Correio B

Gastronomia

Confira as receitas de bolinho de feijoada recheado com bacon e geleia agridoce de bacon

Até domingo, rede varejista oferece em suas lojas um festival de promoções dedicadas à deliciosa receita que une Brasil, Portugal e países africanos

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Ícone da culinária brasileira, a feijoada transcende o status de mero prato para se consolidar como um verdadeiro retrato da formação cultural do País. Suas raízes mergulham na história, com teorias que a ligam às adaptações de guisados europeus pelos africanos escravizados, que utilizavam os “restos” de carne nobre, como orelha e pé de porco, combinados com feijão e farinha. Outras versões da história atestam apenas a origem lusitana do prato.

De qualquer modo, essa simbiose de ingredientes e técnicas culinárias resultou em uma iguaria que, ao longo dos séculos, ficou popularar, tornando-se um símbolo de criatividade e, acima de tudo, da rica miscigenação brasileira.

A feijoada se tornou muito mais que uma refeição. É um ritual social, frequentemente saboreada às quartas-feiras e aos sábados, reunindo famílias e amigos ao redor da mesa. Seja na versão completa, acompanhada de arroz, couve refogada, farofa e laranja, seja em adaptações mais leves, ela evoca a sensação de aconchego, fartura e celebração da identidade nacional.

Essa ligação profunda com o cotidiano e as tradições do brasileiro eleva a feijoada a um patamar de conforto e memória afetiva, um prato que conta a história de um povo a cada garfada. E que se reinventa como item gastronômico, com versatilidade e sucesso, a exemplo das sopas, dos caldos ou do irresistível bolinho, que você pode aprender na aventura do sabor que o Correio B apresenta na sugestão de receita deste fim de semana. 

FESTIVAL

Para celebrar essa paixão nacional, o Fort Atacadista e a rede Comper anunciaram, nesta semana, o Festival da Feijoada, que segue até domingo, oferecendo aos clientes a oportunidade de “desfrutar dos ingredientes essenciais para uma feijoada perfeita”. Na prática, são gôndolas e prateleiras com ofertas especiais de uma ampla variedade de produtos típicos, desde os cortes suínos frescos até os acompanhamentos que fazem da feijoada uma experiência gastronômica completa e inesquecível.

BOLINHO

Mesmo que milhões de petisqueiros pelo Brasil já tenham se rendido ao bolinho de feijoada, a iguaria ainda surpreende muita gente que experimenta pela primeira vez. A textura, o sabor da massa, o recheio – couve, bacon, etc. – e outros complementos, como a geleia agridoce, transformam esse bolinho no quitute ideal para embalar um descontraído bate-papo até a hora da refeição principal chegar ou durante uma rodada de drinques, com os amigos ou a família.

Essa receita pode ser feita com aquela feijoadinha que sobrou, e é também uma ótima opção de entradinhas para servir antes da própria feijoada. Quem garante é a chef Mariele Horbach, que assina o cardápio de uma rede de botecos cariocas. Mesmo para os amantes de sabores agridoces, o diferencial da receita da chef Mariele pode parecer pouco convencional e até causar estranheza à primeira vista. 

Não se sabe bem qual a origem, mas uma coisa é certa: ela veio para fazer sucesso em jantares, almoços ou lanches. Trata-se da geleia de bacon.

Simples de fazer, as medidas da receita desta página rendem um tanto de geleia que serve até quatro pessoas e pode ser introduzida em seu cardápio das mais diversas formas. Você pode colocá-la sobre uma porção de massa, por exemplo, e também adicionar como complemento em torradas ou dentro de sanduíches, para variar um pouco o sabor.

Dica importante da chef: use e abuse da sua criatividade na hora de preparar. Mariele recomenda a geleia para um consumo bem corriqueiro, com torradas, por exemplo. Outra dica da chef: “Fica perfeita com hambúrguer”.

BACON CHINÊS

Criado há mais de quatro mil anos, na China, o bacon é uma das iguarias mais populares do mundo, presente em diversas culturas e pratos. Foi para homenagear essa delícia que se instituiu o Dia do Bacon (31 de agosto). Seu consumo tem sido uma parte importante da alimentação humana em diferentes culturas ao longo do tempo.

