Correio B

DIÁLOGO

Confira a coluna Diálogo na íntegra, deste sábado e domingo, 10 e 11 de fevereiro de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Gicelma Chacarosqui - poeta brasileira

"O olhar silencioso e caleidoscópico 
corre pelo corpo líquido 
e indelével das lembranças”.

FELPUDA

Silêncio obsequioso abateu-se nos Poderes Judiciário e Legislativo em consequência do envolvimento de dois de seus integrantes investigados por supostas irregularidades em situações diferentes. A população, 
obviamente, acompanha com muito interesse ambos os casos. Por enquanto, a tática utilizada é a velha e tradicional prática do “nada a declarar”.

Time

Neste seu segundo ano de mandato, o governador Eduardo Riedel continuará tendo como líder na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul o deputado Londres Machado, e como vice-líder o parlamentar Pedro Pedrossian Neto. Pelo menos por enquanto, não haverá mudanças no comando dos grupos G10 e G8, integrados por partidos que não têm número suficiente de cadeiras para formar bancadas.

Não vai

O cantor e compositor Almir Sater não participará do desfile da escola de samba Mocidade Independente 
da Nova Corumbá, no domingo (11). O samba-enredo com o qual a escola disputará o título é “A Mocidade Apresenta Almir Sater, o Pantaneiro Cantador da Esperança”. O artista justificou a ausência, em nota, explicando que sua agenda o impossibilita de estar presente.

Só pra constar

Apenas dois parlamentares se manifestaram, em plenário, na Assembleia de MS, sobre a operação realizada no dia 8, tendo como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro: o lulista Pedro Kemp (PT) e o bolsonarista 
João Henrique Catan (PL). Não houve, porém, necessidade de servir chá de camomila nem de chamar 
os seguranças da Casa.

Nem aí...

Pelo jeito, a instalação de semáforos na rotatória do cruzamento das avenidas Toros Puxian (Interlagos) e Rita Vieira foi “deixada para as calendas gregas”. Em 2022, um vereador anunciou que faria a reivindicação à prefeitura. Depois disso, nada mais se falou sobre o assunto e continuam grandes os riscos às vidas de pedestres e motoristas que passam pelo local.

Trintou

Com direito a animado baile de máscaras, Kariny Leylin Mamede Oliveira comemorou seus 30 anos cercada de familiares e amigos. Foi dia 14 de janeiro, na Villa Stecca Rennó. Ela é filha de Flávio César e de Karen Luce Oliveira.

Aniversariantes

SÁBADO (10)

Dra. Rosana Mara Giordano Barros, 
Dr. Cláudio Nascimento Soares, 
Natália Selingardi Espíndola, 
Alvelino Maschion,
João Romero,
Quirino Piccoli,
Renê Eugênio Migliavacca,
José Batista de Araujo,
Luiz Alberto Muniz Fenelon,
Dr. Paulo Shosei Arakaki,
Marli Caceres,
Mauro Yoshike Ishibashi,
José Carlos de Figueiredo,
Priscylla Santos Pereira Barbosa, 
Airton Alves da Silva,
Clarice Bandeira de Moraes,
Mario Nelson da Silva,
Luiz Carlos Benitez,
Luiz Carlos Silveira,
Neusa Alves Mendonça,
Wagner Reis Santos Filho,
Maura Catarina Costa Paloski, 
Itamar Castelão, 
José Dodô da Rocha, 
Almir Otto Gonzales Cano,
Dr. Antonio Urt Filho,
Dr. Clélio Chiesa, 
Marcos Vinholi, 
Dr. Adalberto Neves Miranda,
Natacha Akemi Veiga Matono Felinberti,
Paula Correa Peixoto de Azevedo,
Horacio Junior Godoy,
Aline Moreira Martins,
Rangel Costa do Amaral,
Luciene Teixeira de Menezes,
Cássila Beatriz Sarsi,
Loris Buainain Bomussa, 
Ivone Ferreira de Souza, 
Antonio Nestor Pacheco, 
Jacy Ramos Costa,
Edivania Rosaria de Souza,
Janete Jorges, 
Jorge Azambuja da Silva, 
Leila Awadalla El Hajjar Yehia, 
Ciro Takashi Miquita,
José Luiz Barbosa Castanheira, 
Abadio Marcelino Campos, 
Cláudia Dávalo da Silva, 
Marisa Claudia Costa,
Adélia Pereira Fontoura Araújo,
Helva Fernandes,
Loyce Rodrigues Ribeiro,
Amal Mouniergi,
Maria Helena Scatalon 
dos Santos, 
Mariza Simabuco,
Cícero Lima Faria,
Lourdes Antonia Corrêa Ferreira, 
Valdirene Rodrigues Leite,
Astrogilda Lopes Rabelo,
Mário Gentil Storti,
Fabiano Viana Storti,
Ivana de Rosa Silva,
Renata dos Santos Teruya,
André Lúcio Romero Camargo,
Ronaldo de Paula da Silva,
Eliana Jardim de Oliveira Matos,
Daniel Maroni,
Paulo Roberto Brizuena Aniz,
Valdecir Giuliani,
Gasparino José da Silva,
Claudinei Treymam,
Rubens Giordani Rodrigues Elias,
Alfredo Argondizo, 
Donizetti Lopes Neto, 
Rosângela Nunes Uchôa, 
Camila Rodrigues de Oliveira,
Elvio Marcus Dias Araujo, 
Marco Aurélio Noll Marques,
Sumie Sonia Miyazaki.

