Correio B

DIÁLOGO

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta quinta-feira, 24 de Novembro de 2022

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Thomas Sowell  economista americano

O Estado assistencialista é a trapaça mais antiga do mundo. Primeiro você toma o dinheiro do povo silenciosamente e depois você devolve uma parte dele ao mesmo de modo extravagante”.

FELPUDA

Sem nem mesmo ter sido diplomado, recém-eleito já começou a colecionar problemas por conta da sua mania de se achar o suprassumo da honestidade, da ética e dos bons costumes.

Ele está respondendo a novo processo, desta feita por fazer acusações pesadas e não comprovadas contra outra figura pública, que não deixou por menos e foi bater às portas da Justiça. Há quem diga que o “valentão das redes sociais” talvez esteja se fiando na tal da imunidade parlamentar. Sei não...

fotos: divulgação alems/luciana nassarfotos: Divulgação ALEMS/Luciana Nassar

O Dia da Educação Superior foi comemorado na Assembleia Legislativa de MS, durante solenidade de entrega da Comenda Pedro Pedrossian e da Medalha Darcy Ribeiro, dia 21. A professora Reni Domingos dos Santos (foto), da Uniderp Anhanguera, recebeu a Comenda Pedro Pedrossian, assim como o prof. dr. Laércio Alves de Carvalho, reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o prof. dr. Marcelo Augusto Turine, reitor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o secretário-adjunto de Educação, Édio Castro, Célio Villela de Andrade, do Instituto Federal de MS (IFMS), a prof. dra. Ordalia Alves de Almeida (UFMS), Maria Aparecida Bolzan, da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), a prof. dra. Maria Leda Pinto, da UEMS, e Heitor Romero Marques, da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

A Medalha Darcy Ribeiro foi concedida a Elcio Ferreira dos Santos, do IFMS, ao prof. dr. Élcio Ferreira dos Santos e a Rafael Tavares Peixoto, da UFGD, a Jandira Catarina Rocha, da UEMS, à prof. dra. Rosemary Matias, da Uniderp, e à prof. dra. Maria Augusta de Castilho. A prof. Maria Leda Pinto agradeceu em nome dos homenageados.

Telhado

O que era considerada, digamos, uma grande promessa política deverá encerrar sua incursão nesta área depois de sucessivas derrotas. Isso é o que se ouve nos bastidores, e duas causas são apontadas: escolhas erradas e o sonho de começar pelo telhado e não pelo piso.

Na real

A Prefeitura de Campo Grande precisa lançar um plano de ação amplo, que contemple a maioria dos bairros, incluindo de limpeza a assistência social, segundo análise de alguns políticos, para que a prefeita Adriane Lopes dê o “pontapé” em sua administração de forma marcante.

 Patricia e Marina, mãe e filha da família Maiolino de Carvalho Patricia e Marina, mãe e filha da família Maiolino de Carvalho - arquivo pessoal

DNA

Dizem que, embora venha providenciando mudanças em seu secretariado, Adriane precisa mostrar os efeitos das suas ações, até para que a população sinta que realmente se trata de nova gestão, com propostas mais arrojadas e não umbilicalmente ligadas às do seu antecessor, que deixaram muito a desejar.

Prazo

Termina dia 30 de novembro o prazo para agências de viagens se credenciarem no Ministério do Turismo para atuação no receptivo de turistas chineses no País. A seleção é feita anualmente pelo órgão e faz parte de acordo assinado entre os governos do Brasil e da China. O resultado será divulgado dia 5 de dezembro, no Diário Oficial da União.

Franco Rattichieri e Dhiellem LealFranco Rattichieri e Dhiellem Leal - divulgação

Aniversariantes

Dra. Neuza Nakao Odashiro,
Dr. Maçanori Odashiro,
Joaquim Manoel Ramalho Pedrosa,
Letícia Assunção Barboza, 
Carlos Alberto (Beto) Tavares da Silva, 
Cintia Portela Doria Passos Quartin,
Élida Fagundes Schirmer,
Antônio João Ferreira Netto, 
Juan Carlos Antonelli Vidal,
Christina de Souza Arantes,
Carlos Alberto de Freitas,
Rosilene Marinho de Mattos,
Fernando Luiz Pereira da Silva,
Marco Antonio Stockler Bojikian,
José Maria Arraval,
Agenor da Silva,
Dandra Rafaela da Silva Gonçalves,
Lourdes Auxiliadora de Brito Curto,
José Salgado,
Maria Clara de Jonas Bastos,
José Diogo Chama,
Severino Manoel Filho,
Karenn Gianotti Franco Bastos, 
Kazuko Miyahira,
Hilton Villasanti Romero, 
Sílvia Menegazzo Moreira, 
Dr. Juscelino Joaquim Machado, 
Danielle Progetti Paschoal, 
Eliana Maria Ferreira Andrade,
Antonio Ramón Ruiz,
João Carlos Marinho Lutz,
Dr. José Medina,
Mirian Santos Racim Silva Almeida,