O processo de cura e defumação da carne de porco se tornou uma maneira de conservar a carne antes da invenção da refrigeração moderna. A técnica de cura chegou à Europa por meio das rotas comerciais estabelecidas na Idade Média, em que os povos germânicos aprimoraram o processo de produção do bacon.

No século 18, os imigrantes europeus levaram essa tradição para a América do Norte, onde se tornou um alimento básico e popular, especialmente em áreas rurais. Ao longo do tempo, o bacon evoluiu para se tornar um alimento querido e versátil, sendo amplamente utilizado em diversas preparações culinárias ao redor do mundo.

Geleia agridoce com bacon

Ingredientes

  • 1 xícara de cebola picada;
  • 340 g de bacon;
  • 1/4 xícara de rum;
  • 2 dentes de alho picado;
  • 1/2 colher (chá) de gengibre em pó;
  • 2 colheres (sopa) de açúcar mascavo;
  • 2 colheres (sopa) de mel;
  • 1 colher (chá) de páprica picante;
  • 2 colheres (sopa) de vinagre;
  • 150 gramas de goiabada cremosa. 

Modo de Preparo

Em uma frigideira, frite o bacon até que esteja bem dourado. Em seguida, transfira-o para um prato com papel-toalha para absorver o óleo.

Por 5 minutos, refogue alho e cebola no mesmo óleo que utilizou para fritar o bacon.

Acrescente gengibre em pó e páprica e deixe cozinhar por 1 minuto. Então, coloque os outros ingredientes (com exceção do bacon) e ferva.

Insira o bacon e, em fogo baixo, cozinhe até que o líquido se transforme em uma calda.

Despeje a mistura em um processador e bata até atingir a consistência desejada.

Bolinho de feijoada recheado com bacon e geleia agridoce de bacon

Ingredientes

  • 500 g de carnes de feijoada;
  • 2 colheres (sopa) de óleo;
  • 1 cebola;
  • 1 cabeça de alho;
  • 2 folhas de louro;
  • 500 g de feijão-preto;
  • Água fervente;
  • ½ xícara (chá) de farinha de mandioca;
  • 4 colheres (sopa) de folhas de salsa picadas.

Para o recheio

  • 1 xícara de couve; 
  • 2 dentes de alho;
  • ¼ xícara (chá) de bacon; 
  • Óleo.

Para empanar 

  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo;
  • 2 ovos batidos;
  • 1 xícara (chá) de farinha de rosca.

Modo de preparo

  1. Lave em água corrente as carnes da feijoada. Em uma tigela, deixe os ingredientes (com exceção da calabresa e do bacon) de molho na água por 12 horas. Escorra e reserve.
  2. Em uma panela de pressão, aqueça o óleo em fogo médio, e frite as carnes até começarem a dourar. Pique a cebola e adicione à panela, refogue por 3 minutos. Amasse a cabeça de alho e adicione à panela, refogando por mais 1 minuto.
  3. Adicione o louro, o feijão, a água fervendo, sem ultrapassar o limite da panela, sal e pimenta do reino. Feche a panela e, após pegar pressão, diminua o fogo para o mínimo, e conte 25 minutos. Desligue o fogo e deixe a pressão sair naturalmente. Reserve.

Para o recheio

  1. Pique o bacon em cubinhos pequenos. Aqueça uma frigideira antiaderente em fogo médio e frite o bacon até começar a dourar.
  2. Pique o alho, junte ao bacon e refogue por mais 1 minuto. Fatie a couve bem fininha e adicione à frigideira, acerte o sal e refogue até a couve começar a murchar. Desligue o fogo e espere esfriar por completo.
  3. Montagem
  4. Bata a feijoada feita, dispensando o pé, no liquidificador até formar um creme homogêneo. Transfira para uma panela, junte a farinha de mandioca, mexa bem com um batedor de arame e cozinhe em fogo baixo até engrossar. Desligue o fogo, junte a salsa e espere esfriar por completo.
  5. Faça bolinhas com a massa de feijoada, com o polegar faça uma concavidade, recheie com uma parte de couve à mineira e uma parte de bacon picado e já frito. Boleie os bolinhos e reserve.
  6. Aqueça óleo suficiente para fritar os bolinhos em imersão no fogo médio. Passe os bolinhos na farinha de trigo, no ovo batido e por último na farinha de rosca. Frite em imersão no óleo preaquecido e escorra em papel-toalha. Sirva com pimenta.