DOMINGO (11)

André Pauletto,
Geneci Barbosa da Silva, 
Danilo Pereira Corrêa Júnior, 
Adão Braz Vera Júnior,
Celina Kawano,
Jorcinei de Carvalho,
Lucineide Silva Mansilha,
Zeferino Bigolin,
Renato Katayama, 
Moacir Felix Ferreira,
Claudio Martins Real,
Haroldo da Silva,
Janaine Cristina da Silva Grossi,
Emidio Nantes Martines,
Kátia Maria Souza Cardoso,
Clério Fernandes Arnas,
Salomão Soares Borges,
Isabela Vinholi Gonçalves, 
André Martins de Barros, 
Walter Gargioni Adames Júnior, 
Munir Bacha Ferzeli, 
Maria Teodorowic Reis, 
Fabiana Penrabel Galhardo Corrêa,
Janaína Mansilha,
Nair Pereira Carmona,
Hevelym Carla Castilho 
de Oliveira,
Willian Atallah, 
Danilo Bachega,
Elizabeth Prudêncio Coelho,
Maria de Lourdes Santa Rosa Lopes,
Thamyris Vilela Gaudioso, 
Laurindo Correa de Oliveira,
Rosana Santana Pereira, 
Mariza Mendonça, 
Paulo Henrique Alves Garcia, 
Vera Kimiko Higa, 
Jane Sant’Ana Borges, 
Paula Virginia Fontoura, 
Ary Figueiredo, 
Fabiana Uesato,
Marta de Almeida, 
Victor Ferreira Rosa, 
Júlio César Prata Chacha, 
Regina Fátima Garcia Ferreira,
Marcos Alberto Nunes,
Rosângela Bonfim Córdoba,
Iniz Yarzon Silva,
Carlos Thadeu de Matos Marques,
Cristiane de Almeida,
Mauricio de Almeida Abreu,
Miriam Maria Paes,
Sheila Cafure Bolssonaro, 
Celestina Maria Marcolino,
José Joaquim da Silva,
Waldir Maymone Sobrinho (Pope),
Helena Nantes Vargas,
George Albert Fuentes de Oliveira,
Elizabeth Michelan,
Kimie Kavanami de Lima,
Paulo Mauricio Monteiro,
Priscila Souza de Araújo Muller,
Raquel de Figueiredo Rocha,
Janir Nantes Coelho,
Marcio Ricardo Herestech,
Rudimar Zachert, 
Maria de Lurdes Coelho de Souza,
Alexandre Augusto Neves Figueiredo,
Nildo Benites Carrapateira,
Paula Guitti Leite, 
Guilherme Renato Hernandes Polimeni Los,
Larissa Andreia Molinero de Sousa,
Djalma Martinelli Neto, 
Patrícia Macedo Silva Bertelli, 
Leonardo Levi de Moura Moura.

