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Gastronomia

Confira duas receitas que levam champagne em seu preparo

Sim, os espumantes foram feitos para se beber, mas nada impede que o apreciado líquido, inventado por um monge francês, seja capaz de surpreender em pratos irresistíveis, a exemplo do risoto com alho-poró e do pernil de cordeiro com alecrim

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Cozinhar com champagne? Sim. Por que não? Não faltam especialistas em gastronomia, e também na bebida, que avalizam a ideia. Afinal, como afirmam chefs e sommeliers, não pode haver interditos e cautelas antecipadas para a conquista de novos sabores. As receitas que levam vinho são mais conhecidas e muito enriquecem os pratos de carne bovina, aves, peixes e outras proteínas de origem animal, inclusive o porco. Mas com o champagne, de fato, essa conversa fica mais rara.

Para começar, aliás, é sempre bom lembrar que champagne mesmo somente se produz na província da França, que leva esse nome – apesar de que a patente volta e meia é reivindicada, às vezes com êxito, por produtores de outros lugares do planeta, inclusive do Rio do Grande do Sul. Portanto, na maioria dos casos, quando se diz champagne possivelmente se trata de espumante, o nome genérico da bebida, que, cá para nós, não deixa quase nada a desejar ao líquido original com o aperfeiçoamento das cepas e do processo de produção.

Em seguida, saiba que se for tentar, por exemplo, uma das sugestões do Correio B para a sua aventura do sabor deste fim de semana, risoto com alho-poró ou pernil de cordeiro com alecrim, o ideal seria fazer a opção por um espumante decente. Não é porque se troca o copo pela panela que se deve escolher um espumante mais barato na hora de cozinhar.

Rezando na cartilha de quem entende, o que vale para o vinho, vale para o espumante: cozinhe com o mesmo vinho que você costuma beber ou vai consumir na referida refeição. De lambuja, esse cuidado vai ajudar na harmonização dos sabores quando chegar o momento da hora feliz à mesa. Os pratos indicados nesta edição foram escolhidos entre várias indicações feitas por importantes adegas e importadores brasileiros, mediante uma pesquisa na web.

ANTES DE FAZER

E recobramos também alguns dos ensinamentos de dois especialistas. Um deles é o sommelier Charles de Carvalho, consultor dos mais diletos que presta serviços em Campo Grande e em outros estados. Suas lições e a do francês Gérard Liger-Belair amaciam o pensamento e preparam a sensibilidade, assim esperamos, antes de você pendurar o avental e partir para reinventar sua culinária pessoal com champagne – ops! – ou espumante. Repare como inspira a prosa dos mestres.

“Para Campo Grande, a gente recomenda muito três estilos: o brut, que é um estilo um pouco mais seco; aqueles adeptos a não gostarem de bebida muito seca vão para o demi-sec; ou aqueles que gostam um pouquinho mais doce procuram nas adegas espumantes produzidos com uva moscatel. Pode-se consumir em Campo Grande a todo o momento, principalmente em dias quentes”, diz Carvalho, que ensina outros detalhes, como a temperatura ideal.

“Ela [a champagne] sempre tem que ficar em uma boa temperatura. Recomendamos muito – principalmente espumantes, champagnes, cavas e processos – entre 6ºC e 8ºC para que a bebida fique um pouco mais gelada. Sempre naquela taça um pouco maior, comprida. A gente não aera a champagne [abrir a garrafa para a bebida ter contato com o oxigênio durante um tempo]”, prossegue o sommelier, que se dedica ao assunto há quase três décadas.

No preparo de receitas, fique atento, o espumante mais ou menos doce, entre outros atributos, quase sempre vai legar as mesmas características no resultado final do prato, ainda que cozimentos, fervuras, flambadas, marinadas, grelhadas e tempo de forno alterem, por exemplo, a acidez e outros calibres de qualquer alimento sólido ou líquido.

“Quando você coloca o espumante e ele bate no fundo da taça, sobe já a espuma e você vê a intensidade da perlage, aquelas bolhinhas. Um grande ponto aí: quanto menor e mais viva for aquela bolhinha, mais qualidade tem a champagne, o espumante, o prosecco, a cava, o que seja”, retoma Carvalho. A recomendação é “um baldinho com gelo para manter a temperatura” logo após servir. Serve-se em pequena quantidade, no máximo até a metade da taça. E ir completando aos poucos.