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Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator destaque em "Dona Beja" Nikolas Antunes

"Ao encarar remakes e releituras, eu como ator me deparo com o desafio de equilibrar o respeito pelo legado original e a liberdade de trazer uma nova perspectiva criativa".

01/02/2026 17h30

Entrevista exclusiva com o ator destaque em

Entrevista exclusiva com o ator destaque em "Dona Beja" Nikolas Antunes Foto: Divulgação

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A tão esperada estreia de "Dona Beja", novela assinada por Daniel Berlinsky e Antônio Barreira que resgata o clássico dos anos 1980 em uma versão atualizada, já tem data de estreia. A partir de amanhã, 2 de fevereiro o público vai poder acompanhar de perto essa releitura de uma das obras mais significativas da história da dramaturgia brasileira. O ator Nikolas Antunes é um dos nomes que dão vida a personagens que dão forma à essa nova versão da história.

Na trama, Antunes interpreta Clariovaldo Pereira, o Valdo, o capataz da fazenda que pertence ao Coronel Sampaio a quem ele é totalmente fiel. O ator optou por um caminho complexo que revela, ao longo da trama, uma transformação do personagem, que começa a história sendo um homem solar, sorridente e que tem atitudes que deixam claro seus valores e caráter.

Ele é o melhor amigo do Antonio, vivido por David Junior, e dedica uma atenção mais do que especial à Maria, personagem de Indira Nascimento. 

O papel já havia sido vivido por Mário Cardoso na versão original exibida pela TV Manchete em 1986, quando o ator contracenou com Mayara Magri.

Agora, Nikolas empresta ao personagem uma interpretação complexa, com nuances que parecem simples e diretas mas revelam sentimentos escondidos, alinhada à proposta da nova adaptação.

Para construir Valdo, o ator se dedicou a uma preparação intensa. Além do estudo de composição de personagem, Nikolas retomou um hábito antigo: voltou a montar com frequência e fez aulas específicas de equitação, essenciais para um homem que não vive sem a companhia de seu cavalo.

Não por acaso, a égua Dama se tornou sua parceira constante nos bastidores e nas gravações. “Esse trabalho me permitiu resgatar algo que eu amo: andar a cavalo. Montar não é novidade para mim, mas intensifiquei essa prática para estar mais familiarizado com essa prática durante as gravações”, diz o ator, hoje com 43 anos.

Com apenas 40 capítulos, a nova Dona Beja promete entregar uma narrativa intensa, visualmente primorosa e emocionalmente carregada. A presença de Nikolas Antunes como Valdo reforça a força dramática da produção, que busca revisitar personagens clássicos iluminando suas contradições e diferentes camadas. 

"Acho que um ator se sente desafiado de uma forma única quando integra projetos de remakes, releituras ou adaptações. Dona Beja foi uma novela que marcou a vida de muitos brasileiros, e eu fiquei muito feliz em ter a oportunidade de ter em mãos um personagem tão instigante", conta Nikolas.

O ator está também na TV aberta em _Estranho Amor_, série que estreou na Record TV no dia 5 de janeiro. O ator interpreta o policial Rodrigo Guimarães, personagem que passa por um intenso processo de redenção ao longo da trama.

Exibida originalmente em 2024 pelo canal AXN, a produção chega agora à Record apostando em uma narrativa que mistura drama policial e relações pessoais, ambientada no cotidiano de uma Delegacia de Defesa da Mulher, onde casos de violência e relações humanas complexas se cruzam diariamente.

Nikolas é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala principalmente sobre a tão esperada estreia pela HBO MAX de "Dona Beja".

Entrevista exclusiva com o ator destaque em "Dona Beja" Nikolas AntunesO ator Nikolas Antunes éa Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Bruno Rangel - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Dona Beja marca o seu retorno a um grande projeto de época. O que esse tipo de narrativa permite ao ator que nem sempre é possível em histórias contemporâneas?
NA - 
Textos de época oferecem uma profundidade histórica e um contexto cultural rico que permitem ao ator explorar nuances emocionais e sociais que muitas vezes não são possíveis em histórias contemporâneas. Essa abordagem permite um maior simbolismo e uma conexão com antigas tradições, além de possibilitar a criação de personagens e enredos que refletem modos de vida e conflitos que muitas vezes não existem mais. Eu acho isso muito interessante e gosto muito de gravar esse tipo de formato.

