

Estrelada pela modelo Gisele Bündchen, a campanha que abespinhou Iriny é composta de três peças. Podem ser assistidas aqui, aqui e aqui.

Em sua representação, cuja íntegra está disponível aqui, a ministra anota:

A publicidade “intima as mulheres brasileiras a fazerem uso de seu ‘charme’ (exposição do corpo e insinuações) para amenizar possíveis reações de seus companheiros frente a incidentes do cotidiano.”

Algo que, a seu juízo, “promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como mero objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para descontruir práticas e pensamentos sexistas.”

Para Iriny, a publicidade, por seu “conteúdo discriminatório contra a mulher”, infringiu o artigo 1o da Constituição, que prevê em seu segundo inciso o “respeito à dignidade da pessoa humana.”

Acha que houve afronta também ao artigo 5o do texto constitucional, que anota no inciso primeiro: “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.”

De resto, a ministra invoca como fundamento do seu pedido três artigos do Código de Ética do Conar: 19, 20 e 21. Rezam o seguinte:

- Artigo 19: Toda atividade publicitária deve caracterizar-se pelo respeito à dignidade da pessoa humana, à intimidade, ao interesse social, às instituições e símbolos nacionais, às autoridades constituídas e ao núcleo familiar.

- Artigo 20: Nenhum anúncio deve favorecer ou estimular qualquer espécie de ofensa ou discriminaçãoo racial, política, religiosa ou de nacionalidade.

- Artigo 21: Os anúncios não devem conter nada que possa induzir a atividades criminosas ou ilegais –ou que pareça favorecer, enaltecer ou estimular tas atividades.

Criado em 1980, o Conar é uma entidade de direito privado que tem como missão “impedir que a publicidade enganosa ou abusiva cause constrangimento ao consumidor ou a empresas.”

O conselho age por iniciativa de seus diretores ou quando provocado por “denúncias de consumidores, autoridades e associados.” A queixa de Iriny encaixa-se no segundo caso.

As denúncias são julgadas por um Conselho de Ética, que confronta as representações com a defesa dos acusados.

O histórico do conselho demonstra que os resultados dos julgamentos costumam ser acatados por empresas e agências publicitárias que assinam os comerciais questionados.

No caso da publicidade de calcinhas e sutiãs da Hope, a representação de Iriny Lopes, seja qual for o resultado, surtiu efeito inverso do pretendido.

A intervenção da ministra produziu uma polêmica que deu ao comercial que se pretende proibir uma visibilidade inaudita.

Concebidas para a televisão, as peças protagonizadas por Gisele correram a internet, ganharam as páginas dos jornais e das revistas.

Ainda que prevaleça no Conar, a ministra já desceu à crônica do anúncio como a maior propagadora do suposto “reforço do estereótipo equivocado da mulher como mero objeto sexual.”

No Planalto, órgão ao qual a secretaria de Iriny está vinculado, a ação da ministra foi recebida com reservas.

Os críticos mais amenos tacham a representação ao Conar de “desnecessária”. Os mais severos qualificam a iniciativa de “desastrosa”.

DIÁLOGO

Em alguns municípios, inclusive em Campo Grande, certos políticos parecem...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta segunda-feira (22)

22/06/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Mario Sergio Cortella - escritor brasileiro

"Só se pode falar em ética quando se fala em humano, porque a ética tem um pressuposto: a possibilidade de escolha. A ética pressupõe a possibilidade de decisão, ética pressupõe a possibilidade de opção”.

FELPUDA

Em alguns municípios, inclusive em Campo Grande, certos políticos parecem ter trocado os manuais de gestão por um exemplar de Madame Bovary (romance de Gustave Flaubert): apaixonaram-se perdidamente pela corrupção e, como na literatura, o desfecho promete ser trágico. Quando a Justiça bate à porta, surgem as desculpas mais criativas: receptação vira “contravenção”, culpa sempre é do assessor, do motorista ou, na falta de opção, do “eterno mordomo”. A criatividade é tanta que só perde para a ficha policial. Dá licença, vai!

Diálogo

Em discussão

A Câmara Municipal de Campo Grande abriu espaço para discutir a cannabis medicinal e um projeto que prevê a distribuição gratuita de produtos derivados da planta pelo SUS municipal. A proposta, do vereador petista Jean Ferreira, ainda tramita e depende de aprovação.