Thifany Janayna dos Santos,
Bergson Salomão,
Clodoaldo Coene de Oliveira,
Joana Ribas Bernardes Lima,
Claudeir Alves Mata,
Renata Mashye Kawano,
Gustavo Benini Lolli Ghetti,
Usisuke Oshiro,
Rosana Maria Takayassu,
Ana Paula Giordano,
Maria Auxiliadora de Oliveira Aguiar,
Rogério Portugal Bacellar,
Maria Lúcia Marcondes Ferraz,
Rodrigo Brandão Alves Pereira,
José Carlos de Andrade,
Edna Moreira do Amaral, 
José Antônio Velásquez, 
Lourdes Rondon Flores,
Maria de Lourdes Zardo, 
Alcides Saovesso, 
Osmar da Costa Vieira,
Sandra Regina Bacha Scaff, 
Antônio Sioney Pereira, 
Maria Sheila Brandão Saldanha, 
Carlos Raphael Nascimento,
Augusto Gomes de Barros,
Sandra Regina de Almeida Rezek,
Aurea Maria Rosa,
Hudson Monteiro Alves, 
Rodrigo Oliveira, 
Fabrício Costa do Amaral,
Ieda Machado Lima,
Aparecido Benedito Franco,
Cleonice Dias Carneiro Santos,
Alexsandro de Araújo Caramalac, 
Devvy Howard Matheussi,
Beatriz Irai Stock,
Dr. João Hernandes Ferreira Lima,

José Matheus Borges,
Aparecida Beatriz Alves,
Leonardo Zamban, 
Amanda Coelho,
Gihan Mohamed Pereira,
Cleris de Oliveira,
Rosiany Rivero de Lima,
José Ferreira de Miranda,
Valdir Dala Marta,
Antonio Flavio Barbosa Cabral,
Radames Ferreira da Rocha,
Emílio Perez Rubio Júnior,
Feliciano Ruiz Dias,
Juracy Paula Dias Rochedo,
José Alexandre Mandacari,
Afrânio Alves Corrêa,
Jorge Toledo, 
Eliene Ferreira Teruka,
Alessandra Vianna Ferreira,
Samira Anbar,
Fabiana Zimermann Vilela Torres,

Monica Harumi Iquejiri, 
Ermelinda Gonçalves Anache,
Ana Paula Policarpo,
Lissandra Daudt Baron,
Carlos Augusto Thiry,
Evandro Sanches Chaves,
Newton Nogueira da Silva Júnior,
Geraldo Cornelia Angelico,
Lúcio Flávio Barbosa de Andrade Filho,
Larissa Pierezan,
Marcia Mary Komatsu,
Leonardo Dias Marcello,
Simaura de Figueiredo Vieira,
Pamella Louise Maciel Farina Garioli,
Diana Carla Ost,
Herbert Covre Lino Simão.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

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Pet Correio B+

Veja como cuidar do seu pet em dias de jogos, campeonatos e final da Copa do Mundo

Especialista recomenda preparar um ambiente seguro para reduzir o estresse dos animais causado pelo excesso de ruídos de fogos de artifício, buzinas, cornetas, entre outros

18/07/2026 15h00

Veja como cuidar do seu pet em dias de jogos, campeonatos e final da Copa do Mundo

Veja como cuidar do seu pet em dias de jogos, campeonatos e final da Copa do Mundo Foto: Divulgação

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A animação dos torcedores durante os jogos, campeonatos e final de Copa do Mundo tende ao final da mesma. Toda essa empolgação, porém, pode representar momentos de tensão para os pets. Fogos de artifício, buzinas e reuniões com grande concentração de pessoas costumam provocar medo, estresse e até sofrimento nos animais e isso exige atenção especial.

O professor do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), Gabriel Marques Bastos de Faria, médico veterinário e pós-graduado em Neurologia de cães e gatos, dá dicas aos tutores para esse período, entre elas, a recomendação para que preparem um ambiente seguro e tranquilo, com antecedência, para os animais.

“A principal dica é não deixar para pensar nisso na hora do jogo. Muitos bichos de estimação ficam assustados com gritos, buzinas e fogos, então é importante preparar um ambiente com segurança e calmo para eles antes que toda a movimentação comece”, explica o veterinário.

O professor da UMC ensina que o tutor pode separar um cômodo mais sossegado da casa para os pets e, no local, deixar água, cama, brinquedos e objetos que o animal já conhece: “Fechar portas e janelas e deixar uma música tocando ou a televisão ligada também pode ajudar a diminuir os ruídos que vêm de fora”, ressalta Gabriel.

