Correio B

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Confira a coluna Diálogo na íntegra, deste sábado e domingo, 9 e 10 de março de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Iolete Moreirapoeta brasileira
"A poesia está em repouso, 
silêncio recolhido entre bordas cinzentas, 
cantando suas penas
”. 

FELPUDA


Figurinha que não faz questão alguma de esconder pré-candidatura a cargo eletivo em outubro, escancarou de vez o oportunismo. Atualmente, levanta as bolas, via entidade, para que órgãos públicos resolvam as demandas 
de imediato. Assim, atende às queixas da classe com o objetivo de capitalizar futuros votos e deixar a administração pública bem na fita. Jogada mais que ensaiada, impossível.

Divulgação / Victor Chileno

 

Até o dia 22, no saguão Nelly Martins da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, estará
acontecendo a exposição de artes “Um Olhar Feminino”, que apresenta diferentes técnicas, das mais variadaslinguagens e conceitos. A mostra evidencia o universo das artistas plásticas Anailza Xavier, Andréa Luz, Carmem Zem, Cynthia Nabrink, Érica Rando, Iacita Azamor, Katia D’Angelo, Lázara Lessonier, Leila Chami, Lúcia Monte Serrat, Luciana Rondon, Mabbi, Maristela Gonzaga, Patrícia Bissoli, Patrícia Helney e Rosana Banamigo.A inauguração da exposição, no dia 6, marcou a abertura oficial da Semana Estadual da Mulher e do Combate à Misoginia, instituída por lei em 2007.

Carla Stephanini e Adriane Lopes / Arquivo Pessoal

 

Daniela Sarahyba / Manu Scarpa e LUcas Ramos / Brazil News e Leca Novo

Veloz


A lei que estendeu a proibição da pesca, embarque, transporte e comercialização do dourado até 3 de março de 2025 tramitou rápido que só. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) começou a analisar a alteração no dia 28 de fevereiro, por ter sofrido emenda, seguiu para o plenário, foi discutida em reunião, enviada 
ao Executivo, sancionada no dia 29 e publicada no Diário Oficial da mesma data, em edição extra.

Na fila

Mais um projeto de lei está na fila da CCJ para ser analisado. A proposta prevê aumento de pena quando o crime for cometido enquanto o presoestiver em saída temporária, liberdade condicional, prisão domiciliar ou foragido. Nesses casos, se houver o uso de violência, a pena será aumentada da metade até dois terços. Como se isso fosse resolver...

Lançamento


No dia 15, na Câmara Municipal de Campo Grande, acontecerá o lançamento do livro “Amiga de Negócios”, que traz as histórias de empreendedoras que superaram diversas barreiras para se tornarem mulheres de sucesso. A obra, que está na 4ª edição e já contou as trajetórias de mais de 80 mulheres, tem Noêmia Frazão como coordenadora. 

Aniversariantes


SÁBADO (9)