Mais

A audiência pública mostrou que o tema já deixou de ser tabu e passou a frequentar o debate sobre a saúde pública. Agora, resta saber se o projeto vai florescer ou ficará apenas no canteiro das intenções. Afinal, as opiniões continuam divergentes. É esperar para ver.

Diálogo
Inês Garcia e Monica Razuk - Foto: Studio Volkopf
Diálogo
Marchiane Fritzen - Foto: Arquivo pessoal

Currículo

Na Assembleia de MS, deputados da oposição e da base convergem num diagnóstico: Campo Grande perdeu o brilho e enfrenta abandono, com lixo acumulado, matagais, inúmeros buracos e ruas às escuras. Em meio às críticas, parlamentar defendeu que o eleitor avalie o currículo dos candidatos antes do voto, verificando se já exerceram função de gestão. Embora não tenha citado nomes, o deputado teria dado indireta à prefeita Adriane. Aí deu no que está dando...

Mapa da mina

Uma licitação para compra de mapas geopolíticos, em 2018, virou um verdadeiro mapa da mina para os envolvidos à época. A Justiça, porém, condenou responsáveis por um esquema que direcionou o certame e causou prejuízo superior a R$ 1 milhão aos cofres públicos. O principal operador, já falecido, terá ressarcimento cobrado do espólio, enquanto outro empresário ficou quatro anos proibido de atuar no poder público.

Veto

Geraldo Alckmin, presidente em exercício, vetou integralmente projeto de lei que flexibiliza regras para a entrada no mercado de trabalho de jovens com idades entre 18 e 29 anos que nunca tiveram carteira assinada. O Programa Contrato de Primeiro Emprego previa redução da alíquota do FGTS e da contribuição à previdência como incentivos para as empresas que contratassem. O governo argumenta que a proposta, aprovada em maio pelo Congresso Nacional, contraria a Constituição e o interesse público.

Aniversariantes

  • Guilherme de Barros Costa Marques Bumlai, 
  • Daisy da Silva Floro Souza,
  • Carlos Alberto Moraes Coimbra,
  • Isolina Cia Azevedo,
  • Mário Sérgio Cardoso,
  • Carla Chacarosqui,
  • Saulo Garcia de Queiroz, 
  • Raul Costa,
  • João Espindola da Silva,
  • Dr. Edmilson Rodrigues Brandão,
  • Katsumi Ono,
  • João Ladislau Chilante,
  • Rui Marcos Stein,
  • Ana Lucia do Espirito Santo,
  • João Francisco Lima,
  • Amilton Edson da Costa Faria,
  • Dr. Antonio Chehade Ibrahim Elosta,
  • João Batista dos Santos Filho,
  • Adriano Garcia,
  • Vera Lucia Antunes Ravazi,
  • Debora Mantovanis de Oliveira,
  • Luiz Gonzaga Maciel de Souza,
  • Carlos Eduardo Boranga, 
  • Paulina Teresa Zárate Pereira,
  • Ana Carolina Foizer (Carola),
  • Vanderlei da Silva Matos (Vanderlei Cabeludo),
  • Ivanilde Zanfolin Teixeira Marques,
  • Ivete Arruda Nogueira,
  • Ayd Mary Oshiro,
  • Lorival Ribeiro da Paixão,
  • Éder Moreira Brambilla,
  • Luiz Saab Mujica,
  • Ani Márcia Bohrer Ferreira,
  • Jayra Ajala,
  • Fidélis Coutinho,
  • Silvia de Lourdes Moraes Godoy,
  • Jamil Rezek,
  • Vilson Pereira de Souza,
  • Renata Santos Alves,
  • Wilmo Santos,
  • Meire Barbosa Vieira,
  • Ludimila Radeke,
  • Maria Eliza de Souza,
  • Silvio de Oliveira, 
  • Leila Derzi Wasilewski,
  • Dra. Andréa de Aquino Bernardelli Tonsica, 
  • Paulo César Rosalino,
  • Lorenio Vian,
  • Janice Vieira de Almeida,
  • Francisco Egydio de Moura,
  • Elza Maria Moreira,
  • Tácio Eugênio Alvim,
  • André Luís Albuquerque Passos,
  • João César Florim,
  • César Regioli Brito,
  • Juliana Guilhermine Bandiera Monteiro,
  • Clarice Nogueira Graça,
  • Cristiane de Oliveira Valdez,
  • Celeido Dussel Rodrigues,
  • Maira Roselene Mantovani Silva, 
  • Cristina Maria Alarcon Gomes de Oliveira,
  • Valdecir Moura Rodrigues,
  • Dayane Cristina Padetti,
  • Cleide Helena da Costa,
  • Lorimar Comparim,
  • Edna Moreira de Souza,
  • David Victor Emmanuel Tauro,
  • Loeri Corrêa da Silva Oliveira, 
  • Gabriel Nabhan de Barros,
  • Cláudia Haruko Falbo,
  • Maria Aparecida Carvalho Leite,
  • Carolina de Moraes Rego Mandetta,      
  • Andressa Michelli de Lima Servilha,
  • Carlos Silva Borges,
  • André Braga Veronezi,
  • Cícero Rubens Batista, 
  • Alessandra Ribeiro Gamon,
  • Enrico Liberto Dias,
  • Maria Rita Maidana, 
  • Francisco Givanildo dos Santos,
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  • Luciano Loureiro,
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  • Rodrigo Zanardo, 
  • Ana Telma Melo Barão,
  • Celso José Rossato Júnior,
  • Sérgio Marcelo Andrade Juzenas,
  • Márcio Medeiros,
  • Arivaldo Alves Pereira,
  • Claudeonor Chaves Ribeiro,
  • Antonio Vieira Martins,
  • Daniel Franco de Godoy,
  • Eliane Aparecida Zagatto,
  • Hélio Alonso Filho,
  • José Correia de Figueiredo,
  • Erich Kosloski Ferreira,
  • Marcelo Ferreira Lopes,
  • Geovana Rocha Rodrigues,
  • Joey Miyasato,
  • Sandro Luiz Colnago Vicentin,
  • Tânia Regina Noronha Cunha,
  • Thaís Luciana Morceli,
  • Laura Aquino Brum.

