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GASTRONOMIA

Confira uma saborosa receita da tradicional sopa paraguaia

Quinta-feira (24) foi o Dia Internacional do Milho; celebre o cereal, a segunda maior cultura agrícola do Brasil, que é bastante versátil na cozinha e mais saudável do que se imagina, com uma receita saborosa e bem prática da tradicional sopa paraguaia

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O Dia Internacional do Milho foi celebrado na quinta-feira (24). Base de várias receitas tradicionais em quase todo o Brasil, o milho é um alimento nutritivo e versátil que pode ser preparado de diversas formas.

Além de ser uma das principais fontes de alimento do brasileiro, o milho tem importância estratégica nas exportações do agronegócio e representa a segunda maior cultura na produção agrícola do País – a primeira é a soja.

O milho é fonte de energia e nutrientes essenciais para a saúde humana. Rico em vitaminas (A, B1 e B3), fibras e minerais (cálcio, ferro, fósforo, magnésio e potássio), o cereal fortalece o sistema imunológico, melhora o funcionamento intestinal e ajuda a prevenir doenças, como o reumatismo. Além disso, é fonte de carboidratos, não tem glúten e é uma alternativa energética para pessoas com diabetes.

A nutricionista Júlia Paiva explica que o milho apresenta carotenoides ligados à prevenção de algumas doenças degenerativas da visão, como a zeaxantina e a luteína, que estimulam o sistema imunológico e agem como antioxidantes.

Ainda conforme a especialista, as fibras resultantes do processamento do milho por meio da moagem também trazem benefícios à saúde, ao influenciar o perfil das lipoproteínas (conjunto de proteínas e lipídios que ajudam o transporte da gordura pelo plasma) e os níveis de colesterol sanguíneo.

“O milho é, literalmente, um prato cheio para a indústria de alimentos. O óleo é utilizado na formulação de margarinas, maioneses e molhos, o farelo serve para ração animal – de porcos, frangos e bois – e a farinha, o amido, a glicose, o fubá e o creme obtidos desse grão têm diversas utilidades”, diz Júlia, que atua como professora do curso de Nutrição da Estácio. 

O xarope de milho, por exemplo, é amplamente usado na confeitaria como adoçante. Está presente em balas de goma, chicletes, biscoitos, sorvetes, geleias e frutas cristalizadas, além de sopas desidratadas, hambúrgueres, salsichas, salames e mortadelas. No caso do hambúrguer, o açúcar evita o encolhimento da carne durante a fritura, enquanto nos embutidos colabora para fixar a cor e dar liga.

Além disso, afirma Júlia Paiva, o milho faz parte dos cereais não maltados presentes em muitas cervejas.

“Outro de seus subprodutos, o corante caramelo, integra a composição de cervejas e mais bebidas alcoólicas, refrigerantes, chás, achocolatados em pó, molhos e caldas”, esclarece.

DEU NO NY TIMES

Para a aventura do sabor deste fim de semana, a sugestão do Correio B é a tradicional sopa paraguaia, que muita gente “come de joelhos”, mas não tem ideia de quão fácil é o preparo. Um dos itens que encabeçam o ranking das iguarias da culinária de Mato Grosso do Sul, a sopa paraguaia não é um alimento cobiçado somente no Estado, mas também, como indica seu nome, no vizinho Paraguai e também no nordeste da Argentina.

UM ERRO?

Mas essa espécie de bolo ou torta salgada tão presente na região já ultrapassou o interesse local faz tempo. Por exemplo, em janeiro do ano passado, a sopa paraguaia foi destaque no jornal norte-americano The New York Times, que a chamou de “pão de milho denso”. É interessante acompanhar como o olhar estrangeiro interage com a iguaria. A reportagem afirma que permanece a pergunta sobre a origem do preparo: sua criação teria mesmo origem no erro de um chef no século 19?

Segundo a reportagem, durante o mandato de Carlos Antonio López (1790-1862), que presidiu o Paraguai por um longo período, de 1844 a 1862, um chef “empolgou-se” com a farinha de milho e transformou uma “simples sopa” em um pão que conquistou o presidente. Bridget María Chesterton, professora de História da Buffalo State University, confirma que a sopa paraguaia é, desde essa época, um prato nacional no Paraguai. Mas a primeira receita teria sido publicada somente em 1931.

ELO CULTURAL

O periódico dos EUA destaca ingredientes como a farinha de milho, a cebola, o queijo, o leite e os ovos. A textura única, semelhante à de um pudim de pão, aliada ao sabor distintivo do milho, a torna a preferida nas mesas paraguaias. Além do sabor, a sopa paraguaia é emblemática pela história e pelo papel que desempenha na identidade gastronômica do Paraguai.

