Correio B

DIÁLOGO

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta quinta-feira, 02 de março de 2023

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Carl Jung - médico suiço

"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.

FELPUDA

A iniciativa para formação de um grupo administrativo no estilo “unido jamais será vencido” sinaliza que há tentativa de fortalecimento político de alguns partidos, beneficiando suas principais lideranças.

Assim, seus integrantes querem chegar a 2024 com cacife suficiente para fazer bonito e, consequentemente, respaldar possíveis pretensões em 2026. Afinal, é no caminho que a carga vai se acomodando na carroceria do caminhão, não é mesmo?

Balanço

No ano passado, Campo Grande registrou 27,2% de mortes causadas por doenças do aparelho circulatório. O câncer vem na segunda posição, com 16,17%, seguido das doenças do sistema respiratório.

Embora os acidentes de trânsito respondam por maior parcela desses óbitos por causas externas, foi destacado que o suicídio tem crescido gradativamente, apresentando aumento de 35% em relação a 2021. Os dados são de Sandro Benites, secretário municipal de Saúde.

Mais

Outros números: na Capital, existem 73 Unidades Básicas de Saúde, nas quais atuam 1.258 servidores em contratos temporários e em comissão, além de 6.169 estatutários e empregados públicos.

Com relação ao número de médicos que atendem nesses locais, Sandro Benites informou que são 583 concursados e que 804 têm contratos temporários ou exercem cargos comissionados. Os dados foram apresentados aos vereadores durante audiência pública no dia 27 de fevereiro.

Estão abertas até dia 4 as inscrições para as aulas de dança de salão realizadas por projeto de extensão da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que tem como coordenador Marcelo Victor da Rosa. Para aqueles que têm o receio de começar, o coordenador destaca que as turmas iniciantes não exigem pré-requisitos.

As inscrições podem ser realizadas pelo site dancadesalao.ufms.br. Os interessado devem formar duplas para garantir a vaga. Aqueles que não tiverem par poderão se inscrever individualmente, mas ficarão em lista de espera. O valor é de R$ 170 por semestre para cada integrante da dupla.

Kátia Locatelli. Foto: Arquivo Pessoal 

Juliana Alves. Foto: Jorge Porci

De boa

O cavalheirismo do deputado Junior Mochi, do MDB, em abrir mão de uma disputa interna na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com a sua colega Mara Caseiro, do PSDB, resultou em solução que evitou qualquer trauma político na Assembleia Legislativa de MS.

No grupo formado por cinco parlamentares, ela foi eleita presidente e ele vice da CCJ. Os demais integrantes titulares são João César Mattogrosso (PSDB), Antonio Vaz (Republicanos) e Pedro Pedrossian Neto (PSD). Assim, a paz reina por lá.

Urgência

A necessidade de aprovação dos decretos de emergência nos municípios de Ponta Porã e Ivinhema contribuíram para apressar a formação da CCJ e a eleição de quem assumiria a sua presidência.

Na sessão de 28 de fevereiro, o presidente da Casa de Leis, Gerson Claro, expôs a situação e pediu que os integrantes fossem oficialmente definidos, se reunindo o mais rápido possível para tratar das duas propostas. Seu pedido foi atendido como manda o figurino.

Elas

Ao longo da história da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, apenas 10 mulheres foram eleitas deputadas estaduais. Dessas, somente duas chegaram ao comando da Comissão de Constituição e Justiça. A primeira foi Celina Jallad, em seu primeiro mandato, de 1995 a 1999, falecida em 2011. Passados 28 anos, Mara Caseiro é a segunda a assumir o cargo.

Aniversariantes

Pet Correio B+

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Rotina cada vez mais indoor pode deixar renovação da pelagem diluída ao longo do ano; pólen e maior exposição solar exigem atenção na nova estação

19/09/2026 14h00

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera? Foto: Divulgação

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Mais pelos espalhados pela casa costumam anunciar a chegada de uma nova estação para quem tem animais em casa. Isso porque, com a aproximação da primavera, o aumento da luz solar e da temperatura influenciam o ciclo dos folículos, resultando na renovação da pelagem. 