CE - Valdo é um personagem que observa muito antes de agir. Como você trabalha o silêncio e a escuta em cena para construir presença dramática?
NA -
 Eu considero o silêncio a ferramenta mais poderosa da comunicação artística. Mesmo após a fala, é através dele que surge o imaginário na cabeça das pessoas, que é o grande objetivo artístico. É uma ferramenta difícil de ser usada e depende de um contexto muito bem elaborado, seja externamente na situação encenada ou internamente com preenchimentos de intenção de atitudes e conflitos. Eu penso que, quanto mais preenchido está o silêncio, mais forte fica o olhar e mais as pessoas imaginam.

CE - A novela tem um ritmo mais concentrado, com menos capítulos. Isso muda a forma como você planeja o arco emocional do personagem?
NA -
 Um ritmo mais concentrado exige um planejamento cuidadoso do arco emocional. Com menos capítulos, cada cena precisa ser pensada pra compor o degradê, exigindo que a comunicação evolua de forma mais rápida e direta. A composição precisa de início, meio e fim; isso não muda. O que muda é a urgência.

CE - A relação de Valdo com a terra, os animais e o trabalho físico é muito forte. O quanto esse contato concreto ajuda a tirar o personagem do campo da abstração?
NA -
 O contato direto com a terra, os animais e as coisas do mundo orgânico é o oposto da abstração. Essa conexão enriquece a presença e deixa tudo mais vivo. Eu adoro ações físicas em cena e o contexto de Dona Beja é um prato cheio.

CE - Você já interpretou figuras de autoridade, personagens moralmente ambíguos e homens em conflito interno. Onde Valdo se diferencia desses outros papéis?
NA -
 Valdo se diferencia por sua complexidade interna e por ser um observador mais reflexivo, é interessante que o grande conflito dele seja platônico e que o problema tenha se originado dentro de sua própria cabeça.

CE - Ao revisitar uma obra tão conhecida do público, você prefere se afastar de referências anteriores ou encará-las como parte do processo?
NA -
 Um ator enfrenta um desafio singular ao mergulhar em projetos de remakes e releituras, onde a responsabilidade de honrar o legado original se mistura com a liberdade de trazer uma nova perspectiva. Dona Beja é uma novela que deixou uma marca que nunca se apagou na memória dos brasileiros. Eu me sinto privilegiado por ter a oportunidade de interpretar um personagem tão fascinante e instigante como o Valdo.

Entrevista exclusiva com o ator destaque em "Dona Beja" Nikolas AntunesO ator Nikolas Antunes éa Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Bruno Rangel - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Em Estranho Amor, você vive um policial em um contexto urbano e socialmente duro. O que muda no seu corpo e na sua energia quando passa para um personagem rural e de época?
NA -
 Interpretar um personagem rural e de época exige uma mudança de postura e de energia que eu alcanço através do tempo da vida. As pessoas respiravam literalmente de uma maneira muito diferente no passado, num contexto histórico como esse. É muito interessante e prazeroso se colocar nesse tipo de situação.

CE - Seus trabalhos recentes dialogam com temas de poder, violência e transformação. Você sente que escolhe projetos que conversam entre si ou isso acontece de forma intuitiva?
NA -
 Eu realmente penso que a gente controla muito pouco da nossa vida. A gente faz planos e vem a roda viva e muda tudo, às vezes até fica como a gente planejou, mas na maioria das vezes não. Eu gosto de fluir, aprendi a viver assim e é desse jeito que escolho meus trabalhos.

CE - Pensando no futuro, o que você projeta para a sua carreira a partir de agora? Há algum tipo de personagem, gênero ou projeto que você ainda tenha vontade de realizar?
NA -
 Vale tentar escolher? (risos). Eu agora estou com alguns projetos pessoais, mas, se aparecer um tipo interessante de cores fortes e complexas, eu largo tudo para começar a compor a personagem.