Alexandre Bastos,
Ticiana Contis, 
Dr. Estevom Molica Neto, 
Francisco Elivaldo de Sousa,
Gaspar Gomes Nogueira,
Silvio Ferreira Neto,
José Ramão Marinho,
Marcus Vinicius Tedesco, 
Rodrigo Torres Corrêa, 
Simone Chaves Ouriveis, 
Andre Anderson Brito da Silva,
Cilmara Aparecida Antunes Ricart,
Marcelo Christiano da França,
Rogério Bataglin Kerkhoff,
Cleusa de Oliveira Mira,
Marcelo Silva Garcia,
Thaís Pontim Gomes, 
Zuleide de Arruda Ferreira, 
André Luiz Gonçalves,
Antônio Carlos Biffi,
Maria Rosane Borges Fook,
Wilson Simões Pessoa,
Nelvio de Almeida Matsuda,
Maria Helena Nobrega,
Dr. Carlos Alberto Matsuda,
Dr. Ricardo Assed Bezerra  da Silva,
Tânia Gonçalves Martins Neder,
Dr. Gustavo Gottardi, 
José Eduardo Amâncio da Motta,
Edna Maria Bojukian Sarubbi,
Aidee Alcântara de Matos,
Ana Ferreira de Melo,
José Augusto Bittar,
Euflávio Alves de Souza,
Jaime Alves Sandim,
Ana Regina Almeida Serra,
Edirce França,
Nara Maria Oliveira,
Milton Enes,
Edina Ferreira de Mello,
Benedito Roberto Nascimento de Araujo,
Celina Arakaki,
Isadora Macedo Moraes,
Glaucia Coldibelli Francisco, 
Albertino Nunes Ferreira,
Teotônio Monteiro da Silva Neto,
Limírio Taveira de Rezende,
Orlando Pereira Maluf,
Syuzi Ajiki,
Norma Helen Medina,
Ronaldo Furtado Borges,
Lázaro Borges de Oliveira Filho,
Jussara Gadir Vollkopf, 
Lucas Gameiro de Sena, Rodrigo Silva Destro,
Luiza Carmem de Oliveira Gattass,
José Paulo de Macedo,
Revelino Ayala Samaniego,
Rogério Ayala Samaniego,
Diniz Garcia Azuaga,
Rafaela Adriana Pelissari, 
Nancy Angélica Costa de Oliveira,
Osmundo Pereira Dantas,
Sandra Maria Alves da Cruz,
Rose Emily Pippus Rosso, 
Karina Barbiere Rodrigues,
Rodrigo Correa Amarilla,
Welington Cavallaro,
Ecio Luis Menoncin,
Ricardo Amaro Costa,
Edson Luis Schmeiske,
Guilherme Antonio Batistoti,
Flávio Fabrão Moraes,
Angela Maria dos Santos Zulim, 
Natalia Aletéia Rodrigues Chaise, 
Ilda Almirão, 
Diego Negreto Catan da Silva,
José Eduardo Malheiros.


DOMINGO (10)


Luiz Humberto (Beto) Pereira,
Mara Lúcia Potrich Dolzan, 
Djalma Santana,
Dr. Luiz Gonzaga Mendes Marques, 
Wilton Paulino Júnior, 
Maria Madalena Freitas Moraes,
Orivaldo Gonçalves 
de Mendonça,
Neusa Higa Mourão,
José Affonso Passos,
Osmiro Candido de Siqueira,
Júlio Aparecido Maiolino,
Orlando Vargas,
Luis Ricardo Bernhard,
Rogerio Monção Oliveira,
Thiago Moser Pereira,
Ademar Pereira Dias,
Noel Antonio Soares,
Ademir Antonio Schumacher,
Militão Adão Rodes,
Vitor Anibal Delgado,
Ivete Martins Santana Pereira, 
Antonio Osmanio Martins de Lima,
Juliana Miranda Rodrigues da Cunha Passarelli, 
Dr. Laércio Arruda Guilhem, Viviane Borghetti Zampieri Filinto da Silva, 
Dr. Juvenal Alves Corrêa Neto, 
Jorge Toshio Fujimoto, 
Valter Mangini,
Márcia Regina Toledo Possik,
Ricardo Justino Lopes,
Maria Vicência Modesto Campos,
Renato Mattosinho, 
José Nivaldo Catanante,
Militão Antônio Andrade,
Antônio Luiz Carille, 
Valdete de Barros Martins,
Terezinha Maria Coelho Neto, 
Francisco Cardoso de Freitas Júnior,
Lucas Lázaro Gerolomo,
Mário Nelson Souto,
Solange Alves de Oliveira, 
Migues Ximenes, 
João Batista de Almeida,
Dr. Acir Ochove, 
Ana Maria Pedra,
Rosaney Nepomuceno de Souza, 
Odete de Melo Franco, 
João Antônio Assis,
Auxiliadora Nunes,
Gabriela Chaia Pedrossian, Claudete Fogolin,
Dr. Yukihide Hirose, 
Carolina Mendes Almeida,
Loire Vieira Santana,
Eunice de Souza Campos,
João Roberto Alves,
Marli Lima de Figueiredo,
Dr. João Daniel Leal, 
Mário Ocampos,
Vander Pinesso,
Anna Vitória dos Santos Marques,
Dr. Alex Leite de Mello, 
Ênio João Meireles de Barros,
Pedro Martins de Oliveira,
Dr. Adalberto Arão Filho, 
Klerysson Fernandes Rosa,
Eduardo Tiosso Junior, 
Paulo Coelho Palermo, 
Vilma Paulovich de Castro, 
Dra. Daniela de Oliveira Rodrigues,
Dra. Ana Marta Simões 
da Silva Flores,
Leonardo Queiroz Trombine Leite,
Vanessa Mara Marchioretto.

