Correio B

DIÁLOGO

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Piotr Kropotkin - escritor russo

"A competição é a lei da selva, mas a cooperação é a lei da civilização”.

FELPUDA

O que se comenta em sala restrita a poucos é que certa figurinha anda irritada que só porque, a cada passo que dá com olhos voltados para a cadeira principal do Paço Municipal de Campo Grande, “fantasmas judiciais” surgem ameaçadores.

Conhecedor desse script, digamos, de terror, a dita figura sabe que, a continuar em sua jornada, poderá ouvir barulhos de correntes nos tornozelos (ops!) ecoando pelas masmorras. Vai vendo…

35 anos

O 1º Prêmio Nacional de Jornalismo do Poder Judiciário está com as inscrições abertas. É uma iniciativa conjunta do STF e dos tribunais superiores, entre eles o Superior Tribunal de Justiça (STJ), para celebrar os 35 anos da Constituição de 1988 e promover reflexão sobre os direitos assegurados pela Carta Magna.

Interessados devem acessar o site tst.jus.br/premiojornalismojudiciario.

Positiva

Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Campo Grande registrou em setembro 105,8 pontos, enquanto em agosto foi verificado 104,9 pontos.

O segundo semestre mostra a expectativa positiva para o comércio, com as famílias mais propensas ao consumo, segundo a economista Regiane de Oliveira, do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS.

Andrea Daros e dra. Claudia FassaAndrea Daros e dra. Claudia Fassa
Lelê SaddiLelê Saddi (Foto: Rafa Cusato)

Flagra

Veículo oficial da prefeitura de município do interior de Mato Grosso do Sul, destinado a atender a área da saúde, foi fotografado em local considerado como “balneário” da cidade. D

iante da indignação das pessoas pela má utilização de um bem do patrimônio público, a polícia foi chamada. Na oportunidade, constatou-se que o motorista não era servidor, e sim “amigo do prefeito”.

Pela tangente

Procurado pela imprensa para falar sobre o episódio, o prefeito negou com veemência que o motorista fosse seu amigo. Mas reconheceu que era apenas “um conhecido”.

O mais impressionante, para não dizer outra coisa, foi ele afirmar, singelamente, que não sabia como o dito-cujo tinha conseguido pegar o veículo oficial. Moradores estão dizendo que o Ministério Público poderia entrar em campo para “desvendar esse mistério”.

Meta

Continuar encabeçando o comando da máquina políticoadministrativa de Campo Grande é a meta definida pelo PP, pois a sigla pretende se tornar um, digamos, polo de poder.

Assim, caso consiga a reeleição da prefeita Adriane Lopes, conseguirá ter cacife suficiente para entrar na briga pelo governo do Estado em 2026. Isso porque o partido estará fortalecida e terá provado que tem potencial testado nas urnas.