Colaborou Tatyane Gameiro
 

Pet Correio B+

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Rotina cada vez mais indoor pode deixar renovação da pelagem diluída ao longo do ano; pólen e maior exposição solar exigem atenção na nova estação

19/09/2026 14h00

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera? Foto: Divulgação

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Mais pelos espalhados pela casa costumam anunciar a chegada de uma nova estação para quem tem animais em casa. Isso porque, com a aproximação da primavera, o aumento da luz solar e da temperatura influenciam o ciclo dos folículos, resultando na renovação da pelagem. 

No entanto, as temperaturas cada vez mais irregulares, com oscilações menos previsíveis, além das mudanças da rotina moderna – em que os pets passam boa parte do dia sob luz artificial e ar-condicionado – fazem com que a troca de pelos não acompanhe, necessariamente, a transição das estações.

“Podemos observar ciclos de troca menos definidos e uma renovação da pelagem mais distribuída ao longo do ano, mesmo em animais de raças com troca de pelos naturalmente mais sazonais. Porém, não podemos afirmar que as mudanças climáticas, isoladamente, sejam responsáveis por determinada alteração de pelagem”, explica a médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá Care.

Mesmo assim, a chegada da primavera não deixa de influenciar a pelagem. A forma como essa mudança aparece em cada animal depende de uma combinação de fatores, como raça, genética, tipo de pelo e ciclo folicular.

“Raças com pelagem dupla e subpelo abundante, por exemplo, tendem a apresentar uma troca sazonal mais evidente. Em outros tipos de pelagem, a renovação dos fios pode ocorrer de maneira menos concentrada”, completa Starek.

Nessas raças, como o spitz alemão, o subpelo e o pelo primário fazem parte do sistema natural de proteção da pele e são responsáveis pelo isolamento térmico. Por isso, a simples retirada dessa pelagem não deve ser encarada como solução para as altas temperaturas.

Mantê-la desembaraçada e retirar os fios mortos por meio de escovação são medidas que podem integrar a rotina durante o período de renovação intensa.

“A pelagem não é apenas estética. Ela funciona como uma barreira de proteção entre a pele do cão e o ambiente, participa da proteção física e térmica, e está em constante renovação. Primavera e verão modificam os estímulos ambientais, e os cuidados precisam acompanhar a fisiologia do animal. Também são essenciais a oferta de água, sombra, hidratação e proteção contra exposição excessiva ao calor”, avalia a CEO.

A retirada dos fios que já se desprenderam também merece atenção. A rotina de escovação feita em casa, com frequência e escova adequadas para cada raça, auxilia na retirada natural dos fios mortos. “Não é necessária a remoção mais intensa do subpelo para evitar o ‘abafamento’’ da pele ou simplesmente para diminuir a quantidade de pelos que o animal solta, pois a tração da remoção forçada pode retirar também fios saudáveis”, explica Nathália.

Brilho e tonalidade com o sol
Quando a troca sazonal acontece, a diferença percebida pelo tutor não se resume à quantidade de fios espalhados pela casa. A transição para os meses mais quentes provoca uma renovação fisiológica do ciclo folicular que pode alterar densidade, volume, textura e aparência do brilho da pelagem. 

Além disso, a radiação ultravioleta pode promover alterações oxidativas nas proteínas e nos pigmentos da haste, contribuindo para ressecamento, perda de brilho e até mudanças de tonalidade.

A atenção deve ser redobrada para animais de pelo branco ou claro. A menor presença de melanina no fio reduz a proteção pigmentar, tornando essas pelagens mais vulneráveis à combinação de sol, calor e ressecamento. “Não significa que os cães não possam tomar sol. A recomendação é evitar exposição excessiva, principalmente nos períodos de maior incidência de radiação”, aponta Starek.

Pólen de ‘carona’
Se dentro de casa as condições ambientais podem suavizar os sinais da mudança de estação, do lado de fora a primavera traz um elemento importante para a saúde da pele: o aumento da presença de pólen e outras partículas ambientais. A pelagem funciona como uma barreira para que essas partículas não entrem em contato com a pele, mas elas ainda podem ficar aderidas aos fios.