Colaborou Tatyane Gameiro

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Cinema Correio B+

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína

Rio de Sangue marca a entrada da atriz no thriller de ação com uma personagem que não busca agradar

18/04/2026 14h00

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína Foto: Divulgação

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Ao longo de mais de duas décadas de carreira, Giovanna Antonelli construiu uma trajetória rara no audiovisual brasileiro. Entre novelas de grande alcance, como O Clone, e séries que atravessam diferentes registros, sua presença sempre esteve associada a personagens de forte identificação popular: mulheres que, de alguma forma, organizam a narrativa ao seu redor.

No cinema, essa relação também se consolidou em produções voltadas ao grande público, como S.O.S. Mulheres ao Mar, que reforçaram sua conexão com histórias mais leves e acessíveis. É justamente por isso que Rio de Sangue marca um deslocamento interessante dentro de sua carreira. Ao assumir uma protagonista em um thriller físico, marcado por tensão constante e exigência corporal, Antonelli entra em um território que, embora próximo em intensidade emocional, raramente havia sido explorado por ela dessa forma.

Mas o que chama mais atenção não é apenas a mudança de registro. Em vez de se apoiar na ideia de força que costuma acompanhar personagens femininas em narrativas de ação, Rio de Sangue apresenta uma mulher que não nos conquista desde o início. Patrícia não é construída para agradar o espectador. Ela entra na história em queda, tentando reorganizar a própria identidade ao mesmo tempo em que precisa reagir a uma situação limite.

É a partir desse ponto que o filme se estrutura e é também desse lugar que Giovanna Antonelli fala com o CORREIO B+ sobre a personagem: não como uma heroína, mas como alguém em sobrevivência. O que a atrai não é a força da personagem, mas justamente o contrário: o fato de que ela não tenta agradar, não busca empatia imediata e se apresenta, desde o início, como alguém em sobrevivência.
Uma Giovanna bem diferente das que estamos acostumados a ver.

CORREIO DO ESTADO: Como esse projeto chegou até você e o que te fez escolher esse papel?

Giovanna Antonelli: Eu recebi o roteiro do Gustavo Bonafé, nunca tinha trabalhado com ele antes. A gente conversou e ele me disse: “Giovanna, eu tenho um personagem, você pode ler?”. Eu li e me apaixonei, porque adoro thrillers de ação. Quando vi, pensei: “Como vão filmar isso em cinco semanas?”. É um filme muito rico em ação.

E ele ainda falou que queria que me vissem de um jeito que nunca tinham visto na minha carreira. Aquilo me provocou. Foi a oportunidade de sair de uma caixinha, de fazer minha estreia no gênero com duas mulheres protagonizando esse tipo de história, com esse pano de fundo de amor entre mãe e filha.

CORREIO DO ESTADO: A Patrícia não é apresentada como uma heroína tradicional. Como você construiu essa personagem?

Giovanna Antonelli: O que mais me atraiu nela é que ela é apresentada com erro. É uma anti-heroína. Ela não faz esforço para agradar o público. E isso é raro, porque muitos personagens são construídos para conquistar o espectador. Aqui não. Ela está em sobrevivência.

É uma mulher que ruiu e precisa se reinventar. A relação com a filha também não é rasa — são duas pessoas muito diferentes, que não tentam se agradar. Precisaram de um evento extremo para se reconectarem. Eu gosto dessa imperfeição, porque torna tudo mais humano e mais identificável.

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroínaGiovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína - Divulgação

CORREIO DO ESTADO: Existe uma tensão entre força e vulnerabilidade o tempo todo. Como você trabalhou esse equilíbrio?

Giovanna Antonelli: A sobrevivência está na frente. É uma mulher que, quando tudo desmorona, precisa se reconstruir. Então não tem muito espaço para pensar em como ela é vista. Ela está reagindo ao que está acontecendo, tentando se reorganizar emocionalmente enquanto tudo acontece ao mesmo tempo.

CORREIO DO ESTADO: A relação entre mãe e filha é o eixo emocional do filme. O que te interessou nessa dinâmica?

Giovanna Antonelli: Essa história não fica no raso. São duas pessoas completamente diferentes, com discursos diferentes, que não tentam se agradar. Existe uma distância ali, um espaço de ar entre elas. E elas precisaram de um evento extremo para se reconectarem. Talvez, de outra forma, isso não acontecesse.