Aniversariantes

  • Dr. Joenildo de Sousa Chaves,
  • Eva Maria Cesar Oliva,
  • Roneu Moreira Brum,
  • Dra. Sandra Georges Sleiman Gomes,
  • Fernando Veríssimo Baruta,
  • Gilson José Portes da Silveira,
  • Dr. Elson Yamasato,
  • Otávio de Souza Escobar,
  • Jorge Alberto Caravajal Leite,
  • Hedil Amado Felicio,
  • Wanderley Herculano Olive,
  • Abelardo Teixeira Fraga,
  • Nelson Benedito Netto Júnior,
  • Walter Pereira dos Santos,
  • José Raphael Fernandes Lins,
  • Thiago e Silva Teruya,
  • Laércio Vendruscolo,
  • Ana Paula do Souto de Arruda Alves,
  • Samuel de Arruda Farias,
  • Dra. Ester dos Anjos Oliveira de Moraes,
  • Dra. Maria Auxiliadora Loschi,
  • Gilberto Fleuri Stefanelo,
  • Lucas Junot Dutra Morisson,
  • Alfredo Antunes Soares,
  • Antenor Balbinot Filho,
  • Dr. Marcio Vieira Recalde,
  • Jamil Rossetto Schelela,
  • Henrique Xavier,
  • Kenia Pereira Ifran,
  • José Ivanir Ribeiro Durães,
  • Arcendina Oliveira Silveira,
  • Carlos Eduardo de Souza Xavier,
  • Cristian Queirolo Jacob,
  • Durval Nunes da Silva,
  • Allan Oliveira Gutemberg,
  • Marta Maria Drumond,
  • Dalcia Rodrigues da Silva,
  • Eduardo de Paula de Souza,
  • Angela de Jesus Santana,
  • Edward de Figueiredo Cruz,
  • Mario Pasini,
  • Nelson Teruya,
  • Paulo Sergio Fluninhan,
  • Dra. Maithê Vendas Galhardo,
  • Fabiano Espíndola Pissini,
  • Henrique João Ruas Pereira Coelho,
  • Dr. José Carlos Carrato,
  • Jader Roberto de Freitas,
  • Ana Lúcia de Carvalho,
  • José Vander Lopes Batista,
  • Leandro de Souza Godoy,
  • Marcel Marques Santos,
  • Elias Torres Barbosa,
  • Ely Dias de Souza,
  • Evaldo Rodrigues Patricio,
  • Patrícia Senedes,
  • Marcelo Fernandes de Carvalho,
  • Mateus Bortolás,
  • Orlando Cesar Costa,
  • Pedro Ricardo da Silva,
  • Priscila Papasidero,
  • Rafael Cavazzoni Lima,
  • Enio Villanova Torres,
  • Renato Chagas Corrêa da Silva,
  • Leontina Barbosa Alegre,
  • Angela da Silva Dias,
  • Dr. Aguinaldo Pereira de Nadai,
  • Camila Corrêa de Souza,
  • Elias de Araujo Alencar,
  • Francisco de Paula Ribeiro,
  • Munir Jorge,
  • Vânia Maria Brum,
  • Antonio Rodrigues Neto,
  • Marisa Júlia Coutinho,
  • Angela Maria Perez Donega,
  • Carmélio José dos Santos Filho,
  • Moysés Almeida Victório,
  • José Vieira Lopes,
  • Claudionor Teixeira,
  • Angela Regina Bobadilha,
  • Marco Aurélio Cardoso,
  • Marilene Machado da Silva,
  • Rosana Alves Correia,
  • Angela Glória da Silva,
  • Luciene Aparecida Ferreira,
  • Andréia de Oliveira,
  • Carolina Bergo Domingues,
  • Jonas Pereira de Souza Neto,
  • Henry Harfuch,
  • Dr. Edvardes Carmona Gomes,
  • Valdir Martinelli,
  • Ana Lucia Laburu,
  • Maria Yolanda de Castelo Branco,
  • Raul Pertuzzatti,
  • Alcindo Ribeiro Vilela,
  • Rondinelio Corrêa de Gouveia,
  • Werner Hugo Dreyer,
  • Jeanete Bittencourt Maia,
  • Adair Martins Torres,
  • Marlene Oliveira Cunha Gregol,
  • Solange Pereira Queiroz Nantes,
  • Odair Serrano de Oliveira,
  • Paulo César de Arruda,
  • Welder Souza Mongelli,
  • Alexandre Alves Herculano,
  • Maria Arminda Ferreira,
  • Marcos Fernando Cardoso,
  • Lícia Lopes de Oliveira,
  • Armando Ribeiro de Souza

* Colaborou Tatyane Gameiro

cinema

Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar

Decisão sobre o título deverá ser tomada em 16 de setembro

09/09/2026 22h00

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027 Foto: Divulgação

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A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (9) os seis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027.  A decisão sobre o longa que vai tentar uma vaga na categoria de melhor filme internacional será tomada em 16 de setembro.

