Correio B

DIÁLOGO

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta segunda-feira, 11 de março de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Fabrício Carpinejar - escritor brasileiro

"Dar um tempo é covardia, para quem não tem coragem de se despedir. Dar um tempo é um tchau que não teve a convicção de um adeus. Dar um tempo não significa nada e é justamente o nada que dói".

FELPUDA

Como as articulações partidárias estão se moldando e certos nomes que estavam interessados em ser cabeças de chapas foram jogados para escanteio, algumas dessas figurinhas ainda tentam "sobreviver", embora suas aspirações estejam no balão de oxigênio.

Para isso, estão se oferecendo à vaga de vice, mas o desinteresse tem sido até cruel. Pelo jeito, tem gente que vai ter de sacudir a poeira, mas, se vai dar a volta por cima, não se sabe. O tempo dirá...

Quem?

Nesta semana, a prefeita Ilda Salgado Machado, de Fátima do Sul, e seu esposo, o deputado estadual Londres Machado (PP), deverão anunciar o nome do pré-candidato que disputará a cadeira de administrador do município nas eleições deste ano.

Mais

Um dos nomes cotados é o de Rodrigo Garib, secretário municipal de Finanças e Planejamento, que comanda o Progressistas no município. Ele é filho de um dos pioneiros da cidade Favo de Mel, o ex-prefeito (por três mandatos) Samir Chafic Garib.

Marcos Fernando Alves Rodrigues e Thais Tavares de Melo HaddadMarcos Fernando Alves Rodrigues e Thais Tavares de Melo Haddad
Antônio OlivaAntônio Oliva

Ligeiro

Está chamando atenção a rapidez com que figurinha, possuidora de caneta nas mãos, anda trazendo para seu reduto de trabalho pessoas com estreitos laços familiares. Tudo, é claro, conduzido de forma a dar ares de legalidade. Nada contra, se não houvesse recursos públicos nas jogadas.

Dupla

O PSD deverá caminhar com o PSDB em Campo Grande, e isso não constituirá nenhuma surpresa. O presidente dos tucanos, o ex-governador Reinaldo Azambuja, que sinalizou sobre essa possível aliança, sempre teve apoio político do hoje senador Nelson Trad Filho, dirigente do outro partido. A tática deverá se repetir neste ano e em 2026.

Idem

Quem deverá também cerrar fileiras com a candidatura tucana em Campo Grande é o PSB. Aliás, essa aliança vinha sendo cogitada há algum tempo. O deputado estadual Paulo Duarte, no comando do partido, sempre mostrou inclinação para a pré-candidatura tucana.

Adiando

Apesar dos esforços, não deverá ser dessa vez que o deputado estadual Pedrossian Neto (PSD) e o vereador Carlos Borges (PSB) sairão pré-candidatos a prefeito de Campo Grande. Diante dos prováveis acertos das cúpulas de suas legendas com os tucanos, ambos deverão recolher o flap.