No entanto, as temperaturas cada vez mais irregulares, com oscilações menos previsíveis, além das mudanças da rotina moderna – em que os pets passam boa parte do dia sob luz artificial e ar-condicionado – fazem com que a troca de pelos não acompanhe, necessariamente, a transição das estações.

“Podemos observar ciclos de troca menos definidos e uma renovação da pelagem mais distribuída ao longo do ano, mesmo em animais de raças com troca de pelos naturalmente mais sazonais. Porém, não podemos afirmar que as mudanças climáticas, isoladamente, sejam responsáveis por determinada alteração de pelagem”, explica a médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá Care.

Mesmo assim, a chegada da primavera não deixa de influenciar a pelagem. A forma como essa mudança aparece em cada animal depende de uma combinação de fatores, como raça, genética, tipo de pelo e ciclo folicular.

“Raças com pelagem dupla e subpelo abundante, por exemplo, tendem a apresentar uma troca sazonal mais evidente. Em outros tipos de pelagem, a renovação dos fios pode ocorrer de maneira menos concentrada”, completa Starek.

Nessas raças, como o spitz alemão, o subpelo e o pelo primário fazem parte do sistema natural de proteção da pele e são responsáveis pelo isolamento térmico. Por isso, a simples retirada dessa pelagem não deve ser encarada como solução para as altas temperaturas.

Mantê-la desembaraçada e retirar os fios mortos por meio de escovação são medidas que podem integrar a rotina durante o período de renovação intensa.

“A pelagem não é apenas estética. Ela funciona como uma barreira de proteção entre a pele do cão e o ambiente, participa da proteção física e térmica, e está em constante renovação. Primavera e verão modificam os estímulos ambientais, e os cuidados precisam acompanhar a fisiologia do animal. Também são essenciais a oferta de água, sombra, hidratação e proteção contra exposição excessiva ao calor”, avalia a CEO.

A retirada dos fios que já se desprenderam também merece atenção. A rotina de escovação feita em casa, com frequência e escova adequadas para cada raça, auxilia na retirada natural dos fios mortos. “Não é necessária a remoção mais intensa do subpelo para evitar o ‘abafamento’’ da pele ou simplesmente para diminuir a quantidade de pelos que o animal solta, pois a tração da remoção forçada pode retirar também fios saudáveis”, explica Nathália.

Brilho e tonalidade com o sol
Quando a troca sazonal acontece, a diferença percebida pelo tutor não se resume à quantidade de fios espalhados pela casa. A transição para os meses mais quentes provoca uma renovação fisiológica do ciclo folicular que pode alterar densidade, volume, textura e aparência do brilho da pelagem. 

Além disso, a radiação ultravioleta pode promover alterações oxidativas nas proteínas e nos pigmentos da haste, contribuindo para ressecamento, perda de brilho e até mudanças de tonalidade.

A atenção deve ser redobrada para animais de pelo branco ou claro. A menor presença de melanina no fio reduz a proteção pigmentar, tornando essas pelagens mais vulneráveis à combinação de sol, calor e ressecamento. “Não significa que os cães não possam tomar sol. A recomendação é evitar exposição excessiva, principalmente nos períodos de maior incidência de radiação”, aponta Starek.

Pólen de ‘carona’
Se dentro de casa as condições ambientais podem suavizar os sinais da mudança de estação, do lado de fora a primavera traz um elemento importante para a saúde da pele: o aumento da presença de pólen e outras partículas ambientais. A pelagem funciona como uma barreira para que essas partículas não entrem em contato com a pele, mas elas ainda podem ficar aderidas aos fios.

“Em cães predispostos a alergias ambientais, isso pode representar maior exposição aos alérgenos. É importante reforçar que isso não quer dizer que ele precise, necessariamente, ser tosado ou tomar mais banhos, pois a pele possui uma barreira natural e uma microbiota próprias, que também podem ser prejudicadas por procedimentos excessivos ou pelo uso inadequado de produtos”, afirma a especialista.