CORREIO DO ESTADO: As cenas de ação impressionam. Como foi trabalhar tecnicamente esse lado do filme?

Giovanna Antonelli: É importante dizer que as armas eram descarregadas. Tudo foi inserido na pós-produção. Então você precisa interpretar sem o som real, reagindo a comandos. Exige muita concentração e coordenação. Se você se distrai, perde o tempo da cena. É difícil, mas é uma delícia. A gente se diverte muito.

CORREIO DO ESTADO: Sair do ambiente urbano e filmar na Amazônia muda a percepção do trabalho?

Giovanna Antonelli: Nada disso seria possível sem a paixão pelo que fazemos. Estar ali é um privilégio. O que poderia ser visto como dificuldade, para a gente era um presente. Fazer cinema também é uma ferramenta social. E quando você está apaixonado pelo que faz, tudo ganha outro sentido.

CORREIO DO ESTADO: E o contato com outras culturas durante as filmagens?

Giovanna Antonelli: Eu sempre tive paixão por conhecer culturas. Desde O Clone, isso me atravessa. Estar ali foi uma conexão espiritual. Eu tenho uma relação forte com a natureza — planto árvores há mais de 20 anos, tenho meliponário.

Esse filme entrou e saiu da minha vida várias vezes, e em determinado momento eu entendi que era porque eu precisava estar ali. Eu acredito muito nisso: estar onde preciso estar.

CORREIO DO ESTADO: O que você leva dessa experiência?

Giovanna Antonelli: Conexão — com o todo e com as pessoas.

CORREIO DO ESTADO: E uma continuação?

Giovanna Antonelli: Claro. Para onde? Quando?

CAMPO GRANDE

'Aniversário' dos 126 anos expõe catálogo original de Lídia Baís

Próxima quarta-feira (22) marca a abertura do projeto "Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos", com exposição aberta até o dia 23 de maio

18/04/2026 12h00

Reprodução/Divulgação

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Data que marca o nascimento da artista pioneira campo-grandense dos ramos da arte e da música, Lídia Baís, o próximo dia 22 de abril trará para a Capital uma exposição do catálogo original de uma das mais importantes figuras femininas locais. 

Essa exposição faz parte da programação especial da Semana Nacional dos Museus, sendo realizada na chamada Casa Amarela , que fica na região central de Campo Grande (MS), na rua dos Ferroviários, número 118. 

A próxima quarta-feira (22) marca a abertura do projeto “Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos”, com exposição aberta até o dia 23 de maio.

Na abertura, à partir das 18h, haverá apresentação pública do catálogo original da única exposição feita por Lídia Baís ainda em vida, como bem esclarece a idealizadora do projeto, Tatiana De Conto.

Esse documento é considerado raro, sem ter sequer uma data precisa, mas que estima-se ter sido produzido entre as décadas de 1930 e 1935. 

"Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período", diz. 

Mês de atividades

No decorrer do mês de maio, dias 6,13 e 22, essa programação irá contar oficinas de arteterapia que serão ministradas por Tatiana De Conto, baseadas em seu livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo”, lançado em 2023.

Ela explica que essa oficina utiliza processos criativos como uma forma de escuta e elaboração emocional.

"Nas oficinas, trabalhamos a partir da vida e da obra de Lídia para acessar questões internas, memória e identidade. São experiências que convidam à criação e ao encontro consigo e com o outro", complementa Tatiana.

Toda essa programação conversa com a Semana Nacional dos Museus, que acontece oficialmente em todo o Brasil entre os dias 18 e 24 de maio, ganhando uma dimensão ampliada na Casa Amarela. 

“Antecipamos o início das atividades para abril e estendemos a Semana dos Museus – de 22 de abril a 23 de maio – porque entendemos que uma semana seria pouco para trabalhar a potência da obra de Lídia e a importância dessa data”, aponta o artista Guido Drummond. 

Serviço: 

22 de abril (quarta-feira)

Abertura exposição – Catálogo de obras de Lídia Baís (18h)
Sarau “Unindo Mundos” – Dia do Arteterapeuta

6, 13 e 20 de maio (quartas-feiras)

Oficina “Tempos do feminino – pontes em Lídia Baís”

23 de maio (sábado)

Documentários – Projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário
**(Com assessoria)


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