Sintomas e cuidados

O veterinário reforça que os tutores devem estar atentos ao comportamento dos companheiros de quatro patas nesses momentos de tensão: “Se o pet apresenta sinais mais intensos, como tremores constantes, falta de apetite, muita agitação, tentativas de fuga, respiração acelerada ou qualquer comportamento diferente do habitual, a orientação veterinária é fundamental. Animais com histórico de epilepsia exigem atenção redobrada durante períodos de maior estresse”, alerta o professor.

Gabriel explica ainda que brinquedos interativos, mordedores e atividades que envolvam petiscos costumam funcionar muito bem para distrair o animal, pois direcionam a atenção do pet para algo agradável em vez de barulhos externos.

O médico veterinário diz que o mais importante é manter a calma, não brigar e não forçar o animal a enfrentar aquilo que está causando medo:

“Evite levá-lo para perto da confusão. Cada pet reage de uma forma, então é preciso respeitar o espaço dele. O tutor transmite segurança ao animal. Quanto mais tranquilo estiver o ambiente e as pessoas ao redor, menor tende a ser o impacto dos barulhos e da movimentação típica dos dias de jogo. Vale ressaltar ainda a atenção com as portas e janelas para evitar fugas”, conclui o especialista.

Cinema Correio B+

A Odisseia prova por que ainda precisamos voltar a Homero

Christopher Nolan transforma um dos textos fundamentais da humanidade em um épico acessível, visualmente espetacular e profundamente interessado no preço de ser um herói

18/07/2026 13h00

A Odisseia prova por que ainda precisamos voltar a Homero

A Odisseia prova por que ainda precisamos voltar a Homero Foto: Divulgação

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Existe algo quase imprudente na decisão de Christopher Nolan de filmar A Odisseia. Não porque o diretor não tenha experiência em grandes produções, mas porque algumas histórias são tão importantes que parecem resistir à própria ideia de adaptação.

O poema atribuído a Homero atravessou quase três mil anos, ajudou a estabelecer arquétipos, estruturas narrativas e personagens que continuam reaparecendo em praticamente tudo o que contamos e, de alguma maneira, já faz parte da cultura mesmo de quem jamais leu uma única página do texto original.

A jornada do herói está ali, assim como a guerra e suas consequências. Há o desejo de voltar para casa, a sedução do poder, a culpa, o luto, a identidade, a fidelidade, a espera, o medo do desconhecido e a percepção de que ninguém retorna de uma experiência devastadora exatamente como partiu também estão ali.

Adaptar A Odisseia, portanto, não significa apenas filmar monstros, deuses e aventuras, mas tentar encontrar uma forma contemporânea para uma história que está na origem de grande parte da maneira como ainda organizamos nossas próprias narrativas. Christopher Nolan consegue.

Mas aqui vem minha ressalva: seu filme não é perfeito e não considero A Odisseia o melhor de sua carreira, nem necessariamente o melhor filme deste ano. Existe algo admirável no tamanho do desafio que ele aceita e, principalmente, na clareza com que consegue apresentar esse universo a um público que não precisa conhecer Homero para acompanhá-lo, que talvez seja um dos maiores triunfos da adaptação.

A Odisseia continua sendo A Odisseia. Os monstros estão ali, assim como as provações, os perigos e a dimensão fantástica da viagem, e o espectador não precisa chegar ao cinema com uma formação clássica para compreender o que está acontecendo.

Nolan transforma uma das obras fundamentais da cultura ocidental em um grande espetáculo popular sem tratá-la como uma peça de museu.

E, no centro de tudo, existe Matt Damon. É difícil imaginar o filme funcionando sem ele.

Damon precisa fazer com que Ulisses seja simultaneamente um grande líder e um homem profundamente falível. Precisa transmitir a confiança capaz de convencer outros homens a segui-lo e, ao mesmo tempo, carregar no corpo o peso das mortes que acontecem durante essa jornada.

O personagem é um herói, mas Nolan parece particularmente interessado em perguntar o que essa palavra realmente significa quando as decisões de um homem têm consequências para todos ao seu redor. Matt Damon compreende essa ambiguidade e sustenta o filme com uma das atuações mais fortes de sua carreira.

Há autoridade em seu Ulisses, mas também cansaço, inteligência e arrogância. Há coragem, mas também culpa. Ele é o homem que ajudou a vencer uma guerra e destruir uma cidade, mas que descobre que a vitória não encerra aquilo que a guerra provocou. Esse talvez seja o aspecto mais interessante do filme.