“Em cães predispostos a alergias ambientais, isso pode representar maior exposição aos alérgenos. É importante reforçar que isso não quer dizer que ele precise, necessariamente, ser tosado ou tomar mais banhos, pois a pele possui uma barreira natural e uma microbiota próprias, que também podem ser prejudicadas por procedimentos excessivos ou pelo uso inadequado de produtos”, afirma a especialista.

Cinema Correio B+

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês

A série de espionagem deixou de ser um segredo e chega à sexta temporada consagrada pelo Emmy

19/09/2026 13h00

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês

Slow Horses está voltando e é a série imperdível do mês Foto: Divulgação

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Durante muito tempo, Slow Horses foi uma das melhores séries que pouca gente parecia assistir. Quem descobria se apaixonava, indicava para os amigos e passava a esperar ansiosamente pela temporada seguinte, mas ela ainda permanecia em uma espécie de excelente nicho.

Isso mudou. A produção britânica foi crescendo a cada ano, conquistou espaço no Emmy e chega à sexta temporada como uma das séries mais respeitadas da televisão.

Os novos episódios estreiam em 16 de setembro na Apple TV, com lançamento semanal até 21 de outubro. Serão apenas seis, como já virou tradição, mas Slow Horses nunca precisou de muito tempo para contar suas histórias. O roteiro é econômico, os diálogos são brilhantes e cada temporada funciona quase como um filme de espionagem dividido em capítulos.

Baseada nos livros de Mick Herron, a série acompanha um grupo de agentes do serviço secreto britânico enviados para a Slough House, o departamento para onde o MI5 manda aqueles que cometeram erros graves e não podem ser oficialmente demitidos.

São espiões humilhados, esquecidos e tratados como inúteis, liderados pelo malvestido, grosseiro, aparentemente bêbado e invariavelmente brilhante Jackson Lamb, interpretado por Gary Oldman.

É praticamente uma série anti-James Bond. Não há glamour, carros luxuosos ou agentes impecáveis pedindo martíni. Há escritórios imundos, documentos burocráticos, operações que dão errado e profissionais que carregam traumas, ressentimentos e fracassos.

Mesmo assim, ou justamente por isso, quando o perigo aparece são aqueles rejeitados que quase sempre precisam salvar o dia.

A sexta temporada adapta Joe Country e Slough House, sexto e sétimo livros da série literária. Desta vez, Diana Taverner, vivida por Kristin Scott Thomas, envolve os cavalos lentos em um jogo de retaliação e vingança que coloca toda a equipe em fuga.

A grande surpresa é o retorno de Sid Baker, personagem de Olivia Cooke, cuja história ficou em aberto desde o início da série. No universo de Mick Herron, aliás, ninguém está realmente protegido. Personagens importantes morrem, desaparecem ou retornam quando menos esperamos, e essa permanente sensação de risco é parte de sua força.

O crescimento de Slow Horses também pode ser medido pelo Emmy. Depois de passar quase despercebida em suas primeiras temporadas, recebeu nove indicações em 2024, venceu pelo roteiro de Will Smith e entrou pela primeira vez na disputa de Melhor Série Dramática.

Em 2025, voltou à categoria principal e ganhou o prêmio de direção com Adam Randall. Neste ano, chegou novamente a nove indicações, completando três nomeações consecutivas como Melhor Drama, além de reconhecer Gary Oldman, Jack Lowden e Jonathan Pryce.

É significativo porque o Emmy finalmente alcançou uma série que o público vinha descobrindo sozinho. Oldman é extraordinário como Lamb, mas Jack Lowden cresceu diante dos nossos olhos como River Cartwright e hoje consegue trabalhar ombro a ombro com ele, o que não é pouca coisa. Em torno dos dois, há um dos melhores elencos da televisão, sem personagens decorativos ou atuações no automático.

Com humor britânico, suspense, política, traições e uma completa falta de reverência pelo mundo dos espiões, Slow Horses consegue melhorar sem abandonar a própria identidade.

É inteligente sem ser pedante, engraçada sem virar comédia e tensa sem depender apenas de explosões. Se você ainda não entrou na Slough House, setembro é o momento perfeito. Para quem já faz parte dessa crescente nação de fãs, a melhor série de espionagem da televisão está finalmente voltando.

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