Colaborou Tatyane Gameiro

LUTO

Ex-paquito Robson Barros morre aos 57 anos; Xuxa e colegas lamentam

A família informou o fato em seu perfil de Instagram, mas não divulgou a causa da morte

21/06/2026 23h00

Robson Barros (do meio) morreu neste sábado, aos 57 anos

Robson Barros (do meio) morreu neste sábado, aos 57 anos Foto: Reprodução

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Robson Barros, ex-paquito dos programas de Xuxa Meneghel na década de 1980, morreu no sábado, 20, aos 57 anos de idade. A família informou o fato em seu perfil de Instagram, mas não divulgou a causa da morte.

O velório ocorreu no cemitério Parque Morumby, e o sepultamento no cemitério de Congonhas, em São Paulo, neste domingo, 21.

A morte de Robson Barros foi lamentada por diversos colegas, fãs e amigos, incluindo Xuxa.

A apresentadora publicou um vídeo em que ele canta no Xou da Xuxa como homenagem.

"Meu Robson Paulistinha. Você foi e é um cara incrível. Que Deus te receba com um sorriso lindo e muito carinho. Você merece todos os aplausos, meu eterno paquito. Te amamos", escreveu ela.

"Robson é um dos caras mais legais que eu conheci. Descansa, meu querido", postou Juliana Baroni.

Andréa Sorvetão, outra ex-paquita, relembrou uma foto ao lado do colega: "Querido e amado amigo Robson Barros! Sem palavras! Triste demais."

Quem eram os 'paquitos' de Xuxa, como Robson Barros

Além de assistentes de palco de Xuxa, os paquitos - versão masculina das famosas paquitas, que já a acompanhavam há algum tempo - também tiveram carreira musical, lançando discos entre o fim dos anos 1980 e início dos 1990.

Além de Robson Barros, integraram o grupo Paquitos Marcello Faustini, Egon Júnior, Alexandre Canhoni, Yuri Martins e Cláudio Heinrich (que chegou a protagonizar a novela Uga Uga anos depois)

Confira abaixo uma imagem publicada no Instagram de Robson Barros referente à época em que ele ainda era um 'paquito' de Xuxa.

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