Aniversariantes

  • Dra. Bruna de Souza Gameiro,
  • Jorge da Silva,
  • Mariana do Egito Pedrossian,
  • Maria Eduarda Rezende,
  • Luciane Gordin Mamoré,
  • Diogo Merlone,
  • Elizabeth Spengler Cox de Moura Leite,
  • Cândida dos Santos,
  • Vera Maria Loureiro Delmondes,
  • Cornelis Johannes Henricus Suijkerbuijk,
  • Henrique Oshiro,
  • Isola Benevides Varani,
  • José Carlos Santin,
  • Manoel Gomes,
  • Jurema da Luz Ribeiro Souza,
  • Otacílo Alves dos Santos,
  • Sônia Maria Curvo de Araújo,
  • Dr. Luiz Fernando Taranta Martin,
  • Maristela Yule de Queiróz,
  • Aristóteles Rodrigues da Silva,
  • Francisco Pedro Vilanova,
  • Nelson Baruta,
  • Dr. Reinaldo Galvão Modesto,
  • Márcio Sales Palmeira,
  • Ricardo Maciel,
  • Albelito Bazílio da Silva,
  • Celes de Castro Paulino,
  • Aldemir da Silva Bueno,
  • Eva Maria Lemos,
  • Valter Caxiado,
  • Waldomiro de Miguel,
  • Thalita Schibelsky,
  • Vanderliu Ferrari Augusto,
  • Rozeles Nogueira Moysés Viegas,
  • Aral Moreira Maciel,
  • Fernanda Souza Zanatta,
  • Dr. Raimundo José Vilela,
  • Ana Carolina Maiolli,
  • Helder José de Farias,
  • Juarez Oliveira dos Santos,
  • Vera Luci Pereira,
  • Arlete Gomes Assis,
  • Carla de Oliveira Artigas,
  • Elizabeth Medeiros,
  • Sônia Regina Oliva Coelho,
  • Marluce Almeida Serra,
  • Ana Maria Muller,
  • Cândido Rodrigues de Miranda,
  • Luiz Antônio Peres,
  • Cândido Cunha,
  • André Anache,
  • Maria Perciliana de Oliveira,
  • Darcy Miyasato,
  • Melissa Souza Ferreira,
  • José Miranda Flôres,
  • Carolina Ferreira de Oliveira,
  • Maria Zulmira Assis Couto,
  • Munir Tannous,
  • Victor Kazuo Takayassu,
  • Milton Goya,
  • Alípio Raymundo da Silva,
  • Flávio Henrique Barbosa Cezar,
  • Vera Alba Congro Bastos,
  • Erickson Marques Lima,
  • Vera Sonia Nincoff Menegon,
  • João Prado Beck,
  • Silvani Pereira Amorim,
  • Hordonês Rodrigues Echeverria,
  • Dr. Adriano Augusto Lyrio de Oliveira,
  • Clélia Steinle de Carvalho,
  • Maria da Glória de Souza,
  • Magno César Silveira,
  • Milena Marotti Gadbem,
  • Zuleica Rodrigues Pussurno,
  • Carlos Vasques Paulista,
  • Cedenilson Coelho,
  • Joana Caetano de Lima Figueiredo,
  • Cleber Oliveira Filho,
  • Sebastião de Souza,
  • Luis Sérgio Samomiya,
  • Carine Tosta Freitas,
  • Pedro de Souza Lima,
  • Lucimar Romero,
  • Rodoarte Rosa da Silva,
  • Celso Antonio Uliana,
  • Franciele Sgarbóssa,
  • Ivone Conceição Silva,
  • Luiz Candido Escobar,
  • Cesar Augusto Feijão de Moraes,
  • Leonardo de Paula Maravieski,
  • Mário
  • Junior Bertuol,
  • Antônio Ferreira Lima,
  • Fabrício Verdi Basso,
  • Edilene Maria de Oliveira Araujo,
  • Sérgio Luiz Giraudo Costa,
  • Adelmo Pradela,
  • Bárbara Tambosi Ribeiro,
  • Milton Jorge da Silva,
  • Vander Silvano Correa,
  • Joaquim José de Souza Junior,
  • Maria Rita Vieira Nunes,
  • Balbina Correa Dias,
  • Denise Batista de Carvalho,
  • Mônica de Paula Silva,
  • Sílvio Moreira Lima,
  • Celina Maria de Almeida,
  • Ana Maria Vieira Lopes,
  • Larissa Assis Pereira,
  • João Ricardo Flôres Xavier.

Saúde Correio B+

Quem tem endometriose pode correr? Entenda com especialista quando é preciso adaptar o treino

A atividade física continua sendo recomendada para quem convive com a doença, mas o tipo de exercício e a intensidade podem influenciar diretamente nos sintomas

08/08/2026 14h30

Quem tem endometriose pode correr? Entenda com especialista quando é preciso adaptar o treino

Quem tem endometriose pode correr? Entenda com especialista quando é preciso adaptar o treino Foto: Divulgação

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A corrida de rua nunca esteve tão em alta, mas nem toda mulher consegue praticá-la sem desconforto. Em pacientes com endometriose, exercícios de alto impacto podem aumentar a dor quando a doença compromete estruturas profundas da pelve. Isso não significa abandonar a atividade física, mas adaptar o treino ao quadro clínico.

Segundo o cirurgião ginecológico e pesquisador Dr. Igor Chiminacio, a atividade física não deve ser interrompida, mas individualizada de acordo com o quadro clínico de cada paciente.

"A prática regular de exercícios é importante e faz parte de uma rotina saudável. O problema não é se exercitar, mas insistir em modalidades que aumentam a dor em uma paciente que apresenta comprometimento das estruturas profundas pela endometriose", explica Dr. Igor Chiminacio.

