Correio B

Diálogo

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Kalil Gibran - escritor libanês

"A lembrança é uma forma 
de encontro. As grandes 
dores são mudas".

FELPUDA

Parlamentar que atualmente está abrigado em partido dito de centro-direita aproveitou o momento de foco em ato promovido em Brasília, pelo governo do presidente Lula, mostrou o seu lado, digamos assim, esquerdista de ser e tentou ganhar holofote deitando falação sobre o fato de Mato Grosso do Sul não ter sido representado no tal ato. Detalhe: o dito-cujo é o atual vice-presidente da legenda. Como diria vovó: "Vai entender". Melhor dizendo, dá licença!

Festival

De 15 a 17 de março, será realizada a terceira edição do Festival Internacional de Pesca Esportiva em Corumbá. Promotora do evento, a prefeitura da cidade espera reunir mais de 300 barcos e mil crianças ao longo do Rio Paraguai. Já na pesca adulta são 350 vagas. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site fipec.ms.gov.br.

Retorno

Expectativa é de que o secretário de Saúde de Campo Grande, Sandro Benites, deverá retornar à Câmara Municipal ainda em fevereiro, quando do fim do recesso parlamentar. Ele está licenciado do legislativo desde dezembro de 2022 e deverá desocupar o cargo no Executivo para trabalhar pela sua reeleição. Quem deixará a cadeira é o vereador Paulo Lands.

Até o fim deste mês, no MIS Experience, em São Paulo (SP), ocorrerá a exposição em homenagem aos 40 anos de estreia do seriado de TV "Chaves" no Brasil. A mostra reúne acervo exclusivo de figurinos, itens e roteiros originais trazidos do México exclusivamente para o evento. Também é possível "entrar em cena" na tradicional Vila do Chaves, na Casa do Seu Madruga, entre outros cenários. A entrada é gratuita na terça-feira, e os ingressos devem ser retirados na bilheteria física. Para os demais dias, estão disponíveis a partir de R$ 20.

8   Leila Tannous Guimaraes e Maura Neder BuainainLeila Tannous Guimaraes e Maura Neder Buainain9   Mel FronckowiakMel Fronckowiak

Na valsa

Em Campo Grande, mais uma especulação surgiu para se juntar àquelas que já vêm sendo continuamente propagadas. Nos bastidores políticos, há quem afirme que estaria em curso as alianças "valsinha dois para lá, dois para cá". As duplas a adentrarem no salão e demonstrar melhor performance em outubro seriam o PSDB e o MDB, o União Brasil e o PT e o PP e o PL. Sei não

Diferente

Por enquanto, o quadro eleitoral deste ano parece diferir do de 2020. Naquele pleito, o então governador Reinaldo Azambuja optou pelo não lançamento de um nome tucano para disputar a prefeitura contra Marcos Trad. Desta feita, porém, o PSDB tem como pré-candidato o deputado federal Beto Pereira. O governador Eduardo Riedel, do mesmo partido dele, terá que mostrar muito jogo de cintura para não desagradar gregos e troianos.

Sem soluções

As inundações que se tornaram frequentes em vários pontos de Campo Grande, seja na área central, seja nos bairros, em função da estação chuvosa, podem resultar em cobrança popular, principalmente dos vereadores, que deverão ter explicações na ponta da língua sobre o porquê de não cobrarem, de forma mais incisiva, providências definitivas do Executivo. A situação, segundo alguns presidentes de associações, está virando caso de calamidade pública.