CE - Nas suas redes sociais, você compartilha bastante sobre estilo de vida saudável no Rio de Janeiro. Quem é o Nikolas por trás das câmeras? Hobbies e cuidados com a saúde, como a corrida, por exemplo?
NA -
 Eu tenho um pé no atletismo de corrida, seja na areia da praia ou na trilha pro Cristo Redentor, eu estou sempre me mexendo. Eu amo andar no meio do mato e tenho o Parque Nacional da Tijuca mapeado na minha cabeça, estou sempre nas trilhas pras cachoeiras. No mais eu sou muito caseiro e passo horas lendo meus livros e estudando minhas coisas no tempo que tenho livre.

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 02 e 08 de fevereiro. Desafios e fechamento de ciclo.

O Nove de Paus fala de uma semana que pede fôlego e vigilância. Pode bater a sensação de desgaste, como se você já tivesse ido longe demais, mas é justamente aí que surgem as últimas provas. Desafios importantes para fechamento de ciclos.

01/02/2026 13h00

A energia do Tarô da semana entre 02 e 08 de fevereiro. Desafios e fechamento de ciclo.

A energia do Tarô da semana entre 02 e 08 de fevereiro. Desafios e fechamento de ciclo. Foto: Divulgação

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O Nove de Paus surge como um lembrete poderoso: você vence o jogo da vida toda vez que escolhe a coragem e se posiciona por si. Não se trata de confronto pelo confronto, mas de aprender a sustentar seus limites diante de quem tenta controlar, diminuir ou invadir seu espaço.

Cada vez que você se levanta, reafirma sua dignidade, seu valor e o respeito por si mesmo. Essa carta fala de vitórias silenciosas — aquelas que ninguém aplaude, mas que mudam tudo por dentro.

A jornada do Nove de Paus é um verdadeiro testemunho de resiliência e tenacidade. Muitas vezes, não são as grandes batalhas que nos desgastam, mas as pequenas lutas diárias, os conflitos repetidos, as cobranças constantes.

Ainda assim, esta carta afirma: mesmo diante de inúmeros obstáculos, é a força interior e a determinação que nos permitem seguir em frente. Você chegou até aqui porque aguentou mais do que imaginava ser possível.

O Nove de Paus também faz perguntas diretas, quase desconfortáveis: você tem dificuldade de se posicionar por medo de gerar conflito? Sente dificuldade em reconhecer suas próprias forças e conquistas? Busca a validação dos outros para confirmar o seu valor? Ou será que o seu maior adversário é aquela voz interna que sabota, critica e diminui?

O Nove de Paus mostra alguém cansado, ferido, mas ainda de pé. A vitória não exige mais força do que você já tem — apenas constância. Segure mais um pouco. Falta pouco para você chegar lá.

O Nove de Paus fala também de orgulho, mas não daquele orgulho frágil que reage a partir do ego ferido. Trata-se de um orgulho mais profundo: a dignidade de quem construiu o próprio mundo com sangue, suor e lágrimas.

As cicatrizes do passado não são motivo de vergonha; são marcas de sobrevivência. Elas contam a história de quem caiu, levantou e seguiu adiante.

Esta carta também nos lembra da importância de proteger não apenas o nosso espaço físico, mas a nossa energia. Muitas vezes, negligenciamos a necessidade de estabelecer limites não só com os outros, mas conosco.

O bem-estar mental e emocional exige saber dizer “não”, reconhecer quando estamos indo longe demais e respeitar nossos próprios limites. Esses limites funcionam como muralhas sagradas ao redor do santuário da alma.

Mesmo que nada tenha sido fácil até aqui, a escola da vida dura o tornou mais forte do que imagina. E agora, talvez reste apenas um último adversário a enfrentar: a voz interna que insiste em dizer que você não é inteligente o bastante, talentoso o bastante, bom o bastante, bem-sucedido o bastante, forte o bastante. O Nove de Paus surge quando chega a hora de se posicionar diante dessa sombra.

É o momento de erguer limites claros para proteger tudo o que foi construído. Talvez seja hora de parar de dizer “sim” por medo, quando o coração grita “não”. Ser honesto pode contrariar expectativas — e tudo bem. Esta carta pede que você enfrente os agressores do mundo externo, mas, principalmente, aqueles que habitam a sua própria mente.