UM MILHÃO DE BOLHINHAS

Falando nas bolhinhas, elas não deixam de fazer parte do universo paralelo erguido por quem se dedica aos espumantes para além de formaturas, casamentos e festas de virada de ano. Assim como o tipo e origem da uva, recipiente (madeira, aço, etc.) e tempo de envelhecimento, formato da garrafa e jeito de acomodar a bebida, a chamada perlage também é objeto da atenção de craques como Gérard Liger-Belair, professor da Universidade de Reims-Champagne-Ardenne e consultor da escola de gastronomia Le Cordon Bleu.

Atento ao que denomina de “dinâmica das bolhas”, ele estimou, há uma década, levando em conta, entre outros fatores, o grau de inclinação da taça e a temperatura do vidro, que uma taça de champagne contém 1 milhão de bolhinhas, quebrando uma convicção corrente até então na imprensa especializada, que arriscava um número bem mais alto, ao calcular 15 milhões de bolhinhas. Que disparate, hein?!

O professor da prestigiada Le Cordon Bleu prova o que diz no artigo, disponível em inglês, que está no link https://pubs.acs.org/doi/10.1021/jp500295e#, cujo título em português é literalmente “Quantas Bolhas Tem em Sua Taça de Espumante?” (“How Many Bubbles in Your Glass of Bubbly?”, no original).

“Um milhão de bolhas parece ser uma aproximação razoável para o número inteiro de bolhas prováveis de se formar se você resistir e não beber o espumante da sua taça”, crava Liger-Belair. Ele diz ainda que, se o champagne for servido um pouco mais quente do que a temperatura recomendada – entre 6ºC e 8ºC, diz Charles de Carvalho – ou se a taça estiver um pouco mais inclinada, o que aumenta a efervescência, é possível aumentar o número de bolhinhas.

“O número inteiro de bolhas prováveis de se informar em uma única taça é resultado de uma fina interação entre o gás carbônico dissolvido, as pequenas bolsas de gás presas dentro das partículas, agindo como locais de nucleação de bolhas, e a dinâmica das bolhas em ascensão”, escreve Liger-Belair. Haja conhecimento sobre o champagne, que foi inventado pelo monge beneditino Dom Pérignon (1638-1715), conterrâneo do professor. Agora, ao trabalho e bom apetite.

RISOTO COM ALHO-PORÓ

Ingredientes

  • 2 talos de alho-poró cortados em rodelas;
  • 1 cebola picada;
  • 1 dente de alho picado;
  • 2 xícaras de arroz arbóreo;
  • 1 taça de espumante;
  • 1/2 bandeja de tomates-cereja cortados ao meio;
  • 1/2 xícara de queijo parmesão ralado;
  • Sal e pimenta a gosto;
  • 2 colheres (sopa) de manteiga sem sal;
  • Temperinho verde a gosto.

Para o caldo

  • Folhas verdes do alho-poró;
  • 1 talo de salsão;
  • 1 cebola cortada grosseiramente;
  • 2 dentes de alho cortados ao meio;
  • 2 folhas de louro;
  • 4 talos de temperinho verde;
  • Água para cozinhar.

Modo de preparo

Em uma panela, coloque todos os temperos para o caldo. Cubra com água e leve ao fogo para cozinhar.

Deixe ferver para soltar os sabores. Coe e reserve para preparar o risoto.

Em uma frigideira com um fio de azeite, refogue uma parte do alho-poró até ficar dourado. Reserve.

Em outra panela, refogue a cebola e o alho. Acrescente a outra parte do alho-poró.

Adicione o arroz, misture e coloque o espumante. Deixe evaporar.

Aos poucos, vá colocando o caldo aquecido. Não pare de mexer. Faça isso até o arroz ficar al dente.

Antes de finalizar, acrescente o tomate-cereja, o queijo parmesão, o sal e a pimenta.

Finalize com a manteiga, o temperinho verde e o alho-poró que estava reservado.

Sirva em seguida.

PERNIL DE CORDEIRO

Ingredientes

  • 2 cebolas;
  • 2 alhos;
  • Raminhos de alecrim a gosto;
  • 4 talos de temperinho verde;
  • 3 folhas de louro;
  • 1 pernil de cordeiro;
  • Suco de 1 limão;
  • Espumante para marinar;
  • Sal e pimenta a gosto.

Modo de Preparo

Corte a cebola, o alho, o alecrim, o temperinho verde e as folhas de louro. Você também pode bater no liquidificador.

Disponha o cordeiro em uma assadeira e deixe-o marinando com os temperos, o suco do limão e o espumante. Tempere com sal e pimenta a gosto. O ideal é deixar descansando de um dia para o outro.