Mesmo que a primeira receita tenha sido publicada décadas depois de sua consagração, há relatos de sua existência anterior. Haveria, por exemplo, uma influência dos cario-guaranis, que já utilizavam milho nativo em pães semelhantes. Isso torna a sopa paraguaia um importante elo entre cultural e histórico no país vizinho, um lastro que se estende ao território sul-mato-grossense.

Sopa paraguaia

Ingredientes:

  • 500 g de farinha de milho;
  • Meio litro de leite;
  • 300 g de cebola cortada;
  • 6 ovos;
  • 250 ml de óleo de milho ou girassol;
  • 300 g de queijo paraguaio, ricota ou queijo minas;
  • 1 colher (sopa) de sal.

Modo de Preparo:

Corte a cebola em estilo julienne. Aqueça o óleo e frite a cebola.

Quando a cebola estiver transparente, retire do fogo e deixe esfriar.

Enquanto isso, coloque a farinha de milho em uma tigela e adicione o leite, as gemas, o queijo e a cebola e misture bem.

Bata as seis claras em neve e adicione à preparação com movimentos envolventes.

Espalhe a mistura em uma assadeira untada, leve para cozinhar no forno por 30 minutos em temperatura máxima.

Lembre-se que a preparação da sopa paraguaia deve ser semilíquida para obter o sucesso desejado. Caso contrário, a sopa será dura por falta de umidade suficiente.

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Guarda compartilhada de Pets: Justiça ou exagero?

A Dra. em psicologia Vanessa Abdo fala sobre o assunto na coluna desta semana

26/04/2026 14h30

Guarda compartilhada de Pets: Justiça ou exagero?

Guarda compartilhada de Pets: Justiça ou exagero? Foto: Divulgação

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A justiça deve decidir com quem fica um pet após a separação de um casal? Para alguns, isso soa como exagero. Para outros, é o reconhecimento de um vínculo legítimo. Nos últimos tempos, a chamada guarda compartilhada de animais de estimação tem provocado debates intensos e dividido opiniões.

Existe um argumento frequente de que "é só um animal" e que o sistema judiciário não deveria se ocupar disso. Mas essa visão ignora uma transformação importante: os pets passaram a ocupar um lugar afetivo central nas famílias. Eles não são mais acessórios da vida doméstica. São presença, companhia e, muitas vezes, parte da estrutura emocional de quem cuida.

Por outro lado, também é preciso cuidado para não romantizar tudo. Quando a justiça entra em cena, geralmente é porque o diálogo já falhou. E, em muitos casos, o pet deixa de ser apenas um vínculo afetivo e passa a ser instrumento de disputa. Não é sobre o bem-estar do animal, mas sobre quem "ganha" a relação. E isso, sim, é preocupante.

A questão talvez não seja se é exagero ou não, mas o que nos trouxe até aqui. Por que adultos não conseguem construir acordos sobre algo que envolve cuidado? Por que o conflito precisa escalar a ponto de exigir intervenção jurídica? Essas perguntas dizem mais sobre a qualidade das relações do que sobre o papel da justiça.

Reconhecer a importância emocional dos pets é um avanço. Transferir para o judiciário a responsabilidade de mediar vínculos afetivos pode ser um sinal de que ainda temos dificuldade em sustentar conversas difíceis e acordos maduros.

No fim, não se trata apenas de quem fica com o animal. Trata-se de como lidamos com o fim, com o outro e com aquilo que construímos juntos.

E talvez a pergunta mais honesta seja: estamos preparados para assumir, de forma adulta, os vínculos que escolhemos criar?

Vamos desatar esses nós?

@vanessaabdo7

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 27 de abril e 03 de maio. Esforços virarão resultados.

Como arcano regente, o Cavaleiro de Ouros aponta que paciência e perseverança começam a dar frutos, transformando esforços em resultados concretos e duradouros.

26/04/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 27 de abril e 03 de maio. Esforços viraram resultados.

A energia do Tarô da semana entre 27 de abril e 03 de maio. Esforços viraram resultados. Foto: Divulgação

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O Cavaleiro de Ouros, como carta regente da semana, aponta para um período de progresso constante e metódico, guiado pela disciplina, pela confiabilidade e pela paciência, mais do que pela pressa.

É um convite a valorizar as tarefas do dia a dia, investir no planejamento financeiro e construir estabilidade com consistência. Em outras palavras, é tempo de semear com cuidado para colher no futuro. Os avanços podem ser lentos, mas serão firmes e seguros ao longo da semana.