Cinema Correio B+

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês

A série de espionagem deixou de ser um segredo e chega à sexta temporada consagrada pelo Emmy

19/09/2026 13h00

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês Foto: Divulgação

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Durante muito tempo, Slow Horses foi uma das melhores séries que pouca gente parecia assistir. Quem descobria se apaixonava, indicava para os amigos e passava a esperar ansiosamente pela temporada seguinte, mas ela ainda permanecia em uma espécie de excelente nicho.

Isso mudou. A produção britânica foi crescendo a cada ano, conquistou espaço no Emmy e chega à sexta temporada como uma das séries mais respeitadas da televisão.

Os novos episódios estreiam em 16 de setembro na Apple TV, com lançamento semanal até 21 de outubro. Serão apenas seis, como já virou tradição, mas Slow Horses nunca precisou de muito tempo para contar suas histórias. O roteiro é econômico, os diálogos são brilhantes e cada temporada funciona quase como um filme de espionagem dividido em capítulos.

Baseada nos livros de Mick Herron, a série acompanha um grupo de agentes do serviço secreto britânico enviados para a Slough House, o departamento para onde o MI5 manda aqueles que cometeram erros graves e não podem ser oficialmente demitidos.

São espiões humilhados, esquecidos e tratados como inúteis, liderados pelo malvestido, grosseiro, aparentemente bêbado e invariavelmente brilhante Jackson Lamb, interpretado por Gary Oldman.

É praticamente uma série anti-James Bond. Não há glamour, carros luxuosos ou agentes impecáveis pedindo martíni. Há escritórios imundos, documentos burocráticos, operações que dão errado e profissionais que carregam traumas, ressentimentos e fracassos.

Mesmo assim, ou justamente por isso, quando o perigo aparece são aqueles rejeitados que quase sempre precisam salvar o dia.

A sexta temporada adapta Joe Country e Slough House, sexto e sétimo livros da série literária. Desta vez, Diana Taverner, vivida por Kristin Scott Thomas, envolve os cavalos lentos em um jogo de retaliação e vingança que coloca toda a equipe em fuga.

A grande surpresa é o retorno de Sid Baker, personagem de Olivia Cooke, cuja história ficou em aberto desde o início da série. No universo de Mick Herron, aliás, ninguém está realmente protegido. Personagens importantes morrem, desaparecem ou retornam quando menos esperamos, e essa permanente sensação de risco é parte de sua força.

O crescimento de Slow Horses também pode ser medido pelo Emmy. Depois de passar quase despercebida em suas primeiras temporadas, recebeu nove indicações em 2024, venceu pelo roteiro de Will Smith e entrou pela primeira vez na disputa de Melhor Série Dramática.

Em 2025, voltou à categoria principal e ganhou o prêmio de direção com Adam Randall. Neste ano, chegou novamente a nove indicações, completando três nomeações consecutivas como Melhor Drama, além de reconhecer Gary Oldman, Jack Lowden e Jonathan Pryce.

É significativo porque o Emmy finalmente alcançou uma série que o público vinha descobrindo sozinho. Oldman é extraordinário como Lamb, mas Jack Lowden cresceu diante dos nossos olhos como River Cartwright e hoje consegue trabalhar ombro a ombro com ele, o que não é pouca coisa. Em torno dos dois, há um dos melhores elencos da televisão, sem personagens decorativos ou atuações no automático.

Com humor britânico, suspense, política, traições e uma completa falta de reverência pelo mundo dos espiões, Slow Horses consegue melhorar sem abandonar a própria identidade.

É inteligente sem ser pedante, engraçada sem virar comédia e tensa sem depender apenas de explosões. Se você ainda não entrou na Slough House, setembro é o momento perfeito. Para quem já faz parte dessa crescente nação de fãs, a melhor série de espionagem da televisão está finalmente voltando.

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