Aniversariantes

Kedma Cristiane Silva Coelho Galvão,
Salvador Dodero,
Talita Zoccolaro Papa Muritiba,
Celso Cardoso Remicio,
Angélica Kudiess (Kika),
Euridio Ben Hur Ferreira,
Moisés Lemes de Queiroz,
Hugneia Anunciação Freitas Guedes dos Santos,
José Edson Fernandes,
Sérgio Luiz Pereira,
Newton José Oliveira Garcia,
Reinaldo Orlando Nascimento 
de Araújo,
Dalva de Azevedo Lino,
Ronaldo Rodrigues,
Samuel Felipe de Azevedo Nass,
Gercilene Souza Carvalho,
Celso Aragão dos Santos,
Marília Eliana Martins,
Nercilio Severino Dias,
Sebastião Otácio de Oliveira,
Roberta Wanderley 
da Costa Marques,
Dra. Maria Letícia Lomonaco 
Lucas Santos,
João José Furlanetto Rubio,
Silene Carvalho,
Helinaldo de Souza Nunes,
Fernanda Rodrigues,
Isadora Galharte de Andrade,
Diogenes Martins Junior,
Juliana Nascimento Lima,
Ronaldo da Silva Cruz,
Jocelito Krug,
Luiz Sávio Bastos,
Rodolfo Quevedo,
Ana Jordão,
Sumaia Maria Soster,
Sebastião Ventania,
Gelson Andrade Moreira,
Adriana Carla Soares Aragão,
Ubaldina Garcia Lemos,
José Lustosa do Nascimento,
Américo Oliveira Rezende,
Rubens Aquino de Oliveira,
Plinio João Kleinschimitt,
Afrânio Rodrigues Ferreira,
Valderes Grande,
Galiana Pereira Ribeiro Carpes,
Edgar Alexandre de Figueiredo,
Higino Gomes Rachel,
Alexandra Pandim da Costa,
Terezinha Fernandes Mendes,
José Francisco da Silva Filho,
Maria Izabel Conrado Higino,
Higino Manoel de Figueiredo Maciel,
Vera Lucia Mathias,
Meire França Monteiro,
Gilson Chaia,
Romildo Arguelho,
Júlio Delfino da Silva,
Heloisa de Souza Pacheco,
Wellington Barbosa Pereira,
Marco Antonio Moraes de Lacerda,
Marly Monteiro de Morais Gonçalves,
Maristela Ishibashi Toko de Barros,
Lauriane Ribeiro de Almeida,
Waldeir Lopes Nogueira,
Darci Lopes,
Higinio Nunes de Souza,
Joel da Silva Rocha,
Américo Basilio Nogueira,
Chimenne da Veiga Ribas,
Anézio Batista Magalhães Júnior,
Antonio Dorsa,
Fábio Korndoerfer Monteiro,
Jeferson Luiz Maciel Salgado,
Marcelo José de Melo,
Marli Araujo de Carvalho,
Antônio de Pádua Dutra de Souza,
Gessi de Freitas Almeida Filho,
Zuleica da Costa Pereira,
Carlos Alberto Souza Gomes,
Neuza Mendes,
Roberto Faustino Ney,
Gustavo de Almeida Freitas Borges,
Khalid Sami Rodrigues Ibrahim,
Luiz Afonso de Freitas Gonçalves,
Silvio Vieira Martini,
Vicente Mário de Faria Maciel,
Kelma Torezan Carrenho,
Waldir Balbuena Medeiros,
Jucileide de Souza Livrado,
Marcos Fernando dos Santos Mendes,
Volney Moreira Gonçalves,
Marly Almeida Nunes,
Nádia Carolina Monteiro Lopes,
Luís Augusto Novaes de Moraes,
Maurício de Carvalho e Silva,
Sílvio Luiz Pereira Magalhães,
Maria Tereza Souza Nogueira,
Norberto Fernandes Ribeiro,
Ronaldo da Costa Pereira,
Maria Izabel Gomes Andrade,
Antônio Américo de Almeida,
Alaior Bastos de Oliveiira,
Lídia Ferreira de Assis.

Colaborou Tatyane Gameiro
 

luto

Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos

Atriz se consagrou como um dos grandes nomes da TV brasileira e teve parceria marcante com o marido, Tarcísio Meira

18/08/2026 16h05

Glória Menezes morreu nesta quarta-feira

Glória Menezes morreu nesta quarta-feira Foto: Divulgação / TV Globo

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Glória Menezes, uma das grandes estrelas da teledramaturgia brasileira, morreu nesta terça-feira, 18, aos 91 anos.

Nascida em 1934, na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Gloria mudou-se para São Paulo ainda criança, e cursou a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. Nesse período, montou o grupo de teatro amador Jovens Independentes. Os projetos da companhia tomaram tempo da atriz que deixou a faculdade.

Em seu primeiro espetáculo, em 1959, venceu o prêmio de atriz revelação em um festival de teatro amador promovido pelo diretor Antunes Filho. Na televisão estreou em 1959, em Um Lugar ao Sol, e em 1962, no filme O Pagador de Promessas. O filme foi apresentado no Festival de Cannes, e ganhou a Palma de Ouro. Até hoje o primeiro filme brasileiro e sul-americano a vencer o prêmio.

Um ano depois protagonizou ao lado de Tarcísio Meira, com quem ia começar a namorar e se casar, a primeira novela diária da televisão brasileira, 2-5499 Ocupado, na TV Excelsior. Na mesma emissora, estrearam juntos A Deusa Vencida (1965) e Almas de Pedra (1966). Um ano depois foram para a Globo e o casal conquistou o sucesso em novelas como Sangue e Areia (1967), de Janete Clair, Rosa Rebelde (1969), mas também estrelaram produções separadamente como Passos dos Ventos, em que a atriz fez par romântico com Carlos Alberto, enquanto Meira atuava em A Gata de Vison, ao lado de Yoná Magalhães.

Já em Irmãos Coragem, Gloria viveu a atormentada mulher com três personalidades: a extravagante Diana, a recatada Lara e a equilibrada Márcia. Nos anos 80, estrelou em Corpo a Corpo, e Brega e Chique, ao lado de Marília Pêra, com a participação do filho Tarcísio Filho. Também protagonizou Tarcísio & Glória no seriado criado por Daniel Filho Euclydes Marinho e Antonio Calmon.