Os títulos que continuam em disputa são:

  • 100 Dias, de Carlos Saldanha;
  • A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
  • A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo;
  • Feito Pipa, de Allan Deberton;
  • Nosso Segredo, de Grace Passô;
  • Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

A lista dos finalistas saiu de uma pré-lista de 15 filmes,  divulgada pela Academia Brasileira de Cinema no mês de agosto.

Oscar

Ter sido escolhido como o representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já terá garantida uma indicação ao prêmio. Cada país indica um filme como representante para a disputa. O Oscar analisa essas indicações e faz uma seleção dos filmes que, de fato, vão concorrer ao principal prêmio do cinema mundial.

A cerimônia que premiará os melhores filmes do Oscar está marcada para 14 de março de 2027.

Em 2025, o Brasil conquistou o primeiro Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional. Neste ano, o Brasil voltou a ser indicado com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que acabou perdendo o prêmio para o norueguês Valor Sentimental.

 

Preservação da fauna

Projeto monitora bugios e macacos-prego no corredor do Rio Sucuriú

Nove grupos de primatas já foram identificados na região; entre eles, a família formada por Baru, Pequi e o filhote Bacuri, acompanhada ao longo das campanhas de campo

09/09/2026 08h30

Mãe e filhote bugio-preto

Mãe e filhote bugio-preto Foto: Divulgação

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No alto das árvores que formam o corredor do Rio Sucuriú, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, famílias de bugios e macacos-prego vêm sendo acompanhadas de perto por pesquisadores do projeto Sucuriú, da Arauco.

O trabalho busca entender como esses animais vivem, se deslocam e utilizam a paisagem, reunindo informações que podem contribuir para a conservação das espécies e para a manutenção da conectividade entre áreas de vegetação.

Ao todo, nove grupos de primatas já foram identificados na área monitorada pelo projeto Sucuriú. O acompanhamento é direcionado principalmente ao bugio-preto (Alouatta caraya) e ao macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay), espécies classificadas como Vulneráveis (VU) no Brasil, categoria que indica alto risco de extinção na natureza.

“Esse é um trabalho construído ao longo do tempo. Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam. A combinação das metodologias permite ampliar esse conhecimento e criar uma base cada vez mais consistente para as ações de conservação”, afirma Gonzalo Flores, Especialista de Biodiversidade da Arauco.

Entre os grupos que passaram a ser reconhecidos pelas equipes está uma família de bugios formada por Baru (pai), Pequi (mãe) e Bacuri (filho).

O filhote nasceu durante o período de monitoramento e recebeu o nome após uma votação que reuniu mais de 270 participantes, entre trabalhadores da obra e integrantes da comunidade externa.

Desde então, a família continua sendo reencontrada durante as campanhas. Nos registros mais recentes, Bacuri apareceu interagindo com os pais, enquanto outros filhotes do grupo foram observados em momentos de brincadeira.

As imagens ajudam os pesquisadores a acompanhar o desenvolvimento dos animais e compreender melhor a dinâmica das famílias ao longo do tempo.

“A possibilidade de reencontrar os mesmos grupos ao longo das campanhas é muito importante porque permite acompanhar essas famílias no tempo. No caso de Baru, Pequi e Bacuri, seguimos registrando o grupo e reunindo informações que ajudam a compreender sua composição, o uso da paisagem e seus deslocamentos pelo corredor do Rio Sucuriú”, explica Carolina Garcia, bióloga e responsável técnica da Sauá Consultoria Ambiental.

HABITANTES DA MATA

A vida dos bugios e macacos-prego está diretamente ligada à continuidade da vegetação. Como vivem e se deslocam predominantemente pelas árvores, essas espécies dependem da conexão entre as copas para alcançar alimento, abrigo e outras áreas utilizadas pelos grupos.

Mãe e filhote bugio-pretoPai bugio-preto - Foto: Divulgação

Por isso, saber onde os animais estão e como circulam pelo território é uma informação importante para compreender a conectividade dos ambientes ao longo do corredor do Rio Sucuriú.