O Cavaleiro de Ouros nos lembra de ter paciência e perspectiva quando as coisas não saem como planejado. Esta carta nos encoraja a enxergar os contratempos como oportunidades de crescimento pessoal e resiliência.

Às vezes, a vida nos leva por caminhos inesperados, e só olhando para trás conseguimos entender por que algo não deu certo como esperávamos.

Ainda assim, o Cavaleiro de Ouros nos assegura que esses desvios podem nos conduzir a bênçãos ainda maiores do que imaginávamos. Ele nos incentiva a manter o rumo e seguir em frente, mesmo quando o progresso parece lento ou inexistente. O sucesso, afinal, costuma ser resultado de esforço consistente ao longo do tempo. É importante permanecer focado nos objetivos e confiar na jornada, mesmo quando o caminho não está claro.

O Cavaleiro de Ouros incorpora qualidades como confiabilidade, dedicação e meticulosidade. Ele é retratado como uma figura firme em uma jornada lenta e constante, montado em um cavalo robusto e segurando um grande pentagrama dourado.

Essa carta reforça a importância de uma abordagem prática e disciplinada em nossos projetos. Ela nos convida a sermos pacientes e diligentes, priorizando benefícios de longo prazo em vez de gratificações imediatas.

Algo que você esperava não aconteceu como imaginava? Existe um incômodo por ainda não “ter” aquilo que parece tão presente na vida dos outros? O Cavaleiro de Ouros atravessa os campos com os olhos voltados para o futuro, mas carrega uma silenciosa frustração com o agora.

Diante dele, a paisagem parece árida, sem sinais imediatos de crescimento e a dúvida surge: quanto tempo ainda será preciso percorrer o mesmo caminho até que algo floresça?

Para se tornar Rei, esse Cavaleiro precisa provar sua capacidade de cultivar e fazer prosperar. Mas há um ponto essencial nessa jornada: a terra só responde quando ele encontra paz dentro de si e compreende o valor do tempo presente. É nesse aprendizado — de paciência e autoaceitação — que a verdadeira transformação começa. Como dizia Charles Chaplin: “A persistência é o caminho do êxito.”

Também é interessante notar que, entre todos os cavaleiros do Tarô Waite-Smith, o Cavaleiro de Ouros é o único cujo cavalo está parado. Isso indica que os acontecimentos estão momentaneamente estagnados.

Embora ele deseje avançar, precisa aprender algo essencial que só pode ser encontrado onde ele está agora: no presente. É no presente que reside a magia de transformar as circunstâncias.

O Universo tem uma maneira de oferecer aprendizados. As lições surgem na forma de “contratempos” recorrentes, que se repetem até que você absorva o que precisa mudar na sua forma de pensar. À primeira vista, pode parecer apenas mais um obstáculo: “Por que isso sempre acontece comigo?!” — mas é nesse momento que você deve se perguntar: “O que essa situação está tentando me ensinar?” “Como posso usar isso como uma oportunidade de fortalecimento?”

Talvez essas repetições estejam ensinando paciência, autoaceitação, limites ou a não depender da validação dos outros. Talvez o aprendizado seja simplesmente encontrar paz com quem você é agora, com todas as suas imperfeições percebidas.

Nesta semana, o desafio é olhar para situações que parecem retrocessos e reconhecer seu valor como lições de crescimento. Pergunte à situação: “Por que você continua acontecendo? O que está tentando me ensinar?” É natural sentir decepção por um tempo, mas depois é preciso enxergar o valor desse aprendizado. Reflita sobre como frustrações do passado o fortaleceram e o conduziram a resultados ainda melhores do que aqueles que você imaginava querer.

Esse Cavaleiro, com sua armadura e seu cavalo firme, simboliza determinação e dedicação inabalável. Ele nos ensina que o sucesso muitas vezes nasce da consistência e da perseverança, mesmo diante das dificuldades.

Com sua abordagem cuidadosa e planejamento meticuloso, ele mostra que agir por impulso nem sempre é a melhor estratégia. Em vez disso, observar, analisar e avançar com um plano bem estruturado tende a trazer resultados mais positivos. Quando a vida apresentar desafios inesperados, lembre-se da firmeza do Cavaleiro de Ouros: aprenda, adapte-se e permaneça comprometido com sua jornada.

Assim como os cavaleiros dos outros naipes, o Cavaleiro de Ouros representa trabalho, esforço e a responsabilidade que surge a partir dos sonhos e ideais do Pajem. Ele é o personagem mais trabalhador, metódico e atento aos detalhes do Tarô. Pode não ser o mais inspirador ou criativo, mas faz o necessário para alcançar seus objetivos, mesmo que isso envolva tarefas repetitivas ou rotineiras.

