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Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína

Rio de Sangue marca a entrada da atriz no thriller de ação com uma personagem que não busca agradar

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Ao longo de mais de duas décadas de carreira, Giovanna Antonelli construiu uma trajetória rara no audiovisual brasileiro. Entre novelas de grande alcance, como O Clone, e séries que atravessam diferentes registros, sua presença sempre esteve associada a personagens de forte identificação popular: mulheres que, de alguma forma, organizam a narrativa ao seu redor.

No cinema, essa relação também se consolidou em produções voltadas ao grande público, como S.O.S. Mulheres ao Mar, que reforçaram sua conexão com histórias mais leves e acessíveis. É justamente por isso que Rio de Sangue marca um deslocamento interessante dentro de sua carreira. Ao assumir uma protagonista em um thriller físico, marcado por tensão constante e exigência corporal, Antonelli entra em um território que, embora próximo em intensidade emocional, raramente havia sido explorado por ela dessa forma.

Mas o que chama mais atenção não é apenas a mudança de registro. Em vez de se apoiar na ideia de força que costuma acompanhar personagens femininas em narrativas de ação, Rio de Sangue apresenta uma mulher que não nos conquista desde o início. Patrícia não é construída para agradar o espectador. Ela entra na história em queda, tentando reorganizar a própria identidade ao mesmo tempo em que precisa reagir a uma situação limite.

É a partir desse ponto que o filme se estrutura e é também desse lugar que Giovanna Antonelli fala com o CORREIO B+ sobre a personagem: não como uma heroína, mas como alguém em sobrevivência. O que a atrai não é a força da personagem, mas justamente o contrário: o fato de que ela não tenta agradar, não busca empatia imediata e se apresenta, desde o início, como alguém em sobrevivência.
Uma Giovanna bem diferente das que estamos acostumados a ver.

CORREIO DO ESTADO: Como esse projeto chegou até você e o que te fez escolher esse papel?

Giovanna Antonelli: Eu recebi o roteiro do Gustavo Bonafé, nunca tinha trabalhado com ele antes. A gente conversou e ele me disse: “Giovanna, eu tenho um personagem, você pode ler?”. Eu li e me apaixonei, porque adoro thrillers de ação. Quando vi, pensei: “Como vão filmar isso em cinco semanas?”. É um filme muito rico em ação.

E ele ainda falou que queria que me vissem de um jeito que nunca tinham visto na minha carreira. Aquilo me provocou. Foi a oportunidade de sair de uma caixinha, de fazer minha estreia no gênero com duas mulheres protagonizando esse tipo de história, com esse pano de fundo de amor entre mãe e filha.

CORREIO DO ESTADO: A Patrícia não é apresentada como uma heroína tradicional. Como você construiu essa personagem?

Giovanna Antonelli: O que mais me atraiu nela é que ela é apresentada com erro. É uma anti-heroína. Ela não faz esforço para agradar o público. E isso é raro, porque muitos personagens são construídos para conquistar o espectador. Aqui não. Ela está em sobrevivência.

É uma mulher que ruiu e precisa se reinventar. A relação com a filha também não é rasa — são duas pessoas muito diferentes, que não tentam se agradar. Precisaram de um evento extremo para se reconectarem. Eu gosto dessa imperfeição, porque torna tudo mais humano e mais identificável.

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína - Divulgação

CORREIO DO ESTADO: Existe uma tensão entre força e vulnerabilidade o tempo todo. Como você trabalhou esse equilíbrio?

Giovanna Antonelli: A sobrevivência está na frente. É uma mulher que, quando tudo desmorona, precisa se reconstruir. Então não tem muito espaço para pensar em como ela é vista. Ela está reagindo ao que está acontecendo, tentando se reorganizar emocionalmente enquanto tudo acontece ao mesmo tempo.

CORREIO DO ESTADO: A relação entre mãe e filha é o eixo emocional do filme. O que te interessou nessa dinâmica?

Giovanna Antonelli: Essa história não fica no raso. São duas pessoas completamente diferentes, com discursos diferentes, que não tentam se agradar. Existe uma distância ali, um espaço de ar entre elas. E elas precisaram de um evento extremo para se reconectarem. Talvez, de outra forma, isso não acontecesse.

CORREIO DO ESTADO: As cenas de ação impressionam. Como foi trabalhar tecnicamente esse lado do filme?

Giovanna Antonelli: É importante dizer que as armas eram descarregadas. Tudo foi inserido na pós-produção. Então você precisa interpretar sem o som real, reagindo a comandos. Exige muita concentração e coordenação. Se você se distrai, perde o tempo da cena. É difícil, mas é uma delícia. A gente se diverte muito.

CORREIO DO ESTADO: Sair do ambiente urbano e filmar na Amazônia muda a percepção do trabalho?

Giovanna Antonelli: Nada disso seria possível sem a paixão pelo que fazemos. Estar ali é um privilégio. O que poderia ser visto como dificuldade, para a gente era um presente. Fazer cinema também é uma ferramenta social. E quando você está apaixonado pelo que faz, tudo ganha outro sentido.

CORREIO DO ESTADO: E o contato com outras culturas durante as filmagens?

Giovanna Antonelli: Eu sempre tive paixão por conhecer culturas. Desde O Clone, isso me atravessa. Estar ali foi uma conexão espiritual. Eu tenho uma relação forte com a natureza — planto árvores há mais de 20 anos, tenho meliponário.