Cubra o pernil com papel-alumínio e leve-o ao forno a 180ºC por aproximadamente uma hora.

Retire o papel e deixe mais uma hora assando. Cuidado para não queimar.

Cinema Correio B+

O que esperar do Emmy na noite de segunda-feira

Com favoritos definidos e prêmios já entregues, o Emmy ainda pode surpreender na noite de segunda-feira

12/09/2026 14h30

Com favoritos definidos e prêmios já entregues, o Emmy ainda pode surpreender na noite de segunda-feira

Com favoritos definidos e prêmios já entregues, o Emmy ainda pode surpreender na noite de segunda-feira Foto: Divulgação

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O Emmy será entregue na noite de segunda-feira, 14 de setembro, mas a premiação já começou. No último fim de semana, mais de cem categorias foram anunciadas na etapa antecipada da festa, antes conhecida como Creative Arts Emmy.

O resultado ajuda a medir a temperatura da votação e confirmou duas forças que chegam muito bem à cerimônia principal: The Pitt, entre os dramas, e Widow’s Bay, nas comédias.

Widow’s Bay saiu na frente com oito prêmios, incluindo fotografia, direção de arte e atriz convidada para Betty Gilpin. The Pitt conquistou quatro, enquanto Pluribus e DTF St. Louis também começaram a noite principal com algum fôlego.

Entre os resultados mais emocionantes, Rob Reiner recebeu postumamente o prêmio de Ator Convidado em Série de Comédia por The Bear, sob aplausos de pé. Ernest Harden Jr. venceu como Ator Convidado em Drama por The Pitt, enquanto David Harbour e Linda Cardellini ganharam como coadjuvantes de minissérie por DTF St. Louis.

Essas duas últimas categorias normalmente fariam parte da transmissão principal, mas foram retiradas da cerimônia deste ano. Para tentar manter o Emmy próximo das três horas de duração, a Academia antecipou cinco prêmios, entre eles os de ator e atriz coadjuvantes em minissérie.

A decisão gerou críticas porque justamente essas categorias costumam reunir intérpretes conhecidos, capazes de produzir alguns dos discursos mais memoráveis da noite. Encurtar a festa faz sentido, mas retirar artistas importantes do palco televisionado não parece necessariamente a melhor solução.

Entre os dramas, The Pitt chega como o nome a ser vencido. A série lidera o ano com 25 indicações e pode conquistar o segundo Emmy consecutivo de Melhor Drama. Noah Wyle também é novamente o favorito como Melhor Ator, embora Gary Oldman continue sendo uma ameaça permanente por Slow Horses.

A série britânica conquistou sua terceira indicação consecutiva na categoria principal e hoje já não pode mais ser tratada como uma produção de nicho, mas ainda enfrenta a força política e emocional de The Pitt.

Na disputa de Melhor Atriz Dramática, Rhea Seehorn pode finalmente transformar o enorme respeito da indústria em vitória por Pluribus.

Depois de atravessar os anos de Better Call Saul sem receber o prêmio que merecia, ela chega com uma personagem que depende menos de transformação física e mais daquela atuação contida, precisa e aparentemente simples que o Emmy tantas vezes demora a reconhecer.

Com favoritos definidos e prêmios já entregues, o Emmy ainda pode surpreender na noite de segunda-feiraCom favoritos definidos e prêmios já entregues, o Emmy ainda pode surpreender na noite de segunda-feira - Divulgação

A categoria de comédia é menos previsível. Hacks chega à despedida com Jean Smart favorita a vencer como Melhor Atriz pela quinta vez consecutiva, o que significaria ganhar por todas as temporadas da série. É difícil imaginar uma despedida mais perfeita, especialmente porque Deborah Vance e Jean Smart se tornaram praticamente inseparáveis aos olhos do público.

Para Melhor Comédia, porém, Widow’s Bay aparece como a grande ameaça. A série já demonstrou força nas categorias técnicas e pode repetir o tipo de varrida que transformou The Studio no fenômeno do Emmy anterior.

Matthew Rhys também chega fortalecido por Widow’s Bay, uma das séries do momento, enquanto Harrison Ford tenta conquistar seu primeiro Emmy por Shrinking. Aos 84 anos, ele se tornaria o vencedor mais velho da categoria de Ator Coadjuvante em Comédia.

É uma daquelas narrativas irresistíveis para qualquer premiação: um astro que não precisa mais provar nada, mas que ainda não tem aquela estatueta específica na prateleira.