Esta carta indica que você está avançando de forma metódica em direção às suas metas. Há um plano definido, e você está seguindo-o com disciplina. Talvez não seja rápido, mas é constante, dedicado e comprometido. Um passo de cada vez até concluir a tarefa.

A carta também sugere que você continue exatamente como está: avançando gradualmente, sem necessidade de mudar sua abordagem. Confie no processo, mantenha suas rotinas e, com o tempo, você alcançará seus objetivos.

O Cavaleiro de Ouros anuncia oportunidades no campo material: trabalho, finanças e construção de patrimônio. É uma energia que favorece tudo o que exige estrutura, disciplina e busca por segurança.

Mais do que correr, ele ensina a avançar com consistência, valorizando cada etapa do processo. Às vezes, o melhor caminho é justamente o mais lento, desde que seja firme e bem construído. Como dizia Abraham Lincoln: “Eu ando devagar, mas nunca ando para trás.”

Trabalho & Carreira:
No campo profissional, o Cavaleiro de Ouros surge como um indicativo de progresso sólido e reconhecimento merecido. Ele revela que a dedicação constante começa a dar frutos e que você segue alinhado com seus objetivos. A carta pode apontar para conquistas concretas, como uma promoção, melhoria financeira ou o destaque das suas habilidades e competências no ambiente de trabalho.

Finanças:
No campo financeiro, o Cavaleiro de Ouros é um excelente presságio. Ele indica a chegada de oportunidades, com potencial de crescimento e ganhos consistentes. A carta reforça a importância de uma postura prática e responsável diante do dinheiro, privilegiando decisões seguras em vez de riscos impulsivos. O foco deve estar no planejamento e na construção de estabilidade, com os olhos voltados para resultados sólidos no longo prazo.

Relacionamentos:
No amor, o Cavaleiro de Ouros aponta para vínculos estáveis e construídos com solidez. Ele traduz lealdade, confiança e compromisso, indicando relações que se desenvolvem com constância e segurança. Para quem já está em um relacionamento, sugere uma parceria firme, com bases fortes e potencial de crescimento.

Já para os solteiros, pode sinalizar a chegada de alguém confiável, disposto a investir em um vínculo duradouro e emocionalmente estável. Mas lembre-se: a carta representa confiabilidade, lealdade e atitudes constantes, não necessariamente grandes demonstrações românticas. Nesta semana, as ações falam mais alto do que palavras.

Conselho:
Vá com calma. Não tenha medo de avançar devagar para garantir precisão. O Cavaleiro de Ouros aconselha observar bem o terreno antes de seguir adiante.

Possíveis desafios:

Teimosia:
Pode haver resistência a mudanças necessárias ou dificuldade em ceder em determinadas situações.

Estagnação:
Cuidado para não cair em uma rotina excessivamente monótona ou se perder nos detalhes a ponto de esquecer o panorama geral.

O Cavaleiro de Ouros mostra que você tem uma habilidade natural para planejar e executar. Você visualiza o objetivo, define o melhor caminho e segue com foco constante. Quando entra no “modo execução”, o trabalho é feito, mesmo que exija esforço intenso. Meticuloso, você cuida de cada detalhe e não deixa nada pela metade. Para você, é essencial concluir tarefas e projetos com qualidade e honrar seus compromissos.

Às vezes, essa carta também aponta para os aspectos mais simples ou até monótonos da vida: a rotina diária, tarefas repetitivas, obrigações domésticas e responsabilidades. Pode ser que você precise se dedicar a um projeto ou tarefa até o fim, com comprometimento total. Com o Cavaleiro de Ouros, é necessário assumir responsabilidades sem reclamações.

Por fim, essa carta sugere que você está adotando uma abordagem mais moderada e conservadora neste momento. Mesmo sentindo que mudanças podem estar a caminho, você permanece fiel ao que já sabe que funciona. Rotina e planejamento cuidadoso são suas ferramentas para alcançar seus objetivos.

Pode não ser o período mais empolgante, mas há segurança em saber que você está no caminho certo. Mesmo que o cansaço apareça ou a vontade de desistir surja, o Cavaleiro de Ouros convida você a persistir porque o sucesso virá.

O Cavaleiro de Ouros como carta da semana sugere um ritmo mais calmo e estratégico. É tempo de priorizar planejamento, disciplina e constância, agindo com responsabilidade para construir bases firmes, sem pressa, mas com segurança. A semana valoriza o trabalho consistente e a organização como caminhos para alcançar objetivos.

Siga no seu tempo, com firmeza e confiança: cada passo dado com consciência aproxima você do resultado que deseja. “Não importa quão devagar você vá, desde que não pare.” Confúcio

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

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