Esse filme entrou e saiu da minha vida várias vezes, e em determinado momento eu entendi que era porque eu precisava estar ali. Eu acredito muito nisso: estar onde preciso estar.

CORREIO DO ESTADO: O que você leva dessa experiência?

Giovanna Antonelli: Conexão — com o todo e com as pessoas.

CORREIO DO ESTADO: E uma continuação?

Giovanna Antonelli: Claro. Para onde? Quando?

cinema

'O Grinch' ganhará sequência com retorno de Jim Carrey, quase 30 anos depois

O filme, ainda sem título, será escrito por Alec Berg, Jeff Schaffer e David Mandel, a equipe por trás da adaptação de O Gato, de 2003

18/06/2026 21h00

Jim Carrey retornará no papel de Grinch

Jim Carrey retornará no papel de Grinch Foto: Reprodução / Instagram

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Ron Howard, 72, deve retornar como diretor, após comandar a comédia natalina que teve Carrey como o icônico personagem criado pelo autor Dr. Seuss. Howard também produzirá o filme ao lado de seu sócio da Imagine Entertainment, Brian Grazer, segundo a revista The Hollywood Reporter.

Nesta quinta-feira, 18, uma publicação no Instagram feita por Howard e pela Imagine Entertainment, confirmou a notícia, legendando uma foto de Carrey caracterizado como o Grinch no set de filmagem com a frase: "Ele é malvado... Uma sequência de O Grinch está em desenvolvimento".

O filme, ainda sem título, será escrito por Alec Berg, Jeff Schaffer e David Mandel, a equipe por trás da adaptação de O Gato, de 2003.

Segundo o ComicBook, Carrey foi escolhido para o papel, na época, porque atendia aos rigorosos critérios estabelecidos pelos herdeiros de Seuss, falecido em 1991. Uma carta dos herdeiros especificava que o Grinch deveria ter uma altura e porte físico muito específicos, incluindo exemplos de atores que se encaixariam nas características, como Carrey, Jack Nicholson, Robin Williams e Dustin Hoffman.

Em 2024, o astro de O Máskara e Todo Poderoso falou que estaria disposto a interpretar o Grinch novamente se algumas questões como a pelagem verde e as pesadas próteses do personagem fossem resolvidas.

"O problema é que, no dia da gravação, eu uso muita maquiagem e mal consigo respirar. Foi um processo extremamente excruciante", disse ele na época ao ComicBook. "As crianças estavam sempre na minha cabeça. ‘É para as crianças. É para as crianças. É para as crianças.’ E agora, com a captura de movimento e coisas do tipo, eu poderia ter a liberdade de fazer outras coisas. Tudo é possível neste mundo."

Em outubro passado, foi noticiado que Carrey estava em negociações para estrelar uma adaptação cinematográfica em live-action de Os Jetsons. O vencedor do Globo de Ouro também reprisará seu papel como Dr. Robotnik em Sonic: O Filme 4, com estreia prevista para março de 2027.

Retrocar ms

Evento reúne carros antigos com exposição de Chevette e outras relíquias

"Esquenta" do evento, ocorre nesta sexta-feira (19), com transmissão do jogo Brasil x Haiti e exposição de alguns carros antigos

18/06/2026 15h25

Centenas de veículos  antigos em exposição na Praça do Papa

Centenas de veículos antigos em exposição na Praça do Papa Foto: Retrocar-MS/divulgação

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Exposição de carros antigos acontecerá nos próximos meses em Campo Grande e quem é apaixonado por antigomobilismo não pode perder esta oportunidade.

3ª edição da Retrocar MS ocorrerá em 15 e 16 de agosto de 2026, na Praça do Papa, localizada na avenida dos Crisântemos, número 457, vila Sobrinho, em Campo Grande.

Centenas de veículos  antigos em exposição na Praça do PapaFoto: Retrocar-MS/divulgação

Centenas de relíquias estarão expostas ao público. Fusca, Opala, Ford ‘bigode’, Chevette, Kombi, Variant, Ford Corcel, Fiat 147, Gol ‘quadrado’, Brasília e Ford Del Rey serão alguns dos veículos exibidos.

A expectativa é reunir centenas de visitantes. No evento, amantes de antigomobilismo ainda podem se reunir e trocar experiências de viagens, peças, manutenções preventivas e fazer novas amizades com outras pessoas que são fãs de carros antigos.

O projeto chama atenção por reunir diferentes gerações em torno da memória afetiva, preservação histórica e valorização da cultura automotiva. Durante a exposição, haverá atrações musicais.

Já o lançamento da Retrocar MS, “esquenta” do evento, ocorre na noite desta sexta-feira (19), na Academia do Chopp, localizada na rua Elvira Pacheco, número 1344, bairro Universitário, em Campo Grande.

O lançamento terá transmissão do jogo Brasil x Haiti, exposição de alguns carros antigos e música ao vivo.

SERVIÇO

Lançamento oficial - 3º Retrocar MS

  • Data: 19 de junho de 2026 (sexta-feira)
  • Horário: A partir das 19h
  • Endereço: Rua Elvira Pacheco, número 1344, bairro Universitário, em Campo Grande
  • Local: Academia do Chopp

Evento principal - Retrocar MS 2026

  • Dias: 15 e 16 de agosto de 2026 (sábado e domingo)
  • Local: Praça do Papa
  • Endereço: Avenida dos Crisântemos, número 457, vila Sobrinho, em Campo Grande

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