De acordo com o especialista, a explicação está na anatomia da pelve. Pela Teoria do Polvo (Octopus Concept), desenvolvida por Dr. Igor Chiminacio e apresentada em publicação científica, o útero é sustentado por estruturas de colágeno chamadas paramétrios.

Quando essas regiões são acometidas pela endometriose, tornam-se mais sensíveis à tração provocada pelos movimentos repetitivos de impacto.

"Durante uma corrida ou um exercício com saltos, o útero se movimenta repetidamente. Se o paramétrio está inflamado pela doença, essa movimentação pode aumentar a tração sobre tecidos já comprometidos, desencadeando dor e intensificando o processo inflamatório", afirma o especialista.

Por isso, exercícios como corrida, jump e outras atividades de alto impacto podem não ser a melhor escolha para mulheres que apresentam dor ativa relacionada à endometriose.

Isso não significa que essas modalidades estejam proibidas, mas que podem precisar ser substituídas temporariamente por alternativas mais adequadas até que a doença esteja controlada.

Modalidades de menor impacto, como caminhadas, fortalecimento muscular orientado, pilates, exercícios funcionais adaptados e alongamentos costumam ser melhor toleradas durante períodos de maior sensibilidade.

A escolha, porém, deve considerar a intensidade dos sintomas, o estágio da doença e a avaliação médica.

Outro ponto que merece atenção, especialmente durante o inverno, é o aquecimento corporal. Segundo Chiminacio, iniciar a atividade física com o corpo frio pode aumentar a rigidez muscular e potencializar o desconforto em mulheres sintomáticas.

"Fazer um aquecimento antes de sair de casa, realizar alguns minutos de alongamento ou exercícios leves e manter o corpo aquecido são medidas simples que podem ajudar no controle dos sintomas. A dor persistente nunca deve ser normalizada.

Ela pode ser um indicativo de que a atividade precisa ser adaptada ou de que a doença ainda não está adequadamente tratada”, orienta.

A endometriose não deve afastar a mulher da prática de atividade física. O objetivo é encontrar modalidades compatíveis com cada fase da doença, permitindo que o exercício continue sendo um aliado da saúde, e não um fator de agravamento dos sintomas.

Cinema Correio B+

O legado de Baryshnikov vai muito além da dança

Centro criado pelo bailarino funciona como incubadora artística e estuda aproximação com o Brasil

08/08/2026 13h00

O legado de Baryshnikov vai muito além da dança

O legado de Baryshnikov vai muito além da dança Foto: Divulgação

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Quando se ouve o nome de Mikhail Baryshnikov, é praticamente impossível pensar primeiro em qualquer coisa que não seja dança. Para várias gerações, ele representa o bailarino completo, aquele artista no qual a técnica extraordinária nunca anulou a inteligência, a personalidade ou a capacidade de transformar cada movimento em interpretação. O Baryshnikov Arts, porém, demonstra que seu legado não ficou restrito ao que fez no palco.

Criado em Nova York, em 2005, o centro apoia artistas de diferentes linguagens, oferecendo residências, espaços de ensaio, oportunidades de apresentação e condições para que ideias ainda embrionárias possam se transformar em obras.

Há dança, naturalmente, mas também teatro, música, cinema e projetos multimídia. “Acho que a palavra certa é incubadora”, explica Carlo Di Dio, ex-bailarino italiano e integrante do conselho de administração da instituição.

Di Dio esteve pela primeira vez no Brasil durante o Festival de Dança de Joinville e sua presença teve uma missão que pode se tornar importante para os artistas brasileiros: conhecer o evento, observar seus talentos e estudar caminhos para uma colaboração com instituições norte-americanas.

Antes de falar sobre essa possível ponte, entretanto, ele fez questão de explicar por que o Baryshnikov Arts não deve ser confundido com uma escola ou companhia de balé.

“A missão do centro é proporcionar oportunidades para diferentes formas de arte e para artistas que precisam desenvolver uma ideia ou um trabalho.

Podem ser coreógrafos, atores, diretores, músicos ou outros criadores. Nós oferecemos espaço e condições para que eles consigam reunir esse trabalho e sair de lá com alguma coisa sólida”, afirma.