Além de sua importância como parte da fauna local, os primatas exercem funções fundamentais nos ecossistemas. Ao consumirem frutos e se deslocarem entre diferentes áreas, transportam e dispersam sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação e para a diversidade das florestas.

A dependência que possuem de ambientes florestais também faz com que sejam considerados bioindicadores, já que a presença e a dinâmica desses animais podem ajudar a revelar as condições de conservação e conectividade das áreas onde vivem.

TECNOLOGIA ALIADA

Para acompanhar os animais, as equipes combinam diferentes métodos. O trabalho inclui observação direta em campo, armadilhas fotográficas – as chamadas câmeras-trap – e drones equipados com sensores termais.

Cada ferramenta oferece uma possibilidade diferente de observação. Enquanto o acompanhamento em solo permite registrar mais detalhes sobre o comportamento e a composição dos grupos, os drones ajudam a localizar animais em regiões onde a vegetação fechada dificulta a visualização.

Os números mostram a diferença no alcance das metodologias. Em aproximadamente 25 horas de busca ativa em campo, dois grupos foram identificados. Já em cerca de 24 horas de voo, os drones localizaram sete dos nove grupos conhecidos na área monitorada: seis de bugios e um de macacos-prego.

A tecnologia, no entanto, não substitui o trabalho realizado diretamente na mata. A combinação dos métodos permite ampliar a capacidade de localizar e reencontrar os animais durante as campanhas.

Nas próximas etapas, também está previsto o uso de GPS – telemetria em macacos-prego, recurso que poderá fornecer novas informações sobre os deslocamentos da espécie.

O trabalho técnico é desenvolvido pela Sauá Consultoria Ambiental, parceira do projeto Sucuriú e integrante do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazônia (PAN CERPAM), coordenado pelo ICMBio.

FAUNA DIVERSA

Embora os primatas sejam um dos principais focos do acompanhamento, o monitoramento também vem revelando a diversidade de outros animais presentes na região.

As câmeras instaladas no território já registraram espécies como tatu-canastra, anta, lobo-guará, tamanduá-bandeira e jaguatirica. Um grupo de queixadas com mais de 10 indivíduos também foi identificado.

A construção dessa base de informações permite acompanhar a fauna antes, durante e depois das intervenções previstas na região. Parte dos dados será utilizada para avaliar medidas de mitigação relacionadas às obras de captação de água e do emissário de efluentes tratados.

As intervenções exigirão alterações em trechos de vegetação próximos ao rio e podem criar descontinuidades no dossel – a camada formada pelas copas das árvores –, afetando especialmente espécies arborícolas.

Para reduzir esse impacto, estão previstas duas passagens superiores de fauna, estruturas suspensas com aproximadamente 180 metros de vão livre. A expectativa é de que elas ajudem a restabelecer a conexão entre os trechos de vegetação.

O monitoramento atual permitirá entender como os primatas utilizam a paisagem antes da implantação das estruturas, prevista para o primeiro semestre de 2027. Depois, as campanhas continuarão para verificar se os animais passam a utilizar as travessias e se elas cumprem a função de reconectar os ambientes.

Ao todo, estão previstas 20 campanhas de monitoramento ao longo de cinco anos, com quatro etapas realizadas anualmente.

RECONHECIMENTO

O uso de drones termais para localizar primatas em áreas de vegetação fechada também rendeu reconhecimento ao trabalho realizado no corredor do Rio Sucuriú. A iniciativa conquistou o Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026, na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia.

Entre os pontos destacados estão o caráter não invasivo do monitoramento, o desenvolvimento de parâmetros específicos para detectar primatas e a combinação de diferentes metodologias para acompanhar os grupos e avaliar a conectividade da paisagem.

A entrega do prêmio está marcada para o dia 6 de outubro.

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