Em Rainha da Sucata, nos anos 1990, viveu a grande vilã Laurinha Figueiroa, no papel da socialite falida que fez a inesquecível cena cometendo suicídio, ao pular de um prédio. De lá, seguiu para as novelas A Próxima Vítima, Torre de Babel, Beijo do Vampiro, Senhora do Destino, Páginas da Vida e A Favorita. Nos palcos, Gloria estrelou em Navalha na Carne (1981), de Plínio Marcos, e Jornada de um Poema, na qual viveu uma paciente terminal de câncer.

Dramaturgia em luto

Também nesta terça-feira, morreu aos 98 anos a atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. A morte foi anunciada em seu perfil oficial no Instagram.

A publicação que comunicou a morte homenageou a atriz e ressaltou a marca deixada por ela na cultura brasileira. "Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso", diz o texto. Informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas.

A atriz começou a carreira aos 15 anos e acompanhou de perto a transformação da dramaturgia brasileira, desde os tempos do rádio até a consolidação da televisão. Ao lado de nomes como Lima Duarte, Yara Lins, Lolita Rodrigues e Vida Alves, ajudou a formar uma geração de artistas que fez a transição entre os dois meios.

Ao longo da carreira, Laura interpretou dezenas de personagens em novelas, séries, filmes e peças de teatro. Entre seus trabalhos estão Mulheres de Areia, A Viagem, Pão, Pão, Beijo, Beijo e Sol Nascente. Seu último trabalho em uma novela foi A Dona do Pedaço, em 2019.

Em 2023, aos 95 anos, a atriz ainda falava sobre o futuro profissional sem estabelecer uma despedida da televisão. "Gosto de estar com a minha gente. Em um estúdio, nada me cansa. Quero morrer trabalhando", disse em entrevista ao Estadão.

Laura era filha de portugueses e cresceu em uma família ligada às artes. O pai, comerciante e apreciador de teatro, não se opôs à escolha da filha pela profissão, mas a mãe resistiu inicialmente. Na década de 1940, segundo a atriz, havia forte preconceito contra mulheres que trabalhavam no teatro. Aos 15 anos, porém, Laura decidiu seguir o caminho que a acompanharia por mais de oito décadas.

crônica

De mala em mala

18/08/2026 09h15

Arquivo

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Lendo o artigo da colunista Becky Korich, descobri que sofro de PPV – Preguiça Pré-Viagem. Acho até que o meu caso nem é preguiça, é pânico. Não importa o lugar, nem a distância: o simples fato de ter que arrumar as malas — separar roupas (e o medo de faltar?), artigos de skincare, remédios (e são muitos, porque nunca se sabe…), adereços, sapatos… Ai, que preguiça.

Um dos meus filhos, acostumadíssimo a se deslocar de cidade e até de país por conta do trabalho, consegue arrumar uma mala em meia hora. Eu levo dois dias, no mínimo. E se chover? Se fizer frio? Mas e se estiver calor demais? E, nisto, dê-lhe acrescentar mais itens.

Mas pânico mesmo é o de sair do lugar. Deixar minha casa gostosa, com tudo de que preciso no lugar certo, a cama que me acolhe, minhas comidas preferidas na geladeira. Eu sei, é apego. E isto, vindo de alguém que adora viajar, é totalmente contraditório.

E, depois de quase tudo pronto, ainda vem mais dúvida: devo mesmo viajar? Não será melhor cancelar tudo (e arcar com o prejuízo) e ficar quietinha no meu sofá assistindo a séries? Aí vem outra voz, lá do fundo, que me diz: “Mas são as suas férias, você merece!”.

Mas férias também cansam, eu retruco. São muitas variáveis no trajeto, na estadia. Da última vez, passei cinco dias na cama de um hotel — gripada.

Quer saber? Nas três últimas também. Já fiquei de cama em um lindo Airbnb em Paris, com a tal da gripe. Na praia foi igual. Me divirto dois dias e o resto fico na horizontal, me perguntando o porquê de ter inventado mais uma viagem.

Talvez eu queira testar meus limites, desafiar meu conforto ou meu medo. Antes, quando as companhias aéreas não cobravam remarcações (bons tempos!), eu tinha o hábito de voltar antes, às vezes no meio da temporada.

Sou teimosa, só pode. Insisto em fazer tudo de novo, mesmo antevendo as situações. Mas a viagem agora é diferente, digo, tentando me convencer. Estarei com amigos, verei muitos filmes e vou comer muito chocolate. Tudo bem. Até eu saber que o tempo será frio de doer. A previsão é de zero grau.


Coloco mais um casaco na mala. Respiro fundo. Desta vez, tudo vai dar certo. Eu mereço.
 

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