Defender seus limites não é fechar o coração — é preservar a própria essência. Ao proteger o que é seu, você não apenas afirma seus direitos, mas nutre o espírito e reafirma o seu valor. Seja claro consigo e com os outros. Sustente sua verdade.

O Nove de Paus é o farol que ilumina o caminho da força, do autorrespeito e da resiliência. E se você permanecer em pé, fiel a si mesmo, a vitória já está garantida.

 No trabalho: siga atento. Pequenos ajustes, revisões e constância fazem toda a diferença agora. Sua trajetória já construiu base suficiente — confie nela e não desista no final.

Nos relacionamentos: preservar seus limites será essencial. Diálogos francos ajudam a conter tensões e impedem que o cansaço vire afastamento.

Na energia pessoal: o corpo e a mente podem pedir pausa. Isso não é fraqueza, é consequência de empenho. Respeite seus ritmos, recarregue quando puder e continue.

A semana convida à coragem silenciosa: foco, firmeza e confiança em si. Você aguentou até aqui — e é essa persistência que abre o caminho para o desfecho.

O Nove de Paus traz um convite poderoso: reconhecer, sem dúvidas, a força que já existe dentro de você. Há um chamado para acessar reservas internas que talvez tenham sido esquecidas, mas que seguem intactas e prontas para sustentar qualquer travessia mais difícil.

Os próximos dias carregam uma energia de resistência, regeneração e superação. Existe um potencial claro de retomada — seja emocional, física ou simbólica — como se algo que vinha sendo testado finalmente encontrasse fôlego para seguir adiante.

O Nove de Paus não fala de força impulsiva, mas daquela que nasce da experiência, das batalhas enfrentadas e vencidas, mesmo quando pareciam longas demais. Essa maturidade interior tende a se destacar ao longo da semana: observe-a, confie nela, use-a como base.

Ainda assim, é importante atenção aos ruídos internos. Pensamentos de desistência, de imobilidade ou de descrença — aquelas frases silenciosas como “não adianta tentar” ou “isso nunca muda” — funcionam como sabotadores diretos dessa energia. Eles não descrevem a realidade, apenas limitam o alcance do que pode ser transformado. A semana pede o oposto: abertura, disposição e responsabilidade sobre o próprio poder de agir.

Uma das formas mais alinhadas de atravessar esse período é o exercício da honestidade consigo mesmo. Olhar para dentro, sem julgamento excessivo ou autocrítica destrutiva, mas com coragem e lucidez.

Há camadas profundas de força, talentos e recursos ainda pouco explorados, e este é um momento especialmente fértil para acessá-los. Tudo o que favorece o autoconhecimento — práticas terapêuticas, reflexões profundas, símbolos, o Tarô — ganha potência agora. As respostas que surgirem podem ser mais claras do que se imagina.

Evite se colocar em segundo plano ou se definir a partir da escassez. Aquilo que você busca já faz parte de quem você é; o que muda é o grau de consciência sobre isso.

Revisite mentalmente momentos difíceis que já atravessou e perceba: você chegou até aqui. Hoje, com mais vivência, talvez agisse de outra forma — e isso também é crescimento. Cada escolha consciente amplia seu repertório interno para o futuro.

Não tenha receio dos seus desejos, nem da sua própria verdade. Sustente a honestidade como guia. A sua vida segue um trajeto único, e você carrega todos os instrumentos necessários para conduzi-la. Assuma o comando, construa com presença e seja fiel a si mesmo, independentemente das circunstâncias. Afinal, ninguém mais pode viver a sua experiência — essa missão é exclusivamente sua.

Já atravessamos os confrontos do Cinco de Paus, conquistamos reconhecimento no Seis de Paus, sobrevivemos aos desafios do Sete de Paus e fomos levados por uma ventania de acontecimentos repentinos no Oito de Paus.

Agora, porém, o que se apresenta é o medo. Medo de recomeçar tudo outra vez. Medo de sofrer, de se dedicar, de se esforçar. Medo de seguir, mesmo sabendo que somos capazes. Porque, no fim, “coragem não é a ausência do medo, mas a decisão de que algo é mais importante do que ele”.

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

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