O problema é que, depois de algumas temporadas marcadas por vitórias em bloco, o Emmy corre novamente o risco de apenas confirmar escolhas já anunciadas.

Prêmios envolvem qualidade, mas também campanha, política, timing e a necessidade de criar uma narrativa. Arte não compete de maneira objetiva, embora passemos horas fingindo que sim.

Com Mariska Hargitay no comando da apresentação, a cerimônia deve misturar previsibilidade, despedidas e homenagens. Minha aposta continua sendo The Pitt no drama, Jean Smart como a grande estrela da comédia e Widow’s Bay capaz de produzir a surpresa da noite.

Se os favoritos vencerem, o Emmy será uma confirmação. Se a votação se dividir, talvez tenhamos finalmente uma festa em que mais de uma série possa celebrar.

CULINÁRIA

Entenda as diferenças entre gelato e sorvete e veja receitas

Entenda as diferenças e veja receitas para combinar com a sobremesa; modo de preparo, temperatura, quantidade de gordura e até a presença de ar interferem na textura e na percepção dos sabores

12/09/2026 09h00

As principais diferenças entre o gelato e o sorvete estão na proporção dos ingredientes, quantidade de ar incorporada e, consequentemente, intensidade no sabor

As principais diferenças entre o gelato e o sorvete estão na proporção dos ingredientes, quantidade de ar incorporada e, consequentemente, intensidade no sabor Pexels

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Na hora de escolher uma sobremesa gelada, é comum colocar gelato e sorvete na mesma categoria. Afinal, ambos são cremosos, doces e consumidos frios.

Apesar da aparência semelhante, porém, os dois produtos podem apresentar diferenças importantes na composição, no processo de fabricação e até na temperatura em que chegam à mesa. Essas características ajudam a explicar por que o gelato costuma ter textura mais densa e sabor mais concentrado.

A diferença começa ainda na receita. De acordo com o nutricionista André Facchin, da Gelato Borelli, o gelato tradicional costuma ser elaborado com uma proporção maior de leite e menor quantidade de creme de leite.

A composição pode resultar em um produto com menor teor de gordura do que alguns sorvetes convencionais.

“A principal diferença está na receita e na fabricação. De forma geral, o gelato tradicional é preparado com maior proporção de leite e menor quantidade de creme de leite, resultando em um teor de gordura inferior ao encontrado em muitos sorvetes convencionais. Além disso, durante a produção, incorpora menos ar à mistura, o que confere uma textura mais cremosa e consistente, além de realçar o sabor dos ingredientes”, explica.

Isso significa que a diferença não está simplesmente no nome dado à sobremesa. O processo pelo qual a mistura passa interfere diretamente na estrutura do produto.

Entre os pontos que ajudam a distinguir as duas preparações estão a quantidade de ar incorporada, a proporção de ingredientes utilizados, a temperatura de armazenamento e serviço e a escolha das matérias-primas.

MAIS OU MENOS AR

Um dos aspectos que passam despercebidos pelo consumidor é a quantidade de ar presente na sobremesa.

Durante a fabricação, a mistura pode incorporar ar, o que modifica volume, peso e textura. Nos sorvetes industrializados, essa incorporação tende a ser maior, enquanto o gelato artesanal apresenta uma estrutura mais densa.

Na prática, isso significa que uma porção de gelato pode parecer menor em volume quando comparada a uma porção de sorvete, mas, ainda assim, apresentar bastante intensidade de sabor. A estrutura menos aerada faz com que os ingredientes estejam mais concentrados na preparação.

“Essa menor incorporação faz com que o gelato apresente maior concentração de sabor e uma cremosidade característica, permitindo que os ingredientes sejam percebidos de forma mais intensa”, afirma Facchin.

A característica também ajuda a explicar uma das diferenças mais perceptíveis durante o consumo. Em vez de uma textura mais leve e aerada, o gelato apresenta consistência cremosa e compacta. A sensação na boca é resultado não apenas dos ingredientes, mas de todo o processo de produção.

Por isso, o sabor de uma fruta, do chocolate ou de outros ingredientes utilizados na receita pode aparecer de maneira mais evidente. Quanto maior a concentração de determinados componentes, maior tende a ser a percepção de suas características.

É importante, no entanto, não transformar essa diferença de fabricação em uma regra absoluta para todos os produtos disponíveis no mercado. Existem diversas formulações de sorvete e de gelato, e a composição varia conforme a receita, o fabricante e o método de produção.