É uma continuação coerente da trajetória de Baryshnikov. Depois de uma carreira que atravessou o Kirov, o American Ballet Theatre, o New York City Ballet, o cinema, o teatro e a dança contemporânea, ele passou a empregar seu prestígio na criação de oportunidades para outros artistas.

Aos 78 anos, permanece fundador e diretor artístico do centro e, segundo Di Dio, acompanha os projetos, conversa com os residentes e compartilha sua experiência.

“Misha ama as artes de coração. É inspirador vê-lo envolvido, conversando com os artistas, contando sua história e continuando tão relevante para o mundo atual.

É fácil pensar nele apenas como bailarino e ícone da dança, mas é importante que o mundo conheça também essa organização que ele criou. Esse é o seu legado.”

A própria trajetória de Carlo Di Dio ajuda a explicar por que ele foi chamado para participar dessa construção. Formado pela Escola de Balé do Teatro San Carlo, em Nápoles, ele dançou em companhias italianas e norte-americanas, tornou-se primeiro bailarino na Califórnia e dividiu o palco com nomes importantes da dança internacional.

Quando decidiu deixar a carreira, não seguiu o caminho mais previsível de se tornar exclusivamente professor, ensaiador ou diretor artístico.

Di Dio estudou administração, concluiu um MBA e foi trabalhar com estratégia e consultoria na PwC. A mudança, que poderia parecer um abandono da arte, nasceu justamente do desejo de compreender por que algumas instituições sobrevivem e outras desaparecem.

“Não acho que exista algo mais bonito do que estar no palco e sentir o público, mas, com o tempo, percebi que também me inspirava criar as condições necessárias para que as artes cresçam e permaneçam.

A pergunta passou a ser: como construir uma organização artística capaz de oferecer oportunidades não somente durante uma temporada, mas por gerações?”, conta.

Foi por isso que ele entrou para a consultoria. “Muitas pessoas pensaram que eu havia deixado a dança porque queria trabalhar no mundo corporativo.

Na verdade, foi o contrário. Entrei para uma empresa global porque queria entender como grandes organizações operam, como as decisões estratégicas são tomadas, como elas se sustentam e quais modelos desenvolvem. Eu não deixei as artes. Apenas ampliei a maneira como poderia servi-las.”

O legado de Baryshnikov vai muito além da dançaO legado de Baryshnikov vai muito além da dança - Divulgação

Para Di Dio, a disciplina adquirida no balé continua determinando sua atuação. A dança lhe ensinou liderança, responsabilidade, adaptação e trabalho coletivo, qualidades tão importantes em uma sala de reuniões quanto diante de uma plateia. Também ensinou que talento, por maior que seja, não resolve tudo.

“Minha professora dizia: ‘Carlo, aonde você não conseguir chegar com as pernas, chegue com a cabeça’. Nunca esqueci essa frase. É preciso ser inteligente porque esse será o seu diferencial. Talento não basta.”

Em Joinville, ele encontrou muito talento, mas se impressionou especialmente com o investimento feito para que crianças e adolescentes consigam desenvolvê-lo. A organização, a qualidade das escolas e o envolvimento das famílias revelaram uma estrutura que, em sua opinião, já pode dialogar com instituições internacionais.

O próximo passo será transformar essa impressão em um plano concreto. Entre as alternativas discutidas estão intercâmbios, cursos intensivos nos Estados Unidos, residências para coreógrafos e a vinda de artistas e professores ao Brasil.

As dificuldades atuais para a obtenção de vistos norte-americanos podem interferir no formato, mas não eliminam a possibilidade de colaboração.

“Vamos analisar onde existe alinhamento e qual é a melhor maneira de oferecer essas oportunidades. Gosto do termo parceria porque ela precisa ser uma relação de 50 a 50, com riscos e benefícios para os dois lados”, explica.

Ainda é cedo para anunciar um projeto, mas a presença de Di Dio em Joinville já estabeleceu o primeiro contato. Se a ponte avançar, ela poderá aproximar jovens artistas brasileiros não apenas do nome Baryshnikov, mas daquilo que ele decidiu construir depois de se tornar uma lenda.

Afinal, preservar a cultura não significa somente guardar a memória dos grandes artistas. Significa criar as condições para que os próximos consigam existir.

“Precisamos fazer o mundo entender que a cultura é indispensável”, resume Di Dio. Essa talvez seja a ideia que melhor explique o Baryshnikov Arts e também por que a aproximação com Joinville pode ser tão importante.

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