A Odisseia prova por que ainda precisamos voltar a HomeroA Odisseia prova por que ainda precisamos voltar a Homero - Divulgação

A jornada de volta para casa é também uma longa convivência com as consequências de suas decisões. O que poderia ser apenas a história de um homem enfrentando monstros se transforma na história de alguém tentando sobreviver ao que fez, ao que perdeu e ao que se tornou, porque se a guerra termina no campo de batalha, seus efeitos continuam dentro de quem volta.

Talvez por isso alguns dos melhores momentos de A Odisseia estejam próximos do terror e Nolan entende que o fantástico não precisa ser tratado como fantasia leve. Há momentos em que a beleza das imagens quase aumenta a vulnerabilidade daqueles homens, porque deixa evidente o quanto são pequenos diante do mundo que atravessam.

A fotografia de Hoyte van Hoytema é extraordinária. Filmado em lugares como Grécia, Marrocos, Itália, Islândia e Escócia, o longa aproveita a geografia real para construir uma viagem que precisa parecer longa, difícil e imprevisível. Nolan não usa as paisagens apenas como decoração e cada lugar parece apresentar uma nova ameaça, uma nova promessa ou uma nova etapa da transformação de Ulisses.

A trilha de Ludwig Göransson é igualmente importante e o compositor, que já venceu três Oscars, cria uma música que atravessa o filme sem simplesmente anunciar ao público o que deve sentir. A trilha cresce com o espetáculo, mas também sabe trabalhar a inquietação e a espera. Depois de Pantera Negra, Oppenheimer e Pecadores, Göransson certamente volta a entrar na conversa da temporada de premiações.

Nem tudo, porém, funciona com a mesma força.

Curiosamente, em um filme com um dos elencos mais impressionantes reunidos nos últimos anos, é justamente o conjunto que produz algumas das minhas maiores ressalvas. Como falei, Matt Damon é o grande destaque, e Himesh Patel também encontra um registro muito convincente ao seu lado.

Samantha Morton, como sempre, precisa de pouco tempo em cena para criar presença. Mas algumas das estrelas mais conhecidas do filme não alcançam o mesmo resultado.

Anne Hathaway me parece irregular. Há momentos em que sua Penélope se aproxima de um registro teatral, outros em que a atriz procura uma delicadeza quase excessivamente calculada e outros em que tenta uma interpretação mais íntima. As diferentes escolhas nem sempre parecem pertencer à mesma personagem.

Tom Holland também ficou abaixo do que esperava, como ele mesmo já admitiu. É uma ressalva que nasce justamente da admiração por um ator que já demonstrou ser capaz de trabalhos muito mais complexos do que sua fama como Homem-Aranha poderia sugerir.

Seu Telêmaco, porém, não desaparece completamente dentro daquele universo. Em alguns momentos, tive a desconfortável sensação de assistir ao Homem-Aranha transportado para uma saga grega.

Robert Pattinson está bem como vilão, função que ele desempenha com reconhecida habilidade e frequência, mas existe um fenômeno curioso em sua carreira. Depois de passar anos tentando provar que era muito mais do que o galã de Crepúsculo, Pattinson construiu uma sequência de personagens deliberadamente estranhos, perturbadores e excêntricos.

Mudam o cabelo, a voz, a postura e o olhar, mas a própria estranheza começa a se tornar uma assinatura. O que antes era surpreendente corre o risco de se transformar em uma nova repetição.

Sim, Pattinson funciona no filme, mas não me pareceu excepcional diante de tantas outras variações desse mesmo registro que já apresentou.

O desfile de estrelas também pode produzir um efeito curioso. Zendaya, Charlize Theron, Elliot Page, Travis Scott e outros nomes aparecem ao longo do filme, e muitas vezes o reconhecimento do ator chega antes da percepção do personagem. São participações que não necessariamente prejudicam a narrativa, mas que tampouco têm sempre o peso esperado diante da dimensão dos talentos envolvidos.

Dito isso, essas ressalvas não diminuem o tamanho da realização de Christopher Nolan. A Odisseia é cinema em escala monumental e, ao mesmo tempo, uma demonstração da razão pela qual certos textos sobrevivem durante milênios.

Podemos trocar os navios, as guerras, os reis e os deuses. Podemos substituir monstros mitológicos por medos contemporâneos, mas continuamos tentando voltar para casa depois de experiências que nos transformaram.

Continuamos tomando decisões bem-intencionadas que machucam outras pessoas. Continuamos tentando descobrir se somos responsáveis apenas pelo que desejávamos fazer ou também pelas consequências daquilo que fizemos.

O grande mérito não está apenas em ter filmado uma obra considerada “essencial”. Está em fazer com que uma história contada há quase três mil anos possa ser vista hoje por alguém que nunca leu Homero e ainda assim seja imediatamente reconhecível. Afinal A Odisseia não sobreviveu todo esse tempo apenas por ser um clássico, mas porque, de alguma maneira, ainda estamos todos tentando voltar para casa.

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