VARIAÇÃO DE TEMPERATURA

Outro fator que interfere na percepção é a temperatura. Gelato e sorvete não são necessariamente servidos nas mesmas condições, e isso influencia diretamente a maneira como o paladar identifica sabores e aromas.

Em geral, o gelato é servido próximo de -15°C, enquanto muitos sorvetes são armazenados em temperaturas próximas de -20°C. Embora alguns graus possam parecer uma diferença pequena, a temperatura tem papel relevante na experiência sensorial.

“Quando um alimento está muito gelado, nossa percepção de aromas e sabores diminui. Como o gelato é servido em uma temperatura ligeiramente mais alta, ele favorece uma experiência sensorial mais rica, permitindo identificar melhor as características de cada ingrediente”, destaca o nutricionista.

Isso acontece porque o frio intenso pode reduzir temporariamente a percepção do paladar e dos aromas. É por esse motivo que uma sobremesa retirada diretamente de um congelador muito frio pode parecer menos saborosa nos primeiros momentos.

À medida que a temperatura aumenta ligeiramente, os sabores tendem a se tornar mais perceptíveis.

No caso do gelato, a temperatura de serviço é pensada para preservar a consistência e, ao mesmo tempo, favorecer essa percepção. A sobremesa chega à colher suficientemente firme para manter sua estrutura, mas sem estar tão congelada a ponto de dificultar a identificação dos sabores.

Essa característica também muda a forma como a sobremesa pode ser apreciada. Em vez de simplesmente consumir algo gelado para refrescar, o gelato pode ser degustado observando textura, aroma e sabor de cada ingrediente.

DO POTE AO PRATO

Embora o gelato costume ser consumido sozinho, servido em copinho ou casquinha, ele também pode entrar em preparações mais elaboradas. A sobremesa gelada combina com frutas, bolos, biscoitos e outras receitas quentes ou em temperatura ambiente.

A combinação entre temperaturas diferentes, inclusive, pode criar uma experiência interessante. Um bolo recém-saído do forno servido com uma bola de gelato, por exemplo, coloca lado a lado a massa quente e a sobremesa fria.

O contraste também funciona com frutas assadas, tortas e algumas preparações com chocolate.

Nesse caso, a escolha do sabor do gelato pode transformar completamente o resultado. Sabores mais neutros, como baunilha ou creme, combinam com frutas e sobremesas de chocolate. Já opções com frutas podem equilibrar receitas mais doces e densas.

Para quem quer aproveitar o gelato em casa, algumas combinações simples podem transformar a sobremesa sem exigir técnicas complicadas.

As principais diferenças entre o gelato e o sorvete estão na proporção dos ingredientes, quantidade de ar incorporada e, consequentemente, intensidade no saborBrownie de chocolate com gelato de baunilha - Foto: Pexels

Brownie de chocolate com gelato de baunilha

Ingredientes:

  • 150 g de chocolate meio amargo;
  • 100 g de manteiga;
  • 3 ovos;
  • ¾ de xícara (chá) de açúcar;
  • ½ xícara (chá) de farinha de trigo;
  • 2 colheres (sopa) de cacau em pó;
  • 1 pitada de sal;
  • Gelato de baunilha para servir.

Modo de Preparo:

> Derreta o chocolate com a manteiga em banho-maria ou no micro-ondas, mexendo a cada 20 segundos para evitar que o chocolate queime. Em outro recipiente, misture os ovos e o açúcar. Acrescente o chocolate derretido com a manteiga e mexa até obter uma mistura uniforme.

Adicione a farinha, o cacau e o sal, misturando apenas até incorporar os ingredientes. Transfira a massa para uma forma pequena forrada com papel-manteiga e leve ao forno preaquecido a 180°C por aproximadamente 20 minutos a 25 minutos.

O brownie deve ficar assado nas bordas e ainda úmido no centro. Espere alguns minutos antes de cortar e sirva uma fatia ainda morna com uma bola de gelato de baunilha.

As principais diferenças entre o gelato e o sorvete estão na proporção dos ingredientes, quantidade de ar incorporada e, consequentemente, intensidade no saborAffogato simples - Foto: Pexels

Affogato simples

Ingredientes:

  • 1 bola de gelato de baunilha ou creme;
  • 1 dose de café espresso quente.

Modo de Preparo:

> Coloque o gelato em uma xícara ou taça pequena. Prepare o café espresso e despeje imediatamente sobre a bola de gelato. Sirva em seguida.

A receita combina a temperatura do café com a do gelato e também contrapõe o amargor do café à doçura da sobremesa. Para variar, é possível utilizar gelato de chocolate, avelã ou caramelo.

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